Poemas para um Amigo Passando por Dificuldades
Associar a amizade ao princípio ativo da sensação do bem estar, é de um obscurantismo monstruoso. Não existe amizade quando o objeto desejado, é alvo em comum. Isso independe da forma de governo, ou do sistema econômico, faz parte do ser, é intrínseco de cada um.
281225
Um dia tudo acaba. Não importa se você está rindo numa festa ou chorando num quarto escuro. Não importa se tem dinheiro sobrando ou se falta até o básico. Não importa se está cercado de gente ou sozinho no silêncio. A vida não pergunta, não avisa, não negocia.
O fim chega. Seja pela doença, pela velhice, pelo acaso ou pelo destino. O campo fica vazio, a igreja se cala, a casa se fecha. O que você acumulou, o que você conquistou, o que você perdeu — nada disso muda o fato de que o último suspiro vem para todos.
A única diferença está no caminho até lá: como você vive, o que você faz, o que você deixa. Porque o fim é igual para todos, mas o peso da história que carregamos é o que nos distingue.
Então não se engane: o tempo é curto, a vida é dura, e o fim é certo.
O que você faz agora é o que vai ecoar quando não houver mais voz.
“Debaixo da Casca”
Bom dia.
Acordei com um desejo que pede voz há anos:
organizar o mundo que carrego dentro.
São ideias demais, caminhos demais, emoções demais —
como se minha mente fosse um cruzamento onde ninguém obedece o sinal.
Ser escritor, ou algo próximo disso, é caminhar com excesso.
Às vezes as palavras correm;
às vezes param todas, como se fizessem greve.
Eu falho, assumo, e recomeço — sempre.
Hoje declaro meu querer mais sincero:
reunir minhas crônicas, dar forma ao que sinto e penso,
e transformar tudo isso num livro dedicado aos meus alunos,
meu verdadeiro conteúdo.
Digo sem medo: não dou conta sozinho.
E aceitar ajuda também é política —
a política da humildade, da construção, da responsabilidade.
Quero romper minha própria casca.
Deixar sair o que é frágil e forte,
íntimo e público,
poético e indignado.
Quero transformar minhas aflições em páginas
e minhas páginas em memória viva.
Bom dia a quem tenta não viver só por fora.
Bom dia a quem insiste em ter miolo num país de cascas polidas.
Bom dia a quem escreve, tropeça, levanta
e segue —
porque a palavra sempre encontra seu destino.
“Às vezes, viver sendo quem você é parece um desafio grande demais para caber no peito.
É como tentar respirar num mundo que nem sempre entende as suas dores, os seus medos, os seus sentimentos.
Muitas vezes você quer fazer o certo, quer seguir um caminho de paz, mas existe um receio silencioso de ser machucado de novo.
Porque a rejeição dói. E a incompreensão pesa.
As pessoas olham, apontam, deduzem…
mas quase nunca enxergam o coração por trás da história.
No meio de tantas opiniões, existe Alguém que vê além da aparência, além das escolhas, além das falhas: Deus.
Ele conhece a batalha que você trava no silêncio.
Ele sabe dos seus conflitos, dos seus pedidos, da sua vontade sincera de acertar.
E mesmo quando o mundo tenta te definir, Ele te chama pelo nome.
Ele não te abandona, não te despreza, não te coloca à margem.
O amor d’Ele não muda.
Por isso, mesmo cansado, você continua.
Porque lá dentro, onde ninguém enxerga, existe a certeza de que o único que pode julgar é Deus —
e Ele escolheu te amar antes de qualquer palavra, rótulo ou opinião humana.” - Carlos Brum Oficial
O universo é só um pensamento,
máquina viva sem operador,
reflete em mim seu movimento,
sou engrenagem do seu motor.
William Contraponto
Ciranda da modinha!!
Pra mim !! ...- um termo cultural que se refere a um movimento descartável - Modas que surgem e desaparecem, como uma dança circular, sem deixar marcas duradouras. Um reflexo da sociedade de consumo, onde o novo é valorizado e o antigo é descartado !!. Mas.. nessa ciranda, há também espaço para toda criatividade!! E a expressão cultural!?! Está com toda força e a todos instantes se reinventando!
Com carinho
Teresa Cristina Santana
Aprendeu o que era liberdade quando, pela primeira vez, nomeou as suas prisões.
Não foi um gesto suave: foi uma descoberta dura, como arrancar uma raiz que já se enraizou no peito.
Viu que ignorância não é ausência de saber, mas uma cela que nos impede de ver o mundo inteiro; que hipocrisia é a máscara que nos rouba a face e nos faz viver em duplicidade; que avareza transforma o coração em cofre e a vida em cálculo; que ambição sem limite é uma corrente que puxa para longe do que importa.
Reconheceu também as prisões mais íntimas: o ódio que corrói, a vergonha que paralisa, a vingança que envenena qualquer possibilidade de recomeço.
Liberdade, então, deixou de ser palavra vazia e passou a ser tarefa: desfazer nós, abrir portas, aceitar a dor do corte para que a respiração volte a ser inteira.
Não é fuga. É escolha. É olhar para dentro e recusar o que nos reduz. É aprender a viver sem trancar a própria alma.
A verdadeira liberdade não chega como presente. Nasce do trabalho de reconhecer cada prisão, nomeá‑la, enfrentá‑la e, quando possível, perdoá‑la.
Quem faz isso não se torna imune ao medo, mas deixa de ser prisioneiro dele.
E nessa saída, encontra-se o espaço onde a vida pode, enfim, ser vivida com coragem e verdade.
Aprendeu o que era liberdade quando descobriu quais eram Suas prisões.
