Poemas de William Shakespeare Musica

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Amor foi feito para amar
Perdão foi feito pra se dar
Não semeie pra colher depois, o tal ressentimento.

A Uma Que Lhe Chamou “Pica-flor”

Se Pica-flor me chamais
Pica-flor aceito ser mas resta agora saber
se no nome que me dais
meteis a flor que guardais
no passarinho melhor.
Se me dais este favor
sendo só de mim o Pica
e o mais vosso, claro fica
que fico então Pica-flor.

E sou já do que fui tão diferente
Que, quando por meu nome alguém me chama,
Pasmo, quando conheço
Que ainda comigo mesmo me pareço.

Aula de piano

Depois do almoço na sala vazia
A mãe subia pra se recostar
E no passado que a sala escondia
A menininha ficava a esperar
O professor de piano chegava
E começava uma nova lição
E a menininha, tão bonitinha
Enchia a casa feito um clarim
Abria o peito, mandava brasa
E solfejava assim:

Ai, ai, ai
Lá, sol, fá, mi, ré
Tira a não daí
Dó, dó, ré, dó, si
Aqui não dá pé
Mi, mi, fá, mi, ré
E agora o sol, fá
Pra lição acabar

Diz o refrão quem não chora não mama
Veio o sucesso e a consagração
Que finalmente deitaram na fama
Tendo atingido a total perfeição
Nunca se viu tanta variedade
A quatro mãos em concertos de amor
Mas na verdade tinham saudade
De quando ele era seu professor
E quando ela, menina e bela
Abria o berrador
Ai, ai, ai,
Lá, sol, fá, mi, ré

Vinicius de Moraes
Álbum "A arca de noé"

Nota: Música composta por Vinicius de Moraes e Toquinho

...Mais

Deus segue um plano ao escrever a música de nossa vida.
A nossa parte deve ser aprender a melodia e não desanimar nas "pausas" e nos "contratempos".

"É com a música que faço minhas declarações de amor ... é com a musica que expresso meus sentimentos que não tenho coragem de dizer olhando em seus olhos"

Quando crio minha música, eu sinto como se fosse um instrumento da natureza. Eu imagino que prazer a natureza deve sentir quando abrimos nossos corações e expressamos nossos talentos dados por Deus. O som da aprovação voa pelo universo e o mundo inteiro se enche de magia.

Uns meditam, outros oram. Eu leio, uma xícara de café e um bom livro a tiracolo, isso me acalma a alma. Sim, sou daqueles que leem ouvindo música.

Mentimos, fingimos, pisamos em todos, aceite, todos somos frios.
Seguimos caminhos que levam ao que eu quero não ao que necessito.

No momento que ela decidiu a música final do relacionamento, nada a fez voltar atrás. Afinal, a vida dela sempre por trilhada por músicas, agora não seria diferente.

O destino não é uma questão de sorte, é uma questão de escolha, não é algo a se esperar, é algo a se conquistar.

Por si.

O que faz o teu alvo no abstrato?
O que tu miras que nem sabes se há?
Não tens medo de estar errado?
Acha mesmo que sempre ganhará?

Conto somente a ti, meu amigo,
que me ensinaram a desistir.
Até na escola da morte, iludido
me pus, otário, a tentar seguir.

Condensei, perfume em lágrimas,
choros ardiam perfumadamente,
perfumavam as auras,
agrediam a mente.

Mentiam as auras,
iludiam a gente,
então amigo, desista!…
Viva para ti, somente.

No fim da folha.

Eu estou no fim da folha,
quanto mais escondido de todos
melhor me sinto,
menos tolo estou.

E se por acaso,
um dia tentarem me vencer,
não conseguirão, não sou de duelos
nem de batalhas.

Eu sou o fim da folha,
que ninguém chega a ler,
que ninguém quer guerrear.

Eu sou o peixe fora d'água,
um pequeno empresário,
o início do nada.

Os anjos não estarão conosco.

Quando chegarmos ao fim
entre a tênue linha da distância,
você voará por mim?
Submersos à insignificância.

Quando os anjos partirem
e os sonhos parecerem obsoletos,
onde as paixões se despedirem
me carregará em teu peito?

Vejamos bem, por toda a eternidade,
no tempo que dura um instante
manteremos a fraternidade.

Por todo o breu do céu,
na claridão da tempestade,
ponharás término ao véu,
seremos donos da cidade.

