Poemas de quem Deu um Fora
O tempo voa, mas...
Quando se quer, no tempo acontece.
A gente sempre pode mudar nossa historia.
Um brinde ao agora. Um brinde ao amanhã
Ainda há muito tempo a ser usado.
O amor se perde na correria diária.
Nos pequenos gestos ao final do dia. nas palavras não ditas, e por não serem ditas são esquecidas.
Lamento que o amor decida a hora de partir. Mas nunca vai de uma vez. Amor se alimenta de vida.
A experiência modera anseios, tira a angústia e dá uma certa leveza a vida.
Beleza e juventude são efêmeros.
O que acumulamos de essencial para o nosso viver, carregamos dentro de nós para sempre.
Na calçada onde o concreto se racha,
Sob passos apressados, vejo figuras:
Mendigos, esses monumentos esculpidos pela dor e pelo abandono,
Partes da paisagem, sombras de aversas.
Estátuas esquecidas em praças que ignoramos,
Com rostos e histórias, mas nós, indiferentes,
Passamos como se o tempo não os reclamasse,
Mergulhando na rotina, nas horas lentas.
Hoje me interrogo: o que é ser visível?
A roupa que visto, o bem que acumulo,
É só camuflagem, armadura que me isola.
Sob essa fachada, frágil e cativa,
Sinto a tênue linha entre ser e não ser. Vida miserável...
Eu, que me nomeio alguém, sou apenas um rosto entre muitas máscaras,
Um nome sem significado na memória do mundo.
Se eu me apagasse, quantos chorariam a ausência?
A vida seguiria, indiferente às minhas lutas.
Um mendigo cai, e a rua devora o corpo,
Com a mesma indiferença que o ignorou em vida.
Passam as gentes, a calçada permanece,
E a vida avança, sem pausas, sem lamentos.
A invisibilidade é pena pesada;
E eu, tão próximo desse triste destino,
Percebo que o meu endereço é só um nome,
Uma casa, talvez, mas não um lar.
Fernando disse sabiamente: “Hoje não há mendigo que eu não inveje,
Só por não ser eu.” Na imensidão citadina,
Todos somos mendigos, de afeto, de memória, de um sentido,
Buscando ser vistos, mesmo que por um breve instante,
Nessa profunda solidão que é viver.
Há perdas que podem não ser recuperadas, e nestas circunstancias a única escolha que nos resta é olhar para a frente, aprender com as experiências, fortalecer nossa resiliência e perscrutar as possibilidades que ali se apresentam para continuarmos nossa caminhada, mesmo com o coração dilacerado e com as feridas emocionais abertas que ainda sangram.
Soraya Rodrigues de Aragao
Se alguém me disser que amor existe, não vou rir.
Só não vou acreditar, já me machucou tanto esse negócio de amor.
Que prefiro ignorar, qualquer sentimento por agora.
Esse negócio de dizer amanhã é outro dia.
Que as coisas mudam, a partir de agora.
Esse tal sentimento não vai me abalar mais,
vou ignorar totalmente!
Deixa eu ser o Clyde e você a Bonnie
Eu, Leon Kennedy, você, Ada Wong
Eu, o Rony, você a Hermione
Você a Sandy, eu o Danny
Você é a Rose, eu o Jack
Você, a Mary, eu, o Terry
Você é a Keiko, eu, Yusuke
Andy Bogard e Mai Shiranui
Bom dia!
Que o renascer do amor
Impulsione tua existência
em cada novo amanhecer
guiada por luminosas estrelas
adentras teu coração
reverberas tua essência
com sublime felicidade.
@zeni.poeta
Choro e perco o sono
Num desespero afônico
Abandono-me às horas, sentindo o calor de uma ferida acesa.
Em mim, o precipício entre sim e não faz-me sentir desejos interinos.
Perco o tino, desafino sem clareza; sem espaço.
Num compasso, desafino e divago sobre meus desejos mais censurados.
O poeta, disse, outrora: ''Viver é melhor que sonhar''.
Mas o que seriam os sonhos senão uma coleção em desvãos daquilo que não tenho coragem de viver?
Passagem do ano
Passagem
O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus…
Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles… e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.
Ás vezes amar, é simplesmente ter
que deixar o outro ir, ser livre,
para poder fazer novas escolhas.
Com o tempo, muitas vezes somos obrigados a nos tornar algo que não queremos ser, mas tudo nos remete a ser isto. Pessoas, Magoas e Cicatrizes.
Nos tornamos escravos dele, ficando cada vez mais vazios e secos, frios por dentro.
Muitas vezes me pergunto. - sera isto mesmo necessário?
Morrer para tudo que acreditamos, e deixarmos de viver por algo tão insignificante..
Amor verdadeiro é a base de um ser. Ele nos faz enfrentar a vida com tal apego que nos tornamos viventes loucos, vivendo em um alucinante jogo louco que é a vida, pois até o fim dela teremos que lutar pelo que acreditamos. Não deixando as coisas importantes morrerem, principalmente não se deixando morrer ou se levar a essa tal loucura que é a vida...
VIVAMOS AMIGOS...