"Era um cheiro de causar inveja, às flores, quaisquer.
Perfume de mulher.
O negro dos cabelos, que cobria minha solidão, em uma noite qualquer.
Cabelo de mulher.
Seus gestos, seus beijos, que me transformaram de um pagão, a um homem de fé.
Jeito de mulher.
Suas palavras, falácias, que me faziam feliz, da cabeça aos pés.
Mentiras de mulher.
Quando em meu peito, ouvia o acelerar, daquele que todo homem quer.
Coração de mulher.
Me perdi na escuridão deles, tentando livrar-me das tristezas, mas eram o meu malmequer.
Olhos de mulher.
Por causa dela, hoje em perdição, no mundo, perdi minhas esperanças, minha fé.
Só encontrei mágoas e dor na sua, paixão de mulher..."
"Creio eu que, as lagrimas, são o combustível de um bom coração.
Acredito também que, todo aquele que chora, por vezes, merece o perdão.
Minhas lágrimas foram em vão.
Minhas palavras de perdão.
Nada valeram, desde sempre então.
Eu vivo apaixonado por ti, mas desde então, flerto com a solidão.
Do teu amor, seria indigno, meu coração?
Seria eu, digno de perdão?
Eis a questão.
O frio da madrugada, sempre desperta esse tipo de reflexão.
Com o tempo, sua indiferença, me ensinou uma importante lição.
Não se deve perdoar quem não é capaz de nos dar perdão..."
"Eu não posso desejar que você seja feliz com um outro alguém.
Mas isso não quer dizer que eu, não te queira bem.
Do seu sorriso, o meu amor, se tornou refém.
É você que me tem.
Se me pedisse um motivo pra ficar, eu lhe daria mais de cem.
Quando te olho, fico zen.
Por você, eu vou além.
Mas me trata com desdém.
Se no fundo, ainda me deseja, então vem.
Ser feliz e fazer feliz, aquele que só lhe quer bem..."
Se você precisa se mostrar menos do que é, para ser aceita em um lugar, você não pertence àquele círculo.
Rubennita Olyndo
31/12/2025
Realmente somente um sofredor para entender outro sofredor
Sofrendo sozinho, atormentado em meus pensamentos incapaz de desabafar e as pessoas achando que sou louco por me isolar expressando sentimentos de tristeza, homens também choram.
Ano Novo...
É um marco para a tomada
de novas resoluções.
É quando nos determinamos a construir
um mundo mais fraterno.
Desejo que a sabedoria Divina nos
ensine em 2026, a compartilhar
respeito, amabilidade, consideração mútua,
Assim construiremos um Novo Mundo em
um Novo Ano.
Feliz 2026!
Um abraço fraterno do amigo,
Depois...
restou apenas o eco das ausências,
um vazio que corrói como ferrugem.
Os encontros se despedaçaram,osolhares se perderam,
as mãos nunca mais se reconheceram.O depois é cruel,um abismo que engole lembranças,
um veneno lento que apaga até o que foi belo.E no fim,o depois não é futuro,
é só a ruína do que já não existe.
Entre, não fique nervosa, de um sorriso, conto as horas
Venha, se enrosca, me sufoca, saia da toca
É a nossa vida, se esforça ou dedica, se arrisca
Na hora de amar não se complica, vamos nos pertencer
Deixa acontecer, ficamos nesse vai e vem só ate o amanhecer, pode ser?...(Saul Beleza - Ca dentro da nossa porta)
"Completamente sem saida, e sem querer sair, muito carente de um amor, do teu amor se possivel, caso contrario jamais te esquecerei."
(Mario Valen - Saul Beleza)
A passagem de um ano não é apenas um marco cronológico, mas um exercício de consciência. O tempo avança de forma implacável, e cada ciclo encerrado nos confronta com aquilo que fomos capazes — ou não — de compreender, construir e transformar.
Ao nos aproximarmos de 2026, o verdadeiro convite não é apenas ao otimismo, mas à responsabilidade pelo próprio crescimento. Recomeçar não significa ignorar o passado, e sim integrá-lo com lucidez, extraindo dele aprendizado, discernimento e maturidade.
Que 2026 seja um ano orientado por decisões mais conscientes do que impulsivas, por propósito mais do que por urgência, e por valores sólidos em vez de expectativas frágeis. Que haja ambição, mas acompanhada de ética; esperança, sustentada por ação; e fé, aliada à razão.
Que avancemos não apenas em conquistas externas, mas em consistência interior, tornando o tempo vivido digno do tempo que nos é concedido.
Que 2026 seja um ano de clareza, progresso e sentido.
O tempo passa como um vento!
Tudo é passageiro na vida.
Então viva como se hoje fosse o último dia do ano...
"A nossa vida é como um livro, cada página lida nos leva em direção ao túmulo.
Como de ti me livro? Como te repugno?
Como posso ir pro próximo capítulo, se continuo lendo e relendo o último?
Amar quem é incapaz de amar é do absurdo o cúmulo.
Das nossas lembranças não me livro, e com isso as mazelas acumulo.
Tento esquecer, mas me recordo de tudo.
Ela ou eu, não sei quem tem menos escrúpulo.
Percebi, há muito, que não seríamos um, mas nosso amor é rútilo.
Ao meu eu, ela sempre em primeiro; pra ela, eu sempre em último.
A nossa vida é como um livro, e quando finalizei a página de nós dois, encontrei-me em meu túmulo..." - EDSON, Wikney
"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo.
Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo.
Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo.
O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno.
A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno.
Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo.
Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno.
Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto.
Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo.
Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto.
Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo.
Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto.
Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso.
Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo.
Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."
