Poemas de quem Deu um Fora
O Encontro com o Trem Amigo
Certo dia, Leo está muito frustrado porque não consegue parar um tique de piscar os olhos. Ele abraça seu boneco de trem favorito.
Na sua imaginação, o trem ganha vida. Era o Vaporinho, um trem gentil, de apito suave e rodas coloridas.
Vaporinho diz:
“Sabe, Leo… às vezes eu também solto vapor sem avisar ou dou um solavanco nos trilhos. Trens não precisam ser perfeitos para seguir viagem. Eles só precisam continuar.”
Thomas ensina Leo a lidar com a ansiedade”
"O trem amigo mostra a Leo um jeito carinhoso de se acalmar quando o corpo fica agitado."
“Hoje eu segurei nas mãos um sonho que começou em silêncio. ‘Gotinhas de Amor’ nasceu para acolher emoções, fortalecer vínculos e transformar rodas de conversa em espaços de escuta. Que essa obra seja instrumento de cuidado.”
Projeto Gotinhas de Amor
Rosana Figueira
Ela não precisa de capa,
sua coragem já faz voar.
Como um girassol diante do sol,
toda mulher nasceu para brilhar. 🌻✨
Toda mulher é uma heroína,
mesmo sem capa para voar.
Como um girassol, segue a luz
e nunca deixa de brilhar. 🌻✨
Memórias de um Jardim
Raízes que Florescem
Dizem que a flor de lótus
nasce da lama,
mas escolhe florescer.
Eu também.
Minhas raízes foram profundas,
regadas por uma infância cheia de histórias —
entre risos, quedas, travessuras
e o amor firme da minha família.
Houve dias difíceis,
momentos de dor e confusão,
mas como a lótus,
aprendi a permanecer.
E havia aquela casa…
Não era só uma casa,
era um mundo inteiro guardado em paredes simples
e um jardim cheio de vida.
Ali, o tempo desacelerava,
as memórias nasciam sem pressa,
e o amor se escondia
nos pequenos detalhes.
Foi ali que aprendi sobre cuidado.
Minha tia…
com mãos já cansadas,
mas com um coração que nunca desistia de amar,
olhava o jardim como quem conversa com Deus.
Havia ervas, havia frutos,
mas faltava uma rosa vermelha.
E então, um dia, ela plantou.
Com dificuldade, com esforço,
mas com fé.
Naquele momento,
eu já sabia…
o tempo estava se despedindo.
Mas o amor não.
Porque um ano depois,
quando a saudade ainda morava forte,
a rosa floresceu.
Silenciosa, firme,
como uma resposta do céu.
E ali eu entendi:
algumas despedidas não são fim —
são sementes.
Hoje, voltei àquela casa.
Os portões são outros,
os passos já não são os mesmos,
e o tempo levou o que era nosso.
Mas não levou tudo.
Porque o que foi vivido ali
criou raízes em mim.
E hoje eu sei…
Sou feita de tudo isso:
da menina que caiu e levantou,
da fé que permaneceu,
do amor que ficou,
e das flores que insistem em nascer
mesmo depois da dor.
Como a lótus,
como a rosa…
eu floresci. 🌹
Ela e o Jardim
Ela tinha mãos de cuidado
e um sorriso que abraçava sem dizer palavra.
Amava o jardim
como quem conversa com a vida,
entre ervas, frutos e silêncio.
Faltava uma rosa vermelha…
e mesmo com o corpo cansado,
foi com coragem que ela plantou esperança na terra.
O tempo levou sua presença,
mas não levou seu amor.
Porque um ano depois,
a rosa floresceu —
como ela sempre foi:
forte, bonita
e impossível de esquecer.
O nome dela era Irma.
Observar com carinho,
entender sem julgar,
cada gesto é um caminho
que a gente pode escutar.
Passo a passo, bem de perto,
com cuidado e atenção,
o comportamento fala…
mesmo sem explicação.
Com ciência e com afeto,
vamos juntos aprender:
todo avanço, por menor,
já é um lindo crescer.
O Oceano
A dislexia é como nadar em um oceano onde as ondas não seguem o mesmo ritmo para todos.
Enquanto algumas crianças navegam com facilidade pelas palavras, outras precisam lidar com correntes mais fortes, letras que se movem como água e caminhos que parecem mudar o tempo todo.
