Poemas de quem Deu um Fora
Saudade é o vazio que pulsa, um eco silencioso do que já foi e não volta. Não é mera ausência; é a presença fantasmagórica de momentos que se infiltram na alma como brisa úmida do mar. Ela chega sem aviso, num cheiro de café antigo, numa melodia esquecida ou no contorno de um rosto que o tempo borrou.
No peito brasileiro, saudade é patria: o samba que embala ausências, o carnaval que mascara lutos, o abraço que o oceano separou. É o que nos humaniza, nos faz poetas involuntários. Dor agridoce, ela entrelaça fios invisíveis ligando o agora ao ontem, transformando perdas em relíquias eternas.
Mas cuidado: saudade em demasia paralisa, vira prisão de memórias. Aprenda a dançá-la, como frevo leve, deixando que ela venha e vá, sem raízes profundas. Pois viver é saudade em movimento – do que partiu, do que virá. Ela nos lembra: o amor verdadeiro nunca some; apenas espera, paciente, no limbo do coração.
Viver com medo de decepcionar os outros é carregar um peso invisível todos os dias. Muitas pessoas aprendem, desde cedo, a agradar, corresponder expectativas e esconder sentimentos para não serem rejeitadas. Aos poucos, passam a medir o próprio valor pela aprovação alheia e deixam de ouvir a própria voz. O problema é que, nessa tentativa constante de ser suficiente para todos, corre-se o risco de deixar de ser verdadeiro consigo mesmo.
Esse medo pode parecer cuidado, responsabilidade ou até amor, mas, quando se torna excesso, vira prisão. A pessoa começa a dizer “sim” quando queria dizer “não”, aceita caminhos que não deseja seguir e silencia partes importantes da própria essência. Com o tempo, já não sabe mais o que sente, o que quer ou quem realmente é.
Por isso, amadurecer também significa entender que decepcionar faz parte da vida. Nem sempre será possível atender às expectativas de todos. E tudo bem. Mais doloroso do que desapontar alguém é olhar para dentro e perceber que, para agradar o mundo, você abandonou a si mesmo e esqueceu seus sonhos pelo caminho.
Nas dobras invisíveis da memória, onde datas se fundem a tamareiras douradas, um eco de encontros desfez-se em pó. Palavras inglesas pairam como fantasmas: date, um instante capturado; date, um laço efêmero de peles e olhares; date, a polpa doce que escorre entre dedos esquecidos. O abstrato devora o linear, tecendo fios de um novelo sem fim, onde o romântico se perde em desertos de silêncios.
Sombras dançam em relógios parados, namorando o vazio com passos tortos. Corpos se inclinam para o nada, inventando amores de névoa, frutas que não caem, calendários que se desfazem em confetes de ontem. O humano reside no rompante, na frase que se quebra como vidro fino, no pulsar irregular de um coração que ignora o tempo. É o caos que respira, o tropeço que encanta, o desalinho que pulsa vivo.
Entre curvas de sentido ausente, a alma se desdobra – não em mapas precisos, mas em rios que correm para lugar nenhum. Desconexo como o sonho acordado, abstrato como o vento em folhas mortas. Humano, porque sangra nas bordas, sonha nos vãos e persiste no eco das ausências.
Às vezes a vida parece um grande cata-vento girando sem direção certa, enquanto a chuva cai devagar e lava o que não conseguimos ver. No meio dessa confusão, a morte passa quieta, como uma sombra que ninguém convida, mas que sempre chega. Olho ao redor e encontro cacos de espelhos espalhados pelo chão, pedaços de mim refletindo rostos que já não reconheço.
Moro em uma casa sem teto, onde o céu entra sem pedir licença e as estrelas caem dentro da sala. Ao lado, o relógio que marca hora no sentido inverso me lembra que o tempo volta, mas nunca para o mesmo lugar. Meus pés afundam na areia movediça dos dias, puxando devagar para baixo tudo o que tento segurar.
