Poemas de quem Deu um Fora

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Aprovado ou reprovei do seu amor?


Entreguei meu coração como quem faz prova final, sem cola, sem defesa, só verdade no olhar.
Estudei teus silêncios, decorei teu sorriso, mas teu resultado nunca quis se revelar.


Esperei a correção no intervalo dos dias, cada mensagem tua era um ponto a mais em mim.
Quando demorava, o medo me reprovava por dentro,
e eu refazia a esperança,
mesmo perto do fim.


Se eu errei, foi por amar além do permitido, por responder com alma o que pedias em razão.
Se acertei, foi por nunca desistir de você, mesmo com o coração em recuperação.


Então diz, sem rodeios,
sem nota escondida:
passei nessa matéria chamada
“nós dois”?
Ou sigo refazendo essa prova da vida, até teu amor me dizer se fico…
ou se vou.

A mesa está exposta


A mesa está exposta,
o pão não pergunta quem vem,
o convite atravessa a noite
e chama quem ainda acredita.


Os primeiros recusaram,
tinham campos, horários e certezas,
mas o Reino não espera desculpas
nem se fecha por rejeição.


Então chegam os feridos da estrada,
os invisíveis, os que não foram chamados,
sentam-se sem títulos,
apenas com fome.


E ainda há lugar,
sempre haverá lugar,
porque a graça não se esgota
e a mesa não se recolhe.

O auto-Perdão


Ele incendiou o coração dela
como quem risca fósforo em noite de vento, e no clarão do erro,
queimou as próprias mãos
sem perceber que o fogo também volta.


Ela o perdoou como chuva mansa
caindo sobre terra rachada,
lavando as cinzas, oferecendo verde novo, acreditando que até solo ferido
pode voltar a florescer.


Mas dentro dele morava um espelho quebrado:
toda vez que se olhava, via o erro em cacos.
Mesmo com o céu limpo que ela oferecia, ele insistia em caminhar sob tempestade,
incapaz de se dar abrigo.


E assim,
ele naufragava em porto seguro.
Tinha perdão como farol aceso,
mas preferia a culpa como âncora.
Porque às vezes o amor salva —
mas o auto-perdão é quem ensina a voltar à superfície.

E mesmo em cinzas, o Brasil respira.
Porque nenhuma chama vence quem aprende com a dor.
Da bandeira que arde nasce um silêncio gritante:


ou mudamos a terra,
ou queimamos com ela,
em desamor.

O karma disse uma vez:


" "Você amará quem não te ama, por não ter valorizado quem te amou."




-Anônimo
Oito de setembro

Lembrei de ti


Lembrei de ti sem aviso,
como quem abre uma ferida antiga
e encontra nela ainda quente
o nome que nunca foi meu.


Te amei em silêncio, amor não devolvido,
fiz do olhar um abrigo e do sonho um lar.
Enquanto teu coração seguia outro rumo,
o meu ficava, esperando qualquer sinal.


Guardei teus gestos como quem guarda cartas
que nunca serão enviadas.
Sorri por fora, sangrei por dentro,
aprendi a te amar sem existir em ti.


Hoje lembro de ti sem pedir nada,
apenas com a saudade mansa de quem aceitou.
Amor não correspondido também é amor —
só dói mais, porque fica.

Avisem a minha amada...


Avisem a minha amada
como quem contempla
o céu ao amanhecer,
pois nela mora a calma do mundo
e o caos bonito que escolhi amar.


Seu sorriso é abrigo
quando tudo pesa,
seu olhar, um convite para ficar.
Entre silêncios e promessas mudas,
meu coração aprende a chamar
seu nome.


Se ela soubesse quantas vezes
vive em meus pensamentos sem pedir licença, veria que meu amor
é casa aberta, onde sempre haverá
luz acesa.


Avisem, sim,
a minha amada, mas saibam:
é comigo que ela habita.
Porque amar é permanecer,
mesmo quando o mundo tenta nos separar.

Desabafo


Cansei de tentar ser abrigo
pra quem nunca quis ficar.
Cansei de me moldar em silêncio
esperando que alguém decidisse me escolher não por esforço,
mas por vontade.


Desde cedo aprendi a sentir
que meu lugar era provisório.
Eu ficava, ajudava, sustentava —
e mesmo assim parecia sempre
fácil demais
me substituir,
me esquecer,
me deixar pra depois.


Por mais que eu mude,
por mais que eu entregue
versões melhores de mim,
algo insiste em dizer que nunca é suficiente.
Como se eu precisasse provar todos os dias que mereço permanecer
na vida de alguém.


Às vezes sonho com o dia
em que serei importante sem me gastar.
Em que o cuidado venha sem cobrança, em que amar não seja esforço, mas descanso.
Em que eu não precise ser mais
pra finalmente ser o bastante.


A insuficiência caminha comigo,
mesmo quando me cercam de palavras boas.
Ela sussurra que vão embora,
que vão cansar,
que vão partir —
e eu acabo acreditando mais nela
do que em quem tenta ficar.


Então eu paro.
Não porque deixei de sentir,
mas porque me cansei de
implorar presença.
Sigo vivendo entre pessoas,
fingindo que não me importo,
quando, no fundo,
me importar sempre foi
tudo que eu sou.

Não foi o inimigo que me quebrou,
foi quem jurou ficar.


