Poemas de quem Deu um Fora

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Ilusão,arrogância é você viver na expectativa,viver fora da realidade é trazer impotência.
Não teremos paz,só teremos dor muita dor.
A vida sempre ganha,não fique cego.
Veja a vida como ela é, aceite e tenha uma vida afetiva com saúde,caso contrario as doenças iram surgir.
A vida trabalha com o real,ouça o que as pessoas dizem,qual são as atitudes,entenda que vai ser isso que tem para dar.
#Reflita

De dentro para fora as coisas vão acontecendo. A paz, o contentamento, a realização tomaram proporções tão maiores do que eu mesmo seria capaz de prever, que transbordou. Radiante é como descreveria esse meu momento. Entenda bem, não é ausência de problema ou preocupação. É apenas o posicionamento que escolhi ter diante de tudo isso.

Alessandra Gonçalves

Fora de cena

Saio de cena
fecho a cortina
Aplaudo meu eu.
Preciso calar
Solidão é meu palco
Saudade minha peça
Monólogo ensaiado
Desvairado
Metade gritando
A outra amando



Fátima Lima

Por onde anda aquilo tudo?
Sou de paixão,
de gostar muito.

Se fora sem explicação,
sem adeus,
nem abraço.
Metade que vai,
metade que chega.
Conformismo ou cansaço?

No interior mais obscuro da floresta negra, as minhas grandes aliadas adormecidas.
Não sei se fora a inocência que domou a fera, ou será a fera que corrompeu a inocência...
Eu sou culpada de traição, enganei ambas...
Eu sempre soube que as duas travariam uma batalha interminável dentro de mim...
Por anos elas se estranharam, duas grandes forças opostas, e eu era o seu território de guerra...
Fizeram de mim seu receptáculo, fui obrigada a deixar que fossem enclausuradas por defesa de mim mesma, tramei a queda de ambas, deixei cada uma delas pensarem que me possuíam...
Mentira!
Eu aprendi a sentir desprezo por elas.
A inocência me trouxe decepções...
Fui sua parceira e só me iludi, num mundo onde não há lugar para nós...
Onde é o inocente que paga o preço dos erros alheios, é levada ao matadouro como uma ovelha...
A fera me tornou odiada por muitos, me apresentou ao ódio, as desilusões, a todos as companheiras das trevas.
Me trouxe dores, feridas incuráveis, uma alma negra buscando redenção...
Fiz com que elas adormecessem dentro de mim, juntas, lado a lado, se uma é meu lado bom, a outra é o oposto.
Indecisões?
Quem despertará?
Eu bem sei que preciso das duas...
Só depende de mim decidir quem acordará esta noite, qual delas ouvirá o meu chamado...
A grande Fera ou a pequena inocência...
Não sei!!!"

Quase de manhã, mais uma noite no vazio
Eu me auto-desafio, lá fora o mundo louco
sem perdão nem compaixão
A combustão em rota de colisão
A sinfonia da destruição
Vivendo o sonho e também o pesadelo
Eu vendo o mundo regredindo entre a fé e o dinheiro
Saudades do meu pai e dos amigos que morreram
Mas o que o velho me ensinou eu jamais me esqueço
Seja lá como for, na vida tudo tem seu preço
No mundo, o falso e o verdadeiro se confundem
Mas os que sabem jamais se iludem
Não é fácil encontrar o caminho
Mas é bom olhar pro lado e ver que não estou sozinho
Que não estou sozinho, que não estou sozinho...

Não se lamente por acreditar
estar fora de lugar, apenas
olhe novamente e se lembre
que os maiores contribuidores
para a cultura e conhecimento
neste mundo, também pensavam
assim. Desperte e deixe-me
ouvir o que você tem para dizer.

Olhe pra dentro de você... o que esta vendo?
Olhe pra fora do seu mundo... o que esta vendo?
Agora escolha em quem você irá acreditar.

Por dentro estou sofrendo,
sabendo que te perdi.
Por fora estou vivendo,
Fingindo que te esqueci.

De perto conheço o amor.
De longe conheço a bondade.
Hoje conheço você,
Que amo de verdade.

