Poemas para dar Presente
O Peso da Ausência Presente
Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.
O passado ensina, o futuro provoca...mas é o presente que decide...
decide se amamos, se perdoamos, se recomeçamos ou se seguimos distraídos,
acumulando dias...
sem realmente viver nenhum
Porque viver não é esperar pelo momento perfeito...
é reconhecer a beleza do instante presente. E quando aprendemos a amar sem adiar...
a vida deixa de ser apenas tempo passando e se transforma em tempo vivido.
Meu beijo de hoje é para você, uma pessoa linda que, mesmo longe, está sempre presente.
Aquela pessoa com quem a gente pode conversar sobre tudo, a qualquer hora. Ela sabe dar conforto com o coração sem querer nada em troca. E quando ela precisa, sabe que pode contar comigo da mesma forma, sem problemas.
Não importa o tempo que passamos longe uma da outra: a amizade é irmã do amor. Ela não tem uma cara específica, mas tem troca, afeto, respeito, carinho, confiança e alegria.
É aquela pessoa que diz o que acha certo, mesmo quando não é o que a gente quer ouvir — mas que respeita nossas decisões sem julgar.
Que avisa do perigo quando não estamos enxergando, mas não briga pelas escolhas que fazemos.
Argumento do Presentismo Epistêmico
P1. Todo acesso cognitivo possível ocorre no presente (sensações, pensamentos, inferências, memórias e registros são estados atuais).
P2. Qualquer suposta evidência do passado é acessada apenas como um estado presente que representa o passado.
P3. Não existe um critério não circular que permita distinguir, a partir do presente, entre representações verídicas de um passado real e representações falsas de um passado inexistente.
P4. Onde não há critério de distinção epistemicamente justificável, não há conhecimento, apenas hipótese ou convenção.
P5. Atribuir estatuto epistêmico pleno ao passado equivale a afirmar conhecimento onde só há indeterminação epistemológica.
C. Logo, a única epistemologia racionalmente justificável é o presentismo epistêmico: apenas o presente possui estatuto cognitivo pleno; o passado pode ser assumido pragmaticamente, mas não conhecido.
Pergunta o meu nome querendo dizer Pedro.
A data do meu aniversãrio pedindo presente.
Qual a minha opinião sobre patos, bigodes, bolsas e crentes?
A rachadura na parede ouve,
nitidamente, seu quack-quack, nãoseioquelá, deuses.
E Pedro pedreiro, muito penseiro
só matraqueando seu trem
que só vai
que só vai
que só vai
E eu aqui,
já desisti de me empolgar
esperando, esperando, esperando,
só vejo um bife desfocado a tagarelar
E o amor cristão se faz presente mais uma vez.
Os bonzinhos seguidores do deus de amor que despedaça crianças, parte mulheres grávidas ao meio, mata primogênitos, pede o sacrifício de um filho pra saber sobre o amor de um pai por esse mesmo deus "bondoso" (já que o onisciente não sabia, não é mesmo?), manda quem não o segue ou quem não segue suas regras ao inferno pra queimar e sofrer pela eternidade e manda duas ursas despedaçarem 42 crianças vivas até a morte, deixaram uma mulher morrer sangrando porque acharam que ela tivesse feito um aborto. Leiam novamente.
- Marcela Lobato sobre o caso do hospital que deixou uma mulher com endometriose falecer ao invés de ajudá-la por terem achado que a mesma teria cometido um aborto, o que não seria motivo para tratá-la dessa maneira.
Sempre me fere pela ausência tão presente.
Sempre me fere essa presença incessante na ausência.
- Marcela Lobato
O meu olhar segue na altura
do voo do Condor-dos-andes,
eu estou presente em cada
passo do último bastião
da verdadeira alma popular
da minha América do Sul
que não canso de adorar.
Os rostos cansados,
as mãos calejadas,
os sacrifícios sem par,
as expectativas frustradas,
as palavras engolidas,
dos mineiros bolivianos
- merecem ser respeitadas.
