Poemas de quem Deu um Fora
Tem ratos mais valoroso do que alguns seres humanos...
Os ratos passeiam, só vê quem acorda demadrugada.
Raidalva de Castro.
Quem tem as suas crianças em casa, tem o dever de respeitar as crianças dos outros!
Raidalva de Castro
Só pra quem acredita na Bíblia!
O Senhor disse a Jeremias (jeremias 1:5):
⁵ Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.
Isso mostra que, antes de existirmos o próprio Deus já tinha um projeto de vida para cada um de nós, projeto de vida em abundância assim como na natureza, ninguém vê um passarinho que nasce fora só seu propósito de cantar e de voar.
Porém, nós seres humanos por não termos intimidade com o nosso Deus, não descobrimos e não acessamos o nosso projeto original da nossa criação e acabamos por criarmos projetos "paralelos" segundo os nossos próprios desejos e por isso, a vida é sempre tão difícil, tão desafiadora e acaba nos consumindo...
Estar no projeto original, as coisas simplesmente acontecem naturalmente, isso quando colocamos o nosso Criador no centro de nossas vidas, todas as outras coisas são acrescentadas.
As estações sempre seguem uma ordem, primavera, verão, outono, inverno, os pássaros sempre são alimentados... O mar não sai do seu limite determinado, só sai com a permissão do próprio Deus pois nada do que é dado, nada do que é feito, acontece senão pela liberação do próprio Deus!
Como diz em João 3:22
"²⁷ João respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. "
Nada nos é dado senão por ordenança do próprio Deus, por ser bom, ele nos permite viver um plano paralelo e ainda conserta os nossos erros mas pela ignorância da palavra deixamos de viver o plano original onde tudo aconteceria de forma abundante e plena! Por isso não somos verdadeiramente felizes.
Qual é o seu plano original, de fábrica??
Eu me questiono a mesma coisa!
Ninguém conhece a ninguem, acesso ao coração do outro quem tem?
A vida é uma ilusão, quem mais se ilude é que vive bem. A realidade é terrível e cruel, uns mandam outros para o inferno e dizem que vão para o céu.
Ninguem tem certeza de nada, podes crêr, porque a única certeza que temos, vamos morrer.
Quem me conhece até sofre, para compreender que nada revela o meu ser....
Eu me conhecer, já é difícil, me entender...
impossível!!
A Escassez, Filtro Implacável
A escassez é o filtro mais honesto que existe, para saber quem é leal. Não há máscaras que resistam ao vento seco da carência, ao vazio que corrói promessas vazias. Quando o pão escasseia na mesa, o ouro some do cofre e as sombras da dúvida alongam-se pela casa, revelam-se os verdadeiros companheiros — aqueles que ficam, não por ganho, mas por raiz profunda, resiliente no silêncio das noites sem luz. Abundância é ilusão de lealdade: todos correm ao banquete, sorriem sob o sol pródigo, juram eternidade enquanto as taças transbordam. Mas a escassez desnuda. Ela é o deserto que testa o peregrino, o mar revolto que afunda os fracos, o espelho quebrado que reflete apenas o essencial. Ali, sem distrações de favores ou bajulações, emerge a lealdade pura — não a que negocia, mas a que resiste, como raiz cravada na terra árida.Pois quem é leal não busca o que sobra, mas divide o que resta. Na escassez, o filtro separa o trigo do joio: os leais florescem no árido, enquanto os falsos evaporam como miragem.
Linda
Linda
Linda…
Repito como quem tenta convencer alguém
de algo que ele insiste que sabe.
Linda por dentro,
linda por fora,
mas o olhar de fora é raso, é curto, é superficial,
e fica ali - como se fosse tudo.
E ela sorri, agradece,
como quem aceita um elogio que não merece.
Pois não é nem metade do que ela é.
Porque por trás da casca elogiada
existe uma menina silenciosa,
carregando dúvidas que ninguém vê.
Uma menina que não se enxerga,
que se mede por espelhos distorcidos,
que acredita mais nas ausências
do que nas presenças que a cercam.
Linda…
mas não dessa beleza que passa,
que se desgasta com o tempo
ou se perde com atitudes.
Linda de essência,
de pensamento,
de palavras,
de uma risada que contagia o ambiente.
Linda na forma de ouvir,
na forma de entender,
na forma de existir sem precisar provar nada - mesmo achando que precisa.
Linda personalidade,
que melhora ambientes sem perceber.
Linda voz,
que carrega uma paz que ela mesma não escuta.
Linda…
e eu repito,
não por falta de palavra,
mas por falta de algo que a enxergue inteira.
