Poemas de quem Deu um Fora
Decidi botá uns pila na guaiaca...
Pegá o meu violão...
Procurá um lugar bem bão...
Me atracá a cantá uns verso...
Saí desse universo...
Que me trás isolado...
Me bandiá pra outro lado...
E caí na folia...
Vê se acho uma guria...
E com ela retouçá...
E quem sabe até casá...
Preenchê esta vida vazia.
Oh! Que pena tá preso, nunca soube de nada, nada era dele, era um "santo" era um "grande" presidente.
Mas quem será que liderou o rombo do País?
Quem será que administrou a maior corrupção no País?
Quem será que afundou o País na segurança, no trabalho, na saúde e na educação?
Quem será que deixou os pobres mais pobres e os ricos mais ricos?
Por que será que colocaram um inocente na prisão? Coitado era tão bonzinho!
MÃE! Uma palavra pequena mais de um valor imenso, que muitos filhos e maridos não conhecem. MÃE! Que cuida da casa, dos filhos e do marido de segunda a segunda, e muitas delas são desvalorizadas e agredidas pelos filhos ou maridos. MÃES que partiram para junto de DEUS, MÃES que estão nos hospitais, MÃES que estão nos presídios, MÃES que estão em asilos, MÃES que estão em casas de idosos etc...
Todas elas geraram anjinhos, que por meses carregara no ventre. Hoje é um dia especial, e todas elas esperam ansiosamente a visita e um abraço dos filhos. Mas nem todas elas terão uma visita e tão pouco um abraço.
Então eu peço ao meu bondoso Deus Pai, que somente ele, tem o poder de estar em todos os lugares, ao mesmo tempo,.que leve o meu abraço a todas as mamães do mundo, por esse dia tão especial.
Toda vez que cruzas comigo
Me negas um olhar teu
Com o tempo que se passou
Tenho certeza que me esqueceu
Mas de uma coisa tu lembrará por toda vida
Que tens um filho meu.
Olhei para um jardim florido
Fiquei encantado com o colorido
Senti um sussurro no meu ouvido
Era a suave brisa da primavera
Senti o perfume da mais bela flor
Fui lá e a peguei pro meu amor
Pra provar o imenso valor
Que eternamente ela pra mim era.
Tu que és na minha vida
Uma visão colorida
Um grande sonho de amor
Que se foda essa distância
O que tem mais importância
É que eu te amo com fervor.
FELIZ DIA DA MULHER!
Não aponte as características de ser mulher, de um presente à elas distribuindo respeito e igualdade.
"PAIXÃO VIRTUAL"
Meu coração se apaixonou
Por uma amiga virtual
Um sentimento que surgiu
Em uma rede social
Nas páginas da internet
Uma amizade casual
Mas agora estou amando
Veja lá no meu mural.
No facebook e instagran
Os amigos podem ver
Pelas postagens que faço
Todos podem perceber
Quem é o meu grande amor
Deixo claro de entender
Porque falar pra ela
Falta coragem pra dizer
Porque eu receio muito
Que ela pode se ofender
E essa amizade em amor
Talvez não vai compreender.
"AH! SAUDADE"
AH! Saudade, me distraiu um pouco fazendo com que minhas lágrimas caíssem, com saudade daquela que deitava ao meu lado e no meu peito se aconchegava.
AH! Saudade, do chocolate, do sorvete até mesmo daquela revistaria na rodoviária, que já não existe mais. As vezes fecho os meus olhos e te vejo com teu vestido verde bordado.
AH! Saudade, que sustenta o vazio dos meus dias, me prendendo com lembranças, sorrisos, lugares, sentimentos, impasses sem me entender.
AH! Saudade, que um belo dia descobri que te amava de verdade, as vezes assistindo um filme, escrevendo uma frase, escutando uma música e quase dormindo, costumo me lembrar de ti, e tudo é motivo pra lembrar o quanto tu me faz falta.
"FRIO MACANUDO"
Mas bàh! chê no meu pampa um frio macanudo
De bater o queixo e levantar a melena
E o poncho abanando com o vento cuiudo
Por debaixo do chapéu congela as zoreia sem pena.
Quando nos sentirmos em um beco sem saída, nos encontrarmos em uma prisão de condicionamentos existentes em nossa mente.
Para nos libertar desses condicionamentos, precisamos nos conectar com nosso ESPÍRITO que É LIVRE, SÁBIO e nos dá ASAS para VOAR!
Por Deise Aur
Vejo o tempo passar
Na velocidade de um piscar de olhos.
Vejo o tempo passar.
Com o rodar dos ponteiros do relógio.
Vejo o tempo passar.
Será que ainda teremos tempo de mudar?
Enquanto penso.
Vejo o tempo passar.
A vida é assim, um dia você nasce, cresce, e depois parte, uns não chegam a nascer, outros não chegam a crescer, porém quando de sua partida deixam saudades.
(texto em homenagem a A.R)
Lá se vai um dia.
Lá se vão as semanas.
Lá se vão os meses.
Agora lá se vai o ano.
Lá se vai uma pessoa querida.
Agora já vem chegando a morte dizendo "Ei, espero que você tenha vivido bem, agora vamos"
Teve um dia que orei pedindo a Deus para "mostrar tudo" e não me deixar enganado.
Foi triste, decepcionante, desesperador, mas foi libertador.
Hoje sou livre.
Se eu chorei? Sim.
Se eu sofri? Sim.
Se eu fiquei muito mal? Sim.
Se eu perdi a fé? Nem por um segundo.
"eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra"
Você acorda em um lugar estranho.
Um labirinto de paredes altas, feito de pedra e silêncio.
Cada corredor é igual ao anterior — frio, escuro, sem fim.
Você caminha.
Cada passo é uma tentativa de entender, mas o chão parece desmoronar sob os pés.
As sombras não são apenas sombras; são memórias.
As palavras ditas por outros — “Você não é o suficiente.”
Os pensamentos que você sussurrou a si mesmo — “Talvez eles tenham razão.”
O labirinto está vivo.
Ele se alimenta do seu cansaço, da sua dúvida.
E quando você acha que não pode continuar, ele ri.
Mas então, algo inesperado.
Você encontra um espelho, velho e empoeirado, encostado numa parede.
Relutante, você olha.
E lá está você. Não a versão que o mundo vê, mas a que você esconde.
Os olhos carregados de histórias não contadas.
As mãos calejadas por batalhas que ninguém percebeu.
O reflexo não é gentil, mas é honesto.
E algo começa a mudar.
Você toca o vidro e percebe: o labirinto não está lá fora. Ele está dentro de você.
Cada corredor é uma crença que você construiu, cada sombra, uma parte de você que precisa ser acolhida.
Você não precisa derrotar o labirinto.
Você precisa conhecê-lo. Abraçar cada parede que construiu, cada canto escuro que evitou.
E, enquanto o faz, as pedras começam a cair.
A luz atravessa as rachaduras, iluminando o caminho.
Você não sai do labirinto.
Você o transforma em um campo aberto.
E ao respirar o ar da liberdade, percebe algo simples, mas poderoso:
Os desafios nunca foram barreiras.
Eram convites para você se tornar quem sempre foi, só que melhor.
No ventre do Nada, um eco sussurra,
um som sem origem, que o vácuo murmura.
É cifra que dança na sombra da luz,
onde o Verbo não fala, apenas seduz.
Quem forja os limites do que não tem fim?
Quem planta a centelha no pó do jardim?
Ali onde a forma se curva e se esconde,
jaz o Mistério que tudo responde.
Se a chama é oculta no seio do gelo,
qual é o segredo que anima o anelo?
E se o espelho do céu é o chão que se quebra,
quem lê as palavras que o tempo celebra?
A teia do real, tecido sem cor,
é feita de névoa, silêncio e ardor.
Nela os números cantam, os ângulos oram,
as letras se curvam, as formas devoram.
No olho do ciclo que nunca termina,
há um ponto imóvel que tudo domina.
Mas quem o percebe? Quem nele repousa?
O sábio sem rosto ou a estrela que pousa?
Sete são os portais e doze os sopros,
mas qual é o nome que habita os próprios?
Se a rosa gira e jamais se fecha,
qual mão invisível a forma e a deixa?
Há ouro no vento e sal nas estrelas,
há mapas gravados na pele das velas.
E quem decifrá-los, será como um rio:
fluido, sem margem, sem tempo, sem fio.
O que tudo contém
mas nada é, quando o tudo convém?
Sussurre o enigma ao silêncio que paira,
e a Chave surgirá onde o eco não falha.
Não houve início.
Houve um esquecimento.
Algo —
que não era algo —
curvou-se sem curvar-se,
e o tempo…
esqueceu-se de nascer.
Na contração do Inefável,
brotou um som que não soa.
Chamam de Palavra.
Mas não se diz.
Ela sonha.
Quatro tocaram o véu.
Três caíram.
Um deixou de ser —
e por isso voltou.
Tu pensas que lês.
Mas é o livro que te devora.
Página por página,
ego por ego.
Não há resposta.
Há combustão.
E se ainda perguntas,
é porque ardes pouco.
Aqui, cada emoção é sacerdócio,
cada lágrima, um rito oculto,
cada impulso, uma esfinge que guarda
o nome secreto do despertar.
Somos, então, harpas da gravidade invisível,
vibrando entre o abismo e a aurora,
entre o punho da raiva e a palma do afeto,
entre a sombra que fere e o verbo que liberta.
A tristeza — carvão para o ouro.
A alegria — sol que canta sob a pele.
O medo — vigia e labirinto.
A culpa — espelho que sangra
quando se nega a olhar.
Não somos senhores do sentir,
mas portais por onde o sentir se revela.
E o caos, tão temido,
não é ruína — é catedral em construção.
No ventre da dor germina a lucidez.
No silêncio do trauma, a chave.
No desequilíbrio, o mapa.
Na dúvida, o mestre disfarçado.
Que tua alma, ao ler-te,
não tema as marés que a erguem ou afogam —
pois toda emoção, quando escutada com reverência,
é alquimia.
E todo caos, quando acolhido com presença,
é caminho.
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