Poemas de quem Deu um Fora
Um Amor Silencioso
Quando um homem conhece uma mulher,
às vezes nasce um amor repentino, intenso,
no brilho do sorriso dela,
no encanto do olhar,
na admiração por sua inteligência.
Em cada conversa,
em cada música romântica compartilhada,
essa paixão cresce em silêncio dentro dele.
Vêm os pensamentos,
as vontades de cuidar, de proteger,
de estar por perto.
Mas o mais difícil de tudo
é saber que ela é casada.
E esse homem — por respeito, por honra —
não quer ser parte da dúvida entre dois.
Resta a ele o afastamento,
guardar esse sentimento com carinho,
como quem esconde um tesouro no fundo de um baú,
na esperança de que, talvez um dia,
a vida permita que esse amor respire de novo.
OUTRA VIDA, um recomeço, novos pais, novos amigos, novas experiências, novas vivências. Vários motivos para darmos certo, sem duvidas, apenas muito amor para dar, sem nos escondermos, sem medo, algo intenso como nosso primeiro "eu te amo", como nossos encontros escondidos pros nossos pais não descobrirem, como os chocolates que vc mandava seus amigos darem por vc, pra não verem a gente junto. Tudo isso, só que em outra vida.
Você toparia viver outra vida comigo?
A madrugada chegou com temperatura baixa, no carro um cobertor e a musica suavemente tocando no volume dez, sei lá, devo estar preocupado, este numero nem é o meu preferido, a cada respiração o coração acelera, no painel do carro um cigarro de palha apagado, pronto para ser devorado pela tal da ansiedade, coragem de ascende-lo ? A cada trago um turbilhão de pensamentos vem junto, e pra cada fumaça que é jogada para o universo, levam consigo todas as preocupações, sei lá do nada ouve-se um barulho, um estrondo, levanto me cautelosos, mas nada ,vejo, e então percebi que são só os barulhos inquietantes da minha mente desorganizada....mas também sei lá tem dias que o silencio revela tudo aquilo que você precisa para seguir...
@poesiasaleatoriasjp
Todo dia um pouquinho
Um dia de cada vez
Não se pode responsabilizar ninguém
É preciso assumir
Assumir a culpa
Assumir o erro
Assumir a tristeza
O coração estará pra sempre em pedaços,
Pra sempre esperando uma reparação,
Até o fim porque
Pra sempre, desde sempre.
Responsabilização
Nos momentos em que as coisas não saem como planejado,
Podemos procurar um culpado ou vários...
Podemos olhar a situação com a lente da responsabilização e investigação
nos perguntando por exemplo:
O que eu poderia ter feito de diferente?
Posso alterar ou transformar os fatores externos?
Que novas possibilidades eu tenho?
O que é possível fazer hoje?
Fazer perguntas pode não significar encontrar todas as respostas
Mas, com certeza mostra um caminho de mudanças.
Recomeço
Recomeço sem mudanças não é recomeço.
É manutenção de um padrão que se repete em casa nova
E, logo se transforma em nosso velho padrão conhecido.
Recomeço, passa pela constante avaliação e aprendizagem:
Que atitudes desejo deixar para trás?
Que atitudes vale a pena conservar?
Quais são minhas novas possibilidades?
Recomeço envolve mudanças.
Um povo, do bem, completamente dominado...
Terá um caminhar vagaroso e desesperado...
Seu destino será, sempre, incerto e malfadado...
Pois, os estragos feitos pelo sistema alucinado...
O levará, certamente, para um campo minado!!!
Pedro Marcos
Esses seus olhos castanhos
Como luas de caramelo,
Que fazem piruetas no meu céu.
Tal qual um caleidoscópio,
rodopiando na minha mente
Como fogos de artifício.
Ah essa saudade que explode
E me rasga o peito como cor viva.
vitoria
talvez seja só um reflexo do que nunca alcancei.
se um dia te encontrar —
te reconhecerei?
havia algo insaciável,
a fome me corroía.
me entreguei a camas rasas,
onde o calor de corpos alheios
me deixou de barriga vazia.
