Poemas de Perdoar o Amor
PRECISO...
Preciso de um amor que venha de mansinho e sem pedir licença invada meu coração.
Alguém que me surpreenda, arrebate, me faça acreditar que ainda é possível ser feliz.
Procuro um amor que seja verdadeiro, que me tire do chão e me faça flutuar...
Que me aqueça a alma, me complete, me baste e me inspire a cada dia a ser alguém melhor.
Preciso de um amor que venha sem medo, que venha por inteiro e esteja disposto a ser feliz comigo.
Preciso de um amor, de um amigo, de um cúmplice, de um parceiro para todos os momentos dessa vida. Que entenda a importância da tolerância e da reciprocidade, do respeito e do cuidado, da devoção e dedicação para com seu parceiro.
Preciso de um amor sem pudores, sem vergonhas, sem limites, sem mais e poréns. Alguém que ouse ir sempre além, capaz de ir atrás da lua antes mesmo de eu pedir.
Preciso de um amor sincero, desmedido, puro, disposto a criar um refúgio dentro do nosso abraço.
Procuro um amor com olhar acolhedor e sorriso envolvente. Aquela pessoa que faça meu mundo mais florido e colorido.
Alguém que me faça sentir confortável ao teu lado, e principalmente orgulhosa de tê-lo por perto.
Preciso apenas de alguém que me ame e saiba dar o meu devido valor, que dentre outras opções escolha ficar, porque sou única.
Alguém que escolha segurar minha mão e esteja disposto a enfrentar as adversidades que surgirem.
Preciso de alguém que me enxergue como alguém importante demais para se perder.
Porque da minha parte ele terá tudo isso, e um pouco mais.
ILUSÃO
Eu criei uma ilusão em minha mente...
Achei que havia um grande amor para viver com você!
Seus pequenos olhos me trouxeram felicidade,
Seu sorriso me trouxe um lindo arco íris de possibilidades após uma enorme tempestade.
Tinha certeza que você seria a imperatriz do meu reino...
Decidi escrever poemas para te mostrar como você me inspirava.
Esperei você se libertar das amarras que te prendem a uma vida desmedida de mentiras.
Mesmo dizendo o quanto você era especial, você preferiu fingir que não viu!
Idealizei novos horizontes para nós, novas possibilidades, um novo amanhecer...
Ser feliz é uma estrada sem fim, e embarcar nessa viagem rumo à felicidade ao seu lado seria incrível.
E o que me cansa e me deixa enraivecida? É você não ter dito NADA, você apenas ignorou a situação por medo.
Agora o que me resta é te esquecer e te deixar seguir seu caminho de frustação.
Hoje sigo com esse vazio de você, sem saber te perder!
Guarde bem todo o amor que te dei, porque você não encontrará outro alguém como eu.
Quando você se der conta do erro que cometeu, será tarde demais!
Um amor em nova Iorque,
Uma saudade no Brasil.
Castigando severamente quem ficou,
Incomodando quem partiu.
O amor e o mar,
Tem tantos mistérios,e muito em comum.
Amor
O mar
A mor
Ar mo
Mora
Entre eles infinidades.
"Amor nos traz felicidade
Raiva nos traz tristeza,
mas Indiferença adoece
o corpo e destroça a alma"
"O amor é como um
pássaro, por suas asas.
As vezes voa pra la, voa
pra cá, e depois volta
pra casa."
Bom dia, Sexta-feira Santa!
Que hoje seja um dia de
paz, reflexão e gratidão
pelo amor de Jesus por nós.
Ele mesmo levou em seu corpo
Como se leva o amor?
Se leva nas mãos que servem
nos conselhos que acalmam
no sorriso que incita
na palavra que apoia
se leva nos pés apressados
para erguer o caído
e amparar o ferido
na carne ou no coração
nos braços que acolhem
nos olhos que brilham
que em silêncio revelam
o bem que não olha a quem
a harmonia que alenta
a paz na alma de alguém
O amor que se leva
é o mesmo que traz
de um homem ao outro
a vida a pulsar
Num pouco de fé
Na esperança de amar
de todos os povos
unidos na justa
e perfeita razão
vibrando em cada batida
de um nobre coração
a centelha mais ímpar
de toda emoção
alinhada ao Todo
em perfeita conexão
O amor não tem lados, o amor está no centro de tudo, é o equilíbrio em cada ser que o manifesta em palavras e ações.
Por isso o coração tem suas razões, a mente suas dúvidas, e o poder de escolha em nossa consciência.
