Poemas de quem Deu um Fora

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Não importa há quanto tempo você esteja andando para o Norte, com apenas um passo você é capaz de andar para o Sul.

O que é preciso para dar uma volta de 180 graus na sua vida? Apenas um passo.

Você está a apenas um passo de uma dieta mais equilibrada, a um passo de melhorar suas finanças pessoais, a um passo de ser um profissional muito melhor, a um passo de ter um relacionamento mais gratificante.

Daqui a um minuto, seus piores problemas podem estar todos atrás de você, ao invés de estarem na sua frente.

Com apenas um passo, o melhor dia da sua vida pode estar por vir, e não ficar perdido em algum lugar do futuro distante.

Num instante, todas as energias negativas na sua vida podem ser redirecionadas para alguma coisa positiva.

Apenas um passo é necessário para romper essa inércia e dar à sua vida o rumo que você realmente gostaria que ela tivesse.

E lembre-se: sorrindo, você conseguirá atingir estes objetivos com muito mais facilidade

A gente não pode viver só e ser forte. A gente precisa ter alguém a quem segurar a mão!

Quem nunca deu uma de ator!???
Mostrando um sorriso incoparável no rosto...
Enquanto o coração desabava em prantos...

Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.

Amor é brando, é doce e é piedoso.
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda aos deuses, odioso.

Se males faz Amor, em mi se vêem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.

Mas todas suas iras são de Amor;
todos os seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.

Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas e sem fim
Quem és, que és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me presa
A alma que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética, indefesa
Ó minha branca e pequenina Lua!

Tentando entender meu complicado ser...
As vezes me pergunto quem sou? Menina brincando de ser mulher ou uma mulher que anseia ainda ser menina...?
Não sei, acho que fiz o processo inverso, assumi o papel de mulher ainda menina, suportei dificuldade fui obrigada a ser responsável e séria pelas circunstâncias da vida, muito nova precisei encarar que os contos de fadas não existem e isso me tornou meio dura é verdade. Sofri chorei, mas respirei e dei a volta por cima, hoje depois de "adulta" acho que anseio buscar a menina que não fui e por isso a mulher que devo ser vive a brincar de ser menina que se escondeu em algum porão do meu inconsciente,
Busco um equilíbrio que não vem, não sei quem sou uma mescla do que devia ter sido com o que devo ser vivo buscando não sei o que, numa duvida infinita por algo que nem sei o que é.
Assim sou nem mulher nem menina apenas alguém em busca de si mesma!!!!!!

Amizade é determinar a ausência da solidão
Para preencher de carinho o coração.
Quem tem amigos jamais estará só.

Quem quer sair de uma história, cala-se e vai embora.
Porque as grandes dores são mudas.
E decisões definitivas não se demoram em explicações.

Negra

Ela é pop.
Ela é rock.
Ela é funk.
Ela é samba.
Ela não se define,
porque quem se define se limita.
E não há limites pra ela.
Ela descobriu sua essência,
sua verdade, sua liberdade.
Ela não precisa provar nada a ninguém.
Não é cabelo "duro".
É crespo, natural.
Ela é assim,
riso fácil,
brilho no rosto,
e aquele jeito que encanta onde ela chega.
Ela é negra,
e é desse jeito que ela reluz!

A Hora Íntima

Quem pagará o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
Quem, dentre amigos, tão amigo
Para estar no caixão comigo?
Quem, em meio ao funeral
Dirá de mim: — Nunca fez mal...
Quem, bêbado, chorará em voz alta
De não me ter trazido nada?
Quem virá despetalar pétalas
No meu túmulo de poeta?
Quem jogará timidamente
Na terra um grão de semente?
Quem elevará o olhar covarde
Até a estrela da tarde?
Quem me dirá palavras mágicas
Capazes de empalidecer o mármore?
Quem, oculta em véus escuros
Se crucificará nos muros?
Quem, macerada de desgosto
Sorrirá: — Rei morto, rei posto...
Quantas, debruçadas sobre o báratro
Sentirão as dores do parto?
Qual a que, branca de receio
Tocará o botão do seio?
Quem, louca, se jogará de bruços
A soluçar tantos soluços
Que há de despertar receios?
Quantos, os maxilares contraídos
O sangue a pulsar nas cicatrizes
Dirão: — Foi um doido amigo...
Quem, criança, olhando a terra
Ao ver movimentar-se um verme
Observará um ar de critério?
Quem, em circunstância oficial
Há de propor meu pedestal?
Quais os que, vindos da montanha
Terão circunspecção tamanha
Que eu hei de rir branco de cal?
Qual a que, o rosto sulcado de vento
Lançara um punhado de sal
Na minha cova de cimento?
Quem cantará canções de amigo
No dia do meu funeral?
Qual a que não estará presente
Por motivo circunstancial?
Quem cravará no seio duro
Uma lâmina enferrujada?
Quem, em seu verbo inconsútil
Há de orar: — Deus o tenha em sua guarda.
Qual o amigo que a sós consigo
Pensará: — Não há de ser nada...
Quem será a estranha figura
A um tronco de árvore encostada
Com um olhar frio e um ar de dúvida?
Quem se abraçará comigo
Que terá de ser arrancada?
Quem vai pagar o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?

Amor...
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Luís de Camões

Nota: Trecho de soneto de Luís de Camões.