(será que sua gengiva é mel?
ou é puro piche?)
procurei no asfalto cinza,
nos vidros pretos
dos carros brancos.
encontrei vestígios dela
em lençóis úmidos,
bordados em amarelo.
segui por caminhos
que não prometiam chegadas.
repetiam-se em silêncio:
cicatrizes que voltam.
e o nome permaneceu —
nas sombras do tempo,
na hipoderme:
gravou.
sangrou.
escorreu.
(meu estômago morreu.
de fome.)
ringue redondo
quero brigar.
te nocautear com um abraço,
te cobrir de porradas de amor,
quebrar tuas costelas com cócegas,
rasgar tua pele com carinhos,
te asfixiar com um beijo,
e te matar de afeto.
odiando você
enquanto beijo
essa boca
que me devora.
provocação II
(um rascunho de pele)
es pa ço
entre nós:
meu
s
u
s
s
u
r
r
o
(quero te machucar de tão bonita que você é)
risca o ar —
seco —
(risco
risos
risco
risos
risco)
---
toque?
(mentira.
só o ar
que você roubou
do meu pulmão.)
(a alça do seu sutiã escapou do ombro por descuido?)
---
sumiço?
(mentira.
só o eco
do meu hálito
na sua boca fantasma.)
(apaguei quatro metáforas aqui: todas mentiam)
---
vontade?
(verdade e,
contra minha vontade,
te xingando
sem maldade
encerro a escrita
te deixando na...)
reticência.
floresta
tal qual um herbívoro
pastaria, lento,
nessa relva úmida —
beberia orvalho
(um doce noturno)
até que a floresta
toda se desmanchasse em chuva.
(e eu, fitófago)
ao morder teu broto
e inundar-me dela,
jamais secarei:
porque após a chuva
fica entre as folhas
o brilho da falta —
água que não evapora.
mas não há fim
para quem bebeu
de tua fonte:
o gosto que
a boca guarda
(não se perde)
— é eterno
como sede.
e teu rio,
que em mim virava mar
brotava até o que não era semente,
na boca de outro herbívoro —
secou.
antes que ele pudesse beber.
(risos)
Soneto de Divórcio:
Algo que não estava nos planos
Começou a entrar em pensamentos, um looping qualquer
Parecia que o pálido voltava ao corpo
De tanto desespero que foi as reações
De repente, o amor virou uma poça de lágrimas
O divórcio chegou, a chuva ácida de um relacionamento
A paixão acabou desaparecendo, o amor ficou numa areia movediça
E o divórcio chegou, dominando o centro
Algo que não se esperava aconteceu
Eu realmente não tinha ideia
Do livro que o futuro preparava
O amor ficou pálido, ficou abandonado
Do prédio que se desmoronou, restou apenas pedaços
Pedaços de memórias e recordações do passado
Espero:
Espero que você volte um dia
Que você volte o mais rápido possível
E que não me abandonaste
Até você voltar
Tomara que você tenha pensado em mim
Nessa sua viagem, cheia de aprendizados
Eu ainda espero você!
Espero que um dia você olhe para mim novamente
Atravessasse os meus olhos
E me falasse que você sentiu saudade de mim
Eu sofro todo dia, quando você está longe
Porque você é meu escudo, meu brasão.
Pra mim, a vida não seria outra
Se eu tivesse conhecido você
E a coisa mais grandiosa disso tudo
É que eu espero você voltar!
Você foi a coisa mais preciosa
Enquanto eu estava com você
A Vida:
A vida é um passatempo
Ela te leva para estradas
A minha vida continua
Até a estrada que ela me levar!
A vida é um piscar de olhos
A vida é curta!
Quando você abrir os olhos
Alguma coisa acontecerá
A vida vai te dar alegria
E a tristeza sumirá
Tenha fé na sua vida
Que tudo vai dar certo!
