Poemas de quem Deu um Fora
Pouca coisa quero da superfície. O que procuro, está no interior.
Fundo. Fundo, no âmago de ti.
Como o filão na rocha.
A pepita misturada na areia do rio.
Ela é mulher.
E convive com o medo,
Sofre preconceito,
E busca respeito.
Ela faz, carrega, e cria a cria
Ela é tachada e julgada todo santo dia.
Ela é protagonista dá própria história que sorri,
E nem sempre terá um final feliz.
Ela levanta, anda e canta
Todo dia sonha com a mudança.
Sempre parecendo feliz,
Mas ninguém sabe a sua cicatriz.
A dor de ser mulher,
Se sente na alma, a cada dia que se sai de casa.
A confiança não se tem, vai que virá refém.
Na desigualdade do mundo se mantém.
Buscando seus direitos dá onde não vem.
Do mundo de hoje, só espera empatia.
E se fosse sua mãe ou filha?
No pique dá vida caminha,
Almeja um novo dia,
Superação na vida,
E sonha com a igualdade um dia.
Acorde…
Faça a sua oração, respire Fé, se encha de gratidão.
Siga em frente sem medo de errar.
O que for por Deus, nada vai atrapalhar.
Terás vitórias e de todo perigo ele te livrará...
Chegaste
Em dia festivo.
Partiste
As lágrimas
sobre meu rosto,
Tal qual espelho
quebrado
Na pele
rasgada
Sangrando.
__________________________
POR TI
Por ti eu vivo doidamente
Por entre as vielas e becos da vida
Busco guarida em qualquer sorriso
Que a mim parece seu gosto fremente.
Envolvi a alma de antigas auroras
E nas calmarias da noite quando a vida chora.
Abro a janela em busca de uma sombra.
E de manhã vou em busca de suas passadas nas alfombras.
Nada há, portanto, só na memória.
As penas de te ver saindo a toda hora
É como visões de um pesadelo que se repete.
E choro minhas ilusões perdidas, com que
Sua lembrança tece... Eu também vou indo.
Espere-me! Também estou eu partindo.
JOANA DE OVIEDO - Direitos Reservados
do livro Caminhos na face.
QUIMERA
Nascem as flores nas floreiras
Cheiram os pés de laranjeiras
Breve é a primavera
e da vida a alegria é apenas quimera
Pois logo desce o triste inverno
Na imensidão do frio que à noite tece.
Assim também é o nascer:
As floreiras são o berço que nos acolhe;
E a estação das flores, a juventude.
Enfim tudo é solicitude, é um morrer
Que se faz no úmido frio sepulcral.
BOBAGEM
O tempo vai passando e nos conscientizamos
de que nada é tão importante e tudo não passa de ilusão.
As coisas vão perdendo o seu gosto pueril...
vai deixando de ser importante e necessária...
Deixando de ter aquele gosto de coisas refinadas,
e, de que tudo vai se transformando em mera bobagem.
A magia da Vida!
⏳01/031956 - É o COMEÇO do meu tempo,
Pequenino e breve intervalo,
entre 🎛️ da Vida e O
início do fim.....🎚️
Ao cair, último Grão do Sopro do Vento.
Geilda Souza de Carvalho
02/07/2019
# D A.Reservados.
Folha Morta
A manhã de outono, varrida pela ventania, anunciava o inverno que daqui a pouco chegaria, o salgueiro quase desfolhado, um estranho "Ser" parecia, já era tardinha e sua última folha caia.
Outrora verde, macia, agora, sem vida, sem cor, a última folha morta, do salgueiro se despedia, sem destino certo, levada pelos ventos, perdida entre prados e cercanias, uma nova história escreveria.
Nessa viagem que a vida é, nas breves paradas, transformada, muitas coisas viveu, a folha morta, da chuva o besouro protegeu, um casulo em sí, a lagarta teceu, com outras se juntou, o ninho da coruja se formou.
Folha morta largada ao léu, entre a terra e o céu, se fez leito pro viajante errante que sua amante deixou, amanheceu o dia, o vento que nada sabia, pra longe a levou, a folha morta, do salgueiro lembrou.