Mas isso não significa incapacidade.
Significa que esse cérebro aprende de um jeito diferente.
E quando encontra apoio…
ele não apenas aprende — ele cria novas formas de ver o mundo.
Quebra-cabeça
A dislexia é como montar um quebra-cabeça onde as peças insistem em virar, trocar de lugar ou não encaixar como esperado.
Não é falta de inteligência.
É um caminho diferente até a imagem final.
Com tempo, estratégia e acolhimento…
A criança consegue montar — e muitas vezes enxerga detalhes que outros nem percebem.
Semáforo Diferente
Aprender a ler, para uma criança com dislexia, é como dirigir em uma cidade onde os sinais não seguem o padrão.
Às vezes o verde demora mais para aparecer.
Às vezes o caminho parece confuso.
Mas com orientação certa, paciência e prática…
Ela aprende a se orientar — do seu jeito.
A dislexia é como uma semente que não cresce no mesmo tempo das outras.
Enquanto algumas florescem rápido, ela precisa de um solo mais específico, mais cuidado e mais tempo.
Mas quando cresce…
Surpreende pela força e pela forma única.
A dislexia não define a capacidade de uma criança.
Ela apenas mostra que o caminho da aprendizagem pode ser diferente.
Quando entendemos isso, paramos de cobrar “igual”
E começamos a ensinar com respeito.
Nem todo cérebro aprende da mesma forma —
E tudo bem.
Gotinhas de Amor
Oceanos da Diversidade
— Olhar de Vidro: Uma Jornada de Descoberta no Jardim Botânico
Rafa é um menino que enxerga a natureza de forma técnica e distante, como algo a ser estudado e analisado. Durante um passeio escolar, ele conhece Raione, um menino indígena que o convida a olhar o mundo com mais sensibilidade. Ao observar pequenos detalhes da vida natural, Rafa aprende que a verdadeira riqueza da natureza não está em dominá-la, mas em respeitá-la e cuidar dela. Essa experiência transforma seu jeito de ver o mundo, despertando nele empatia e conexão com a vida ao seu redor.
Essência da história: aprender a sentir a natureza é tão importante quanto entendê-la. 🌿
Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.
O Mundo de Petico ( Samuel)
Dentro do peito do Petico mora um passarinho bem pequenininho.
Na maioria dos dias, ele fica quietinho… dormindo no ninho.
E aí o peito do Petico fica calmo… como um lago parado.
Mas às vezes… vem um barulho.
Uma mudança. Um susto.
E o passarinho acha que é perigo.
E então…
flap, flap, flap…
Ele bate as asas rápido.
E o peito faz tum-tum-tum.
A barriga fica fria.
A respiração corre.
Não é birra.
Não é desobediência.
É um passarinho assustado… tentando fugir.
“E sabe o que muda tudo?
É quando o adulto para de mandar o passarinho calar…
e começa a acolher"
“A gente não briga com o passarinho.
A gente ensina ele a pousar.”
“Filho… parece que o passarinho acordou aí dentro.
Vamos ajudar ele a dormir?”
🍿 Pipoca na barriga → ansiedade
🧸 Alarme do ursinho → sistema de alerta sensível
“Crianças como o Petico não precisam que o mundo fique em silêncio.
Elas precisam que alguém as ajude a entender o barulho.
Porque, no fundo…
todo passarinho assustado só quer ter certeza de uma coisa:
que está seguro.”
"Saudades de um Colo"
Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.
Se eu pudesse ter um superpoder, seria o de não sentir nada; ninguém imagina as inseguranças que existem nesse meio, ou os sentimentos que nos machucam e, mesmo assim continuamos e permanecemos fiéis a quem somos, tudo em nome do amor, porque o amor também pode ser dor.
Tentamos esquecer muitas coisas para seguir em frente em paz, mas, hora outra, sentimentos de rejeição, nojo e incompreensão voltam pra lembrar nossos enormes erros, e somos injustamente culpados por tudo o que pensamos; ninguém compreende verdadeiramente a sensação de querer ficar bem, apenas para ser puxado de volta à estaca zero.
Até ficar preso eternamente em um trilho emocional de : Você já disse o que queria dizer, então por que repetir? E por que continua pensando nisso, se ela sempre afirma o contrário?
