Poemas quando eu me Amei de Verdade
Umas palavras raras
Emiliano Lima de Araujo
Eu tenho que encontrar
Um desses livros caros
Umas palavras raras
Umas poucas certezas
Uns dois ou três amigos,
Um sorriso sincero.
Eu tenho que alcançar
Mais algumas metas
Outros tantos pontos
E eu tenho pressa,
Quero logo tudo
Quero descansar
Um dia eu vou ser
(Pra alguém.)
Um desses livros raros,
Um amigo certo
Um sorriso sincero
Alguma maluca meta
Eu tenho que encontrar
Tudo que preciso alcançar
E eu tenho pressa,
Eu quero descansar.
Onde?
Onde posso eu ser julgado,
por meus tantos pecados.
Mas julgado meu bem,
pelo mau que causei.
Mas não pelo amor que dei.
Onde posso ser condenado?
Condenado porém,
Pelos perdões que devo,
E não porque me atrevo
não me barbear.
Onde posso eu, ser preso?
Ser preso ontem,
Pelo dedo que apontei,
Mas murchar jamais
pelas rosas que roubei.
Onde posso ser executado
Depois de julgado e condenado,
cá entre nós já estou cansado.
Vou perder a vida e chocar o mundo,
Ao provar que andando errado,
Eu só errei ao ser infeliz.
Talvez seja
Como em outros dias, hoje eu resolvi parar e planejar uma vida inteira e o que já faz parte da minha rotina, pensar em nós dois.
Talvez seja apenas mais uma coisa boba, mais um sonho e não passe disso, mas quem sabe tudo isso seja um sinal de que no final tudo ficará bem, como já ouvi dizer “tudo que vem fácil, vai fácil.” Não sei dizer ao certo, mas se não for isso e for apenas uma forma de me enlouquecer, parabéns você está conseguindo. Confesso que pensei várias vezes em te ligar e confesso também que fiz de tudo pra te esquecer...
Chega à noite, deito e vem você no meu pensamento, podíamos estar juntos, mas a vida e a distância nos impediram, podia estar falando com você, mas o orgulho e o medo me impediram, podíamos sair pelas ruas de mãos dadas, e mais uma vez a vida e o orgulhos nos impediu...
Quantas vezes eu tive uma vontade enorme de gritar pra todo mundo ouvir o que nunca pude falar, quantas vezes deixei de falar o que pensava me preocupando com o que os outros iriam pensar, quantas vezes imaginei nós dois, quantas vezes deitei e não dormi, quantas vezes passei às 24 horas do meu dia pensando em você? Pois é, não foram poucas, não mesmo, mas cada vez que eu percebia você tão longe e tão ausente isso tudo acabou com meus sonhos e pensamentos.
Não imaginei passar por isso, mas é assim mesmo sempre fará parte da vida nos surpreender, cair, levantar... Mas ficar no chão, jamais.
ANTES CONTIGO, HOJE SEM TI
ANTES CONTIGO, sempre tive tudo o que eu quis
Seu amor, seu carinho e sua compreensão
HOJE SEM TI, digo que sou infeliz
Vivendo a vida triste e na solidão
ANTES CONTIGO, eu era um sonhador
Cheio de vida e felicidade
HOJE SEM TI, não passo de um sofredor
Sendo obrigado a viver só de saudade
ANTES CONTIGO, tudo era diferente
Tudo era lindo como uma noite de luar
HOJE SEM TI, já não sou mais tão sorridente
E no espelho só vejo tristeza no meu olhar
Quase sempre procuro uma maneira de te ver
Pois é muito forte esta emoção
Mas saiba, não consigo e nem quero te esquecer
Pois vives em minha alma e no meu coração
Querida, peço-te desculpas
E ao mesmo tempo peço-te perdão
Mesmo sabendo que é minha culpa
De tudo estar nesta situação
Mas saiba que na alma sinto a dor de uma ferida
E no coração, um sofrimento que não acaba mais
ANTES CONTIGO, eras bela a minha vida
HOJE SEM TI, eu já não vivo em paz
ORIGINAL ESCRITO EM 16/10/1991 23:45 DA NOITE DE QUARTA-FEIRA
" Por ser diluvio, serei tragédia
Pra quem foi luz, causei as trevas
Eu vi tua luz em sons agudos
Mas eu? fui grave! em tons de luto. "
Só levo uma saudade – é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!
