O sexo e o amor são parecidos com uma briga de lobos,enquanto um vagueia na superfície da pele do outro,o outro crava as garras no coração desprevenido.
Duas pessoas podem escrever e assumir a autoria de uma história de amor,
mas um documentário anônimo entre dois,também tem o seu valor.
O amor nasce de um gesto afável,e percorre um risco entre o amável e o brutal.
O amor próprio é saber diferenciar,entre a falta de interesse,e a falta de tempo.
A semente do amor pode até demorar nascer,depende das condições do terreno onde foi plantada.
O amor também é implicante,tem um gosto picante,em cada gesto tem o gosto especial.
Sou intenso e profundo,transbordo amor,se você tem medo,providencie um bote salva vidas,ou se afogue só.
Até pensei que fosse amor, mas era uma cópia de um rascunho mal feito,uma piada sem graça,uma intimidade não autorizada,um esculacho no coração,uma esculhambação não interpretada.
O amor é brega,cafona,insensato,anda por aí no mundo perfeitinho sem ser percebido.
Talvez o amor que você precise não está nenhum palmo de distância de você,e nem se deu conta.
É viver uma mentira,falar de amor próprio, se também não está no próximo.
O amor é um tremendo cafetão,que cedo ou tarde,transforma nosso coração em um cabaré.
Tem gente chamando de amor o comodismo,mas é isso,um estado de sentir,e seguir sorrindo para o abismo.
Aos refugiados de amores fracassados,não poderei dar-lhes amor,mas a minha amizade como abrigo.
O amor é uma estrada sem acostamento,sem placas de sinalização,sem passagem para os indecisos.
Precificaram o amor,perdeu-se a graça,virou relíquia o que era pra ser doado e devolvido de graça.
O mercado está bem diverso,vendem-se dignidade,amor próprio,respeito,gramas de consciência,por qualquer tostão,e caraminguá.
O preço do amor é a perda,e alguns inconsequentes só descobrem na hora de pagar.
Não questione o que o outro chama de amor,ninguém tem que gostar da mesma cor
Eu que velava o teu sono em algumas noites,hoje velo o cadáver desse amor, que matei friamente.
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