Poemas de quem Deu um Fora
Sinto uma tristeza grande no peito
Um silêncio paira no ar
Lágrimas escorrem dos meu olhos
No coração sinto um aperto
Junto comigo o mundo está a chorar
Pedido de um gatinho
Enfeite sua árvore de Natal e a deixe-a à disposição do seu gatinho, ele também merece comemorar o Natal brincando com as luzes cintilantes de uma bela árvore.
Miau...
Quero sentir sua glória !
Quero ser um vaso nas mãos de Deus,
quero proezas fazer.
Quero sentir sua glória, sobre mim resplandecer.
Não quero luxo e nem riquezas, nada comprado assim,
só quero que as mãos dele, permaneçam sobre mim.
Quero ver mudo falar, quero ver surdo ouvir,
cegos enxergar e povo glorificar Jesus Cristo está aqui.
Você me fez suspirar
É dona de um beijo singular
Reascendeu em mim o desejo de escrever cartas
Ao reler algumas dessas frases sinto um imenso orgulho por tal sentimento
Quando lhe vejo é como um corpo ressequido que se deleita num banho quente e gostoso
Experiencio um acréscimo de vida quando estou contigo!
Faz-me sentir uma pessoa superior, pois você é beleza das flores
Ao seu lado as horas passam rapidamente
Cada noite ao seu lado é um êxtase
Minha alma se veste de um luxo esplendoroso de emoções
@R_Drigos
“Minha mente, que não era um lar de superstição, fez a alusão de que todas as casas com portas que rangiam, por falta de lubrificação nas dobradiças, eram na verdade casas mal-assombradas.”
— Bruna Belchior, A senhora Griselda
Tudo começou, há um tempo atras...
Um tempo que pensei, finalmente estar em paz...
Foi quando percebi, que tudo era uma ilusão...
Ilusão que aos poucos só feria o meu coração...
Foi quando decidi, parar de acreditar...
No que mais queria crer, mesmo sem encontrar...
VOCÊ.
Havia um homem que possuía R$ 10.000,00 em economias. Certa feita, pediram-lhe R$ 100,00 emprestado, porém ele doou a quantia.
Tempos depois, teve dificuldades e perdeu tudo o que tinha!
Seria justo cobrar os R$ 100,00 de quem beneficiou?
Assim é o perdão!
Um Pai tinha doze filhos, dos doze apenas um se pré dispunha a trabalhar com Ele no campo, enquanto os onze se divertiam e viviam a sua vida entregues aos prazeres. Estes só procuravam o Pai na hora de pedir, ou na presença obrigatória das reuniões à mesa de Jantar.
Quando chegava o fim do dia, todos se reuniam à mesa, porém ficava evidente que o Pai tinha muito mais assuntos com o filho trabalhador, enquanto os assuntos com os onze eram curtos e esporádicos. Além dos filhos tinha também o copeiro, que estava sempre disposto e atento à atender às vontades do seu Amo.
Em uma das reuniões, os onze filhos se queixaram da falta de intimidade do Pai para com Eles, argumentado que o Pai só dava atenção para o um dos filhos e que até o copeiro era mais prestigiado do que eles.
Então o Pai lhes respondeu com muito amor, porém de forma exortativa:
— A nossa falta de assunto deriva-se da ausência de vocês no trabalho, não dá Minha falta de amor por vocês!
O seu irmão e Eu, estamos em constante diálogo, sobre as nossas responsabilidades, projetos e desenvolvimentos da família no todo. Esse é o motivo da nossa aproximação, o mesmo vale para o copeiro, mordomo etc…
Contudo, o que nos aproxima é o serviço deles.
Então os filhos ficaram sem argumentos, alguns entenderam e procuraram melhorar, enquanto os outros endureceram a cerviz.
Moral da história, jamais exija mais intimidade à mesa, se as suas orações só estiverem presentes durante a as reuniões.
O que gera intimidade com o Pai, é o que é feito somente aos Seus olhos. E o serviço dos bastidores gera aproximação.
Por Junior Lacerda.
