Poemas de quem Deu um Fora
Quem Ama
Quem ama nada exige.
Perdoa sem traçar condições.
Sabe sacrificar-se pela felicidade alheia.
Renuncia com alegria ao que mais deseja.
Não espera reconhecimento.
Serve sem cansaço.
Apaga-te para que outros brilhem.
Silencia as aflições, ocultando
as próprias lágrimas.
Retribui o mal com o bem.
É sempre o mesmo em qualquer situação.
Vive para ser útil aos semelhantes.
Agradece a cruz que leva sobre os ombros.
Fala esclarecendo e ouve compreendendo.
Crê na Verdade e procura ser justo.
Quem ama, qual o samaritano anônimo
da parábola do Mestre,
levanta os caídos da estrada,
balsamiza-lhes as chagas, abraça-os
fraternalmente e segue adiante...
(Alexandre de Jesus)
Quem sou?
Para expressar quem sou, preciso mais que palavras, preciso de cheiros, cores, sons e sabores.
Preciso falar das lágrimas, dos risos e sorrisos
Das tristezas e pesares
Das vitórias e derrotas
É necessário não apenas a minha visão
Contar dos amigos e também dos inimigos
É preciso colher informação
E ainda assim discordar
Ou quando eu já não for mais quem sou
Então o mundo saberá
Quem jamais eu fui
Prefiro viver assim
Construindo
Desconstruindo
Em busca do que ainda não sei
Duvidando do que já sei
E viver à procura de desafios
Para eu poder me revelar
Preciso deixar de me transformar
Preciso parar no tempo e deixar de crescer
E isso só mesmo quando eu já não existir
Mas quando este dia vier
Você pode ler em minha lápide
Tudo aquilo que um dia fui!
O TEMPO A VIDA
Não coincide o tempo com a vida
tão tarde o aprendemos
Fora dele vivida conhecemos
antes de nela entrarmos a saída
Num retrocesso intemporal vivemos
intemporal decerto é a nossa vida
(O vocábulo tempo, Rua de Portugal, Assírio & Alvim, 2002)
[...]
Um anjo veio e deu vida
Ao peito de amores nu:
Minh'alma agora remida
Adora o anjo - que és tu!
Mais um ano está chegando.... e agradeço a Deus por tudo que Ele me deu nesse ano! Muitas mudanças, conquistas.... e isso tudo é meu!
Pessoas voltaram e ficaram.... e trouxeram com elas belas coisas da vida e tornaram a minha muito mais fabulosa! Fabulosamente meu!
Pessoas surgiram na minha vida e a deixaram com um design deslumbrante! Deslumbrantemente meu!
Ganhei pessoas, que chegaram e se foram... mas deixaram um pedacinho delas dentro de mim e isso, ah, isso é totalmente meu!
Somei, multipliquei amigos, irmãos, pessoas que já são muito queridas... algo matematicamente meu!
Passei por pedras, larguei coisas, ganhei outras, me presenteei com muitas outras, redesenhei caminhos, de um jeito que fosse simplesmente meu!
E você, que faz parte da minha vida.... tenha certeza.... tudo isso também é seu, num simples eu que desejo... tudo de melhor que existe nesta vida!
Um feliz ano novo, totalmente nosso!
Quem crerá nos meus versos no futuro,
Plenos que estão todos de teus altos merecimentos?
Apesar de bem o saberem os céus, serem só um túmulo
Que oculta mais tua vida, e não revela sequer a metade do que vales.
Se transmitir pudesse eu a beleza dos teus olhos,
E em números nunca dantes vistos, chegar a enumerar todas as tuas graças,
As épocas vindouras diriam por certo, como mente este poeta,
Tais coisas celestiais jamais foram propriedades de rostos terrenos
Assim os meus papéis, amarelados com o tempo,
Seriam muito zombados, como belhos mais cheios de lábia que verdade;
E tudo que te é devido, chamado de loucura de poeta,
E o metro forçado de algum delírio antigo
Mas se algum filho teu viesse então
Viverias duas vezes; - tanto nele, quanto nos meus versos.
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!
Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!
O grande sol na eira
Talvez seja o remédio...
Não quero quem me queria,
Amarem-me faz tédio.
Baste-me o beijo intacto
Que a luz dá a luzir
E o amor alheio e abstrato
De campos a florir.
O resto é gente e alma:
Complica, fala, vê.
Tira-me o sonho e a calma
E nunca é o que é.
" - Cá estais vós, amigos! - Ah, todavia não sou eu,
Quem queríeis vós?
Hesitais, pasmai - ai, melhor seria se sentísseis rancor!
Eu - não sou mais eu? Estão diferentes a mão, o andar, o Eis rosto?
E o que eu sou, não sou mais - para vós amigos?
Vós ireis? - Ó coração, tu suportaste bem,
Forte ficou a tua esperança:
Mantém tuas portas abertas a novos amigos!
Deixa os velhos! Deixa a recordação!
Se já foste jovem, agora - és jovem de um modo melhor!
Ó saudade da juventude que não compreendeu a si mesma!
Aqueles por quem eu aguardava,
Que eu julgava transformados tal como eu,
O fato de terem envelhecido afastou-os:
Só o que se transforma continua meu amigo.
Ó meio-dia da vida! Segunda juventude!
Ó jardim de verão!
Inquieta ventura no estar perscrutando e esperando!
Espero os amigos, noite e dia disposto,
Os novos amigos! Vinde! É tempo! É tempo! "
Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!
Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...
Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, 'stou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!
Quem bater primeiro a dobra do mar
Dá de lá bandeira qualquer, aponta pra fé
E rema
É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais
E se já não sinto teus sinais
Pode ser da vida acostumar
Será, Morena?
Sobre estar só, eu sei
nos mares por onde andei
devagar
dedicou-se mais o acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?
Doce o mar, perdeu no meu cantar
Manhã chegando
Luzes morrendo, nesse espelho
Que é nossa cidade
Quem é você, oh oh oh qual o seu nome
Conta pra mim, diz como eu te encontro
Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limita e oprime; quem nos ama
Não menos nos limita.
Que os deuses me concedam que, despido
De afetos, tenh a fria liberdade
Dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
É livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses.
Uma rosa não é delicada
com quem desejaitadamente à toca,
por isso ela oferece a dor,
oferece o espinho,
mas isto não à faz menos flor,
nem menos rosa.
De semelhante modo,
toda mulher é como uma rosa,
mesmo que não tenha
ou não demonstre a mínima intenção
de ser flor...
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