É estranho viver num lugar onde nada parece fazer sentido. As coisas se quebram, se misturam, se perdem. E ainda assim, sendo que tudo em si está no máximo de conexão, sinto que cada pedaço solto faz parte de algo maior. A dor encontra a alegria, o fim encontra o começo, e no silêncio da chuva que não para, descubro que estar perdido é, de alguma forma, estar inteiro.
Às vezes imagino um relógio que anda para trás. Os ponteiros giram devagar, desfazendo os dias, trazendo de volta momentos que já se foram. As palavras duras que disse voltam para dentro da boca. As lágrimas que caíram secam e desaparecem. O tempo, que costuma correr sem piedade, de repente obedece ao meu desejo mais secreto: voltar.
Nesse relógio invertido, eu poderia consertar erros, abraçar quem perdi, dizer “eu te amo” antes que fosse tarde. Poderia viver de novo as risadas simples, os cafés tranquilos, os sonhos que deixei dormir. Mas será que eu realmente mudaria tudo? Ou será que, no fundo, esses erros e dores são o que me trouxeram até aqui?
O relógio que anda para trás nos faz sonhar com uma segunda chance. Ele revela o quanto carregamos arrependimento no peito. No entanto, talvez a verdadeira sabedoria esteja em aceitar que o tempo só anda para frente. Os ponteiros não voltam. O que podemos fazer é olhar para trás com carinho, aprender com o que ficou e viver o agora com mais presença e menos pressa.
No meio de uma vida que parece um cata-vento girando sem vento, um homem planta sementes na areia seca, esperando chuva que nunca cai. Uma casa sem teto abriga sonhos molhados pela noite fria. Cacos de espelhos refletem rostos que ninguém reconhece. O relógio anda para trás, marcando horas que ainda não nasceram.
Na parábola do peixe que tenta voar, ele salta do rio e cai sempre de volta, cansado e molhado. O viajante caminha em círculos na floresta escura, buscando um caminho que se fecha atrás dele a cada passo. A criança constrói castelos de areia na praia e ri quando a maré leva tudo embora. Um cego acende uma vela no fundo de um poço e jura que a luz existe. Nada parece fazer sentido.
Mas no final tudo se conecta de um jeito profundo. As sementes germinam no deserto porque a areia guarda água escondida. O peixe que tenta voar descobre que o ar também é um rio infinito. O viajante encontra em cada círculo uma verdade nova. O castelo destruído ensina que a beleza está no construir e no soltar. A vela do cego ilumina o próprio coração.
O relógio invertido mostra que o tempo não se perde, apenas se transforma. Os cacos ainda refletem a luz inteira. E assim o que parecia absurdo se revela a maior das conexões: a vida humana, feita de fragmentos soltos que, juntos, formam o sentido mais verdadeiro e humano.
Muitas pessoas acreditam que o dinheiro está dentro de um grupo fechado, protegido por poucos. Mas a verdade é outra: o dinheiro não está no grupo. Ele está com quem consegue ficar entre os dois grupos, se mover, observar e ligar as informações que os outros não enxergam. Quem apenas trabalha duro, sem olhar ao redor, muitas vezes fica parado no mesmo lugar.
Pense no boi de uma fazenda. Ele é quem mais trabalha. Arar a terra do nascer ao pôr do sol, puxar peso, suar no sol quente. No entanto, no final do dia, não é dono sequer de um palmo da terra que arou. O boi entrega a força, mas não decide o destino da colheita. Quem decide é quem observa, conecta e age com inteligência.
Pare e pense com honestidade. Às vezes o dinheiro chega até você. Surge uma oportunidade, uma ideia, um caminho novo. Mas uma mente miserável, acostumada a se sentir pequena, repeli logo dizendo: “isso não é pra mim”. E assim a chance se afasta.
O mundo não recompensa só o esforço cego. Recompensa quem aprende a se posicionar entre as partes, quem liga pontos e quem acredita que merece avançar. Trabalhe, sim. Mas não seja apenas o boi. Seja também quem enxerga além da cerca e decide o próprio caminho.