Mais um ano preso nesse mundo, preso nesses conceitos que me foram impostos, nesse senso de certo e errado, nessas mini satisfações de micro desejos, preso nessas 24 horas, nessa estação do ano, sob essa gravidade que me joga pra baixo o tempo todo, preso neste corpo corruptível, que dificulta bastante a minha vida, corpo este que preciso adestra-lo o tempo todo, sem descanso, para que ele não desaprenda o que lhe instrui com muito esforço, e retroceda às ações animalescas.
— Isso não é uma queixa, é um texto consciente.
Contudo sou grato, grato por esta prisão semi-aberta, na qual posso ir aonde eu quiser, menos onde não me é possível ou permitido ir, onde posso dizer o que eu quero, porém não isento das consequências e colheitas, onde não sou obrigado a trabalhar, mas necessito de alimento, vestimenta e abrigo. Reitero:
— Isso não é uma queixa, é um texto consciente.
Por fim, sou grato por estar protegido, inclusive de mim mesmo, da minha má inclinação, que vive tentando me fazer ver tudo de uma forma negativa.
Que saudades Pai, que saudades da minha casa, da minha pátria, da minha origem, mas Isso não é uma queixa, é um texto consciente, não de quem reclama, ou não suporta mais, menos ainda de quem tem pressa para voltar, trata-se apenas, de um filho com saudades!
Abba Pai.
Um dos maiores desafios do cristão, é saber quando deve-se olhar uma situação com o olho esquerdo, ou direito. Ou seja; discernir quando deve ser prudente como uma serpente, ou simples como uma pomba. O fato é que precisamos usar os dois.
Algumas características da alegoria conforme outras traduções e sinônimos no dicionário:
Olho esquerdo; astuto, esperto, prudente, cauteloso, sagaz, ardiloso estrategista, perspicaz, rápido, ligeiro, manhoso e malicioso (sempre com o objetivo de identifica-los, não de conduta).
Olho direito; claro, simples, sem malícia, inofensivo, singelo, despretensioso, modesto, sem fingimento, franco, espontâneo, ingênuo, crédulo, empático, compreensivo, com auto domínio, desembaraçado, genuíno, leal e puro (como conduta).
Legal, mas como saber “com qual olho analisar a situação?”, recomendo que use o direito para os seus irmãos em Cristo (visto que eles também se esforçam para isso), e use o esquerdo para os desconhecidos (de forma inicial, com a guarda alta, somente após a averiguação e apuramento, exponha os seus reais valores.
Contudo, em todo o tempo “guarde o seu coração”.
Textos base:
”Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.“
Mateus 10:16 ARC
”Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.“
Provérbios 4:23 ARC
A OVELHA IMATURA
Em um lugar remoto, sob um sol implacável, uma ovelha órfã vagava sozinha, atormentada pelo calor e pela solidão. Sem proteção, sentia-se vulnerável, sempre temendo predadores.
A cada sombra, seu coração acelerava. Para escapar do calor, se escondia sob arbustos, evitando aves de rapina e outros perigos. O sofrimento a tornava mais fraca, e a falta de comida impedia sua recuperação. Sem saber para onde ir, afastou-se do caminho certo até se perder completamente.
O Bom Pastor, ao notar sua ausência, partiu em busca dela. Com compaixão, encontrou a ovelha debilitada. Ternamente, ele a levou a uma de suas casas, onde, junto com seus servos, cuidou dela. Tratou suas feridas, removeu parasitas e a amou. Em pouco tempo, a ovelha se tornou forte e linda.
Após restaurá-la, o Pastor confiou seus cuidados aos servos até o seu retorno. No entanto, com o tempo, a ovelha começou a dar trabalho. Mesmo adulta, não queria largar a teta de sua mãe, permanecendo carente e egoísta, ocupando um espaço que deveria ser das mais novas.
Quando os servos passaram a dar mais atenção às filhotes, a ovelha rebelde sentiu-se desprezada. Em vez de refletir, falou mal dos servos e da mãe, resistindo à correção e ignorando os ensinamentos recebidos.
