Poemas de quem Deu um Fora
Como quem de cima
do seu próprio cavalo,
enxerga o chão sagrado
que o abriga e sustenta,
Vê tudo com clareza,
incluindo a vil vileza,
Com toda a sutileza,
espírito de galpão e tropa
e chimarrão na mão.
Não nego a herança filial
do vento pampeiro
que ninguém controla,
De Sul a Sul balança
o ipê-roxo-de-sete-folhas
em preparação,
em maio, para a sagração
da absoluta floração.
Das raízes ao coração,
fincadas as origens
com apego a este chão,
Carrego alma briosa
de Sepé Tiaraju, que não
permite que a História
sofra mais alteração.
A herança de qualquer povo
ninguém retira,
independente de quem ali guia,
porque, gostando ou não,
quem manda passa, e o povo fica.
Mantendo lembranças vivas
como quem planta camélias,
colhe e com elas se enfeita
por onde quer que se passe.
O espírito abolicionista sabe
que a justiça e a liberdade
ainda não chegaram de verdade
e pedem de todos continuidade.
O abolicionismo vigilante
e atuante deve ser mantido
como pacto pela Pátria inteira,
porque queira ou não queira.
Só assim teremos, enfim,
a tão sonhada harmonia perfeita.
Enquanto houver um só irmão
sob o jugo de qualquer senhor,
todos estaremos acorrentados.
Devemos afastar-nos do passado
que, mesmo sem pensar, ainda vive
nos velhos hábitos que nos prendem
e nos perpetuam como aprisionados.
Ninguém ou qualquer
situação rompe a paz
de quem assumiu a paz
como filosofia de vida,
sem precisar performar
para ninguém no dia a dia,
o que fascina ou não;
busca só o que faz bem
ao redor e ao coração.
A real autopreservação
feminina não é nenhum
pouco da boca para fora,
não tem nada a ver
com abrir trincheiras,
e nem carregar desespero
por qualquer validação:
é manter para si a direção.
Como a haste de uma
íris-da-praia em maio,
em alguma restinga
em Santa Catarina,
se dobra diante da força
das correntes, tal qual
reconhece quem é
ou não capaz de a deixar
de joelhos, e se tornou
o habitante dos secretos
e fascinantes devaneios.
O tempo é aliado para aquele que
tem direção para escolher e honrar
quem merece caminhar lado a lado,
e receber o amor como legado.
Para amar tão devagarinho
que cada suspiro venha se integrar à pele,
fazendo a sua presença ser beijada
como se o mundo estivesse dando o último adeus,
e inteiramente amada todos os dias
de tal jeito como se o mundo
estivesse sendo criado novamente por Deus.
Olho embevecida com a certeza de ser
e ter encontrado quem eu procurava,
para serenar e incendiar inteiramente
sem doer as expectativas românticas
em águas totalmente claras e atlânticas.
Manifesto querer-te como quem encontra
um templo num paraíso perdido.
Sem permissão, pularei etapas,
mergulharei sem ver o fundo
e me entregarei na tua imensidão:
sem dificuldades assumo o seu coração.
Meu desejo por você é silencioso,
queima tão cheio de fogo e mesmo assim
me faz tão completamente segura,
por perceber que és a minha casa e fortuna,
com direito a florada do castiçal-imperador
da minha América do Sul com todo o amor.
Teus olhos, teu corpo e toda a tua existência
têm desarmado com intensidade e sem pressa,
embora se revelem de tal maneira uma a uma
como presenças renovadas
para te possuir, te guardar e mimar,
e para o meu nome com muito amor passar.
.
Durante a travessia encontrei
quem procurava com os olhos
atentos no meio da multidão,
para tornar parte do coração.
Mantenho com toda doçura
a beleza da preparação
para nutrir pensamentos belos
para os caminhos serem libertos,
e quem sabe unir universos?
Tenho sonhado o tempo inteiro
com os meus dois olhos
amáveis, convictos e abertos,
para dar passos concretos.
Não sabia a quem
havia pertencido o quimono,
Não sabia da onde
tinha vindo,
Não sabia nem que
era o escolhido,
Não sabia qual seria
o próprio destino,
Ao final pela escuridão
e pelo mistério foi absorvido.
Para quem mora aqui em Rodeio
no Médio Vale do Itajaí
a vida também acontece em Timbó:
Ontem, puder ver tudo acontecendo,
os ipês roxo, branco e amarelo
florescendo ao mesmo tempo.
