Poemas de Sofrimento
Aprendi tanto com a dor que eu enfrentei...
Que hoje, reconheço; que valeu a pena o preço que paguei.
Devemos encarar com tolerância toda loucura, fracasso e vício dos outros, sabendo que encaramos apenas nossas próprias loucuras, fracassos e vícios. Pois eles são os fracassos da humanidade à qual também pertencemos e, assim, temos os mesmos fracassos em nós. Não devemos nos indignar com os outros por essas fraquezas apenas por não aparecerem em nós naquele momento.
Quando eu era pequeno, ver a minha mãe sofrer, sem poder ajudá-la, me levava ao desespero e quase à loucura. Meus desenhos da época — eu desenhava dia e noite — tinham um tema recorrente: um homem maduro e forte, com uma barba muito preta, socorria um bebê, um cachorro, uma velhinha em apuros. Eu queria ser esse homem, é claro. Mas, na ocasião, tudo o que eu podia fazer pela minha mãe — ou por quem quer que fosse — eram micagens para fazê-la rir por uns momentos. Até hoje tento aliviar os sofrimentos das pessoas por meio de piadas. Às vezes consigo.
Sinto um vazio parece que a felicidade nunca é alcançada, pois não há cores, não há amores, não há valores.
As vezes escolhemos dar adeus a quem amamos pelo nosso grande orgulho e ego, e as vezes desejamos voltar ao nosso luto, sofrendo sozinhos, por algum sentimento que realmente já morreu !
Enquanto houver tristeza ou mágoa, por maior que seja o amor que tens a oferecer, este coração jamais poderá ser habitado.
Dar-lhe amor a quem te ama, mas nao se inluda com quem te engana. Vale apena sofrer, por quem, sofre por ti tambem..
O que mais machuca é que eu pensava que suas belas palavras, depois de ditas a mim, não seriam mais ditas a ninguém... me enganei.
Quem dera poder derramar todas as lágrimas e não deixar vestígios. Evitaria perguntas sem respostas.
Quando meu filho morreu (...), as visitas vinham me dar pêsames e, achando que isso iria me consolar, diziam: “A vida continua.” Que bobagem, eu pensava, porque é claro que ela não continua. É a morte que continua (...). Não existe fim para isso mas, talvez, haja um fim para o sofrimento que isso causa.
Eu tento confiar em você, ter esperança em nós dois. Eu tento. Eu juro que tento. Mas não dá para confiar em outro ser humano depois de ter tantas feridas aqui dentro. Não é você que vai cicatrizá-las. Não vai. Meu medo é você me ferir ainda mais e isso eu não quero.
As pessoas nos fazem comer o pão que o diabo amassou, depois reclamam quando aprendemos a receita e as convidamos para comer.
Vendo meus filhos dormirem, só posso desejar uma coisa: que eles nunca experimentem um tempo de sofrimento e de medo como eu experimentei durante aqueles anos.
“Cérebros medíocres sofrem angústias, incertezas e aflições quando ignoram as coisas do coração, mas os cérebros brilhantes também podem gerar grande sofrimento ao corpo, pelas mesmas razões.”
Nossas experiências dolorosas não são um fardo, elas são um presente. Elas nos dão perspectiva e significado, uma oportunidade para encontrar nosso propósito único e nossa força.
Perde-se força quando se compadece. Através da compaixão agravam-se e multiplicam-se ainda mais as perdas de força que, em si, o sofrimento já traz à vida. O próprio sofrimento torna-se contagioso através da compaixão.