Vivo em busca de mim
Tentando descobrir quem sou
Em meu intimo oculto segredos
Tenho dores secretas
Sofrimentos escondidos
Meu ser busca uma razão para viver
Tenho como certeza
A infinita duvida sobre quem sou
Me descubro a cada dia
Sou um ser fragmentado
em busca de respostas
Em fase de reconstrução
E na busca por me encontrar
Acabo por me perder
Em sonhos e devaneios a procurar
Infinitamente Por você

Uma dica:

Enquanto você dá atenção a quem não merece seu amor, você está perdendo o amor de quem te dá atenção. Nem sempre o melhor é o que queremos para nós, mais sim perceber o que às pessoas realmente nos amam querem pra nós.

Quem sou eu

Pássaro livre de voos altos e plenos, mas que sabe reconhecer seu ninho de qualquer altura.
Que compartilha alegrias e porque não dizer tristezas, pois elas fazem parte dessa vida.
Pássaro que sabe correr dos inimigos para não interromper a alegria de seu voo, mas que sabe enfrentar se for preciso!
Voa muito, mas nunca o suficiente para se perder, pois tudo que precisa tem em seu ninho.
Passa pelo inverno com muita força de vontade, assim como o noivo que espera sua amada ansiosamente no altar, na frente de todos, transpassado de vergonha e nervosismo, o pássaro fica ali esperando o grande sol aparecer no horizonte, como a noiva que atravessa a igreja.
Para ele ser um pássaro é tudo e nada, é vento no rosto e chuva no corpo, mais acima de tudo e todos ele é livre....
Sentir-se um pássaro é fácil o complicado é passar por essas dificuldades e mesmo assim não perder a leveza.

Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu

Vinicius de Moraes
Álbum "Como dizia o poeta"

Nota: Trecho da música "Como dizia o poeta"

...Mais

Falsa gentileza vã,
A quem segue o teu verdor!
Adverte, que se hoje és flor,
Serás caveira amanhã.
Essa beleza louça
Te está mesmo condenando...
.............................
.............................

Se corres, com pano largo,
Trás dos deleites de uma hora,
Vê bem que o que é doce agora
Te há de ser depois amargo.
Desperta desse letargo
Que que os vícios te detêm,
E vive como convém;
Pois se sabes que és mortal,
Olha bem: não morras mal,
Olha bem que vivas bem.

Se a esperar tempo te atreves,
Mal na vida te confias;
Pois são tão curtos os dias,
Quanto as horas são mais breves.
Deixa os gostos vão e leves,
Que tanto estás anelando:
Trata de ir-te aparelhando
Para a morte, e sem demora;
Porque não sabes a hora,
Porque não sabes o quando.

Deixa o mundo os enganos,
Não queiras em tanta lida,
Por breve gostos da vida
Penar por eternos anos.

As Cousas do mundo

Neste mundo é mais rico o que mais rapa:
Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;
Com sua língua, ao nobre o vil decepa:
O velhaco maior sempre tem capa.
Mostra o patife da nobreza o mapa:
Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.
A flor baixa se inculca por tulipa;
Bengala hoje na mão, ontem garlopa,
Mais isento se mostra o que mais chupa.
Para a tropa do trapo vazo a tripa
E mais não digo, porque a Musa topa
Em apa, epa, ipa, opa, upa.

Provando a cada dia quem sou, mostrando caráter, personalidade e compaixão com pessoas de verdade.
Elevando-me a um grau mais alto que puder existir, quando estou apenas pra mim.
Buscando palavras, que possam traduzir o que sinto, quero.
Nunca fui o tipo “fabricado na multidão”, mas convivi com gente assim, realmente é lamentável.
Eu sinceramente não vou me preocupar com coisas fúteis, sentimento que nada vai me trazer; não me quer vá embora.
Cansei de me perder com olhares. Hoje me perco no espelho, refletindo quem estou me tornando, alguém melhor que possa expressar de uma forma sua, quem realmente é.
Sem mentiras, sem frescura, eu enfrento o que tiver na frente, pra seguir.
Não me pare, não me faça voltar ao passado, pois a ele posso permanecer, ou eliminar totalmente.
Tome cuidado com palavras ou atitudes, posso ir embora e jamais voltar.
Sou o que sou e nada neste mundo vai me mudar.
Eu faço exercício todos os dias até sentir meu músculo doer forte, e assim aprender a suportar as dores do coração.
Lamentar não basta corrigir o erro é fundamental quando reconhecido.

Percebi que no mundo em que vivemos não basta ser legal, companheiro e ajudar, ter caráter e compaixão, ser amigo e fiel, mostrar a verdade mesmo que corte hoje em dia as pessoas dão valor para outras coisas...

Quem pagará o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
Quem, dentre amigos, tão amigo
Para estar no caixão comigo?
Quem, em meio ao funeral
Dirá de mim: — Nunca fez mal...
Quem, bêbado, chorará em voz alta
De não me ter trazido nada?
Quem virá despetalar pétalas
No meu túmulo de poeta?

Soneto do amor demais

Não, já não amo mais os passarinhos
A quem, triste, contei tanto segredo
Nem amo as flores despertadas cedo
Pelo vento orvalhado dos caminhos.
Não amo mais as sombras do arvoredo
Em seu suave entardecer de ninhos
Nem amo receber outros carinhos
E até de amar a vida tenho medo.
Tenho medo de amar o que de cada
Coisa que der resulte empobrecida
A paixão do que se der à coisa amada
E que não sofra por desmerecida
Aquela que me deu tudo na vida
E que de mim só quer amor - mais nada.
Vinicius de Moraes