Poemas de quem Deu um Fora
Legado não existe depois que morremos. Ele, é simplesmente o agora. Existir já é o legado de todos nós!
Ela estava falando muito comigo e séria, ela estava linda, mas havia algo que a deixava reflexiva enquanto falava, ela olhava para o lado e baixava o olhar, em modo reflexão (mundo da lua)...
"Sonhei em 2018 e nunca esqueci, todos os países do mundo, atacava o Brasil, por causa da Amazônia e havia muitos cadáveres ao meu lado, via tudo cinza e não tinha metade do corpo, eu rastejava! 😭
O som das bombas era ensurdecedor!!"
Eu estou fechada em meu mundo. Encontrei a serenidade que eu precisava, o universo disse que eu precisava encontrar...
[19/3 14:55] Alinny de Mello: Não confio totalmente
[19/3 14:55] Alinny de Mello: Nunca se deve confiar totalmente em alguém
Leiam sempre o dicionário, e verifique a palavra certa no Google, para não passar vergonha na Internet.
Colecionar memórias é a forma mais bonita de viver. A vida é boa demais para passar despercebida, então eu escolho guardar momentos: risadas simples, conversas inesperadas, pequenos instantes que aquecem o coração. No fim, são essas lembranças que contam a verdadeira história de quem somos e do caminho que percorremos.
Na escola, eu era chamada de bruxinha, simplesmente porque eu não tinha recursos financeiros para ir bonita para a escola, era tudo doado pelas colegas da minha mãe. Então, eu ia vestida de menino, anos 90. Tudo muito difícil, era o que tinha. Raider do Seninha, blusa regata com carrinho da hot Wheels!! Bom, na adolescência, meu uniforme era camisa de vereador, com um número e um nome bem grandão!! Escrito NATAN! Era o que tinha pra usar. Quando fiquei jovem... Todos viraram meus amigos.
Enquanto eu ainda respiro, existe recomeço. Aprendi que a vida não espera grandes viradas de calendário; ela oferece pequenos começos todos os dias. Às vezes acordo com o coração pesado, outras com esperança nova, mas em qualquer caso ainda há caminho. Recomeçar virou um gesto simples: levantar, respirar fundo e tentar de novo. Não preciso que tudo esteja perfeito, só preciso estar viva. E enquanto houver fôlego em mim, haverá sempre uma nova chance de continuar.
O fim chega para todos. Não como ameaça, nem como punição, mas como estrutura. Você nasceu dentro de um sistema que não pergunta se você concorda. Você entra, respira, aprende a nomear as coisas, cria vínculos, constrói significados, acumula memórias e um dia sai. Simples assim. Não existe versão alternativa da experiência humana que não termine. E isso muda tudo, mesmo quando você finge que não muda nada.
Você vive como se o tempo fosse elástico. Como se amanhã fosse garantido. Como se sempre houvesse uma próxima chance para dizer, fazer, escolher, corrigir. Mas a verdade é mais seca. Você nasce, cresce, às vezes amadurece, às vezes não. Às vezes envelhece, às vezes não chega lá. E mesmo quando chega, não passa disso. O corpo desacelera, a memória falha, o mundo segue sem pedir licença. Não existe estágio secreto depois do envelhecimento onde tudo finalmente se resolve. Existe apenas o que foi feito antes e o que não foi.
Todos os dias você constrói histórias. Mesmo quando acha que está parado. Mesmo quando acredita que nada relevante está acontecendo. Cada gesto, cada omissão, cada escolha repetida vira um traço daquilo que você chama de vida. Você deixa marcas. Algumas profundas, outras quase invisíveis. Você chama isso de legado, como se fosse algo grandioso, sólido, permanente. Mas vale perguntar com honestidade. Legado para quem?
Talvez para seus filhos, se você os tiver. Talvez para netos. Com sorte, bisnetos. Depois disso, seu nome vira poeira genealógica. Um sobrenome esquecido em alguma árvore familiar que ninguém mais consulta. Um rosto que não aparece em nenhuma foto. Uma história que não foi contada porque já não fazia sentido para quem veio depois. Isso não é pessimismo. É estatística humana. A maioria absoluta das pessoas que já viveram não deixou rastro algum na memória coletiva. E você não é exceção só porque gostaria de ser.
Tem lembrança que chega sem bater na porta, senta no sofá da nossa mente, cruza as pernas e começa a falar como se ainda tivesse direito de opinar na nossa vida.
E aí vem a vida, com aquela elegância de elefante numa loja de cristais, e resolve testar a gente do jeito mais cruel possível. Não com grito, não com briga, mas com silêncio e exclusão. A festa não foi só uma festa. Foi um anúncio não oficial, quase um outdoor piscando na minha cara e me dizendo “você não pertence tanto quanto pensava”.
O mais doloroso disso tudo nem é o bolo, o vestido, ou os docinhos que eu não comi. É a quebra de uma ilusão. Porque a gente aguenta muita coisa, mas descobrir que o carinho não era tão recíproco assim… isso desmonta por dentro.
Aquela desculpa de “achei que tinham te convidado” é o equivalente emocional de “o cachorro comeu meu dever de casa”. Todo mundo sabe que não é bem assim. Elas sabiam. Talvez não tenham tido coragem de confrontar a situação, talvez tenham sido coniventes, talvez só tenham escolhido o caminho mais confortável. E isso dói, porque a gente espera lealdade justamente de quem divide risada debaixo de árvore.
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