Poemas para a Mãe

Cerca de 9158 poemas para a Mãe

Parabéns Querida Mãe

O que seria do mundo sem sua perfeição?
Não existem jardins sem flores,
Nem mesmo noites sem estrelas
Impossível, então, imaginar a vida sem sua beleza
Nos teus olhos vejo a força,
Nos teus sorrisos a esperança
Nos teus braços sinto a alegria de ser tua eterna criança

Hoje completa 50 anos,
De conquistas, alegrias e dor...
Que o menino Jesus te abençoe e te guarde com seu manto sagrado de amor
Ensinaste-me junto ao meu pai
O que é ter respeito, humildade e valor
E que nunca poderia deixar de ser quem eu sou
Parabéns para você, nesta data divina
Muitas felicidades e muitos anos de vida
Obrigada por tudo mãe
E agradeço a Deus em ser sua filha.

Por influência de minha mãe, sou apaixonada por orquídeas...

Olho para as rosas e são lindas... Mas, ao mesmo tempo, sua beleza não me cativa. Não fico olhando para rosas, cobiçando-as... Me é indiferente recebê-las...

Porém... Ao olhar uma orquídea o meu desejo imediato é levá-la comigo.

Sua beleza é subjetiva, não se mostra ao primeiro olhar,
a menos que a ames. A beleza da orquídea tem um quê de misterioso, é preciso apreciá-la para achá-la bela.

Orquídeas são exóticas, selvagens e independentes. Elas crescem agarradas a outras plantas sem prejudicá-las...
Dão flores apenas se o local e o ambiente forem de seu agrado.

São voluntariosas e cheias de caprichos. Estão constantemente a nos dizer: faço as coisas do meu jeito.

Crônica de Minha Infância


Já fui casinha, fantasias e bonecas.
Mãe, jornalista, advogada e atriz.
Chocolates, biscoitos, chicletes... também patins, bicicleta e cicatriz.

Amiga, irmã, namoradinha e vilã.
Danada, sapeca, serelepe, também dissimulada e esperta.
Morria de medo de ser analfabeta.

Também já fui medo, choro e receio,
porém, tudo superado com aulas, professoras, sobretudo amigos amáveis e recreios.

Desenhos, chaves, histórias?
Branca de neve, a bruxa e toda aquela armação...
Ursinhos carinhosos, Power Rangers, sempre atenta à programação.

Viagens, família e aventuras.
As férias de dezembro, nas casas das avós...
Nada de ditadura.

Mas nem tudo é perfeito,
já fui hospital, asma e internação,
médico, jaleco branco, total aversão.

Às três da tarde como posso esquecer,
eu, papai, meu irmão e a TV...
de todos os compromissos, esse era o mais gostoso
historinhas, perguntas sem fim... e sempre um lanchinho delicioso.

Às quatro da tarde um momento chatão.
mamãe, livros e cadernos.
meninos, hora da lição,
enquanto isso, nosso super-herói voltava pra mais um plantão.

Dos momentos mais felizes da vida,
impossível não lembrar da infância bem vivida,
papai, mamãe sempre sorrindo, Deus sempre presente,
familia superunida.

Às cinco da tarde, hora do banho,
a minha amizade com Jackeline não tinha tamanho,
embora ela sempre alimentasse seu sonho estranho,
ser enfermeira somente de fanhos.

Aos 6 anos um sonho realizado,
finalmente havia ganhado um gato,
pula daqui, pula dali e finalmente pulo em cima...
tadinho do gato, precocemente foi para o andar de cima.
Meu primeiro drama.

minha mãe
sorria
ao me oferece
um torrão de
açúcar
na
palma da mão.

avidamente,
eu aceitava.

abria
minha boca,
e delicadamente colocava um
(apenas um)
no centro
da minha língua,
& eu o
apertava.

sal.

isso é o que chamo de abuso:
saber que você vai
receber sal,
e ainda esperar receber açúcar
durante dezenove anos.