(...)
Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
EU SOU
EU SOU, como o ar que percorre este mundo alucinado
Tentando alegrar o coração de um ser magoado
EU SOU, como a luz que ilumina o mundo diariamente
Tentando evitar quem ao mal conduz, um pobre ser vivente
EU SOU,como uma rocha dura difícil de ser quebrada
Tentando evitar a dor que perfura, a alma de uma pessoa abandonada
EU SOU, como a natureza contida na floresta
Lutando para preservar a beleza, daquilo que ainda resta
EU SOU, como os animais
Que lutam para sua sobrevivência
Sou o coração dos Pais que educam seus filhos
Com a mais pura convivência
EU SOU, como o mar, grande e tão profundo
Tentando loucamente limpar
O ódio e o mal existente no mundo
EU SOU, aquele que me amo
E apesar do meu jeito de ser, o mundo vai saber
Que também sou um ser humano
ORIGINAL ESCRITO EM 26/07/1989
CERTA VEZ
Certa vez eu dissera a mim mesmo que a poesia acalmava a alma. O resultado? Caí no abismo.
Eu não sou daqui
Ainda me perco nesta cidade.
Um caminhar descalço que ferem
os pés da alma.
Não me acostumo com esses monstros,
Cheios de gente, iluminados, imponentes!
Sou das montanhas de Minas. Lá ficou
Morando minha infância,depois que vim
Para cá,correndo nos terreiros, subindo
Os manguerais, driblando as carreiras
De café.
Lá ficaram minhas despreocupações,
No colo de minha avó, no banco da cozinha.
Aqui tem gente demais; têm pedras demais...
Corremos demais, buscamos demais, e
Nos perdemos.
Sarça
Chegou a noite,
Como dormirei eu, se até a minha Alegria entristeceu-se?
Chegou a meia-noite e foi-se os amigos; quem ficará e consolar-me-á?
Miserável sou eu.
Como ramo espinhoso espanto os pássaros que trazem alegria, e fugindo, escondem de mim sua voz.
Longe de mim brincam as criancinhas,
E de mim fizeram a coroa do sofrimento.
Até em ti Alegria, causei dor.
Meus espinhos perfuraram tua pele, e rasgaram teu coração.
Minhas raízes fizeram-te tropeçar,
E meu tronco foi para ti como pedra à cabeça.
Agora desfalece tu aos meus pés.
Sangrei-te com meus abraços,
Fiz-te sofrer com minhas carícias.
Como lírio delicado és tu, oh Alegria.
Qual louco fez permitir-te florir em meio à sarça?
Pacto
Grita minha alma.
Chora meu espírito.
Maldito e miserável, sou eu.
Dar-me a morte, pois eu não vivo sem minha amada.
Fuja, meu amor,
Mas antes, dar-me a morte.
Meu espírito sente angústia mortal.
Toma teu coração, e foge de minha face.
Mas antes, dar-me a morte.
Afasta-te de mim, meu amor,
Eu não posso ser por ti amado.
Por isso, imploro,
dar-me a morte.
DIAS ENUVIADOS
Se eu pudesse nos dias enuviados
Acender o sol para você viver.
Eu colocaria uma cor a mais, vibrante...
Não no sol mas na sua alma
E nos seu lábios um pouco do meu batom de cereja.
Deixa-me ser a criança que rabisca sua vida, colorida!
Já que preferiu
Me afastarei.
Atrás de você
Eu não correrei.
Pois com sua frieza
Eu me assustei.
O título de trouxa
Na minha testa eu estampei,
Nos alertas dos meu amigos
Eu não acreditei,
Já que a mão no fogo
Por você eu coloquei.
