Poemas de quem Deu um Fora

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⁠Um dia me perguntaram o que é o amor...
na humildade disse, porque ainda menino: o amor é uma palavra!!!

Um dia me perguntei olhando para o espelho: o que é o amor?
ainda jovem me respondi: o amor é um sentimento...

Hoje olho para o céu e respondo o que é o amor... apenas inexplicável!!!!!

Um cubo de gelo.

Feliz é o cubo,
que se mantem frio,
o calor nos ebuli,
ate batermos na tampa ,
onde frustrados,
retornamos a água,
feliz é o cubo de gelo.

Se te cobrarem um coração perfeito
Que seja perfeitamente imperfeito
Perfeito na sua imperfeição
Perfeitamente do seu jeito.

Construir uma carreira no mundo atual é como montar um prato em um restaurante self-service.


Há muitas opções de áreas para seguir, mas se não escolhermos a combinação certa, ou se colocarmos muita coisa, vamos acabar pagando muito caro por algo que não faz sentido.


Escolha com sabedoria, o simples bem feito é como o feijão com arroz, dá o sustento a todo o prato. Mas de vez em quando também é preciso ter algo diferente como uma parmegiana, para não ficar entediado.


No fim, equilíbrio é tudo! 🍲

Sobre o crescimento e o tempo...


O tempo realmente é um agente esclarecedor. Julgamos saber de tudo, mas não ousamos viver no presente. Buscar o que há de melhor na vida nos aterroriza, porque no fundo sabemos que precisamos ser a pessoa que faz com que o melhor seja concretizado.


Porém, nem todos estão dispostos a ser essa pessoa, pois em cada um há um abismo que precisa ser vencido para que sejamos libertos.


E essa talvez seja a resposta pra encontrar a luz. No fim, o crescimento precisa dar sentido a dor.



Quando permitimos sentir o incomodo (ou mesmo a dor)da mudança, podemos ter a chance de ver algo extraordinário acontecer: o nosso crescimento.

Epifania das Flores

Nas flores, mora a essência do sublime, um cântico calado em mil matizes, perfumes que, em silêncio, se redimem dos ásperos tormentos e deslizes.

São púrpuras que dançam na alvorada, em pétalas de lume e de ternura, vestindo o chão da vida enfeitada com véus tecidos pela mão da Altura.

Não há amor que nelas não repouse,
nem sonho que, tocando-as, não se inflame; seu ser traduz o Verbo que compõe o hálito do Eterno em forma e nome.

Assim, ao ofertá-las, gesto mudo, diz-se a amada o que não cabe em fala: que o amor, quando é puro, é quase tudo, e em flor, o coração se declara.

A depressão não grita.
Ela senta.
E fica.

É um cansaço que não passa dormindo,
uma tristeza sem espetáculo,
uma ausência de vontade
até do que antes doía.

Acordo e já estou atrasada da vida.
Não triste exatamente
vazia de impulso.

Tudo continua existindo fora de mim
com uma normalidade ofensiva.
O mundo funciona
enquanto eu esforço
o simples ato de estar.

A depressão não é querer morrer.
É não saber muito bem
como continuar viva
do jeito que se espera.

Penso menos no futuro.
Não por falta de sonho,
mas porque sonhar
exige uma energia
que agora me falta.

Há momentos de lucidez
que doem mais que a dor.
Percebo tudo.
E mesmo assim
não consigo mover.

Não é drama.
É química, é história, é silêncio.
É o corpo pedindo pausa
e a alma sem voz
para explicar.

E ainda assim,
respiro.
Não por esperança grandiosa,
mas por hábito,
por instinto,
por essa teimosia mínima
de continuar
mesmo sem saber por quê.

Talvez isso seja viver agora:
seguir em estado bruto,
com menos luz,
mas ainda aqui

A insanidade raramente se anuncia.
Ela se infiltra.

Começa como um pensamento a mais,
uma lucidez excessiva,
uma sensibilidade fora de medida.