O Bom Pastor, com amor incondicional, não desistiu dela. Orientou seus servos a serem pacientes e a mantê-la perto até que amadurecesse. Ele sabia que ela precisava aprender a se alimentar sozinha e a ajudar os outros, em vez de ser um peso. Apesar de suas ações problemáticas, continuou a amá-la, esperando que entendesse seu verdadeiro papel.
Durante boa parte da minha vida ministerial, eu fui essa ovelha. E você?
A OVELHA IMATURA
Em um lugar árido, sob o sol implacável, uma ovelha abandonada vagava sozinha, sem direção. Vulnerável e temerosa, buscava abrigo em arbustos, fugindo do calor e dos predadores que a rondavam. O cansaço e a fome enfraqueciam seu corpo, e a solidão corroía sua alma. Incapaz de encontrar o caminho certo, se perdeu, afundando ainda mais em seu desespero.
O Bom Pastor, ao passar por aquele lugar com seu rebanho, a avistou e se compadeceu dela. Movido por compaixão, encontrou-a abatida, mas não a repreendeu. Com ternura, carregou-a nos braços e a levou para uma de suas casas. Ali, junto aos seus servos, tratou suas feridas, a libertou dos seus parasitas e a alimentou. Com o tempo, a ovelha foi restaurada, tornando-se forte e saudável.
Contudo, mesmo recuperada, a ovelha não queria crescer. Permanecia carente, egoísta, insistindo em ocupar o espaço que deveria ser das mais novas. Continuava a buscar a teta da mãe, dependendo do leite quando deveria se alimentar com comida sólida. Quando os servos voltaram sua atenção às ovelhas recém-chegadas, ela se sentiu rejeitada. Em vez de refletir sobre suas ações, murmurou contra eles e até contra sua mãe, recusando a correção e ignorando as lições que aprendera.
O Bom Pastor, com amor infinito, não desistiu dela. Instruiu os servos a serem pacientes, mantendo-a próxima até que amadurecesse. Sabia que, embora ainda estivesse perdida em sua imaturidade, ela precisava aprender a se alimentar sozinha e a ajudar os outros. Mesmo com suas falhas, Ele continuou a amá-la, esperando o dia em que compreendesse seu verdadeiro papel.
Por muito tempo, fui essa ovelha. E você, já se viu nesse espelho?
Filho, o casamento é o maior projeto que Deus confiou a um homem. Ele entrega ao marido a responsabilidade de cuidar de sua esposa como sua primeira ovelha, antes mesmo dos filhos. Esse compromisso não pode estar condicionado a momentos em que a esposa “merece”, mas deve estar firmemente alicerçado na palavra que o homem liberou: primeiro para si mesmo, como reflexo do caráter que decidiu ter em Deus; depois para seu Sogro Celestial, que confiou a ele a vida de Sua filha (Desde que ela tenha aceitado Sua Paternidade em Cristo).
Mesmo diante de desafios, como palavras duras, ingratidão, reclamações constantes e até momentos em que sua “primeira ovelha” pode “mordê-lo”, o homem é chamado a lutar, insistir e buscar ajuda antes de pensar em desistir. Respeitar a decisão dela é necessário, mas nunca sem antes esgotar todos os recursos para resgatar e restaurar o relacionamento. Assim como um pastor cuida de uma ovelha que às vezes o fere, ele deve persistir, sabendo que o inverno é passageiro.
Mesmo que no passado tenham ocorrido fracassos, é possível buscar em Deus a instrução necessária para romper ciclos de divórcio na própria vida e na de seus filhos. Isso só é possível com a ajuda de Deus e um compromisso firme e consciente consigo mesmo, exercendo a ininterrupção como decisão inabalável.
O inverno sempre dá lugar à primavera, trazendo consigo o tempo de cantar novamente (Cantares 2:11-12). Amar ininterruptamente é um ato de obediência a Deus e demonstra o reflexo de quem o homem decidiu ser em Cristo. Por mais difícil que seja, o amor verdadeiro suporta tudo, crendo que Deus fará brotar flores onde hoje só há frio.