É do orgulho, mas também da dor, da insegurança e do medo. Muitos estão confusos, mas também muitos verdadeiros que sofrem por esses confusos e suas histórias tumultuadas.
Um dia me disseram:
Ninguém vai te querer com filhos;
Se continuar com essas atitudes, nunca irá dar certo com ninguém;
Você precisa ter mais postura, você é uma mulher;
Suas roupas são curtas demais pra uma mulher da sua idade;
Seu vocabulário não é de uma mulher decente.
Hoje eu digo:
Não procuro um pai para meus filhos;
Minhas atitudes é que fazem de mim a mulher que sou;
Sou feliz com minha postura, não uso máscaras, sou incrível e me amo por ser assim;
Minhas roupas não definem meu caráter, uso por que me sinto bem;
Sei bem onde, quando e como usar um vocabulário formal.
Se isso ainda te incomoda, o problema está mais em você, do que em mim. Custei pra me aceitar, paguei um preço muito alto pra caber em lugares que não me pertenciam, hoje estou e sou exatamente com sempre sonhei.
Hoje sou mulher.
Hoje me aceito.
Hoje sei o meu valor.
Hoje não preciso mais de aprovações, por que a única coisa que importa pra mim é a aprovação do meu eu...
Cris Souza 💕
Garagem vazia
Retorno de um de um destino planejado e encontro a garagem que antes repleta de carros, agora em um abundante vazio.
O esvaziamento provocado pela data que marca o dia do presente evento, sugere que aqui órfãos não moram.
Memorável dia das mães, que faz unir em um demográfico espaço, gerações, que por quadras, bairros, cidade, estados vivem distanciados.
É dia de celebrar, de relembrar o passado e homenagiar aquelas que com todo cuidado, amaram a missão por Deus ourtogada de amar, criar e educar cada semente inocente.
Valorizar é dever diário, expressar gratidão é obrigação, mas o que marca o dia aqui mencionado, é a celebração que trás alegria e união.
Mãe, não há uma melhor que a sua, por isso filhos, o óbvio também precisa ser dito.
Imensurável papel exerceram e ainda exercem para aqueles ainda gozam de sua presença, hà aquelas que souberam expressar, hà aquelas exageraram, e as que limitadas por suas feridas emocionais só puderam dar o que tinham, mas todas sem exceção, são as mais dignas de profunda gratidão, merecem ser lembradas , presenteadas, cuidadas e homenageadas.
Por isso, digo a todos que ainda podem, esforça-te para demonstrar, dizer que se importa é honrar e cuidar, seja presente, diga obrigado, e o eu te amo, demonstrado e falado.
E para turma dos órfãos, a qual me incluo, resta a lembrança, e o profundo respeito e muito carinho por todas que vivem, mesmo não sendo nossa.
Feliz dias das mães, que os carros das vagas vazias, encontrem seu espaço, e filhas e filhos com suas mães estreitem laços.
Júnior Oliveira.
Kamorra não é apenas um nome — é uma identidade forjada no sentido da luta e da singularidade.
Do espanhol, vem Camorra, que significa resistência, enfrentamento e rebeldia contra o que corrompe. Representa a força de quem não se dobra, de quem encara o sistema, as mentiras e as fraquezas do mundo com coragem e firmeza.
Do hebraico, vem Kamocha, que significa “semelhante a ti”. Um termo que remete à ideia de espelho, de essência compartilhada — o reflexo entre o homem e o divino, entre o criador e sua criatura.
Da fusão desses dois mundos nasce Kamorra: o homem que resiste, mas que reconhece em Deus o reflexo de sua força.
Kamorra é resistência com propósito, rebeldia com fé, luta com sentido.
Marcos Kamorra (Filosofia Kamorrista)
“Sou resistência, mas não sem direção."
Meu nome é Marcos Kamorra.
Tudo começou nos tempos em que eu era MC nas ruas. Precisava de um apelido que impusesse respeito, que carregasse aquela energia de quem não baixa a cabeça, de quem encara o mundo de frente. Escolhi “Kamorra” inspirado no significado informal em espanhol e português: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de guerreiro que não leva desaforo pra casa. Era perfeito pro rap — forte, direto, marcante.
Passei anos rimando com esse nome, batalhando em duelos, construindo minha identidade nas letras e nas quebradas. Kamorra era o cara que lutava, que resistia, que enfrentava tudo.
