Poemas quando eu me Amei de Verdade

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“” Quando tudo tornar-se doce
Pensa no amargo que provastes
E valoriza a doçura

Quando tudo for azul
Lembra-te que as cores não são dores
Mas presentes de deus para ti

Quando observares o luar
Pensa em seu amor
E reclama sua presença, para não ser lua solitária

Quando o futuro chegar
Lembra-te de teu passado
E tudo quanto deixastes de fazer ...E pede perdão

Quando sentires que fostes perdoada
Lembra–te de mim
E das histórias que deixamos de sonhar...””

Inserida por OscarKlemz

“” QUANDO TUAS FLORES
NÃO DESABROCHAREM COM O TEMPO
LEMBRAREI DE TI NO PERFUME DO VENTO
E TE CHAMAREI, SAUDADE...””

Inserida por OscarKlemz

“” Ser amor
Sendo que a dor
Ronda
Ser amor
Mesmo quando a maldade
sonda
ser amor
e fim...””

Inserida por OscarKlemz

"" O castigo foi um tanto cruel
Quando moldou resistência
E navegou desejando outro mar
Que maldade
Perversidade brincando de ser feliz
Vamos tomar cachaça...
Eu e a solidão
Ai tu vens como cantiga
E sopra sonhos
No peito do incólume sonhador
Que perdido
Resigna a sorte...
Agora
É tudo ou nada...""

Inserida por OscarKlemz

“” Quando recebermos mais do que precisarmos
E isso nos indignar, nos constranger
Saberemos que existe algo maior a ser buscado
E essa essência será nossa maior virtude...””

Inserida por OscarKlemz

“” Quando você encontrar um erro meu,
Não me leve a mal...
Sou normal...””

Inserida por OscarKlemz

“” Enquanto vivo
Brinco um pouco a mais
Quando a viagem acabar
Tchau, foi divertida demais...””

Inserida por OscarKlemz

“” Legal mesmo antes de se juntar
É quando uma ama de cá
E outro ama de lá...””

Inserida por OscarKlemz

“E quando me dei conta,
Estava ali parado, inquieto, calmo e turbulento...
Era só de um abraço apertado que eu precisava, ou só queria.
Era só algumas palavras que eu queria, ou precisava ouvir.
Eram tantas coisas que eu só fiquei ali, parado, calmo e turbulento!”

Inserida por sergio_de_moraes

⁠QUANDO AS HIENAS CHAMAVAM MAMÃ E PAPÁ AOS URSOS

Nasceram com semblante de predadores
Tão engraçados na sua graça
De hierarquias de carapaça,
Tais lacaios do mundo devoradores.

Sempre, por demais bajuladores
Dos que vendem a alma ao diabo,
Engraxadores de botas e ladrões de rabo,
Quadrúpedes homens e algozes mores.

Dormem de dia; atacam pelo escuro
Em bandos de covardes avejões,
Escondem a fronha em panos de esconjuro.

Eis as hienas malcheirosas como caixões
Que encerram a podridão do impuro;
Serão elas, lambedoras de ursos, o futuro!

(Carlos De Castro, in Torre Velha, 26-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

QUANDO O VENTO MATAVA A FOME A ALGUNS POETAS

Agreste vento do meu viver
Arrasta-me nas tuas asas contigo,
Seja por amor ou maior castigo,
Sou aquela besta de um ser
Que nunca quiseste ser comigo.

Credor sou da má sorte de bicho
Devedor és tu de falsas esperanças
Mortas à nascença como crianças
Abandonados fetos em sacos de lixo.⁠

(Carlos De Castro, in Rio da Cerezelha, 28-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠POEMA PARA UM IRMÃO QUE NUNCA TIVE

Nasci só para ser só!
Tão só
Que quando nasci
E a luz vi
Disse a minha mãe:
Vê se me trazes um irmão,
Para podermos jogar ao pião...
E os partos dolorosos
Sulfurosos
De minha mãe, continuaram...
Nove anos, após o primeiro passaram
Depois do pedido feito
A minha mãe,
Agora no Além
Mas sem efeito
A súplica minha,
Talvez mesquinha.
E então, cá fiquei até agora
Sem aurora
Neste inverno da vida
Que nunca foi vida, não,
Sem ti, meu imaginado irmão!
Que triste é morrer
Sem ter
A costela de um irmão
Encostada à minha que vive
À espera desse irmão
Que nunca tive.

(Carlos De Castro, in Poesia de Mim Só, em 26-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠QUANDO O MALABARISTA É TAMBÉM MANIPULADOR

Nasceu na ralé dos seres impuros
Fruto de sexos inseguros
De sífilis que atacavam a esmo
Mesmo
Quando procriavam
No cio que inventavam.
Mostrava cabeladura farta
Escondendo nos entrefolhos
Rimas e rimas de piolhos
À conquista da cidade
Que não era dele na idade
Nem na pureza das raças
Das couraças
Da verdade tripeira
Por inteira.
Tocava, diz com nostalgia,
Em conjunto de esfolar ao bicho
Nas guitarras e batuques do prolixo
Que vozes, de verdade não havia!
Hoje, um dos tantos vadios,
Homem sem caráter e de palavra falsa,
Arranjou uma senhora de brios
E faz relação com ela, como se fosse valsa
Dançada ao som da vaca fria.
É um malabarista
Que se diz artista
De manipulador,
Esterco, o estupor.

