Poemas de quem Deu um Fora
Nas margens do tempo, um coração solitário,
Guarda uma paixão eterna, fiel e necessário,
Um sentimento que perdura, mesmo na solidão,
Um laço inquebrável, um doce e triste canção.
No silêncio das noites, as memórias ecoam,
Uma história de paixão que apenas o vento entoa,
Um sorriso, um olhar, gestos que ainda persistem,
No palco vazio, essa paixão insiste e persiste.
Uma luz que brilha mesmo na escuridão,
Como uma estrela solitária em vasta esplanada,
Sentir sem ser sentido, uma jornada sem fim,
Um coração que queima, mesmo que não haja mais ninguém.
Essa paixão é um jardim secreto, intocado,
Florescem sentimentos, mas sem serem mostrados,
Uma fonte inesgotável de desejo e devoção,
Mesmo que o mundo não saiba, nem escute a canção.
É uma eterna paixão solitária, como um farol a guiar,
No oceano do tempo, nas ondas a navegar,
Essa paixão é uma chama, eterna e solitária,
Um tesouro escondido, uma história solitária.
A primeira e única rosa que eu te dei, singela e pura,
Guardava em suas pétalas um sentimento sem censura,
Era um gesto tímido, um símbolo de carinho,
Uma promessa de afeto, um laço que eu delineio.
Mas o tempo passou, e hoje eu percebo,
Que deveria ter dado mais rosas, como um enredo,
Cada pétala seria um pedaço do que eu sinto,
Um amor profundo, verdadeiro, sem nenhum tinto.
A primeira rosa, um começo, uma faísca a arder,
Mas a única rosa que te dei, agora me faz sofrer,
Porque vejo que deveria ter cultivado essa chama,
Com gestos pequenos, mas cheios de quem ama.
A única rosa que te dei, como um verso inacabado,
É uma lembrança das chances que eu não tive ao seu lado,
Me arrependo de não ter dado mais, de não ter ousado,
De não ter regado esse amor, como um jardineiro apaixonado.
Mas mesmo com apenas uma rosa, espero que sintas,
A intensidade das emoções, os momentos que ainda são tintas,
E se pudesse voltar atrás, te daria um jardim inteiro,
Um campo de rosas, onde nosso amor seria o primeiro.
A primeira e única rosa, agora é um símbolo de aprendizado,
Um lembrete de que o amor precisa ser demonstrado,
Que as palavras e gestos pequenos podem crescer,
E que é preciso regar o afeto para ele florescer.
Fumo que sobes, espetáculo divino,
Um vício antigo, um prazer passageiro.
Entre voltas de fumaça, eu me perco,
E por um instante, esqueço.
Mas, será que faz bem, essa paixão?
Ou é apenas ilusão?
Meu corpo clama por ar puro,
Mas minha alma pede um pouco mais.
Nas profundezas do meu ser,
Uma voz sussurra: "Pare!"
Mas a outra responde: "Sigo!"
E o ciclo continua.
Fumo, meu amigo e inimigo,
Meu prazer e meu castigo.
Um paradoxo que eu não entendo,
Um vício que eu não abandono
Minha princesa, doce presença divina,
Olhos heterocrômicos, brilho celestial.
Seu sorriso, um raio de sol radiante,
Ilumina meu mundo, acalma meu coração.
Cada olhar alheio, um ciúme que arde,
Cada palavra, um roubo de sua atenção.
Mas sei que seu coração bate por mim,
E isso me faz sentir vivo, amado.
Sua beleza, uma obra de arte sublime,
Sua essência, um perfume que me envolve.
Você é minha paz, minha alegria,
Minha razão de viver, minha eterna paixão.
Quando a ansiedade me consumia,
Você esteve ao meu lado, forte e serena.
Cuidou de mim com amor e carinho,
E me mostrou que não estava sozinho.
Agradeço por cada abraço,
Por cada palavra de conforto e apoio.
Você é minha rocha, meu porto seguro,
Minha princesa, minha rainha, meu amor eterno.
A primeira rosa que te dei,
não era só flor, era céu no papel,
um pedaço de mim dobrado em pétalas,
um suspiro que o vento não levou.
Vermelha, como o fogo do instante,
te entreguei mais que cor,
entreguei uma verdade frágil,
que pulsava no silêncio entre nós.
A cada espinho, um medo vencido,
a cada curva, um desejo guardado.
Na rosa havia histórias inteiras
que só o teu sorriso sabia ler.
Ela não murcha na lembrança,
nem perde perfume no tempo.
A primeira rosa que te dei
ainda floresce no jardim do que somos.
Dois colares, metade cada um,
como nós, inteiros no encontro,
partidos apenas para caber
nessa dança de encaixes e sonhos.
Cada curva, uma promessa;
cada contorno, um segredo.
