Poemas Pequenos de Amor
Nos tempos modernos as pessoas são apenas números que contam estatísticas, é com grande pesar que digo; a tecnologia é o câncer que se mútua na sociedade muda.
Melhor do que roubar um coração é oferecer o seu por inteiro. Um nunca terá o outro, mas nenhum deles ficará partido.
Quem ama, odeia amar. Quem odeia perdoa o seu próprio ódio, aprende que amar é fingir que tudo é eterno.
Aceitei dançar o ballet dos nossos dias orquestrados como quando eu saio pela porta e te aguardo do lado esquerdo da porta do elevador.
No cálice de meu ventre lhe sirvo o mais nobre e doce vinho de mosto de uva sã, fresca e madura à tremular seus sentidos!
Tenho gostos singulares e você não os entenderia.
Excepcionalidade não é para um bom entendedor e sim para um perfeito sentidor.
Vedarei meus olhos e ouvidos, blindarei meu corpo contra tudo que escurece meus dias e me aprisiono no meu mundo de encantos e assim seguirei.
Amo usurpar do silêncio da noite e avocar para mim toda sua essência, colocando-as em linhas e nelas poder transbordar toda minha eloquência de forma exímia.
Subjulgue minha alma, desnuda-me prenda-me na maestria dos sentidos.
Meu corpo em júbilo deixando minha consciência em estado torpor.
Jamais quero me perder de mim mesma.
Minha sensibilidade únicamente minha ninguém me arrancará, ela viverá em mim, mesmo que dilacere minha alma.
Ela era um furacão disfarçado de garoa, sorte de quem a tinha por perto, azar de quem a deixou escapar.
Eu quero ver as cidades cada vez mais violentas: corações sendo roubados, preconceitos sendo destruídos e mais pessoas viciadas no amor. No mais, paz. Por favor!
Se a sua cara-metade ainda é um sujeito oculto em suas orações, não perca as esperanças. Um dia o sujeito se torna simples, explícito, eterno...
Entre teu sono, teus sonhos caminho com pés descalços. Se acordas sou água que entorna seus entornos ao se refrescar, escorrendo do riso até a curva mais suntuosa de tua vontade; nesse pequeno instante me pertences.