Talvez a morte seja a unica certeza na vida,
ele não é cruel, apenas vem e te leva de todo sofrimento gerado.
Porque a unica coisa que sabemos da vida é sofrer....
Talvez a morte seja tão doce quanto a vida .
Todo homem tem desejo natural de saber; mas que aproveitará a ciência, sem o temor de Deus? Melhor é, por certo, o humilde camponês que serve a Deus, do que o filósofo soberbo que observa o curso dos astros, mas se descuida de si mesmo. Aquele que se conhece bem se despreza e não se compraz em humanos louvores. Se eu soubesse quanto há no mundo, porém me faltasse a caridade, de que me serviria isso perante Deus, que me há de julgar segundo minhas obras?
Renuncia ao desordenado desejo de saber, porque nele há muita distração e ilusão. Os letrados gostam de ser vistos e tidos por sábios. Muitas coisas há cujo conhecimento pouco ou nada aproveita à alma. E mui insensato é quem de outras coisas se ocupa e não das que tocam à sua salvação. As muitas palavras não satisfazem à alma, mas uma palavra boa refrigera o espírito e uma consciência pura inspira grande confiança em Deus.
"Eu posso me tornar uma pessoa sem graça, ou uma pessoa muito interessante. Posso apagar meu brilho, ou posso fazer brilhar minha luz conforme Jesus nos propõe. O trabalho profissional em si mesmo, não é bom nem é ruim, depende de como o executo. O casamento por si próprio não é uma instituição fadada ao sucesso ou ao fracasso, depende de como cada cônjuge se põe na relação. A vida não é boa nem ruim, depende àquilo que desejo dar destaque, se ao fracasso ou ao aprendizado, se à doença ou a saúde, se a tristeza ou a alegria, se ao sofrimento ou a oportunidade."
Livro: Cura e Libertação
E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
[...]
E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você?
Nota: Trecho da música "Onde anda você"
Por milhões de anos, os primeiros homens acreditaram que a morte era o único fim do indivíduo e que a dor, a tristeza e a melancolia eram inevitáveis e incuráveis. Estavam de tal maneira habituados a ver constantemente a morte e a dor (inclusive a morte de filhos e irmãos jovens), que as consideravam um fato corriqueiro e irremediável. E, assim, abandonavam os corpos e não os sepultavam, da mesma forma como fazem os animais ainda hoje.
Depois, em um certo momento, os seres humanos "descobrem (isto é, inventam) o outro mundo: podemos inclusive datar essa descoberta, porque coincide com a construção da primeira sepultura. A mais antiga, de noventa mil anos atrás, foi encontrada em Belém, na Judéia, que é também o lugar de um famoso berço. Desde então, o homem é o único ser vivo que enterra seus mortos, talvez por medo do contágio, do mau cheiro e do nojo causados pela putrefação.
Mas isto não explica por que deixavam, ao lado dos corpos, também utensílios e objetos preciosos que deviam ajudar o defunto na outra vida. Fica evidente aqui a esperança de que o corpo ressuscite e de que exista uma vida ultraterrena num outro mundo que fica além deste.
Em resumo, há noventa mil anos criou-se esta primeira e grande consolação, que suaviza a idéia do fim definitivo.
Na vida temos que ser como o besouro.
Segundo as leis aerodinâmicas ele nunca poderia alçar voo, no entanto o faz.
Quando alguém disser que teu sonho é impossível, lembre-se que não há lei no mundo que te proiba de alcançar teus sonhos.
E o zumbido desse voo, serve apenas para que aqueles que em ti não acreditavam, possam olhar pra cima quando passares por eles.
Lute. Don't forget to fly!
Nasceu o amor
Sem menos esperar
Foi numa troca de olhar
Nasceu o que desacreditava
Nasceu o amor em mim
Você que fez nascer
O que acreditava que nunca iria viver
Inevitável ,impossível é te olhar
E não se apaixonar
Você é a semelhança do amor
É imagem viva da minha felicidade
Você é o que trouxe alegria pro meu coração
É a minha pulsação pra viver
Quero pra sempre te dizer
Que sempre irei te amar
Não importa o lugar que estarei
Comigo estará sempre esse amor
Que tenho por você
Faze o bem pelo prazer do bem.
Não dês guarida às astúcias do mal.
Manhoso e sutil, ele penetra a tua casa mental e, graças à maledicência insensata e invejosa que se apoia à mentira e à sandice, derrui as tuas construções otimistas e te vincula ao derrotismo.
Caridade é benção de que podes fazer-te instrumento para a própria e a felicidade de todos.
Não seja ela feita de atos extremos, nem de aparência, a fim de que o sentimento não se te esfrie o coração.
Põe o “sal” do sacrifício nos teus compromissos cristãos e adoça tua alma na realização do amor, esforçando-te pela tua melhora pessoal, sem te fazeres fiscal ou censor do próximo que, à tua semelhança, trava difícil batalha que ignoras, e embora não te solicite ajuda, somente porque avança em silêncio, espera contar com a tua compreensão e não com o teu reproche.
Põe alma na tua caridade.
Caridade, portanto, para ti mesmo, não ferindo nunca nem censurando ninguém.
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