Lá fora a chuva cai, aqui o frio toca minha pele, olho para fora e vejo o cinza da cidade que apenas muda o tom comparado ao céu. Penso agora em meus sonhos, em tudo que já fiz, por tudo que já passei, e sinto a cada momento a presença de Deus em meus dias, dias frios, quentes, alegres ou tristes, e ele aqui comigo. Continuo me decepcionando com as pessoas, continuo tentando compreender o por que que muitos tentam nos afetar, muitos daqueles que passaram dias ao nosso lado, que compartilharam parte deles com a gente e que fizeram crer que era verdadeiro, hoje são os mesmos que colocam o nosso nome nos ouvidos de desconhecidos junto ao turbilhão de mentiras. Chegamos a pensar o preço que tem em fazer o bem, em ser do bem, em querer a alegria dos demias, eis que a simplicidade do gotejar da chuva que molha minha janela me diz, que não existe preço por fazer o bem, o que é de Deus é de graça, e vale a pena continar lutando contra a maré, vale a pena ainda assim perdoar as pessoas, pois eu fiz minha parte, e o bem que faço ao outro faço a mim mesmo.

Me pergunto, do amanhã, do amanhecer e percebo que o dom da vida é deixar acontecer é simples, é profundo, é uma metamorfose é apenas viver...

Toda vez que eu te encontro
Sinto os pés fora do chão
Toda vez que eu te olho
Não consigo dizer não

Por mais que eu queira
Não consigo mais pensar em nada
Quando eu notei já era amor,
Eu não imaginava

Sonha...

Deixa a luz lá fora... Deixa o medo com o escuro...
Deixa os receios juntos da ponte para que o vento os atire de lá abaixo...

Esquece os gritos que te sufocam a alma, o nó na garganta que te impede de respirar em pleno...
Sonha... Sonha com a liberdade... Sonha com o infinito...
Sonha com o impossível, porque apenas é impossível enquanto não lá chegares.

Vá, fecha os olhos, respira fundo e sonha...

É nesta simples características que nós, humanos, nos consgeuimos parecer com os deuses... No sonhar e na ambição...

SONHA!

Tira a poeira das asas, meu anjo. O sol brilha tão lindo lá fora... Os pássaros cantam, as flores desabrocham, e há sorriso nos casais enamorados, deitados na grama do parquinho ali ao lado... As crianças brincam tão felizes, alheias a tudo... E por que as suas asas andam tão empoeiradas?

Tira a poeira das asas, meu anjo. Ainda há tanta coisa por fazer... Um filme engraçado a dois no cinema, uma bebida qualquer num barzinho diferente, um caminhar sem destino de mãos dadas ao vento... Aqueles dois idosos parecem ignorar que já passaram por tanta coisa juntos, olha só o sorriso deles, tá vendo?

Tira a poeira das asas, meu anjo. Não se entrega... Não me dá a opção da escolha, ainda prefiro que você lute... É tão lindo o brilho que sai dos seus olhos quando você sorri... O teu toque fica tão mais macio, o seu abraço fica tão mais quente... O teu beijo fica tão mais doce...

Tira a poeira das asas, meu anjo, já tá na hora de voltar a voar...

Outra vez, as coisas ficam fora do lugar e por mais que eu persista em tentar coloca-las em seus devidos lugares não tenho sucesso. É frustrante; porém depois de um certo tempo eu acabo me sentindo em casa com essa desordem aterradora que consome meu espaço, prefiro criar um torpor e ali me manter até que naturalmente tudo se encaixe perfeitamente como era antes, e talvez depois disso eu pudesse voltar a meu estado de espírito ideal...seria ótimo não ter que sentir o estupor mais uma vez em minha volta, apesar de considerar ele um escudo para que nada mais afetasse meus problemas neuropsicológicos. Consegue ter a sensação de sentir seus sentimentos se esvaindo diante de seus olhos? Consegue imaginar como é olhar seu reflexo no espelho e não se encontrar lá? Consegue pensar no fato de ser totalmente estranha num mundo de pessoas ‘normais’? As respostas podem fugir como pássaros rumo a o ‘além do horizonte’ e não voltam jamais.
Provavelmente depois desses pensamentos sufocantes, irei me encolher e me calar mais uma vez, porém meus olhos ainda pareceriam gritantes...