Há mentes que não quebram
apenas sustentam demais.
Elas funcionam, respondem,
cumprem horários,
enquanto por dentro tudo oscila.

A linha entre sanidade e desvio
não é um abismo.
É um fio.
E muitos caminham sobre ele
sem que ninguém perceba.

A insanidade não é caos explícito.
Às vezes é ordem demais.
Controle demais.
Consciência demais.

Ela se disfarça de normalidade,
aprende a conviver,
a sorrir no momento certo,
a calar no momento errado.

E talvez o mais perturbador
não seja perder a razão,
mas mantê-la
enquanto algo, silenciosamente,
se desloca por dentro.

Porque há estados mentais
que não pedem ajuda,
não fazem barulho,
apenas continuam.

E continuar,
nesse caso,
já é um sintoma.

A brisa e o vendaval
Um manso rio e a fúria de um temporal
Tudo tem o seu lado bom como também o mal.


Morte e vida se complementam, uns para viver dependem de outros a morrer.


É um ciclo fatal, como também algo tão natural.


Vida e morte faz parte do teatro existencial.

Sobre o direito, Spinoza afirma que existe no mundo um ordenamento essencial, e dele vem o direito natural que tem por origem Deus. O direito natural é para o filósofo as normas que dirigem a natureza. As regras através das quais a natureza se ordena estendem-se até o limite do seu poder. Se o homem seguir as leis da natureza, estará seguindo também as leis de Deus. Se os homens seguirem as regras e ensinamentos recomendados pela razão, o direito natural irá se expressar através dessa razão, que é a natureza do homem.

(da filosofia de Spinoza)

⁠Soneto de Oitenta e Um

Em Tóquio, ergueu-se o sonho em chamas vivas,
Zico guiando o manto à imensidão,
Com passes, gols, jogadas tão altivas,
Fez do Brasil o dono da emoção.

Leandro, Júnior, Adílio — obra-prima,
Andrade, Nunes, raça sem pudor,
Na terra do sol, brilhou nossa rima,
Calou o Liverpool com seu fervor.

Foi mais que um jogo: foi libertação,
A taça do mundo em nossa mão,
A glória eterna em rubro-negro tom.

E desde então, a história eternizou,
O mundo viu o quanto o Mengo é bom,
Oitenta e um: o ano que não passou.

Edson Luiz ELO
Rio de Janeiro, Dezembro de 1981

Para cada passo que se dá na vida, uma direção tomada.
Em cada direção estabelecida, um objetivo definido. Mas o homem néscio se estabelece na loucura, na insensatez e na ignorância.
Ele nao caminha, ele corre em busca do vento, se embriaga com a paixão desmentida e se entrega nas mãos do caos.

Um novo dia se inicia para você!
Portanto, aproveite o que ainda pode fazer hoje!
Desejo um excelente dia a você!

Viva com um propósito
e não viva à sombra de ninguém!
Jesus te ama muito!

⁠Antes que eu me vá te deixarei mais uma música
Antes que eu me vá te escreverei mais um poema
Antes que eu me vá acharei mais um modo de te "desconcertar"
Antes que eu me vá deixarei algo para de mim você lembrar

E quando eu me for e só sobrar essas coisas pequenas
Saberá que de mim ficou Só oque valeu a pena
Do meu modo subjetivo, e talvez imprevisível.
Quando eu me for, verá que tudo que te dei foi Só o imprescindível.

Nós somos um pé-de-feijão! Ao menos assim me pareceu quando as mãos daquela criança seguravam o broto como se cuidassem de um bebê. Seus olhos eram estrelas brilhando. Ele me revelou que deveria regá-lo, como atividade escolar. Dessa forma, eu lhe disse:
"Esse broto que você está criando, você precisa ter fé de que ele vai crescer um dia. Também, por essa fé, cuidar dele, nutri-lo e regá-lo sempre. E saiba que, se por alguma razão este pé-de-feijão murchar, você estará sempre livre para poder plantar outro. Tenha certeza de que, no momento oportuno, vai crescer algum."
E ele, com o cenho confuso, assentiu com a cabeça. Assentiu, de fato, como todos nós, que, mesmo sem certezas, continuamos regando a vida - nós, que esperançamos.