Um ninguém que se acha
alguém estando ou não
com o poder na mão,
que não consegue respeitar
quem é capaz de descer
até as profundezas
para erguer um país inteiro,
já morreu por dentro
- só não tem conhecimento.
Uma mensagem com o fundo
preto nem mesmo em momento
de guerra eu e o mundo inteiro,
nunca vimos nada parecido;
quem conhece a linguagem
do poder reconhece o perigo
mesmo neste dia natalino.
Ou melhor, sabe muito bem
que é a prova pública do caráter
de quem é incapaz de respeitar
- nada nem ninguém,
que não vale um vintém;
e se nutre do lucro mortem.
O Angico jacaré floresceu,
a Caravana de Reis
pela rua desceu,
Você é o meu presente
que pedi ao Bom Deus.
🕑Os ponteiros do relógio seguem em frente,
No presente, marcam as horas
Não vivem no passado, dão atenção para o agora,
Num seguir persistente, cada vez num minuto diferente daquele de outrora.
Não perdem tempo em o outro sabotar, estando no mesmo rumo, preferem se ajudar
E, finalmente, chegamos a conclusão de que com o passar do tempo aprendemos a lição.⏳
O Fôlego da Hora Dourada
O presente divino do final de tarde, os raios solares num tom dourado tingindo intensamente algumas nuvens e parte de um lindo céu vasto — a hora dourada que vale mais do que ouro; uma riqueza que deslumbra os meus olhos e conversa com a minha alma; portanto, é um fôlego aprazível de ânimo contra os problemas que desgastam.
O Suporte que se faz presente desde a Infância
Segura a minha mão desde a infância — aquela grande confiança que até hoje, felizmente, encoraja o meu coração a continuar amando e incentiva a minha esperança de permanecer seguindo o meu próprio caminho, enfrentando desafios e as minhas inseguranças.
Como reflexo desse laço que alimenta a minha perseverança, aprecio os seus conselhos, a sua atenção e cada momento que interagimos, mesmo que muitas vezes à distância; pois partilhamos de um amor respeitoso e recíproco, onde um faz o possível para se fazer presente na vida do outro.
Busco fazer jus a tudo que o senhor representa e a todo o seu suporte; sigo sendo o mais confiante que posso. A sua existência, de fato, é uma das maiores bênçãos que Deus me concedeu, que conquistou a minha consideração, a qual foi ficando mais forte com o passar do tempo — um dos meus motivos rotineiros de Gratidão.
O Lúdico que Aguça O Olhar
Que a ludicidade esteja sempre presente para que a simplicidade seja bela e torne qualquer momento em um evento mágico — daqueles que não se apagam com o tempo, que deixam a temporalidade questionável ou até mesmo ignorada dentro de algo simplesmente incomparável.
Diante de alguns sentimentos e vivências que marcam de um jeito único, que se eterniza na mente e reflete na alma assim como uma simples caminhada pela vasta natureza, onde parece que as horas não passam, pausadas pelo ar puro e pelos olhos brilhando, voltados para tanta beleza.
Neste contexto, o lúdico é indispensável — a viveza de um mundo que existe entre a realidade e o imaginário, que permite um olhar mais aguçado — que observa muito além da superfície; que pode ser a janela de um sonho acordado — uma observação quase sublime, o essencial palpável.
A Resiliência do Tempo, Quando O Passado Ecoa no Presente
Eco de um passado distante, mas que ainda se faz presente como uma grande porta que fica aberta permanentemente, ecoando o fato de autora, talvez, uma prova de que o tempo também é resiliente.
Ecoa materializado em alguma construção antiga, nas suas paredes, utensílios, artes e cenários ou guardado em uma memória viva — na mente daqueles que vivenciaram ou dos que ouviram e leram atentamente.
Ecoado por estar descrito nas páginas de algum livro de história entre a escrita, a fala e a leitura; nas suas marcas deixadas pela natureza, ecoando de várias formas e até espalhadas pela selva de pedras.
Sono ausente;
Mente acordada,
Intensidade presente;
Olhar veemente da Alma,
Inquietação muito recorrente;
Emoção entre versos e palavras.