Porque eu a vejo
como ela não consegue se ver.
Vejo a inteligência escondida nos detalhes,
o humor leve que salva dias ruins,
a presença que faz falta
mesmo quando ela acha que é só mais uma.
Vejo alguém raro,
de verdade,
daqueles que não se encontram fácil
e que o tempo deveria ensinar a valorizar.
Mas ela…
ela insiste em reduzir tudo
a um único reflexo.
Ela aceita ser “linda”
como se fosse muito,
como se fosse tudo,
como se fosse só isso.
E isso…
isso é o que mais dói.
Porque ser linda, pra ela,
virou limite —
quando na verdade
era só o começo de tudo que ela é.
A chuva chegava sem pressa, como quem volta para casa depois de muito tempo. Cada gota parecia hesitar antes de tocar o chão, suspensa numa dúvida que só o céu entendia. E lá embaixo, as nuvens subiam do asfalto quente — não eram de vapor, eram de memória, de coisas que a gente deixa para trás sem perceber.
No meio dessa confusão de águas, havia um espelho velho, encostado em nada. Ele não refletia rostos, refletia saudade. Você olhava e via a versão de si que não escolheu, parada do outro lado, também te olhando. Doía um pouco. Doía bastante, na verdade.
E o relógio? Ele não tinha ponteiros, só tinha paciência. Marcava horas que a gente não viveu, minutos que escorregaram entre os dedos enquanto distraímos. Às vezes eu pegava ele no colo e sentia o peso do tempo perdido — não é culpa, é só... vida.
Conselhos deveriam ser como remédios amargos em uma prateleira de farmácia.
Pois só quem busca esses medicamentos são pessoas que realmente necessitam e buscam a cura do mal que os aflige.
Conselhos são para quem realmente os segue e querem mudança.
Por que quase todos os religiosos, acham que quem não é religioso, são todos ateístas?
Há pessoas que não seguem nenhuma doutrina religiosa, mas ama mais à Deus e o conhece, mais do que muitos que julgam e se dizem cristãos.
A religião, é um sistema doutrinário.
Quem conhece Deus de verdade, não precisa dela.
A bíblia é livre!! Todos somos livres.
Deus, não é religião, parem com isso.
Eu tenho pena de quem ele se tornou.
Espero que ainda haja reversão, porque o caminho é a solidão, e isso não é bom para ninguém.
"Preparei uma salada pensando em agradar quem eu achava que iria ficar feliz em me ver...
Era ele... O 'C' !!
Quando cheguei perto dei a mão para apertar e essa pessoa me olhou estranhamente e somente seguiu...
Subindo uma ladeira de short branco e camiseta regata, não olhou para trás.
É como se não nos conhecêssemos mais e eu olhava tristemente com a salada nas mãos e pensava em correr e pedir um abraço, mas, não fiz isso.
Eu sei que os sonhos guardam muitas coisas que desconheço e o que aconteceu nesse, simplesmente não consigo acreditar que sei o que significa, porque não sei.
Mas, talvez faça parte da realidade.
Talvez sim, talvez não... Sei lá.
Assim como a vida é um enigma a ser descoberto, certos sonhos podem guardar coisas que nem sequer imaginamos que aconteça na realidade.
Acho que deve ser isso...
Mas, mesmo assim me senti com um grande pesar sobre meu coração e minha alma, porque não consigo entender o porquê de tantos sonhos assim..."
Sinto saudades, sim. Às vezes elas chegam de mansinho, como quem bate na porta da memória e pede um pouco de silêncio para ficar. No começo eu pensava que saudade era só ausência, um vazio que ninguém conseguia preencher. Mas com o tempo entendi outra coisa: algumas lembranças não foram feitas para voltar, foram feitas para morar dentro da gente.
Hoje eu olho para o passado com mais carinho do que dor. As pessoas, os momentos, as conversas simples que pareciam pequenas na época… tudo acabou virando parte de quem eu sou. E percebi que a melhor memória não é aquela que a gente tenta repetir, mas aquela que a gente guarda no coração, intacta, viva do jeito que foi.
Existe algo bonito nisso, quase como um segredo silencioso. Porque quando a lembrança mora dentro da gente, ninguém pode tirar. Ela não depende de lugar, nem de tempo, nem de circunstância. Está ali, quieta, mas forte, aquecendo o peito nos dias em que a vida parece um pouco mais fria.
Às vezes eu sorrio sozinha lembrando de algo que já passou. Outras vezes os olhos ficam marejados, mas não é tristeza pura, é um tipo de gratidão misturada com saudade. É como se o coração dissesse: valeu a pena viver aquilo.
