Poemas Góticos de Amor

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O perdão não pode ser vivido por quem já partiu, mas é o maior silêncio virtuoso a ecoar pela eternidade.

Quando há uma lâmpada acesa no silêncio da madrugada, pode não ter um gênio trabalhando, mas com certeza há alguém esforçado com boas ideias.

A humanidade é sempre mais interessante quando em silêncio – quando abre a boca, pode decepcionar.

Luiz Felipe Pondé
Hoje, até um arroto pode ser um ato político. Folha de S.Paulo, 31 ago. 2025.

Os sábios preferiram fazer silêncio, por isso os idiotas decidiram fazer barulho.

Quando alguém me oferece mesquinharia de palavras,
Eu ofereço silencio com fartura.

Meu silêncio tem maturidade,
Para não reagir e nem responder qualquer barulho.

Rugi alto, mas em silêncio me destruí.
Porque depois de tudo isso, o verbo nunca toma a mesma conjugação.

As respostas encontradas no silêncio, elas são sopradas com verdade e sabedoria.

Quem vai embora nos deixando ausência e silêncio, nos ensina que nossa companhia não pode ser dada para qualquer pessoa.

Quando um sorriso se abre no meio de um silêncio, é certo que um olhar foi interpretado.

⁠Gosto de ficar em silêncio grifando palavras que ouço, e depois observar sendo repetidas em contradição.

Sou estrela antiga, ecoando luzes que já se foram, meu coração queimando em silêncio. Cada fagulha é memória de mundos que jamais verei, cada brilho, um suspiro perdido. No vazio do cosmos, aguardo o instante em que tudo se desfaz, me transformando em poeira estelar, um murmúrio esquecido no infinito.

Plantei raízes no silêncio ansiando pelo sol da esperança, mas mãos alheias cobriram a terra, impedindo-me de florescer.Meu caule se ergueu trêmulo, buscando o céu em vão, pois a sombra de terceiros pesava mais que minha vontade. E assim sigo, metade semente, metade lembrança do que poderia ser; um destino podado antes do tempo, um sonho que ainda respira sob a terra.

Assim como a terra árida se estende em silêncio, implorando pelo alívio de algumas gotas de água, também eu me prostro diante da memória das antigas promessas que um dia me foram feitas. Elas ainda cintilam dentro de mim, frágeis e leves como plumas, como dentes de leão que o vento leva para sempre, belas como enganos. E, no entanto, é delas que me alimento, como quem bebe a própria sede, como quem encontra no vazio a única forma de sustento.

Em silêncio, imploro. Almejo o que nunca será meu. Talvez o que mais rejeito seja o que tenho de sobra, esse excesso de pensamentos, vagando como sombras num silêncio gritante, me prendendo às noites que não sabem dormir.

No silêncio dos sonhos, encontro alegrias que a realidade nunca ousou me dar. Mas, ao despertar, tudo retorna ao vazio, e o sonho se perde como outro inalcançável sonho.

Lá fora está frio e chuvoso e as ruas se encharcam de silêncio. As gotas escorrem nas janelas como se fossem lágrimas antigas que o céu já não consegue conter.

No instinto de sobreviver, o veneno se desfaz em silêncio, críticas tornam-se pó,
julgamentos se perdem no vento. E o ser, ainda de pé, atravessa a provação intacto.

Elegantemente, vou ignorando tudo e todos, um gesto contido que guarda meu silêncio como quem preserva um relicário.

Quando o corpo desaba, a alma ruge no silêncio da exaustão, arde o fogo indomável que nada pode extinguir.