Existe uma parábola simples sobre um copo quebrado no chão. À primeira vista, parece só perda, estilhaços espalhados, água derramada. Mas quem observa com calma percebe que aquele espaço vazio no chão é também o lugar onde algo novo pode ser colocado.
O vazio funciona assim. Ele chega como se fosse o fim de tudo, mas na verdade é apenas um começo disfarçado de ausência. Quando perdemos algo, uma pessoa, um sonho, um propósito antigo, sentimos que o chão sumiu debaixo dos pés. Só que esse chão vazio não é um abismo, é um terreno limpo, pronto para receber uma nova construção.
Pense num campo depois da colheita: parece morto, sem vida, sem cor. Mas é justamente esse vazio aparente que permite à terra descansar e se preparar para germinar de novo.
Assim é a alma humana diante das perdas profundas. O vazio dói, sim, e dói de verdade, mas ele não é o destino final da história, é apenas a página em branco antes do próximo capítulo ser escrito. Quem aprende a enxergar o vazio dessa forma, aos poucos para de temê-lo e passa a usá-lo como espaço fértil de recomeço genuíno.
Já passei por tudo nesta vida, amigo.
A mente, um turbilhão atribulado, ecos de tormentas que não calam.
O corpo, marcado por cicatrizes profundas feridas que nascem na alma ferida, serpenteiam pelo peito e se instalam nos ossos, como tatuagens de batalhas invisíveis. Sofrimento que começa no pensamento, devora o espírito e termina na essência mais pura de quem sou.
Noites em claro, dias de peso insuportável, mas aqui estou, de pé.
E mesmo assim, a esperança não nos abandona, teimosa chama que resiste ao vento. Virão dias melhores, eu sei.
Um dia, isso tudo findará, como nuvem que se dissipa ao sol.
Estaremos felizes, reunidos à família, aos filhos que são nossa luz eterna, rindo sob céus limpos, livres das sombras.
A vida, afinal, guarda essa promessa para os que persistem.
A vida às vezes parece uma ponte seguida de uma montanha, seguida de outra ponte. Um roteiro escrito por alguém que claramente não conhecia o conceito de descanso.
Mas existe um detalhe extraordinário.
Você observa antes de agir.
Você olha para os buracos.
Olha para a árvore.
Olha para os galhos.
Analisa onde as pessoas estão se apoiando.
Percebe que existe um trecho estreito depois da subida.
Você não simplesmente se joga.
Você tem medo, mas pensa.
Isso é importante.
Porque coragem não é ausência de medo.
Uma ponte instável.
Uma tempestade.
Uma subida impossível.
Um abismo.
Uma pessoa que você gostaria que estivesse ali para ajudá-la.
E, finalmente, alguém percebendo que você estava no lugar errado e dizendo, sem precisar de muitas palavras:
"Está tudo bem."
E talvez sua ponte, no fundo, não seja sobre uma catástrofe.
Talvez seja sobre atravessar um período assustador sem saber exatamente o que existe do outro lado.
E mesmo com medo, você continua subindo.
Já pesquei em muitos lugares,
rios, lagoas e mares,
mas peixe mesmo, um bocado
peguei somente em supermercado
ainda assim não desisto
continuo a praticar
amanhã bem cedo
saio novamente para pescar...
Acordei após sonhar com um forte abraço e um lindo sorriso, vindo em minha direção e eu me senti tão amada, tão feliz e fui beijada, com todo o fervor.
Sim. Foi um sonho e a pessoa que me abraçou, me deu sorrisos, me beijou e ficou ali...
7 de abril de 2023 14:27
Sonhei com um rapaz que eu gostava na adolescência, eu estava passando ao lado de um quartel e o vi, ele estava muito diferente.
Depois, eu retornei para uma festa nesse mesmo local e eu o procurava por todos os lados e não consegui encontrar
13:59 - 8 de setembro de 2023
Sonhei brigando com um dragão de comodo, mas eu não consegui vencê-lo, então um homem retirou ele de mim.