JÁ PENSOU EM NÃO MAIS PENSAR?

GATUNO

O gato feliz ronrona
Lambe os bigodes
Cheio de si.
O mundo lá fora
des
mo
ro
na

E o gato não está nem aí.

VESTÍGIO


Dizei-me qual fora a dor que te formara,
ou se apenas és feito de sonho e ilusão...

Ventos ásperos de tanta indelicadeza,
alma de muitas luas e de muitos luares,
estrelas feitas de longitude e de frieza,
por que há tão rude e tão severo coração?

Por que existem tão ilusórios lábios?
E por qual motivo, tão triste boca?
Dizei o segredo mais longe dos sábios:
tristeza e pensamento – quando entenderão?


Dizei-me qual fora tua árdua finalidade,
e por onde é que teus passos se vão...

Respeito

Entra!
Mas peço-te
Deixa lá fora,o egoísmo e a hipocrisia
Respeita a minha poética solidão,
Se te fascina a existência
Acredita na fragrância da flor
Sente bem na exuberância
Das florestas dos rios....
A sinfonia dos pássaros
O colorido das flores...
Encontra sabedoria na palavra do ancião
No sorriso da criança
Então com muito esmero acredita em ti
Tens capacidade de dar e receber Amor
Entra por favor...


.

As vezes da janela do meu quarto olho lá pra fora
E penso "Será que a vida vale a pena mesmo?"
E é quando eu lembro da serenidade dos teus olhos
E não preciso mais pensar...
Só me resta aquele leve e conformado sorriso no meu rosto a cada imagem sua que me passa pela cabeça...

A chuva está caindo lá fora
Da última vez que havia chovido, estávamos juntos
Eu estava te abraçando, te esquentando.
Nos beijávamos, sorriamos e tudo estava perfeito.
E agora volta a chover...
Chove e eu fico só observando daqui da janela desse escritório.
Eu aqui lembrando de nossos tempos de aventuras
Sabendo que nunca mais estaremos juntos para repetirmos dias como aqueles
Mas enquanto a chuva cai a cidade não para, não para!
As pessoas continuam suas vidas
Ninguém está ligando pros nossos problemas, cada um já tem o seu
E o meu problema consegue me fazer refém
E eu luto pra sair vivo dessa
Eu luto pra te esquecer pra sempre
Eu luto pra não me molhar com esta chuva!

Sabes, quando acordei, abri a janela para deixar entrar o sol na minha vida mas, lá fora, estava nevoeiro. As árvores do jardim deixaram-se despir, numa calma timidez, pelo vento... folha a folha as suas recordações foram levadas para não mais voltarem. As árvores ficaram lá paradas no tempo. Eu fiquei imóvel, a bafejar o vidro da janela, numa esperança de te ver chegar ao fundo da rua, de te ter dentro do meu pensamento. Não tenho nada a dizer-te, nada mais para além do meu silêncio.

Cansei-me de tentar estar sempre presente na tua vida, ainda que teimes em expulsar-me dela. Cansei-me de todas as tentativas que fiz para te compreender e ainda assim, após tanto tempo, não compreendo a razão de te isolares de mim, deixando-me à margem dos teus dias... Como se isso tornasse a tua vida mais fácil de viver. Simplesmente cansei-me!

Certamente, hoje, não preciso de saber quem sou neste momento. Preciso mais de ter a certeza de saber quem serei depois da minha partida. Não que eu tencione ir para longe de onde estou agora. Apenas vou ausentar-me de ti sem dar qualquer explicação para tal. Estou cansada demais para tentar, mais uma vez, lutar por uma amizade. E como eu preciso da tua amizade... mas assim não suporto mais, isso está a fazer-me mal.

Quem sabe, um dia, num futuro próximo, tu te encontres contigo mesmo e aches as respostas que eu não tive para te compreender. Quando isso acontecer procura-me sem qualquer receio de mim. Procura-me quando precisares, estou exactamente no mesmo sitio onde me deixaste!