Assim movimenta o homem a humanidade com seus efeitos colaterais!
Mas é o que mais se inclina para o bem que encontra seu ponto de fixação no centro de tudo: o amor!
Amor tardio amor...quem compreenderá?
Primeiro o reverso, a repulsa, o não olhar...
Depois o costume, a indiferença no ar...
Num dia qualquer olhares se cruzam
e na exata frequência cintilam os dois...
Tardiamente...mas pontual!
Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.
Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser.
O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído.
Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada.
E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.
O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.
Quando o perdão liberta antes do amor.
Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.
Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.
É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.
Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo II
— O Amor que Ninguém Vê.
“Há dores que têm nome de silêncio. Há amores que desfalecem no escuro.” Camille Monfort.
Ela ainda estava lá.
Não no tempo, nem na fotografia que amareleceu sobre o piano que já não toca mas em mim.
Nas dobras encharcadas da memória, onde até hoje a musselina da tua ausência dança, viva, como um véu de névoa sobre a ferida que não cicatrizou.
Teu nome, Camille, é agora um sussurro que me rasga por dentro —
e não há mais quem o ouça,
senão os fantasmas que deixaste quando partiste.
Nunca soube se foste amor ou febre.
Talvez um delírio.
Ou o último lampejo de beleza antes do colapso.
Tua presença era feita de sombra líquida, de olhos que atravessavam as paredes do mundo e diziam coisas que minha razão jamais soube traduzir.
Na tua boca morava um lamento antigo, como quem tivesse amado demais noutra vida e voltasse para cobrar os restos.
E eu —
tão sóbrio, tão lógico, tão homem —
me vi desfeito no avesso da razão.
Como se tua aparição tivesse escancarado em mim uma porta que dava não para o céu, mas para o porão da minha própria alma.
E lá, entre espelhos rachados e cartas nunca enviadas, te reconheci:
não como um anjo —
mas como a mulher espectro que me revelou tudo o que eu escondia de mim.
Foi amor.
Mas desses que ninguém vê.
Porque amar-te era uma doença sem nome,
um ritual sem altar,
uma febre que só ardia quando a cidade dormia.
Não, Camille, tu não foste feita para os olhos do dia.
Tu eras para ser lembrança,
para ser poema escrito com sangue no diário de quem nunca será lido.
E por isso permaneces viva —
não na realidade que nos negou,
mas nos reconditos mais obscuros de mim, onde ainda habita o menino que chorou quando você não veio.
O que mais dói não é o amor que acaba.
É o amor que ninguém viu ou sentiu nascer.
“Nenhuma dor é eterna. Toda sombra cede à luz do amor.”
Que saibamos, com coragem e ternura, olhar para dentro, reconhecer nossas sombras e acender em nós a chama da renovação. Pois a Reforma Íntima é o verdadeiro caminho da paz aquela que o mundo não pode dar, mas que o espírito em evolução pode alcançar.
AMOR QUE VIVO NO ALTAR DA DISTÂNCIA.
"Se amas um anjo que nunca tocarás,
não é pecado — é arte.
Mas que tua alma e esse amor, mesmo assim,
não morra no altar do impossível.
Porque há infernos que só existem
quando esquecemos que somos dignos do paraíso."
“O Segundo e a Eternidade”
Ah… senhorita… que o amor nos dure, ainda que por um átimo suspenso na vastidão da eternidade.
Há instantes que transcendem a métrica dos relógios e dissolvem-se nas frestas do absoluto. Foi o teu olhar cintilante como a reminiscência de um sonho antigo que interrompeu a marcha indiferente do tempo. Em um só segundo, o cosmos se deteve, perplexo diante da silenciosa liturgia do encontro.
Nenhuma ciência decifra o segredo contido nesse breve estremecimento da alma. O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. O amor, senhorita, é o único viajante que atravessa a fronteira entre o ser e o nunca mais e sobrevive.
Há paixões que não se perpetuam, mas deixam, na memória, o vestígio do inextinguível. Elas não se medem pela duração, mas pela intensidade com que rasgam o espírito. E talvez, ao findar o instante, reste apenas as chagas imaterial de algo que ousou existir.
Assim, se o destino for avaro em horas, que nos conceda ao menos um segundo aquele em que o teu olhar reconhece o meu e o universo, por piedade, suspende o próprio giro.
Porque, afinal…
Há amores que, mesmo breves, condensam o infinito e esse é o milagre silencioso que apenas o coração compreende.