Mas um dia, por acaso, me deparei com um termo hebraico antigo: “Mi Kamocha” (מִי כָמֹכָה), que significa “Quem é como Tu?”. É uma frase do Êxodo, um louvor à singularidade absoluta, à ideia de que não existe ninguém igual, de que cada um carrega uma essência única, irrepetível.
Na hora, senti um choque. Era como se duas partes de mim que sempre existiram se encontrassem: o guerreiro da rua, cheio de garra e atitude, e o buscador que entende que a verdadeira força vem de ser fiel à própria essência, de ser único no mundo.
Aquele apelido de batalha ganhou um significado muito maior. Não era mais só sobre brigar com o mundo — era sobre lutar POR si mesmo, pela própria verdade, com coragem e princípios.
Aí tomei uma decisão que mudou tudo: registrei “Kamorra” como meu sobrenome oficial.
Hoje, quando alguém pergunta de onde vem meu nome, eu respondo com orgulho: vem da rua e vem da alma. Vem da atitude combativa que me forjou e da revelação de que sou único, como ninguém mais.
Kamorra não é só um nome. É minha história inteira: do MC das batalhas ao homem que escolheu ser rei da própria verdade.
Sou Marcos Kamorra.
Guerreiro.
Único.
Incomparável.
#Kamorra #FilosofiaKamorrista #Autenticidade #Singularidade
DESABAFO DE UM CORAÇÃO!
Não raramente observamos e ouvimos reclamações sobre o discorrer da vida.
Talvez os sentidos apostos em cada palavra possam ocupar um real significado, pois, afinal, ninguém se angustia por blasfêmia, repetição de falas ou por descuido do coração.
Somos as variâncias de sentidos revelados nos resultados entre o ofertar e o receber... poucos estão aptos a receber e, muito menos, adequados a doar.
Nesta caminhada, entre o ir e o ficar, surgem dúvidas condicionantes. Não ficamos pelo receio da repetição daquilo que já fora vivido e registrado nos escaninhos de nossas almas como algo negativo e não seguimos pela incerteza do novo, pois a zona de conforto, muitas vezes, é a sustentação da imobilidade para novas estradas e outros rumos.
Sem o que oferecer no mundo ilusório do TER e oferecendo muito quando se trata de amor e do SER... muitos se perdem pelo desespero da invariável máscara do presente que impõe os retrocessos do ontem que pulula no amanhã. Gente sem presente ostentando o velho e o futuro de nada.
Vasculhando bem... e não limpando muito... a lamúria é o estado desalmado de uma alma ferida e quase abatida pelo flanco da solidão.
Viver é o inusitado murmúrio das vozes que são silenciadas quando precisamos acenar um sentido e não nos permitem e que, muitas vezes, gritam quando carecemos manter o silêncio absoluto para não ferirmos como nos ferem.
Brasília, 04 de abril de 2012
Mestre Jesus:
Acordei com o anúncio de um novo dia e sob as suas bençãos.
Feliz por merecer novas oportunidades e confiante na sua infinita bondade peço- te a proteção para todos nós.
25.04.12
"Vivemos em um mundo onde o sagrado se perdeu. O sagrado é uma experiência na qual existe algo intocável, que desperta profundo respeito e temor; o sentimento do divino, de algo superior a todas as coisas da terra.
Esse sagrado é mais elevado do que eu mesmo; diante de todas as coisas do mundo, é uma parte de Deus aqui na terra.
Atualmente, existe um reducionismo simplório da experiência humana, que afirma que tudo é apenas matéria e que a razão humana descreve apenas parte dela. Querem que todos sigam essa posição miserável.
A Bíblia, como se diz, é sagrada. O Antigo Testamento tem uns cinco milênios de história, e o Novo Testamento, cerca de dois mil anos. A Bíblia é um livro milenar; no entanto, surge um ser humano que 'nasceu ontem' e procura contradições, argumentando que ela é um mal a ser combatido.
A Bíblia resume-se em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É a história de Israel com Deus; o Novo Testamento é o pacto de amor que Ele fez pela humanidade. É a história, os valores e a esperança de que todo o mal será extinto para sempre. A Bíblia é isso; o que está fora disso é apenas tolice.
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