Poemas para Homens

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Se o seu deus é tão poderoso, por que ele sempre precisa que os homens mais gananciosos da terra façam a coleta do dízimo por ele?

O Direito não deve temer máquinas inteligentes; deve temer homens que as utilizem sem limites inteligentes.

“O Direito é mais humano quando reconhece que seus julgamentos são feitos por homens que também ignoram.”

“O Direito não existe para ensinar os homens a amar, mas para impedir que a falta de amor destrua os direitos uns dos outros.”

“O primeiro dever de uma Constituição é impedir que a diferença entre os homens se transforme em diferença de dignidade.”

“Quando a lei pretende possuir Deus, o Estado deixa de governar homens e começa a governar consciências.”

“O Direito não existe porque Deus deixou de julgar os homens, mas porque nenhum homem deveria receber o poder de ser Deus sobre outro.”

“O Direito é uma humilde invenção humana contra a antiga tentação de homens se comportarem como deuses.”

“Entre a certeza de Deus e a dúvida dos homens, o Estado deve escolher a liberdade.”

As leis envelhecem e morrem para que os homens possam continuar vivendo sob novas ficções.

Julgar os vivos é ofício dos homens; a morte é a sentença que o universo profere sem advogado de defesa.

A lei estabelece limites para os homens; a sabedoria pergunta quem vigiará os limites da própria lei.

O Direito procura a justiça entre os homens; a ciência procura evidências sobre o mundo. Confundi-los é tão perigoso quanto separá-los completamente.

Há homens que defendem a liberdade até o instante em que descobrem que ela também pertence aos seus adversários.

Talvez a maior conquista da razão não seja descobrir respostas, mas impedir que homens armados de certezas transformem dúvidas em crimes.

A aparência de virtude pode convencer os homens; somente a coerência entre consciência, palavra e ação convence a própria consciência.

A razão é distribuída entre os homens; o que frequentemente os diferencia é a disposição de submetê-la ao método antes de submetê-la às próprias convicções.

Na política, os homens frequentemente julgam aquilo que conseguem enxergar antes de investigar aquilo que realmente existe; por isso, a aparência também se transforma em instrumento de poder.

Quem pretende exercer ou conservar poder precisa compreender menos aquilo que os homens dizem ser e mais aquilo que seus interesses, medos e ambições revelam que são.

Quem pratica a injustiça pode escapar da sentença dos homens, mas dificilmente escapa da degradação de sua própria consciência.