As feridas que carrego
não vieram da guerra,
vieram do amor usado como faca,
de palavras que entraram sorrindo
e saíram rasgando.


Meu coração
não tem cicatrizes de ódio,
tem cortes de afeto mal usado,
tem marcas de quem entrou como abrigo e saiu deixando escuridão.


Aprendi tarde:
algumas pessoas não matam o corpo, matam a luz.


E essa morte
não deixa sangue…
deixa ausência.

Só queria qhe soubesse



Escrevo baixinho,
Como quem teme revelar demais,
mas é que você tem um jeito tão inteiro de existir que tudo em mim acaba se derramando um pouco.


Gosto da calma que você
passa sem dizer palavra,
gosto do brilho discreto que
mora no teu rosto e desse
mistérioleve que te acompanha
como se você fosse feita
de poesia sem perceber.


Não sei se você sente,
mas quando penso em você o mundo fica mais gentil,
como se cada detalhe
encontrasse o lugar certo.
É uma paz bonita, daquelas raras.


Só queria que soubesse:
se existe algo que meu coração tem guardado com cuidado,
esse algo atende pelo teu nome.


Com afeto que cresce devagar,
— de alguém que encontrou em você um motivo doce pra sonhar.

Amigo é quem fica quando faltam palavras,
quem entende o caos sem pedir legenda,
quem segura o riso e a queda
com a mesma lealdade simples e rara.

“Abri a porta sem saber quem realmente estava entrando.
Não vi o perigo quando ele se aproximou, e isso ainda pesa em mim.
Não causei suas feridas, mas escolho ser cuidado.
O ontem não posso reescrever, mas posso caminhar com você no que começa hoje.”

"O viciado em drogas sabe que o vício destrói o cérebro.
Mas quem te disse que não é exatamente isso que ele quer? Nem todo vício nasce da ignorância, às vezes, nasce de uma dor tão grande que a pessoa prefere se apagar aos poucos. Quando você apenas aponta o dedo, não cura. Só acelera o processo de destruição.
Seja cristão, não apenas mais um crente que usa a religião para atacar. Cristianismo é compaixão, não acusação. A dor que leva alguém à autodestruição sempre grita mais alto do que o pecado que todos enxergam, daí nasce o desejo de se anestesiar."

Uma borboleta entrou na minha casa
como quem não pede licença,
mas traz recado.
Veio leve…
pousou no silêncio da sala
e, sem dizer palavra,
falou direto com a minha alma.
Talvez não fosse só asa e cor.
Talvez fosse transformação
batendo à minha porta,
me lembrando que o casulo
não é prisão —
é preparo.
No espiritual, ela sussurra:
“Ciclos se encerram.”
No emocional, ela abraça:
“Você sobreviveu.”
Veio dizer que o peso não é eterno,
que a dor não é morada,
que o inverno não impede
a primavera de acontecer.
Entrou como sinal,
como visita invisível de esperança,
como quem diz:
— Você já não é quem era.
E isso é milagre.
A borboleta foi embora.
Mas deixou em mim
asas que eu ainda estou aprendendo a abrir. 🦋

Quem diz que não é manipulado, já está sendo manipulado por achar que não é.


Quem diz que não é influenciado, não percebe que é influenciado até pelo próprio vento.


Quem diz que é equilibrado, não vê que qualquer empurrãozinho já o derruba.


Quem diz que é luz, não enxerga que qualquer ofensa já escurece o humor.


Quem diz ter coragem, não entende que é movido pelo próprio medo do que não tem coragem.


Quem diz não ser hipócrita, já está sendo hipócrita nisso.


Quem diz não ter preconceito, não vê que isso já é um preconceito com os que têm.


Quem diz que tem amor próprio, não admite o próprio ego.


Quem diz ser perfeito, esqueceu que um dia morre.

⁠Acontecer...
E quando o cansaço quiser lhe derrubar.
lembre-se, de quem espera sem se perder,
Não se desanima do percurso
que ainda tem a percorrer !
Guarda no tempo o jeito novo
de olhar e de se ver
Que tudo tem momento certo
De chegar e fazer a história acontecer.

Seja humilde em todos os momentos.
Estenda a mão a quem precisar, sempre que puder.
Nunca se esqueça de onde você veio. E seja sempre grato pelo que você conquistou.⁠


Domingos JS Souza.

Quando a Paz é Prioridade”

A mulher elegante não disputa:
ela se retira.
Porque sabe quem é
e tem dignidade;
não precisa provar nada com palavras,
pois suas ações falam mais que discursos.

A mulher elegante não disputa
porque não desce ao nível.
Ela não disputa
porque entende que tudo tem limite.
Sabe conquistar o seu espaço
e, se o espaço não lhe pertence,
ela o deixa ir.

Não se complica,
não se prende a conflitos:
prefere o silêncio,
a resposta interior,
a força e o respeito próprio.

A mulher elegante não discute
com quem precisa da mentira
para sustentar a própria identidade.
Ela escolhe a paz.
Ela escolhe a si.

A mulher elegante não discute
com quem precisa da mentira
para sustentar a própria identidade.
Ela escolhe a paz.
Ela escolhe a si.

A mulher elegante não disputa:
ela se retira.
Porque sabe quem é
e tem dignidade;
não precisa provar nada com palavras,
pois suas ações falam mais que discursos.