O que por hora parece simples
fará com que eternos sejamos
juntos, tenho certeza que mentistes
embora, que, ao fim, não nos segregamos.

É um desolador tormeto,
o fim inscrito em nosso peito,
por possuírmos sangue impuro
não seremos dignos do feito.

Corrosivos sobreviveremos,
as nossas vitórias são evasivas,
o que quer que reinemos,
viverá em eras destrutivas.

⁠A CARAVANA DOS DESALENTADOS

Pelas estradas sem destino eles andam
Buscando um lugar pra chamar de lar
Mas só encontram nada além de espinhos
E o silêncio que os faz chorar.

É a caravana dos desalentados
Dos que perderam a esperança,
É a caravana dos desalentados
Dos que o sistema trata com indiferença.

Muitas portas fechadas eles já bateram
Muitos nãos e desculpas já ouviram
Como inúteis já se sentiram
De tanta luta já se cansaram.

É a caravana dos desalentados
Dos que enfrentam a tempestade e nada encontram,
É a caravana dos desalentados
Dos que no peito a dor carregam.

As primeiras vítimas da crise
Desse possesso mercado,
Do privilégio da elite
E do seu atraso escancarado.

É a caravana dos desalentados
Dos que buscam apenas um sustento e direção,
É a caravana dos desalentados
Dos que precisam de menos julgamento e mais atenção.

William Contraponto

⁠Ressentidos Boçais

Em suas grandes edificações
Os ricos buscam destaque,
Numa sanha por competições
Que não há o que aplaque.
Um comportamento cuja pequenez
Revela a sua perturbação da vez.

Ao som de notas artificiais
Que ecoam em mentes vazias,
Acreditam que suas limitações intelectuais
Serão compensadas erguendo paredes frias.

Esse vazio é bem mais profundo
E não se preenche com luxos superficiais,
Esse vazio é bem mais profundo
E suas posses não os tornam menos boçais.

Viajam para lugares distantes
Num esforço tolo de parecerem sensacionais,
Tantas idas inúteis se suas mentes
Seguem obtusas e unidirecionais.

Ostentam carros imponentes
Para se sentirem poderosos,
São eternos descontentes
Guiados por instintos ambiciosos.
Na frustração e no ressentimento
Caminham para o próprio tormento.

Esse vazio é bem mais profundo
E não se preenche com luxos superficiais,
Esse vazio é bem mais profundo
E suas posses não os tornam menos boçais.

⁠O Desafio

O desafio é diário
Para ser um sobrevivente
E não aparecer no noticiário
Vítima duma intolerante corrente.

São discursos, pregações
Pegando mentes desavisadas;
São estórias, discriminações
Estimulando as piores ações imaginadas.

Quem tem a sala estreita
Não vê nada além dela
Mesmo que janela esteja aberta
Prefere a luz da vela,
Até parece alguém acostumado
A nunca enxergar o outro lado.

Mas quando todo preconceito
Ficar apenas no passado
Ninguém será considerado suspeito
Devido a sua cor
Ou por viver o seu amor.

E o desafio se tornará
Caminho sem crueldade
Com garantia que chegará
Em favor da nossa diversidade.

Fico refletindo como a história começou
Procurando entender a razão do porque tudo começou
Se ao menos a razão pudesse se explicar
Entenderíamos a história do nosso amor
E de como tudo começou

Não podemos aceitar o fim
algo dentro de mim
bate mais forte por você

Será o amor?
O coração tem a resposta.

Inserida por WilliamJS

No canto de casa uma luz iluminava o nosso ser
Nossos corações disparados batiam cada vez mais forte sem entender
Descobrimos com nossos lábios
Que era a chama do amor
Que irradiava sobre nós.

Inserida por WilliamJS

Não poderás sonhar.

Entretanto quem quer correrá,
se o futuro não está nos ajudando,
eu te juro que encontrará,
um jeito simples de continuar sonhando.

Pena que o futuro já não existe
e o fim que nos foi cedido está nas placas,
não achava que lhe deixaria tão triste,
desculpe pelas vossas emoções estampadas.

Juro que não tentei ser sádico,
mas meu coração é fálido.
Eu não pude me mudar.

Eu achei até que eu seria,
uma forma, um ser que amaria,
perdoe-me, disse que há como sonhar.

Não há...

Inserida por WilliamPhilippe