Poemas de quem Deu um Fora
O mundo um dia vai acabar.
Sabemos que vai acabar.
Por isso…
Insista em viver.
Insista em conhecer novos lugares.
Insista em amar.
Insista em ser amado(a).
Insista em querer ver o que há de melhor no mundo.
Insista em persistir.
Insista em ser livre.
Insista em casar e ter filhos.
Não se prenda a uma cela.
O mundo uma dia vai acabar.
Morra feliz.
Ame enquanto puder a vida que tem.
Ame enquanto puder quem está do seu lado.
Ame enquanto puder tudo a sua volta.
Ame enquanto puder, você.
Ame enquanto puder seu/sua companheiro(a).
Viva sem medo do amanhã.
Viva sem medo da morte.
A morte vem para todos.
Então …
Viva….
@Por_tras_de_uma_mente
O Prisma Velado
Um estranho tingido de nuances
tenta ocultar-se sob o peso das dores,
mas há uma claridade que vaza pelas frestas,
teimando em revelar suas cores.
Veste falas ásperas, molda controvérsias,
mentindo sobre a própria essência:
tem o olhar transbordando vida,
enquanto a boca impõe abstinência.
Cuidado, ele assusta.
É caminhar sobre lâminas de vidro;
basta um sopro, uma palavra mal posta,
para que o castelo caia, desvalido.
Inseguro, tropeça no próprio silêncio,
anseia pela escuta, mas recua no umbral.
Há um universo contido nesse peito,
que se veta o direito de ser real.
Brilha, pequena luz, rompe o casulo.
Esconder o sol não lhe faz sentido.
Seja agora, ou em um futuro mudo,
o amor reclama o que foi reprimido.
Essa hesitação cederá terreno
ao que pulsa e, doce, seduz;
uma voz que o retira do ermo
e o convoca, enfim, para a luz.
Não economize a alma, não se limite à razão.
Voe para além do que o medo condiz.
Busque o néctar, o mel, a entrega;
há doçura esperando quem se quer feliz.
O amor não pede licença nem explicação:
ele chega sem alarde, desarruma o porto,
e faz um belo estrago na solidão
dessa sua iludida arrumação.
Poesia de Islene Souza
Força, foco, resistência, resiliência e gratidão!
Força, para conseguir vencer mais um dia.
Foco, para não perder a concentração em seus objetivos.
Resistência, para aguentar as porradas do dia a dia, e continuar de pé.
Resiliência, para cair e levantar quantas vezes forem necessárias.
Gratidão, agradecer por esta raridade que é a viver a vida.
Inobstante o peso do pesar
Das tristezas, amarguras, remorsos quiçá.
Um conselho dou-te sem cobrar:
Sê feliz, pelo tempo que aqui a ti restar!
Você chegou e bagunçou meu mundo
Sendo Doce como um limão
Fala com força, tudo profundo
Calma e tranquila como um furacão
Me pego com frequência vendo suas fotos, você é linda, não me arrependo..
No fundo eu me imagino no seu mundo, no futuro quem sabe assim,
Sem querer, querendo
Boca inquieta,
buscando o caminho de um beijo.
Desejo anunciado,
na etapa mais lúcida.
Segredos…
cumplicidade latente.
incêndio ardente.
Discutiria tais ilusões? Jamais!
dúvidas da pele solta.
Folhas secas..
num jardim sereno. (Júlio Raizer)
Tinha um mundo mágico em sua cabeça.
Fantasiava seu cheiro,
caprichava no perfume,
que exalava sua leveza.
Não distinguia o que era lembrança
e o que era imaginação.
Um olhar, sobre o mesmo
Ponto.
Havia ali um interesse em se conhecer.
Uma conversa agradável, poesias, as vidas sendo contadas. A cada dia, a proximidade era maior, como se caminhassem na mesma direção.
Mesmo ao longe, caminhavam de mãos dadas, tinham gostos parecidos. Em determinados momentos a mesma sensibilidade emocional .
Mas, por algum motivo algo aconteceu, na primeira curva que surgiu, ela virou o volante do coração, mudou a direção, o curso da história, .
Os dias se foram, os ventos mudaram, então ela ressurgi, mais disposta, determinada, finalmente decidida.
Porém, dentro dele mudou, apesar de ter continuado na mesma estrada, seguiu, abasteceu se de vida nova.
Lá foi ele buscar o que se encontra atrás da linha do Horizonte.
Ausências..
Foram nas ausências
que nos esquecemos.
A cada calar, era um passo
De volta, estou dobrando
A esquina.
É um bem querer.
Que beira um quase amor.
Pode ou não ser, se desejar
Deixe acontecer.
Os braços estão aqui, abertos.
A espera do encontro que nunca aconteceu.
Quem perdeu, eu ou você?
Acho que perdemos "nós".
Lembranças Póstumas de um amor que surgiu atrás dos muros.
Apesar da distância do caminho, ainda me recordo dos encontros, do seu sorriso.
Dos poemas declamados, dos beijos dados e roubados.
Ainda me lembro, dos passeios ao sol, da garganta seca, da baixa umidade.
Ainda lembro do quarto do hotel, do lençol desarrumado sobre a cama, seu olhar sacana.
Ainda lembro da gota de suor escorrendo por suas vértebras em direção ao paraíso.
Sorrisos, gargalhadas, passeios nos parques, ahh, mãos dadas.
Ar condicionado, passeio de carro, amigos, piadas, beijos , você toda assanhada, descabelada.
Pois é, ainda me lembro de tudo.
Artesão...
Assim como um artesão,
O tempo age sobre o que
Passou.
Sobre o amor, sobre
o que foi dor.
Sobre a saudade, sobre o sentir.
O tempo lapida, esculpe o
Que Se tornou passado.
Hoje, chamo de outro nome,
Lembranças.
Fogo em pele
Eu encontrei um sentido para mim
Viva e , mergulhe de cabeça
Siga para ver comigo
A garota linda e doce dançar,
A mulher que você esqueceu que era
A pessoa que esperava voltar
A vida nos trata como crianças
Paixões e amores vem
Sem saber o que aquilo significava
Não desista de se encontrar dessa vez
Doce e selvagem, faça o tempo parar
Fazer você se olhar é a missão que tenho
E em seus olhos, você guarda nossos segredos
Desprezo a ignorância dos imberbes que se auto-proclamaram senhores do universo.
Só se for um universo de diamantes de vidro, de soluços intelectuais e cultura saboreada numa refeição digna de uma hiena.
No universo deles eu cago e vomito palavrões.
O DESPERTAR
Os corpos despertam na disciplina regrada de um encontro despercebido.
Seu contorno refletido na parede pela luz da noite, imprime a prima obra na lembrança de um acaso gostoso demais.
Fomos ousados! Fomos audaciosos! Criamos códigos secretos repletos de magia e história.
História de bruxos e bruxas em sua escola.
Deixamos inquietudes de lado e fizemos valer a pena.
Segredos sonhados e vividos sem dizer.
Suaves na calma da sua santidade e abençoados por uma mão que inocenta todas as atitudes pensadas ou não.
A alma estava alvoroçada e era impossível de controlar.
Colocávamos uma mesa entre nós para que ela afastasse as nossas loucuras. Insanas e gostosas loucuras.
O pecado não existe mais e não há mais também um tempo para despedida.
Ficamos atônitos ao lembrar de que um beijo selou nosso destino e contou para o mundo quem realmente éramos.
Um mundo de nós dois.
Trocamos olhares e esperamos pelo abraço matinal
(Júlio Raizer)
Fiquemos assim então:
Entre nós dois,
cabe somente as flores de um jardim.
A rua que divide as calçadas,
o lago que divide as margens.
O inverno, os galhos vazios e as folhas no chão.
Que secas, sem vida, anunciam em nós uma nova estação.
O recomeço diário de de cada manhã.
O renascer e o morrer ao fim de cada estação.
Preparei um lugar lindo
para você aqui dentro de mim.
Foi uma Pena você ter optado
por ficar do lado de fora.
Aqui embalo sonhos,
dou impulso a cada um deles.
Uns vão, outros voltam,
nesse movimento vou
sonhando e embalando.
Malícia
Alma capturada,
Um sequestro salivar.
Letras quentes,
Com vontade de letrar.
Versar a fantasia, e perceber
Tão inocente rebeldia
No corpo tenro,
amanhecer
Há maldade?
A maldade?
Ah, a maldade..
uma sintonia!
Repousa num céu de vontades,
Encarna a superfície sem espaço.
Beija a boca, depois os lábios.
Aquilo que alimenta a volúpia,
Satisfaz sonhos, vida e saudade.
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