A afirmação de Jesus sobre sermos sal e luz do mundo carrega um paradoxo profundo.
O sal simboliza essência, propósito e aliança, enquanto a luz representa reputação, propagação e exposição.
O desafio é que alguém pode manter a reputação mesmo tendo perdido a essência ou a unção, assim como pode estar cheio do Espírito Santo sem necessariamente estar em evidência.
Chego à conclusão de que a luz, mesmo oculta sob um cesto, ainda brilha e, mesmo que se apague temporariamente, há quem possa reacendê-la. Já o sal, quando perde seu sabor, por mais branco e puro que pareça, torna-se inútil e acaba sendo lançado ao chão, pisado pelos homens. Se o sal se torna insalubre, sua utilidade chega ao fim, sem possibilidade de restauração.
Isso nos lembra que, diante de Deus, a essência sempre precede a exposição, e que, enquanto a luz pode ser reacendida, o sal sem sabor não pode ser restaurado.
Houve um período, no início da minha conversão, em que passei a ouvir e admirar pregadores renomados, tanto dos dias de hoje quanto do passado. À medida que comparava a profundidade de seus ensinamentos com a simplicidade da congregação da qual faço parte, comecei a achar que sua visão do Evangelho de Jesus Cristo era mais completa, mais refinada, talvez até mais ideal.
Até que, finalmente, caí em mim e me fiz algumas perguntas:
Onde estavam esses pregadores quando fui resgatado?
Onde estavam quando a visão simples, mas assertiva, da igreja que me alcançou rompeu as cadeias que me aprisionavam?
Talvez eu tenha sido impactado por um de seus vídeos enquanto ainda estava perdido, mas foi a pregação simples que desfez as fortalezas de satanás no meu coração. Foi a palavra aparentemente desajeitada que me curou e me libertou, simplesmente porque Jesus estava presente nessa simplicidade.
Não digo isso para desmerecer os grandes pregadores. Sei que suas mensagens têm alcançado muitas vidas. Mas a verdade é que não foi através deles que eu fui alcançado. Então, por que eu daria agora preferência a esses ensinamentos, deixando de lado a visão que, com sua humildade e clareza, me resgatou? Não, isso eu não farei! Pelo contrário, dedicarei minha vida para que a visão que me alcançou também alcance outros como eu. E não apenas por amor ao ministério, mas por compaixão por aqueles que ainda estão perdidos—assim como um dia eu estive.
Reconheça o lugar onde Jesus te plantou. Foi Ele quem cultivou e estabeleceu a visão mais adequada para essa região. Se desejasse outra, teria implantado-a. Mas lembre-se: talvez você não tivesse sido alcançado por ela.
Filho, sempre que puder, reserve um tempo durante o ano para ir a um lugar simples, de preferência ao campo, onde as pessoas não correm atrás da ambição, onde o tempo parece mais longo, onde o mundo gira mais devagar. Um lugar onde as casas são simples em estrutura, mas os lares são preenchidos de amor; onde, em vez de decorações para agradar pessoas que nem gostam de nós, há quadros da família — dos pais, dos avós — não para matar uma saudade impossível, mas para lembrar dos princípios, dos valores e da história.
Vá para um lugar onde o ar é puro, onde você pode andar descalço e sentir a terra sob seus pés, ouvindo o som dos animais e o murmúrio das águas. Retire-se sempre que puder, para que as ilusões da cidade grande se desfaçam, para que a obsessão pelo crescimento financeiro se torne secundária, e para que as pessoas voltem a ser mais importantes do que as coisas.
Faça sempre essa manutenção, filho, porque Deus habita nas coisas simples. É claro que Ele também está nas grandes ideias, mas toda a Sua construção, toda a Sua criação, foi feita para as pessoas, com o propósito de atender à humanidade. Tudo o que afasta as pessoas está distante dos princípios de Deus.
Sabe uma pessoa que nos faz um bem tão grande que não queremos ficar longe por muito tempo?
Essa pessoa em mim é você ♥️!