Sou Ester, sou estrela que brilha na escuridão
Dócil e submissa sou sábia, sou mãe da nação
Poderosa em Deus com jejum e oração
Coroada, escolhida
O rei me deu seu coração

Ser mãe...
A mais divina das dádivas que uma mulher
poderia receber do ser supremo.
Somos tão frágeis! Mas, ao mesmo tempo, tão fortes!
Somos capazes de fazer qualquer coisa
para defender nossas crias.
Sofremos por eles e sorrimos ao vê-los sorrir.
Mãe, palavra tão pequena, mas
com um significado tão grande.
Parabéns a todas as mamães
Parabéns a todas, mesmo que as suas mães
não estejam presentes fisicamente,
como a minha não está mais.
O que mais conta é a presença que fica
em nossos corações.

Colo de mãe

No colo da mãe cabe um porto.
Uma ponte, um caminho, uma ferrovia.
É passagem para onde mora toda calmaria.
No colo da mãe cabe o que não tem espaço no coração.
E se extravasa o que parece não ter solução.
No colo da mãe o mundo desabafa, desmonta, e se reconstrói.
É lá onde os caquinhos já não doem.
Colo de mãe é continuação de nós, como um pedaço da gente.
É lá que elas fazem dos filhos inteiros novamente.

Colo de mãe é confiança, moradia da paz, da esperança.
É escudo, ninguém te alcança.
Colo da mãe é superbonder, mecânica, oficina.
É onde mora o conserto do meu coração de menina.
Colo de mãe é esparadrapo, bússola, binóculo, cobertor.
É a casa do mais lindo amor.
Colo de mãe é exército, muro, barreira.
É incondicional e não tem fronteira.

Colo de mãe é força, armadura, segurança.
É o refúgio para minha alma de criança.
Colo de mãe é portal, passagem, telepatia.
É onde Deus chega mais perto ao som de poesia.
Nos abençoando com sua sublime companhia.
No colo da mãe tudo volta a fazer sentido.
E mesmo se há anos ela já tenha partido.
Ainda assim o consolo é garantido.

Colo de mãe não tem forma, nem cor, nem validade.
É lar de toda a saudade.
E refresco para minha ansiedade.
Colo de mãe é invisível, disponível, sempre acessível.
Basta crer.
Se imaginar pimpolho.
E lembrar, que o essencial, é invisível ao olho.

Rafaela Carvalho
60 Dias de Neblina

Mãe

Mãe é um pedacinho de céu na Terra; é presença divinal; é o olhar de Deus nos guiando.
Mãe é âncora quando em nós é tempestade; é farol de luz intensa quando perdidos no mar revolto da vida estamos.
Mãe é o sol de toda manhã, mesmo quando o céu está nublado.
Mãe é aquele casaco aconchegante, quando com seu abraço protetor envolve o corpo do filho. Mãe é o nosso cobertor quentinho quando nas noites de solidão o frio do desespero bate.
Mãe é guarida, é escudo; é a força que nos defende quando o mundo inteiro está contra.
Mãe é muito mais que proteção; é prece, beijo de Deus e oração; é o nosso amuleto da sorte, o nosso anjo guardião.
Mãe é o sabor especial nos almoços de dia de domingo. É o gosto suave de amor com o qual ela tempera a vida.
Mãe é amor onipresente, quando o filho está distante, mas precisando de abrigo.
Mãe é a que fica, quando todos os outros se vão e, mesmo quando se vai, é aquela que parte sem ir, porque apesar de entardecer nos nossos dias, jamais se transforma em noite.

Em certo dia, ele nasceu
Sem pai e mãe, cresceu
Sozinho, sempre viveu
Mas sua vontade de viver nunca morreu.

Sentimentos ainda eram desconhecidos
Talvez, até esquecidos
Por quem, no lugar, do coração
Tinha lugar apenas à razão.

Quando descobriu o amor,
Junto com ele veio a dor
Mas dor que desatina sem doer
Em fogo que arde sem se ver.

Nas palavras, ele imaginava
Alguém que, talvez, o amava
E então, esquecia-se do mundo
Quando mergulhava em outro profundo.

Até que um dia ele a encontrou
Apaixonou-se e muito lhe amou
Para ela, entregou seu coração
Dela, recebeu apenas a ilusão.