(Carlos De Castro, in Praia dos Pescadores, em 31.07.2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

SENTIR SEM TI

Senti em mim
Até que enfim,
Que o dia
Quando nascia,
Era já noite para mim.

E assim, em sinfonia,
Se o fosse, eu completaria
O ciclo atroz da morte,
Que de outra sorte
Numa centelha de luz
Que mesmo apagada,
Reluz
Na madrugada,
Momento de enganar a morte,
Eu escolheria.

E daria
As voltas à vil tosa,
Engenhosa,
Manhosa,
Fantasiosa,
Folclórica
Esclerótica.

Essa feia patuta
Bruta
Infiel
Cruel
E já em desnorte.

Viva a vida
Morte, à morte!

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 19-08-2022) ⁠

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠OS OPRESSORES

Quando eles nos cortam a palavra:
Há quem grite ainda mais alto
Ao baixo e pesado,
Como voz de mulher contralto,
Em soprano com sobressalto
Declamado:
Ninguém nos destruirá a lavra!

Que não nos levem a mal
Os opressores mal caídos,
E outros assim como tal
Iletrados e falidos
Dum bem chamado: palavra!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-11-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠P E P I T A

Quando me foges ao longe
Fico tão triste, desprezado,
Torno-me em vida de monge,
Nesta solidão do meu fado.

Foste sempre o meu outro lado,
O calor no frio dividido em dois,
No aconchego do nosso estrado,
Erguido no antes para o depois.

Fica-me no olfato o perfume,
Do teu cheiro de puro ciúme
Tão louco e canil que agita.

E queima como o forte odor
Dos teus sonoros flatos de amor,
Minha terrier cadelinha, Pepita.

(Carlos de Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 10-01-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

SONHOS INCERTOS

⁠Ó sonhos por construir
Neste coração de sentir,
Dir-me-eis
Quando vireis,
No agora ou no porvir?

Ó amores que prometeis
Os vossos belos anéis,
Dizei-me tições fogosos
Vícios da carne gostosos,
Quando vireis?

Ó vida real e crua,
Afasta de mim a incerteza:
Sonhos serão surpresa,
Como corpo de mulher nua?

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 13-01-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

PRAGA ROGADA

⁠Diziam-lhe
E rediziam-lhe
Que quando ele se fosse
Um dia
Para a eterna enxovia,
O diacho do Demo
Rei dos infernos
Eternos,
Nem queria
Vê-lo lá.

Não é que de rir
Foi tanta a vontade
Que ele o fez às despregadas,
Saiu-lhe o umbigo fora
E agora
Olhando por si abaixo
Consegue apalpá-lo,
Massajá-lo,
Ao umbigo,
Que saiu do seu postigo.

Continuou a olhar para baixo
Do umbigo
Apalpou,
Massajou,
E nada...
Não viu nem apalpou nada!
Então disse aos seus botões:
- Medo do inferno !?...

No inferno, já estou eu!

E adormeceu...

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-04-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠CHUVA QUE DÁ SONO

Confesso, tinha tantas saudades
Da chuva que faz dormir
Que quando ela veio
De mansinho,
Eu fui logo para a janela
Que não deixa ver o mundo
Mas só a natureza molhada
Desta chuva que encharcava
O corpo das carvalheiras
As primeiras
A rejuvenescer na primavera
Com aqueles ramos e folhas de hera
A serpenteá-las,
A abraçá-las
Naquele longo apertar
Delicioso de amantes
Sem estações.
Com os cotovelos no parapeito
Da janela,
A começar já a ficar sem jeito,
Fui adormecendo
No sono dos justos.
A chuva boa continuava a cair
O meu gato cego de um olho, a dormir,
O Camões,
Também sem estações.
Ele, na alcofa
E eu sem ela
Naquela janela.
Como é bom dormir
Sem contar,
Só com a chuva a chorar
E as lágrimas a escorrer
Pelos vidros de uma janela.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-04-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠O PÓS E O PRÉ

Lembro-me ainda de quando era velho
A cair de podre.
O ventre saído desmesurado
Expelido
Inchado
Como que a rebentar
A bomba fatal
Tal odre
Que estoura
Em excessos
Possessos
De processos
De químicas
De álcool com salmoura.

Menino, agora, já sou outra vez.
Com pés a caminho da cova,
Voltarei ao pó
Pó, pó, pó, pó
E cinza adubada.

Vou tornar a ser
Um novo ser
A nascer,
Não demora nada.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-04-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro