Poemas de Mario Quintana Felicidade Realista
Uma coisa inexplicável: no Brasil as pessoas são obrigadas a votar, pensam que têm direito ao voto e ainda falam que vivem em uma grande Democracia.
𝑂𝑢𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑖𝑎 𝑜 𝑃𝑎𝑝𝑎 𝑒𝑥𝑜𝑟𝑡𝑜𝑢 𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎 𝐼𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝐶𝑎𝑡𝑜́𝑙𝑖𝑐𝑎 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑒𝑟 𝑎𝑠 𝑝𝑟𝑜́𝑝𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑓𝑎𝑙ℎ𝑎𝑠 𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑎𝑟 𝑠𝑢𝑎𝑠 𝑓𝑒𝑟𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑛𝑎𝑠. 𝐸𝑙𝑒 𝑒𝑠𝑞𝑢𝑒𝑐𝑒 𝑞𝑢𝑒 𝑚𝑒𝑛𝑡𝑖𝑟 𝑒 𝑒𝑥𝑡𝑜𝑟𝑞𝑢𝑖𝑟 𝑛𝑎̃𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑎́ 𝑛𝑜 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑜 𝑑𝑒 𝐷𝑒𝑢𝑠 𝑛𝑒𝑚 𝑙𝑖𝑣𝑟𝑎 𝑎 𝑖𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝑑𝑜 𝐼𝑛𝑓𝑒𝑟𝑛𝑜.
A ingratidão e desprezo são a maior tristeza de uma mãe que se anulou para viver para e pelos filhos, tudo ficou para o amanhã que nunca aconteceu,o futuro chegou e junto a frustração e tristeza em ver que nada valeu a pena, que viveram e cresceram em cima de mim, tiraram meus natais,nunca me deram um aniversário ou um bolo sequer,e apenas espero chegar o fim sem dor,sem medo e apenas Deus junto de mim. Que Deus me abençoe! 25/09/2026
"NUNCA DÊ DESCULPAS ESFARRAPADAS, ENFRENTE OS PROBLEMAS, NÃO SOSSEGUE ENQUANTO NÃO RESOLVER" Ademar de Borba
O tirano deve sempre mostrar um zelo incomum no culto aos deuses; pois os cidadãos têm menos medo de sofrer injustiças de um governante se acham que ele é religioso e respeita os deuses, e conspiram menos contra ele, julgando que ele tem os próprios deuses ao seu lado. — ARISTÓTELES, Politica,Livro V
Se eu nascesse em uma família hindu na Índia, poderia crescer ouvindo histórias de diferentes divindades e aprendendo outra maneira de interpretar o universo. Se nascesse em uma família budista, provavelmente receberia outra estrutura espiritual. E, se crescesse em um ambiente profundamente secular, talvez religião sequer ocupasse espaço significativo na minha formação.
Fé não é propriedade privada de nenhuma religião
Se Deus criou seres humanos diferentes, talvez a pergunta mais importante não seja “qual religião você segue?”, mas “que tipo de pessoa você se tornou?”
Até que ponto aquilo que chamamos de “verdade religiosa” é uma escolha livre e até que ponto é consequência do lugar, da família e da cultura em que nascemos?
Essa associação automática entre presença física no templo e presença de Deus na vida é questionável. Jesus criticou repetidamente pessoas que cumpriam práticas religiosas externamente enquanto o comportamento delas não correspondia ao que professavam. Em Mateus 23, por exemplo, ele faz críticas bastante duras aos religiosos que demonstravam aparência de piedade enquanto negligenciavam aspectos fundamentais da justiça, misericórdia e fidelidade.
Uma hipótese filosófica perfeitamente possível: e se a consciência depender inteiramente do cérebro e, quando o cérebro deixa definitivamente de funcionar, a experiência subjetiva simplesmente termina? Nesse cenário, sonhos, vultos, pareidolia, sensação de presença e até experiências espirituais aconteceriam enquanto o organismo ainda está vivo, porque é durante a vida que existe um cérebro produzindo experiência.
Às vezes esperamos que Deus se manifeste através de algo espetacular: uma luz, uma voz, uma aparição, um sinal impossível de ignorar. Só que a experiência religiosa de muitas pessoas é justamente o contrário. Não há espetáculo. Há silêncio. Há uma situação aparentemente sem saída e, depois, existe um novo dia.
Perceber uma figura numa sombra, enxergar rapidamente um vulto pelo canto dos olhos ou sentir alguma presença não demonstra que exista um espírito ali. O cérebro humano é uma máquina extraordinariamente eficiente em encontrar padrões. Às vezes tão eficiente que encontra um rosto onde existe apenas uma cortina mal iluminada. O cérebro prefere inventar um significado a olhar para uma mancha e declarar: “não faço ideia do que é isso”. Pequeno dramático.
A ciência, até hoje, consegue estudar a consciência enquanto existe atividade cerebral. Ela consegue observar relações entre estados cerebrais e percepção, memória, sonhos, emoções e experiências subjetivas. Mas a pergunta fundamental permanece aberta: a consciência é produzida pelo cérebro ou o cérebro é, de alguma maneira, um instrumento através do qual a consciência se manifesta?
Não temos uma resposta definitiva.
Durante o sono, nosso cérebro produz experiências extremamente convincentes sem que exista necessariamente um estímulo externo correspondente. Podemos conversar com alguém que morreu, visitar lugares impossíveis, sentir medo, amor, dor, saudade e até experimentar uma presença com uma realidade emocional impressionante.
“Deus pode muito bem ter feito todos nós para viver determinado tempo e depois ir embora, desintegrando-nos para sempre.”
Talvez aquilo que chamamos de “contato espiritual” seja uma experiência produzida pela consciência enquanto estamos vivos.