Há algo que te deixa mais perdido,
Sem esperanças, muito desiludido,
Tudo ao seu redor não parece ter sentido
Do que o amor não correspondido?

Mergulhado no mar da tristeza,
Turbilhões de pensamentos na cabeça
Encaminhavam-no à direção oposta,
Tentando encontrar uma resposta.

Após curar-se, voltou a adoecer,
Pois sentiu seu coração endurecer
Por não querer mais amar
Para não mais se machucar.

Já catou outras depois dela,
Mas nenhuma igual a ela
Teme não encontrar em outra mulher
O verdadeiro amor que todo homem quer.

E assim ele permanece,
Correndo e caindo, enquanto mais cresce
Porque a vida não é perfeita
Só espera, de você, ser feita.

Saber aproveitá-la usando a inteligência
Sem preguiça mental e impaciência
Buscar a evolução intelectual
Livrar-se dos caminhos do mal.

Quanto ao tal amor?
Leve-o aonde você for
Sempre dê prioridade à razão,
Mas também escute seu coração.

O herói imaginário finaliza sua história
Ora triste, ora insatisfatória
Infelicidade não é o tema
Para quem tem a liberdade como lema.

A força de uma mãe

A força de um coração
que bate só pra amar
que pode nos acalmar
num simples toque de mão.
A força da proteção
daquele abraço bem quente
que planta e rega a semente
de um amor puro e profundo.
A maior força do mundo
é o amor que uma mãe sente.

A força de quem sorri
mesmo quando quer chorar.
Que escolhe se machucar
pro mundo não nos ferir.
Que nem pensa em desistir
não importa o que se enfrente
ela estende a mão pra gente
até no poço mais fundo.
A maior força do mundo
é o amor que uma mãe sente.

Forte…

Forte é quem se reparte
e mesmo sem se quebrar
tem que se multiplicar.
Não é cálculo, é arte.
Quem te acha em qualquer parte,
quem é sempre mais valente,
o amor mais insistente,
mais disposto e mais fecundo.
A maior força do mundo
é o amor que uma mãe sente.

Se preciso, passa fome
pra nos dar o que comer.
Quem nos ensina a crescer
sem dinheiro ou sobrenome.
O que se aprende não some,
lhe faz alguém consciente,
e forte interiormente.
Por isso não me confundo.
A maior força do mundo
é o amor que uma mãe sente.

É preciso ser tão forte
pra dizer “não” por amor
pra sentir na pele a dor
quando a gente sofre um corte.
Mais forte que a própria morte,
mãe é forte eternamente
no coração e na mente
ninguém esquece um segundo.
A maior força do mundo
é o amor que uma mãe sente.

É a força do cuidado,
do perdão, da paciência,
força da alma, do corpo,
do suor, da resistência,
a força de curar tudo
sem precisar de ciência.

É a força de ser única
e nunca nos deixar só,
da presença até ausente,
a força de ser maior,
a força doce de um laço
e a segurança de um nó.

Bráulio Bessa
Poesia que transforma. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.

Mãe não é quem te coloca no mundo...
É quem te cria e te acolhe em seus braços e abraços quando está com medo...
Mãe é quem participa na escola e te aplaude no teatro...
Quem faz teu bolo de aniversário e está ao seu lado quando está doente...
É quem te faz adormecer, e que ao acordar, é a primeira a querer te ver...
Mãe é quem te dá amor, atenção e que ri de qualquer bobagem...
É quem é firme sem perder a ternura...
É quem larga festas, viagens, para cuidar de você...
Mãe é quem te viu crescer e participou da sua vida...
É aquela que fez aviãozinho e te viu dar o primeiro passo, a primeira palavra...
Mãe não é outra coisa além de tudo isso...
É quem cuidou de você quando você mais precisou, a infância...
Mãe não é quem te coloca no mundo e que te registra...
É quem segura sua mão, desde o princípio e não te abandona jamais.

Mãe, me entenda, não é frescura
Estou perdida pela noite escura
Essa escuridão só me assusta
A neblina está cobrindo tudo
Estou afogando bem no profundo
Posso te pedir um favor?
Não me julga, mas, pelo amor, me ajuda!