Julho de 2023
Sonhei que eu trabalhava em um escritório, como assistente, para uma antiga patroa do meu ex marido, havia algumas meninas trabalhando junto de mim e eu senti fome e resolvi sair pra comprar algum lanche, passei em dois lugares e não comprei por achar o valor muito alto, olhei em minha carteira e havia muito dinheiro, mas eu pensei em outras necessidades maiores e voltei para o trabalho sem comprar nada. Quando cheguei na minha mesa, alguém havia escrito em uma folha "saiu e não avisou" eu fiquei muito chateada, porque as letras estavam tomando todo o espaço de uma folha A4 e me senti muito triste, com alguém que tentava me prejudicar. Desconfiei de uma garota que trabalhava lá há muito tempo, olhei pra ela e ela me olhava também, ela estava meio gordinha e grávida.
Julho de 2023
Sonhei com vários ursinhos pequenos, eles eram do tamanho de um cachorro e pareciam cachorros, mas já eram ursos adultos, todos diziam para eu ter cuidado, que eles atacavam, mas quando eles ficaram enfileirados e começaram a me encarar na varanda da casa da minha avó, eu achei eles muito fofos e não senti medo. Eles tinham a mesma cara de um cachorro budogue e o tamanho de um cachorro vira -lata, suas peles eram malhadas e tinham mais ou menos uns 10 ursinhos fofos. Eu me distraí com meu marido e de repente, os vi roubando comida, dois deles, pegaram um saco de biscoito de polvilho e saíram correndo, enquanto os outros acompanhavam, correndo muito rápido. Eu os deixei levar e fiquei rindo á beça com meu marido, com aquela situação. Tudo o que eles queriam era comida, porque estavam com fome.
Julho de 2023
07:34 22 de outubro de 2024
Na madrugada, eu sonhei que estava em um lugar com montanhas e parecia uma mata atlântica, muito longe daqui, eu estava com a minha mãe, a gente cozinhava um frango e eu olhava para as montanhas e via uma caverna no meio de uma grande rocha e ela estava iluminada e havia um portão semi aberto, eu senti medo quando vi que poderia ter alguém morando ali, de repente, olhei para o lado e surgiu um velho barbudo com uma frigideira que tinha um pedaço de carne, parecia frango, ele estava com um facão enorme e parecia ser bem enferrujado, ao lado dele havia uma criança estranha, que parecia mais um adulto com nanismo, eles me olhavam fixamente. Ele desceu para pedir mais 2 pedaços de frango, porque só tinha 1 e ainda havia uma terceira pessoa com eles, que eu não vi. Eu os olhava e não sabia se sentia medo ou uma sensação de nenhum receio ou sentimento. Talvez, eu estivesse com medo, porque eles pareciam aqueles canibais de filmes de terror e o local era propício mesmo.
Eu não sei o que eu estava fazendo lá com a minha mãe, só sei que eu cozinhava esse frango em um fogareiro, e sabia que a minha mãe estava lá, mas também não via ela.
Bom, eu estava esperando o frango ficar pronto para dividir com eles, no sonho também achei que fosse um teste de Deus comigo. Se passando por aquelas duas pessoas estranhas! Eu estava com medo e ao mesmo tempo tranquila. Talvez fosse isso.
05:55 da manhã 18 de setembro de 2024
Sonhei pegando um ônibus em uma rodoviária, fui em Teresina, comprei vários vestidos e algumas bolsas pretas que estavam na promoção, eu não gostei muito das bolsas depois, comprei, mas depois estava em dúvida se realmente era para ter comprado, eu pensei em vender elas, mas não sabia como, porque tinha que alugar um ponto e no marketplace do Facebook, já não dava mais, porque estava restrito pra mim.
Depois parei em uma casa, onde eu estava apressada para ir há algum lugar, porém eu tinha que preparar o almoço para meus irmãos, eu estava cozinhando uma carne muito macia, para guardar e preparar depois, resolvi adiar a ida e preparar logo a comida, que não levaria muito tempo, então acordei enquanto despedaçava a carne para preparar o almoço.
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