Acredite nos seus sonhos!
Tenha fé na sua vida
A estrada que você deseja ir
Vai fazer parte da sua vida
Alguns momentos
Você pode até se sentir triste
Mas lembre-se sempre
Que a felicidade da vida baterá na sua porta
Cê loco
Paixão para quê?
Na ausência: um sofrido
Na presença: um entorpecido
Paixão é uma invenção,
Do capitalismo com certeza
Feita para comprar, gastar e entregar
Chocolate, presente e coração
É caro: custa a paz, o sono, e a vida
Não tem tratamento
Quando não mata
Fica a vida toda
Por isso se proteja,
Pois quando acontecer
(E vai acontecer)
Vai doer, vai durar , vai matar
E com certeza vai ficar
E você ainda vai ter um sorriso
Bobo o resto da vida
Na história da vida, cada um escolhe o papel que deseja interpretar. Eu escolho ser protagonista, não por vaidade, mas por propósito. Ser protagonista não é ser o centro das atenções, é ser a força que impulsiona, que busca a vitória não apenas para si, mas para o coletivo. Porque quando todos vencem, a vitória se torna mais justa, mais saborosa.
Infelizmente, muitos optam pelo papel do antagonista – olham apenas para si, vivem na sombra do egoísmo, sem estender a mão ao próximo. Mas o verdadeiro triunfo não está em ser melhor que alguém, está em crescer junto.
O mundo precisa de mais protagonistas que pensem no coletivo, que façam a diferença sem precisar apagar a luz dos outros. Que sejamos aqueles que constroem, que unem, que elevam. Porque no fim das contas, a melhor vitória é aquela que compartilhamos.
Havia um menino minúsculo. Não pequeno como uma criança — mas minúsculo como um grão de areia num mundo onde tudo era enorme, frio e sem rosto.
Ele caminhava por um chão infinito, de pedras duras e sombras altas. A cada passo, objetos colossais caiam do céu: blocos, livros, palavras pesadas, gestos invisíveis. Eles não o esmagavam de imediato... apenas o cobriam, lentamente, como se o mundo tentasse enterrá-lo em silêncio.
O menino corria, tropeçava, e gritava sem som. Ninguém ouvia. E então, quando menos esperava, uma sombra gigantesca surgia no céu — maior que todas as outras, algo sem forma, mas cheio de peso, medo e fim. Era isso que o fazia acordar: não o impacto, mas o medo de sumir por completo, de ser engolido por algo que ele nem entendia.
Ele despertava com o coração acelerado. Com a garganta apertada. Com a certeza de que, ali dentro, havia algo gritando para ser libertado... mas ele não sabia como.
Teus olhos buscam resposta em meu olhar,
Mas sinto uma sombra entre nós a pairar.
É como se um muro invisível nos separasse,
E a dúvida no ar, como um peso, permanecesse.
Meu coração é sincero, transborda amor puro,
Mas percebo em ti um receio obscuro.
Teu silêncio grita coisas que não consigo entender,
E isso me machuca, me faz sofrer.
Quero construir um caminho onde possamos andar,
Onde a confiança floresça e possa nos guiar.
Não quero ser um mistério ou fonte de dor,
Desejo ser o porto seguro do teu amor.
Vamos juntos desbravar essa insegurança,
Deixar para trás o medo e abraçar a esperança.
Porque ao seu lado, quero apenas ser o melhor,
E mostrar que em meu peito só há espaço para amor.
Talvez o céu encoberto pelas luzes da cidade não seja um fim, mas um lembrete: mesmo quando não vemos as estrelas, elas continuam lá. Assim também é o propósito — às vezes escondido, mas nunca ausente.
Como diz a Palavra: 'A esperança adiada faz o coração ficar doente, mas o desejo realizado é árvore de vida.' (Provérbios 13:12).
Há um tempo para enxergar, e há um tempo para apenas crer. O propósito permanece, mesmo quando o brilho parece ter sumido.
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