Poemas quando eu me Amei de Verdade
ANJO GABRIEL
Amo um garoto
seu nome é gabriel
um garoto bonitinho
um anjo que caiu do céu
um anjo que não podemos machucar
um anjo que não podemos magoar
um anjo que não podemos ferir
mas sim um anjo que podemos amar
gosto de te abraçar
por que me sinto segura
por que teu corpo me aquece
e as vezes até cura.
pena que não posso sempre te abraçar
pena que não posso te beijar
pena que não posso te amar
mas só basta um minuto perto de ti
para nas nuvens flutuar.
Nesse mundo de ilusão
As vezes machuca meu pobre coração
Esses amores que vem e que vão
Acabo sendo boba,e agindo pela emoção.
Mas você não
Você é diferente
Me dá carinho,amor
Age como gente
Mas será que estou serta?
Será que vc me ama?
ou só me engana?
Será que é paixão ?
No nosso coração?
Tantas perguntas de amor
E as veses até de dor.
Vou te contar uma verdade
É a mais pura realidade
Posso não saber o que é namorar
Posso não saber até mesmo beijar
Mas sei muito bem o que sinto por você
É amor
E sei que nunca vai acabar.
Esse poema é só para vc
Meu sol
Minha luz
O meu lindo
Bem querer
Anjo Gabriel,meu lindo nascer!
Vilões—Qualidades
um vilão não espera compreensão
muito menos ter razão
às vezes somos pouco vilões
pra defender e proteger alguém
Bem, amar sozinho é se destruir a cada momento
Esperar que alguém mude
É se condenar
Decidir ficar, sem ter motivos
É pedir para sofrer
Não saber quando desistir
É se perder
Insistir no que passou
É apenas angústia
Por isso, não fique sem motivos
Saiba quando desistir para seguir em frente
Jamais faça as mesmas escolhas
E espere resultados diferentes
A vida há de ser boa
Você encontrará um novo amor
Se permita amar novamente
Olhe pra novas pessoas
Aprenda coisas novas
Viva a cada instante
E não se culpe por ter amado sozinho
Uma pena para aquele que não te quis
Você merece o melhor
Então por favor, apenas desista desse amor.
Eu quero ser amada de verdade,sem ser traída,sem ser julgada,sem ser recriminada,quero se amada pela mulher que sou,que sinto que falo,que sei.
E quero amar.
Quero amar de verdade,quero amar alguém que me ame e jamais consiga abrir mão de mim,que jamais consiga tentar me esquecer.
Que me tenha como prioridade,que se orgulhe da mulher louca que sou ás vezes,mas que tenha paciência da menina boba que consigo ser ás vezes também.
Quero amar alguém que me admire pelo que sou,que consiga ver em mim todo o amor que tenho guardado.
Quero amar alguém que entenda que o que quero muita vezes é um olhar apaixonado interessado no que eu falo.
Quero um amor que se interesse não só no que eu falo,mas que também se interesse no que eu sinto,no que eu gosto.
Quero amar alguém que me trate como boneca,princesa,menina,mas que valorize a mulher ousada,inteligente,madura,frágil porém forte quando necessário que sou!
Eu quero amar alguém que valorize acordar e logo pela manhã já sentir minha falta como com certeza eu também sentirei a dele.
Quero amar alguém e dividir tudo com ele,e que não sejam só os planos e sonhos,mas que sejam muito mais que isso...
Eu quero dividir,ser,dar e receber cada sorriso,cadas suspiro apaixonado,cada beijo cheio de amor,desejo e saudade!
E eu quero sentir saudade...e quero que ele também sinta saudades de mim,como nunca experimentou sentir antes por ninguém.
Eu quero amar alguém que verdadeiramente me ame incondicionalmente,e que seja tudo que preciso e que peço aos céus todas as noites!
Eu quero amar alguém que me põe de pé quando eu precise,que me repreenda por amor,por amar,por me amar...alguém que me invente e reinvente,que me acolha,me afague,e que seja meu...só meu!
Por que eu quero ser dele,só dele...só do meu amor!
A SOMBRA SOU EU
A minha sombra sou eu,
ela não me segue,
eu estou na minha sombra
e não vou em mim.
Sombra de mim que recebo luz,
sombra atrelada ao que eu nasci,
distância imutável de minha sombra a mim,
toco-me e não me atinjo,
só sei dó que seria
se de minha sombra chegasse a mim.