É sobre viver, o olhar e o desejo.
A memória não é uma qualquer,
sabe para quem ou não dar palco;
foi testemunha do tempo
de ateliês de portas abertas.
Por ela ninguém foi esquecido:
a memória está íntegra,
sabe o que é ter subido e descido
o Morro de Santa Teresa
para pular Carnaval no bloco
no Largo das Neves.
A memória sobreviveu,
e por dentro continua ainda mais viva
recordando que chegou a ir
sob chuva e fogo seja para ir na gira
ou para dançar Jongo
no quintal de uma casa desconhecida.
Quem o fez?
A pessoa mais inteligente
e mais controlada que conheci,
e ao mesmo tempo não
tenho ideia de quem seja.
Quando o fez?
No fundo nós dois
sabemos e silenciamos
algo que entre nós
ainda não explicamos.
Como o fez? Conversando,
causas e com humor ensinando,
em algum momento por razões
pessoais tive de me afastar,
não tive tempo de me desculpar,
e outras vezes por excesso
de sensibilidade e deixamos de nos falar.
Onde o fez? Melhor não contar,
deixar o amor por nós dois
crescentemente vir a falar.
Olhos De Poesia
Há quem veja o mundo com os olhos da poesia
e aprenda a medir o tempo pela luz do amanhecer
e pelo jeito que o sol se curva ao partir,
deixando nas janelas o rastro de ouro que ficou.
O vento empurra nuvens como barcos de algodão,
a vida acontece nos intervalos que ignoramos,
o café esfriando, a xícara vazia,
o silêncio entre duas palavras ditas.
As coisas ordinárias são as mais extraordinárias,
só porque poucos se dão ao trabalho de notar.
Um minuto pode virar saudade doce,
uma tristeza pode marcar a alma como cicatriz palpável.
A maioria caminha por esse mundo como errante,
sem experimentar a poesia que a própria vida é,
sem perceber que tudo exige aprender a dualidade,
entender o fim, a morte, o ponto final,
e saber também que tudo pode reiniciar,
que mesmo no meio do caos mais denso
ainda há possibilidade de um final bom,
de um raio de sol atravessando a tempestade.
Quem enxerga assim vive de verdade.
Tem batalha que liberta.
É quando você diz não pra quem te diminui.
É quando você corta o que te prende.
É quando você escolhe sua paz ao invés da aprovação dos outros.
Essa dói no começo, mas cura pra sempre.
Eu quem merecia morrer
Eu quem merecia estar lá
Eu quem merecia sofrer
Mas o Senhor quem foi em meu lugar
Rapha Brito / Maurício Paes
Todo mundo sofre
Todo mundo erra
Todo mundo tem
As suas próprias guerras
Quem somos nós pra ditar
O valor de alguém?
Somos pó
Não podemos julgar ninguém... Marcela Tais
Mesmo sem eu merecer, meu Deus fez
Mesmo sem eu entender, meu Deus fez
E quem sou eu pra me amar tanto assim?
Sou grato por Seu amor Joshua C., Patrick B., Steven F., Chandler M., Abubakar B.
Quem vai prestar atenção nos meus sinais quando a voz não sair?
Quem vai me auxiliar quando minhas mãos tremerem?
Quem vai está por perto quando eu sentir frio ?
Quem vai me entender quando a dor chega ?
Quem vai me guiar no final da minha jornada ?
Quem vai me segurar quando eu caí ?
Quem me libertará da solidão sempre que meus sonhos do passado invadir meus sentimentos?
Pois meus heróis de minha infância cresceram e não voltaram mais, esses são os filhos da história que voaram para longe.
Quem curou Naamã: a água do rio Jordão ou a sua fé?
Certamente, foi a fé.
No entanto, para que essa fé pudesse operar, Naamã precisou primeiro abrir espaço em seu coração para crer no improvável — que, ao entrar na água, seria curado da lepra.
Ele creu no improvável, e então a fé entrou em ação.
«» Quem conhece Jesus
come pão com água e dá glória a Deus.
※
Quem não o conhece,
até comendo picanha, murmura. «»
Uma coisa para evitar, duas para nunca fazer:
1. Não confie em quem pratica o mal
2. Não seja amigo de quem zomba dos outros
3. Nunca perca a fé em Deus
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