O metal guarda o calor das mãos,
mas é no peito que o coração vive.
Quando juntos, não são só pingentes,
são mapas de um mesmo destino,
traçados em linhas invisíveis
que só o amor sabe seguir.
E, se um dia a distância vier,
que os colares sejam a ponte,
lembrando que o coração completo
sempre pulsa em nós, mesmo distante.
"O dever de todo homem deve fluir como um sentimento de missão e não como tabelas que precisam serem cumpridas para se livrar do peso provocado pela falta de essência e capacidade"
Sorrir é como se fosse o seu cartão de visita, educação e sutileza.
Um sorriso abre portas e mantém o espírito da socialização.
O tempo é um espaço aberto para curar cicatrizes que a vida nos traz, o tempo é o meu aliado a cada minuto, então irei aproveitá-lo da melhor forma possível e ser resistente quanto as circunstâncias da vida.
Erasmo R. Pérgola
O tempo é um espaço aberto para cada um criar a sua história e o seu próprio destino, muitos se perdem e não sabem usar o espaço tempo para si.
O tempo é vida aplicada em forma de expressões diversas, qual seria a sua expressão, se o tempo é viver bem?
Oi tempo
Seria o tempo um benfeitor se me permitisse ao menos uma vez controlá-lo? Ou seria eu, uma falha incorrigível por si mesma, abusando de um mediador (nunca um terminador)?
deus ou Deus: diferença?
A crença em divindades e ideias correlatas é um processo implantado e desenvolvido durante nossa trajetória de vida; contudo isto nunca representará quem somos. Nunca.
Apercebamos
Populações estão além de um amontoado de habitantes. Além de culturas. Além de sistemas. Além de problemas (inclusive para si própria). Além de.....
O que as consiste são universos.
Mais um provérbio tardio
Uma pedra não é forte por conseguir quebrar outras coisas, mas por resistir à quedas.
Definições são dadas a todo vapor para todo mundo. Todos são definidos por terceiros. É... assim funciona nosso mundo, nossa sociedade... Retome a si, resista.
Balada isolada de cores
Meus sentimentos levitavam em um breu recheado de desesperança, receoso de si próprio. Tentava segurar-me nas relvas que deparava, mas nada era páreo para a revanche... que me assolava.
Fingi-me morto quando na verdade nem tinha luz.
Joguei-me triste pelos cantos quando na verdade estava em sobrevida.
Encarei-me já na esquina, não havia mais como atravessar a rua.
O hiato e a ponte
Quero escrever algo com que eu me orgulhe mas no hiato entre um trabalho e outro nada sai, nem se quer uma gota de tinta e é insuportável. A mente está vazia, isso é um tanto preocupante e discuto comigo mesma tentando achar algo com que prenda, mas nada a interessa e procurar esta sendo cansativo. Não sei nem porque me doo tanto na escrita se quando não vem sinto tanta raiva que chego a quebrar o toco de lápis e rasgar os papéis que não tenho com tanta facilidade nesse mundo de meu Deus. Há quem diga que a escrita é um caminho sem volta. Bem como se o lápis tivesse passado a borracha na ponte do não saber e o agora. Agora que escrevo sinto a necessidade de escrever mesmo sem ter o quê, e isso irrita. Será que outros escritores se sentem assim ou só eu? "Qualé anne! O mundo não gira em torno de você..." Será que alguém se sente como eu?
"Não julguem as pessoas amargas, aquelas chamadas de "mal amadas", elas devem ter um motivo de não serem felizes.
Já parou pra pensar?
Não as torne mais infelizes."
Força de Vontade
Nenhum sacrifício é eterno, um dia todo mundo que luta e corre atrás consegue chegar no topo da escada.
Mostre sua existência
Às vezes, a gente esquece que estar aqui já é, por si só, um milagre. Em meio a bilhões de possibilidades, fomos escolhidos pela existência. Não por acaso, não por sorte, mas porque havia um espaço no universo exatamente do nosso tamanho.
Mas existir vai além do corpo. É também presença, sentimento, memória. Tem gente que passa a vida toda sem de fato se mostrar — camuflada na rotina, sufocada por medos, escondida dos próprios sonhos.
Um dia desses, me peguei olhando o céu. E pensei: será que o universo me vê? E se vê, será que sabe que estou aqui? A resposta veio silenciosa, mas certeira: o universo só te escuta quando você grita com o coração aberto, mesmo que em silêncio.
Por isso, vá lá fora. Sinta o vento, encare o céu com a coragem de quem quer ser visto. Diga, sem medo: eu existo! Mostre-se, mesmo que tremendo. Dê um passo, mesmo que pequeno. Porque quem se mostra ao mundo, encontra espaço dentro dele.
Você está aqui. E isso basta para que o universo te escute.
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