Aprendi que sentir saudade também é uma prova de amor. Só sentimos falta do que, de alguma forma, nos tocou profundamente. E quando aceito isso, a saudade deixa de ser um peso e vira uma companhia delicada, que me lembra de tudo o que já vivi.
No fim, as melhores memórias não fazem barulho. Elas ficam guardadas no coração, quietinhas, esperando o momento certo de aparecer e me lembrar que a vida foi, e continua sendo, cheia de encontros que realmente importam.
" O fundamento do Evangelho é Cristo… Ele é quem sustenta a vida.
A árvore só dá fruto porque está enraizada no fundamento correto… não é o fruto que sustenta a árvore.
Deus não pede fruto para dar vida… Ele dá vida para gerar fruto."
Quem já atravessou o próprio abismo sabe: o equilíbrio não se alcança, se habita por instantes. É quando a alma pousa, o coração desacelera e a vida parece, por um segundo, caber nas mãos. Há quem confunda esse intervalo com vitória, mas quem vive intensamente entende: a calmaria é só o fôlego antes da próxima onda. É o espaço entre o desespero e o recomeço, o instante em que a alma recolhe o que sobrou para continuar.
(Douglas Duarte de Almeida)
Quanto custa ser o que se é? Pergunta besta, mas incômoda. Quem já se olhou no espelho com a suspeita de que o reflexo sabe algo que você insiste em negar sabe: a resposta dói antes de chegar.
A culpa se aloja em cada gesto ousado, em cada palavra engolida, nos silêncios que preferimos. Ela é pegajosa, insistente, um lodo que adere à pele e ao pensamento. A liberdade, por outro lado, chega quase sussurrando e exige preço: ser inteiro, visível, irreversível.
Ser quem se é significa viver com a língua raspando as feridas da própria alma. Admitir que cada escolha, mesmo mínima, é uma cratera na qual a culpa pode se esconder — e que ainda assim, é ali que respiramos.
A culpa se veste de memória; a liberdade, de coragem. Oscilamos entre elas. Algumas vezes, a culpa nos segura pelo tornozelo; outras, a liberdade nos carrega pelo peito, nos atirando contra o céu.
Ser quem somos não é leve. Não é fácil. Não é barato. Mas o preço, cada suspiro, cada nó na garganta — vale mais que fingimento, mais que qualquer paz comprada com silêncio ou complacência.
No fim, o duelo nunca termina.
Mas existe algo de radicalmente bonito em atravessar essa colisão entre culpa e liberdade: sentir cada choque, cada fissura, cada centelha — e ainda assim continuar inteiro, pulsando, crua e irreversivelmente vivo.
Há dias em que algo dentro da gente desperta como quem encosta a mão numa ferida antiga e, pela primeira vez, não recua. Vem uma lucidez quieta, dessas que não fazem barulho, mas deslocam tudo por dentro. Uma compreensão branda de que a vida é feita de tentativas — algumas inteiras, outras tortas — e que não há vergonha alguma nesse descompasso.
Fiquei pensando no quanto a gente insiste em sustentar a pose de quem acerta sempre, quando, na verdade, o amor se constrói é na hesitação. No passo em falso. No gesto que sai pela metade, mas ainda assim diz tudo. Amar é caminhar sabendo que o chão cede, que o corpo treme, que o coração desobedece. E, mesmo assim, continuar.
Há algo de profundamente humano em admitir que não damos conta de tudo. Que tropeçamos nos próprios medos, que às vezes derrubamos o que queríamos proteger. Essa honestidade silenciosa — a de reconhecer nossas bordas — abre um espaço onde o outro pode respirar sem performance, sem armadura, sem exigência de perfeição.
No fundo, acho que a beleza está nesse acordo invisível entre dois inacabados: a permissão de ser falho sem ser abandonado. A coragem de mostrar a rachadura e confiar que ela não será usada como arma. O abrigo construído não pelo acerto, mas pela delicadeza de tentar de novo — e de novo — mesmo sabendo que não existe garantia alguma.
E talvez seja isso que mais me atravessa: a percepção de que falhar não nos faz menores. Às vezes, é justamente o que nos torna verdadeiros. Porque só quem aceita o próprio desalinho consegue amar com profundidade — e permanecer, apesar das quedas, com uma força que não se aprende, apenas se vive.
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'A indesejada morte
É uma injustiça
Não contra quem morre
Mas contra quem fica'.
Eduardo de Paula Barreto
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