Mas não é sempre que podemos estar juntos, mas o pouco tempo que ficamos já é muito pra aquecer o coração, acender a chama e explodir o amor♥️
Viver é arriscar, é dar sentido à vida.
Vivemos um espaço de tempo totalmente incerto. Não sabemos se ao morrer iremos pra algum outro lugar, nem vimos ao mundo cientes de alguma missão a cumprir.
Nos descobrimos ao logo do tempo, com o passar dos dias, meses e anos. Evoluímos das experiências vividas e presenciadas, mas somos, praticamente, ensinados a não fazer certas coisas porque são "perigosas" e podem nos matar.
No entanto esquecem de dizer que "para morrer, basta estar vivo".
Você pode comer uma carne hoje, adquirir uma bactéria, ter uma infecção, falha renal, e uma série outras complicações, e acabar morrendo.
Tudo isso porque foi apenas se alimentar.
Mas comer não deveria ser seguro?
Essas coisas me inspiram a querer viver intensamente, pois incerto é o amanhã.
Meu maior medo é chegar na velhice cheio de arrependimentos do que não fiz, de morrer com o sentimento de não ter aproveitado a vida da maneira única que ela é.
A vida é linda, mas só é tão bela pelo detalhe da morte.
Cada momento, cada visão, cada sentimento, cada toque... É tudo único, pois só pode ser vivido uma única vez.
Ame, seja amado, brigue, esbraveje, seja feliz, abrace, sorria e chore... Pule de paraquedas, bunge jump, asa delta, faça corrida de kart ou faça o simples. Vá ao cinema, à praia, conheça novos lugares, novas pessoas.
Se encante com a imensidão do mundo e faça o que te realiza.
Lembre-se que ao partirmos não levaremos nada, somente o que vivemos terá tido importância.
A mensuração da felicidade é feita da quantidade de momentos de valor que temos durante a vida.
Portanto, seja seguro de viver!
Um pensamento que sempre levo comigo. Lembrar da mortalidade é o que me faz tentar viver e aproveitar cada momento ao máximo, porque nunca sei quando será o último. Igual a quando joguei bola a última vez ou brinquei na chuva com os outros meninos da rua onde morei na infância, não sabia que seria a última vez.
A efemeridade da vida traz consigo uma beleza um tanto mórbida, mas também tão sublime e primorosa, pois nada se repete exatamente da mesma forma, nada é sentido da mesma forma, ninguém ama ou é amado da mesma forma, um sorriso nunca é o mesmo apesar de sua essência.
A beleza da vida é justamente esse poder de irrepetibilidade e finitude.
O sono é demasiado em mim
Sinto o corpo cansado
Sentimentos misturam-se
Aflição
Procuro um lugar seguro
Onde meu coração possa bater sem pressa
As portas, elas podem me ajudar
Qual porta me levará para a paz que procuro?
O jardim hoje está mudo
Nem as flores falam comigo
Estou só, no adiantado das horas
Será que estou perdendo o equilíbrio?
O apartamento não tem elevador
Preciso subir os degraus
Talvez eu pare no oitavo andar
Meus pés já não agüentam os sapatos
Calças justas sufocam meu caminhar
Quero água
Terá alguém para saciar minha sede?
Meu cabelo está despontado
Meu lábio sente falta de um brilho
Madrugada chegou seca
Na esquina tem trapaças
E hoje nem para lua eu olhei
Quero um cobertor de plumas leves
Não sei do vestido vermelho
Mas encontro na bolsa um bilhete delicado
Tomei banho de mar e fiquei febril
Conchas tinham segredos
Quero olhar o mar
Pisar na areia e olhar o mar.
Quero parar o meu carro
Antes da festa no castelo da esquina
Prefiro chegar a pé
E vestida de trapos
Com versos nas mãos
Não quero o doce
Quero o fel para sentir o gosto bom
De adoçar o amargo
Quero o desigual o diferente
Não tenho medo dos segredos
Não tenho medo das verdades
Tenho medo apenas
De feras presas em mim.
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