Me queimei.
Pois mais uma vez
Eu me enganei.
Cada dia o tempo passa
E eu aqui a pensar
Quantas palavras lindas
Que a você devo externar
Meiga e pura
Simples e cordial
Esplêndida e garbosa
Egrégia e sideral
Foi de repente
Que me fez te admirar
Por toda sua beleza
E seu jeito espetacular
Se um dia partir
Morrerei de saudade
Pois não vou conseguir
Ficar sempre cheio de alacridade
Por acaso eu vi sua foto
E não deu para esconder
O mais sincero sorriso
Que eu dei sem perceber
Na verdade o que sinto
É o mais puro amor...
Amor que é para sempre
Mesmo que me traga dor
Quando penso em desistir
Do nada lembro da paciência;
Que vem do amor
Mesmo na sua ausência
O que farei sem você...?
Sem o seu sorriso
Sem os seus abraços
Sem você não vivo.
Já são duas da manhã
E eu não consigo te esquecer
Já tentei de todas as formas
Já não sei o que fazer
A vontade é imensa
De poder te apreciar
De me amarrar aos seus beijos
Até minha boca se cansar
Queria que fosse passageiro
Que fosse apenas uma paixão
Mas foi amor de verdade
Que invadiu meu coração
Penso em todos instantes
Dias horas e minutos
Em poder ser todo seu
E em podermos ficar juntos
Cada dia o tempo passa
E eu te vejo tão distante
Por isso tenho que externar
O quanto és linda e importante
Só você que me inspira
Só você...
Por isso pensei que seria fácil
De eternamente te esquecer
A saudade aperta
E eu pedindo para voltar
Pois só você me ilumina
E consegue me acalmar
Se um dia eu consegui
Te darei todo meu coração
Mesmo que seja para sempre;
Mas não teria melhor sensação
NINGUÉM ME ENSINOU!
Leonildo Alves de Sousa
Ninguém ensinou como eu deveria ser
Aí você me falou e comecei a aprender
E, realmente, ficou bem o meu viver...
Foi com você que aprendi a ter prazer!
Eu era ingênuo, não sabia nada da vida
Alguém do interior, tímido, sem talento
Que não sabia o que era afeto e guarida
Vazio, sem emoção e frio de sentimento!
Não era nada, absolutamente ninguém
Vivia por viver, vendo o tempo passar
Sem maldade, o pensamento no além
Mas, você me ensinou e aprendi a amar!
Aí, começou a alegria do meu pleno ser
A maior satisfação que consciente já tive
Aprendi que amar é emoção, é ter prazer
E é felicidade tá com quem se convive!
Amar é tudo de bom, é show de bola
É a coisa que dar toda paz e alegria...
A qualquer tempo e, ou, a qualquer hora
Amar é se soltar, é festa, dança e poesia!
Amar é o homem se tornar criança
Puro, alegre, transparente e sorridente
Amar é não perder a fé e a esperança
E se sentir leve e ficar sempre contente!
Aprendi isto contigo e agora sou feliz
Você cuidou de mim e me ensinou a ficar
A minha vida tomou o rumo que você quis
Agora com você sei o que é amar e amar!
Alguns sentem medo;
Eu? apenas seu cheiro;
Em faces? o constrangimento.
Calmo e astuto, porém imperfeito.
À palmos de um surto, conheço a mim mesmo.
Conheça te, mesmo que não faça sentido
Cresça e constate, o mundo não lhe dará ouvidos;
Aguce os sentidos, eu? venho das sombras.
Onde os inimigos, São além de pessoas.
Demônios corrompem, me fizeram abstrato
Mas isso foi ontem, Pertence ao passado.
E tudo aqui passa, mesmo olhares sem graça,
O que por si só nos mata, Aquecido em brasa
Espinho cortantes, rosa com sangue, fé no amanhã.
Branca de neve? veneno. não morda a maçã.
Sem conto de fadas, mas luta de espadas
Sem escudos e máscaras, o faiscar das adagas.