Nessas andanças, arrastada de lá pra cá, a folha morta seus pedaços, aos poucos perdia, não reclamava, ela sabia que outras vidas servia, lá no fim da tardinha, solitaria, em algum lugar se escondia.
Ela mesmo morta vivia, levada pelos ventos pra casa voltou, debaixo do salgueiro, em mil pedaços se deixou, adubando a terra, o salgueiro alimentou, na sombra frondosa sua história terminou.
Autor
Ademir de O. Lima
A rosa
Uma rosa
ainda que com espinhos
será sempre uma rosa!
Pois é na dor
das picadas
que está
sua essência.
Permita que a morte chegue e lhe encontre vivo, cheio de sonhos e realizações.
O triste será, se ela chegar e lhe encontrar morto em um canto qualquer,
sem esperança e sem fé.
"Bora' viver..
Sabe quando uma pessoa babaca se faz de esperta e perde totalmente a sua credibilidade?
É quando ela mente e depois que descobrem as suas mentiras, as sustenta apenas por orgulho, insiste em uma mentira que ninguém mais acredita.
Aquele que se usa de mentiras pra viver não vive de verdade, vive de aparências!
Beija-flores
Os beija-flores, em festa,
Com o sol, com a luz, com os rumores,
Saem da verde floresta,
Como um punhado de flores.
E abrindo as asas formosas,
As asas aurifulgentes,
Feitas de opalas ardentes
Com coloridos de rosas,
Os beija-flores, em bando,
Boêmios enfeitiçados,
Vão como beijos voando
Por sobre os virentes prados;
Sobem às altas colinas,
Descem aos vales formosos,
E espraiam-se após ruidosos
Pela extensão das campinas.
Depois, sussurrando a flux
Dos cactos ensanguentados,
Bailam nos prismas da luz,
De solto pólen dourados.
Ah! como a orquídea estremece
Ao ver que um deles, mais vivo,
Até seu gérmen lascivo
Mergulha, interna-se, desce...
E não haver uma rosa
De tantas, uma açucena,
Uma violeta piedosa,
Que quando a morte sem pena
Um destes seres fulmina,
Abra-se em férvido enleio,
Como a alma de uma menina,
Para guardá-lo no seio!
Luva Abandonada
Uma só vez calçar-vos me foi dado,
Dedos claros! A escura sorte minha,
O meu destino, como um vento irado,
Levou-vos longe e me deixou sozinha!
Sobre este cofre, desta cama ao lado,
Murcho, como uma flor, triste e mesquinha,
Bebendo ávida o cheiro delicado
Que aquela mão de dedos claros tinha.
Cálix que a alma de um lírio teve um dia
Em si guardada, antes que ao chão pendesse,
Breve me hei de esfazer em poeira, em nada…
Oh! em que chaga viva tocaria
Quem nesta vida compreender pudesse
A saudade da luva abandonada!
Nada é tão sublime quanto a inocência.
Nada é tão puro e verdadeiro quanto a espontaneidade na inocência.
Somente a poesia pode ser considerada sua irmã gêmea .
J. OVIEDO
VOCÊ EM MIM
Por entre trilhos te procurei
Trilhos da vida, não te encontrei.
Então voei entre nimbos e cirros
Também te busquei
Mas o amor não estava em lugar algum.
Rasguei-me e a meu peito adentrei-me
Nos trilhos da dor e solidão
Eis que dormias abraçado ao meu coração.
RE-CONSTRUÇÃO
Não tenho medo que o tempo
apague minha memória, afinal,
ele constrói, reconstrói e destrói.
Talvez destruir, também,
seja um forma de reconstrução.
SER...
Ser como as flores,
que buscam ser sem a ansiedade por ser,
e não se angustiam quando não são.
Ser, simplesmente...
Perfumadas ou não;
com espinhos ou livres...
Ser, somente ser.
Como já diziam e digo de forma diferente: se tens janela de vidro não atire pedra na janela do seu vizinho.
Zombar da cara feia de alguém que toma remédio amargo, é fácil.
Agora tomar o remédio é difícil.
"Tire a trave do teu olho".
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