Quando eu era criança...
Chorava bem alto pra minha mãe escutar.
Hoje em dia choro baixinho pra ninguém me perguntar o motivo!

A pior solidão é aquela que nos ausenta de nós mesmos.
O pai a mãe os avós. não podem controlar, os filhos a partir da maioridade.
Aquilo que é bom para você não pode ser bom para teus filhos.na maioridade.
A mesma coisa para teu semelhante,
O achar, que vizinho deve fazer, o que parente, pode fazer.
Você aconselha mas não determina você não pode determinar o destino de uma pessoa.criança se ensina, Adulto se liberta.
Deus que cuida de nós seus filhos teus amigos, vizinhos quem cuida é Deus.
Você não cuida de nada, quem cuida é Deus.
Para morrer, ou um assalto, uma briga seja em casa ou qualquer lugar,
quem nos defende. é Deus.
Uma pessoa para morrer ou sofrer, um acidente pode acontecer até dentro de casa. é veja leia e discirna. ou discerne. Para morrer ou sofrer acidente, até banheiro de casa se pode cair e morrer, ou no fogão se queimar, ou cair da escada., assim é vida Deus cuida de nós pelos caminhos que andarmos.
Seu filho por andar, pelas ruas quem cuida é Deus ele pode estar presente,
e o teus ensinamentos, é lógicos os da Bíblia os de Deus.
Isto guiará teus filhos a oração os teus mandamentos e teus ensinamentos.
Se ensina a criança o caminho em que deve andar,-

O vento que te trouxe é o que te
leva para o mar
Auê, auê, Auê minha mãe Iansã

A brusca poesia da mulher amada (III)

A Nelita

Minha mãe, alisa de minha fronte todas as cicatrizes do passado
Minha irmã, conta-me histórias da infância em que que eu haja sido herói sem mácula
Meu irmão, verifica-me a pressão, o colesterol, a turvação do timol, a bilirrubina
Maria, prepara-me uma dieta baixa em calorias, preciso perder cinco quilos
Chamem-me a massagista, o florista, o amigo fiel para as confidências
E comprem bastante papel; quero todas as minhas esferográficas
Alinhadas sobre a mesa, as pontas prestes à poesia.
Eis que se anuncia de modo sumamente grave
A vinda da mulher amada, de cuja fragrância já me chega o rastro.
É ela uma menina, parece de plumas
E seu canto inaudível acompanha desde muito a migração dos ventos
Empós meu canto. É ela uma menina.
Como um jovem pássaro, uma súbita e lenta dançarina
Que para mim caminha em pontas, os braços suplicantes
Do meu amor em solidão. Sim, eis que os arautos
Da descrença começam a encapuçar-se em negros mantos
Para cantar seus réquiens e os falsos profetas
A ganhar rapidamente os logradouros para gritar suas mentiras.
Mas nada a detém; ela avança, rigorosa
Em rodopios nítidos
Criando vácuos onde morrem as aves.
Seu corpo, pouco a pouco
Abre-se em pétalas... Ei-la que vem vindo
Como uma escura rosa voltejante
Surgida de um jardim imenso em trevas.
Ela vem vindo... Desnudai-me, aversos!
Lavai-me, chuvas! Enxugai-me, ventos!
Alvoroçai-me, auroras nascituras!
Eis que chega de longe, como a estrela
De longe, como o tempo
A minha amada última!

Quero paz, não fama.
Quero amigos, não pessoas falsas.
Quero viver, não fazer minha mãe chorar.

NA HORA DE PÔR A MESA ÉRAMOS 5
na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.

José Luís Peixoto, in 'A Criança em Ruínas'

Ai, pobre pátria!
Mal ousa conhecer-se. Nem podemos
Chamar-lhe mãe, que é, antes, sepultura;
Onde ninguém se vê sorrir, exceto
Quem não sabe o que faz…

William Shakespeare
Em Macbeth, ato IV, cena III

Mãe,
Você brilha como uma estrela!
Você é a mãe mais bonita do mundo!
Não existe uma mãe como a senhora!
Mãe nunca vou te abandonar.
Te amo, mãe!