Passa-se tudo em seguir-me
e finjo que sou eu que sigo,
finjo que sou eu que vou
e que não me persigo.
Faço por confundir a minha sombra comigo:
estou sempre às portas da vida,
sempre lá, sempre às portas de mim!
Sem que o discurso eu pedisse,
Ele falou; e eu escutei,
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.
Canção de Primavera
Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou.
Eu, cantar, já não canto. Mas vós, aves,
Acordai desse azul, calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.
Eu, Invernos e Outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio…
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.
Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio,
Vem com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.
Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto;
Ter sol, não tenho; e amar…
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo?
Sabedoria
Desde que tudo me cansa,
Comecei eu a viver.
Comecei a viver sem esperança...
E venha a morte quando
Deus quiser.
Dantes, ou muito ou pouco,
Sempre esperara:
Às vezes, tanto, que o meu sonho louco
Voava das estrelas à mais rara;
Outras, tão pouco,
Que ninguém mais com tal se conformara.
Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?
Sei que já nada é meu senão se o não tiver;
Se quero, é só enquanto apenas quero;
Só de longe, e secreto, é que inda posso amar...
E venha a morte quando Deus quiser.
Mas, com isto, que têm as estrelas?
Continuam brilhando, altas e belas
Eu me chamo Zé Limeira
De Lima, limão, limança
A estrada de São Bento
Bezerro de vaca mansa
Valha-me Nossa Senhora
Tão bombardeando a França!
Recife. Ponte Buarque de Macedo.
Eu, indo em direção à casa do Agra,
Assombrado com a minha sombra magra,
Pensava no Destino, e tinha medo!
Na austera abóbada alta o fósforo alvo
Das estrelas luzia... O calçamento
Sáxeo, de asfalto rijo, atro e vidrento,
Copiava a polidez de um crânio calvo.
Lembro-me bem. A ponte era comprida,
E a minha sombra enorme enchia a ponte,
Como uma pele de rinoceronte
Estendida por toda a minha vida!
A noite fecundava o ovo dos vícios
Animais. Do carvão da treva imensa
Caía um ar danado de doença
Sobre a cara geral dos edifícios!
Tal uma horda feroz de cães famintos,
Atravessando uma estação deserta,
Uivava dentro do eu, com a boca aberta,
A matilha espantada dos instintos!
Era como se, na alma da cidade,
Profundamente lúbrica e revolta,
Mostrando as carnes, uma besta solta
Soltasse o berro da animalidade.
E aprofundando o raciocínio obscuro,
Eu vi, então, à luz de áureos reflexos,
O trabalho genésico dos sexos,
Fazendo à noite os homens do Futuro.
Nota: Trecho de "As Cismas do Destino": Link
Fim de estação. Eu continuei a viagem
Para além do fim da estação.
Quantos eram? Quatro,
Cinco, poucos mais.
Casas, caminhos, nuvens,
Enseadas azuis, montanhas
Abrem as suas portas
Quando Deus aparece pra você?
Pra mim, ele aparece sempre através da música. Pode ser uma música popular, pode ser algo que toque no rádio, mas que me chega no momento exato em que preciso estar reconciliada comigo mesma. De forma inesperada, a música me transcende.
Deus me aparece nos livros, em parágrafos que não acredito que possam ter sido escritos por um ser mundano: foram escritos por um ser mais que humano.
Deus me aparece – muito! – quando estou em frente ao mar.
Deus aparece quando choro. Quando a fragilidade é tanta que parece que não vou conseguir me reerguer. Quando um amigo me liga de algum lugar distante e demonstra estar mais perto do que o vizinho do andar de cima. Deus aparece no sorriso e no abraço espontâneo de alguém querido. E nas preocupações da minha mãe, que mãe é sempre um atestado da presença desse cara.
E quando eu o chamo de cara e ele não se aborrece, aí tenho certeza de que ele está mesmo comigo.
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.
(...) mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.
Quando as longas conversas
transformam em diálogos de apenas duas frases,
é o silêncio por completo que se aproxima...
O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Acordes em oferta, cordel em promoção
A Prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação
O universo para
e se comporta do jeito que você espera
quando você olha.
Por isso, quando quiser que algo te surpreenda,
feche os olhos.
Quando a gente ama
Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama
