Poemas de quem Deu um Fora

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Um homem só lambe um prato quando tem certeza que ele é o único que come nele.
E isso não é sobre pratos.
😛

Nada melhor que chegar à noite
e ter um lar que nos espera.
Uma cama quentinha... Paz no coração
e a alma tranquila para um descanso merecido e
um despertar renovado para mais um dia
que chegará abençoado.

👉🏼 Atravessar a Si Mesmo


“A maior aventura de um ser humano não é atravessar o mundo, é atravessar a si mesmo. Encontros, perdas, afetos e silêncios são as estradas dessa viagem. A vida fala conosco o tempo todo e quase sempre através de coisas simples. Ela só se revela de verdade a quem aprende a ouvir o que não foi dito, sentir o que não se vê e enxergar o sentido escondido em cada queda, desvio e recomeço.”

O “Não” é um advérbio necessário;
Ele faz desafetos, mas liberta pessoas;
Ele magoa àqueles que ali estão apenas pelo “Sim”.

O Beijo Frio
​Há um inverno guardado no peito,
Fruto de eras de vento e de dor,
Um coração que aprendeu o seu jeito
De não mais se queimar no calor.
​Os dedos tocam, a pele se encontra,
Mas há um muro que o tato não vê.
É uma alma que já fez sua conta
E decidiu que amar é perder.
​O lábio alcança a curva do rosto,
Mas o contato não traz o clarão.
Tem o silêncio de um sol já posto,
A mudez de uma velha canção.
​É o beijo frio de quem se protege,
Onde a entrega é um risco fatal.
Um coração que o medo hoje rege,
Calejado em seu Reino de Sal.
​Não é maldade, nem falta de querer,
É só o peso de tanta cicatriz;
Quem muito teve que sobreviver,
Esquece a pressa de ser feliz.

O Calor no Inverno das Grades
​A carta é o grito que atravessa o muro,
De um coração que a cela não calou.
Escreve o "guerreiro" em seu tempo escuro,
Sobre a vida que o crime lhe roubou.
​Diz que a ostentação é marionete,
Um brilho falso que cega o olhar.
Quem no dinheiro a alma compromete,
No cemitério ou na grade vai morar.
​Fala de "porta estreita" e "porta larga",
Do "coração que calejou" na solidão.
A liberdade tem um gosto amargo,
Se a mente ainda vive na prisão.
​Mas entre as linhas de caligrafia incerta,
Há um sopro de vida, um calor, um perdão.
A mão que escreve é a alma que desperta,
Buscando em Cristo a sua redenção.

O Brasil está tão cansado da corrupção que para acabar com esta, segue rumo a um caminho desconhecido, sem se importar com as reais crenças desse político.

29/10/18

O preço do amor

Dar ou receber um videogame, não elimina o controle;

Demonstrar que tem fogo, não apaga o desrespeito;

Flores não tiram o mal cheiro da traição.

Chocolate não elimina o gosto da desilusão.

Nem joias substituem a riqueza da companhia.

Portanto, Ame sem reservas. Controle coisas, não pessoas, respeite. Ser fiel em tempos onde o amor é líquido, faz toda diferença. E neste dia dos namorados seja presente.

A escassez é um indutor da criatividade e inovação.
⁠Nas montanhas da Bolívia, vi paredes construídas com Adobe.
Em Minas, professor transforma terras em tinta, para atender comunidade quilombola.
Sucatas são transformadas em material para robótica por educadora.

A falta de dinheiro não pode te paralisar.

“Se o homem só é bom vigiado por um deus, ele não é moral — é um animal adestrado.
A moral religiosa não cria homens bons, cria covardes obedientes.
Onde a bondade depende do medo do inferno, não há virtude — há servidão.
Quem precisa de um céu para não ser um canalha já escolheu a própria miséria.
Deuses são muletas morais para quem não sustenta o próprio caráter."

A democracia, para os Estados Unidos, parece ter um mapa: coincide quase sempre com as reservas de petróleo e gás.


Janeck Tolentino

Cada provação que enfrentamos e vencemos transforma-se em um degrau que eleva e molda nosso espírito, conduzindo-nos para mais perto do Coração de Deus.


Dilson Kutscher

Senhor, faz do meu coração um jardim consagrado. Planta em mim Tuas Promessas, rega-me com Teu Amor Eterno, e colhe, em cada gesto meu, os frutos da fé que Te honra. Que minha alma seja terra fértil para Tua Vontade, e que cada batida do meu coração seja louvor silencioso ao Teu Santo Nome. Habita em mim, Senhor, e transforma-me em altar vivo da Tua Presença.






Amém.

Sem espírito, o corpo é só um manequim de carne.
Sem consciência, só a fica a robotização do Ser.
E isso é lastimável para alguém que é centelha de Deus


(Na Luz dos Pretos Velhos)

Na escuridão que me devora, tua lembrança é chama indomável.
Cada suspiro meu é um grito que clama por ti, cada silêncio é um abismo onde só tua voz poderia me salvar.
O mundo se desfaz em cinzas quando não estás, mas dentro de mim arde a certeza de que teu toque é redenção.
És tormenta e refúgio, pecado e absolvição.
No desvario da carne, encontro tua essência como se fosse oração.
E quando o medo me prende, é teu nome que liberta, é teu olhar que me ergue, é teu amor que me reconstrói.
Que venha o fogo, que venha a noite: nada me consome mais do que a ausência de ti.
E ainda assim, mesmo no caos, és a promessa que me guia — a eternidade que se escreve em cada batida do meu coração.

Em teus olhos arde o fogo que me consome,
um incêndio sem trégua, sem perdão.
Sou prisioneiro das tuas garras invisíveis,
onde cada toque é sentença,
cada beijo é ferida que sangra prazer.
Teu corpo é templo profano,
altar de luxúria onde me prostro sem resistência.
Não há salvação, não há fuga,
apenas o abismo que se abre em tua presença.
E mesmo morto por dentro,
meu espírito rasteja até ti,
porque és veneno e remédio,
és pecado e redenção.
No cárcere do teu covil,
sou sombra e chama,
sou escravo e amante,
sou o eco da tua perversidade
que insiste em chamar de amor.

O Eco da vida adulta

Em um mar de incertezas me encontro perdido,
Turbilhões de emoções me levam sem rumo definido.
Aos 25 anos, olho para trás com pesar e comovido,
Minha infância, misto de alegrias e momentos sofridos.

Não sei se estou onde desejava estar,
Onde achava que minha vida iria desaguar.
Ser criança era tão simples, tão fácil de encarar,
Hoje a vida adulta me faz duvidar e questionar.

Ansiedade, cobranças sociais a me sufocar,
Trabalho em excesso, contas para pagar.
Meu coração exausto por amores a naufragar,
Cobranças da família a me pressionar.

Vícios que me consomem, me fazem desviar do caminho,
Queria apenas viver em paz, sem tanto espinho.
Não ser uma bomba-relógio prestes a explodir sozinho,
Mas encontrar a calma em meio a tanto desalinho.

Vivemos ou apenas sobrevivemos neste mundo hostil?
Questionamentos que ecoam na mente febril.
Altos e baixos são parte do ciclo sutil,
E está tudo bem não ter todas as respostas num perfil.

A vida adulta traz consigo um fardo pesado a carregar,
Responsabilidades, pressões que nos fazem duvidar.
Mas em meio ao caos, é preciso respirar fundo e encarar,
Buscando viver verdadeiramente e não apenas sobreviver no mar.

⁠Turbilhão de Mudanças: Em Busca da Própria Luz

Em um piscar de olhos, tudo muda,
Após o ensino médio, a jornada se escuda.
Mais um na sociedade, em meio ao turbilhão,
Em busca de um lugar, nesse mar de solidão.

O rumo incerto, a incerteza no ar,
A pressão do sistema a nos sufocar.
Mas lembre-se sempre, amigo meu,
Em meio ao caos, tua luz reluz no breu.
Não sejas apenas mais um a vagar,
Em busca de sonhos que possam te amparar.
A força está em ti, no poder de acreditar,
Que tua vida importa, mesmo em meio ao pesar.

Siga adiante, com coragem e fé,
Pois em cada esquina há uma nova maré.
E mesmo na sociedade capitalista e voraz,
Teu brilho único há de encontrar sua paz.

Hoje, 20 de novembro,
um sopro antigo atravessa o tempo
e repousa suave sobre nossos ombros.
É a voz dos que vieram antes,
dos que caminharam descalços na terra quente,
dos que levantaram o rosto mesmo sob o açoite,
dos que sonharam liberdade
quando o mundo lhes negava o sol.

Hoje, estou em harmonia
e nada pode perturbar minha paz.
Porque carrego comigo a força
de cada ancestral que resistiu,
de cada mão que plantou futuro,
de cada corpo que, mesmo ferido,
dançou para não esquecer quem era.

No silêncio desta manhã,
sinto a pulsação dos que transformaram dor em trilha,
dos povos pretos e originários
que semearam coragem para que hoje
possamos respirar livres,
sem grilhões, sem sombras de chicote,
com a dignidade alinhada ao peito.

E nessa paz que me envolve,
eu celebro a memória e a vitória,
honro o passado que me sustenta
e caminho firme, sabendo que sou fruto
de uma história indestrutível.

Hoje, estou em harmonia,
e nada, nada mesmo,
pode perturbar minha paz.

É curioso observar como o Brasil parece sempre pronto para dar um passo à frente, mas tropeça exatamente no tapete onde alguns deputados federais insistem em deixar o nó. A gente acorda acreditando que agora vai, que finalmente o país vai engrenar, mas basta uma sessão na Câmara para descobrirmos que não, não vai ser hoje.

É quase uma coreografia. O país precisa avançar, o povo pede melhorias, os problemas se acumulam, e lá estão eles, os mesmos parlamentares que parecem viver em um universo paralelo onde o tempo não passa e a urgência não existe. O Brasil tenta evoluir, mas eles puxam o freio de mão com a serenidade de quem não sente nem o menor tranco.

E quando chega um projeto que poderia melhorar a vida das pessoas, adivinha? O desfile começa. Discursos longos, debates que circulam em círculos e uma incrível habilidade de transformar qualquer avanço em mais uma gaveta cheia. Depois ainda dizem que o país não vai pra frente por falta de esforço. Claro, porque esforço o brasileiro tem de sobra; falta só uma pequena colaboração de quem deveria trabalhar pelo país inteiro, não apenas por suas próprias bolhas de conforto.

Assim seguimos, pulando do século XX para o XXI com o mesmo grupo impedindo o salto final. O Brasil quer crescer, mas alguns deputados parecem preferir deixar tudo como está, porque mudar dá trabalho, e trabalho, pelo visto, é algo que eles terceirizaram para o resto do país há muito tempo.