A humanidade desfila na beira do precipício,
Não que seja novidade, para nós é quase um vício.
A mesma ciência que ajuda salvar vidas
É a que estuda formas mais eficientes de atirar para a tirar.
É fato que o conhecimento não tem lado,
Mas o que fazemos é acelerar com o freio de mão puxado.




É fato que amamos odiar, a guerra nos motiva a avançar.
O caos é uma festa em que adoramos dançar;
Somos atraídos por ele, à meia-noite uma bomba nuclear.
O tempo passa e buscamos motivos para nos isolar.
Povo diferente? Mais um souvenir.
Pouco importa discernir,
Troca de presentes — às vezes nem é isso,
Só consumismo barato, disfarçando xenofobia e racismo. No fim turismo,
Aproveitando a feira do outro lado da fronteira.




Um mesmo ser, detalhes nos impedem de conviver.
Assim que as bombas estourarem, não haverá mais divisão,
Finalmente a igualdade: o fim de toda a civilização.
Não é o ideal, mas é a sentença do tribunal
Onde somos réus, carrascos e vítimas.
O lobo correndo atrás do próprio rabo,
Pois, bem como disse Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.
No fim todos morrem.

O sofrimento que não faz sentido pode ter um propósito que ainda não consigo ver?


O Horizonte do Sentido: O Sofrimento como Texto em Espera


O sofrimento que nos parece "absurdo" no presente é como uma letra isolada de uma palavra que ainda não terminou de ser escrita. No momento da dor, falta-nos o recuo necessário para a leitura; estamos colados ao papel, cegos pela tinta fresca da experiência.


Filosoficamente, o propósito não é algo que o sofrimento possui como um objeto guardado dentro de uma caixa, mas algo que ele projeta para o futuro. O sentido não é descoberto, ele é conquistado retroativamente.


A Perspectiva do "Ainda Não"


Se o sofrimento fosse imediatamente compreensível, ele perderia sua natureza transformadora. É justamente a sua opacidade — esse "não fazer sentido" — que nos força a expandir nossa consciência. O propósito que você ainda não consegue ver pode não estar escondido nas circunstâncias do agora, mas sim na pessoa que você está se tornando para conseguir, um dia, olhar para trás e dar nome ao que hoje é apenas silêncio e angústia.


"O sentido não é o que nos protege da dor, mas o que nos permite atravessá-la sem sermos aniquilados pelo vazio."


Síntese Provocativa


Talvez o propósito do sofrimento sem sentido não seja explicar o passado, mas escavar em nós uma profundidade que a alegria, em sua leveza, jamais conseguiria alcançar. O vazio que a dor deixa hoje pode ser o espaço onde amanhã caberá uma compreensão mais vasta sobre a vida e a alteridade.

⁠TENTAÇÃO

Enfeitava-se de lantejoulas
E vestia uma espécie de ceroulas
Sobre um corpo muito moreno
Pequeno,
Quase ao chocolate negro,
De púbis atena
Com cheiros de açucena
Muito farfalhuda
Negra, barbuda
Como as do pirata
Primata
Dos sete mares
Sentidos
Mas não percorridos.
Nestes meus invividos
Ares
Altares
Sem fé de sentir
O doce do fruto maduro
Sem ser só pão duro
Neste mundo inexplicável
Por tanto inextricável
Do que foi
E do que está para vir
Como um boi
Puxa a carroça da troça
Doente, por não poder fugir.
E a pequena esfinge
Egipciana
Era uma mulher que finge
Estar comigo na cama
Da ilusão,
Apenas, cruel tentação!

(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 10-08-2022)

Um pé de conversa que cansa e onde não se sente a verdade, por maior que seja a fôrma que forme o sapato, terá somente o tamanho de um pé de criança para os que detestam, como eu, a falsidade.











(©Carlos De Castro, em 02-09-2025, publicado no site PENSADOR.)