Poemas de Luto
poema à vida
fiz minha trouxa
fui atrás da felicidade
tão absolta
pelo caminho
nele encontrei você
fechei os olhos
pensei que seria
só um sonho
até me belisquei
tive a certeza
você existia na
minha existência
tudo fez sentido
voltei às cores
tudo vida
Poema : Senzala
Autor : Wélerson Recalcatti
Por tantos dias estive neste calabouço de ferro
Navegando nas águas salgadas do mar
Finalmente esta longa viagem encerro
Espero que o sofrimento não tarde passar
Exausto desta terrível incerteza
Saudades de casa, não sei se vou voltar
Maltratado pela mão sanguinária burguesa
As marcas no corpo me fazem sangrar
Que cruel destino a que fui exposto
Nunca imaginei tamanho sofrimento
Ainda vertem as lágrimas frias do rosto
Mas na minha fé ainda busco alento
Faço minha oração a Deus implorando
Mas sou um dos poucos que ainda tem fé
Suplico pelos irmãos que não estão orando
Pois quase nem conseguem ficar em pé
Eu digo a vocês que se houver um Deus lá em cima
O homem maldito então terá que pagar
Pois nas costas negras ele tanto assina
Com seu chicote de aço que vai castigar
Entre sangue e lágrimas eu caio no chão
Frio e sem vida, de corpo a mortalha
Devastado pelos traços desta escravidão
Repouso no silêncio mortal da batalha
Onde deixo este mundo preso às correntes
Minha alma não vive, minha boca se cala
Morro então neste sangrento ambiente
Entre as paredes escuras desta imunda senzala
"TODO É POESIA "
Manhã de domingo,
pão de sal quentinho
na chapa,
café adoçado ao gosto,
Saulo Fernandes cantando,
tão sonhadar,
e a preta amada vestido o biquíni para desfrutamos das areias de São Tomé e seu mar calmo.
Quero leveza
Suavidade na alma
Me vestir de poesia
todos os dias
Me inspirar em pensamentos
leves e soltos
Me despir das tristezas
Descrever o que sinto em plena harmonia
Esquecer a maldade desse mundo
e de todas as vezes que me ví no chão
Talvez assim...
Consiga minha cura
Minha paz
Minha libertação
Amenizando o que me pesa e essas
dores no meu coração.
A Lua
E Ela era feita de tudo de bom que existia:
vinhos, música, poemas,
sabores, aromas, amores,
verdade, mistério, humores,
luar, sentimentos e magia.
Diversidade das Cores
"A vida se torna um poema, escrito com as tintas da alma, sobre um papel velho e manchado."
Frases
Poesia,
nome: O conforto que você me traz.
O conforto que eu sinto ao ouvir sua doce voz; é algo que eu não consigo explicar.
Ao seu lado eu sinto uma paz inexplicável; Ao seu lado eu sei como é ser amado. Na sua presença se encontra um conforto que eu só senti naquela manhã fria de agosto.
Ao seu lado tudo se melhora;
em casa eu fico a contar as horas,
só para poder lhe encontrar,
e novamente poder te amar.
O conforto que eu sinto ao seu lado é algo tão perfeito, tão qual a sua companhia em nosso leito!
Obrigado por existir em minha vida; agradeço a sua companhia; sei que não sou perfeito, mas te amo do fundo de meu peito. Eu vos amo, sempre amarei; tu és minha rainha e eu vosso rei. Eu lhe amo, minha querida!
" Nenhuma obra de arte de Vincent Van Gogh, consegues ser mais bela que o vosso sorriso.
E nenhum tecido de luzes celestes; tens o brilho que vossos olhos carregam."
O que é o poeta?
Seria a poesia?
Qual o caminho?
Será em direção aos espinhos?
O que é a vitória?
Passar por cima de quem sonhou?
O que é a derrota?
Ser esmagado por quem ganhou?
Quem ganha perde por dentro,
Se quando quem perdeu ganhou sua flor?
E quando o vento espartilha tua alma no chão?
Isso faz você chorar ou te faz um sonhador?
E se no ponto de interrogação,
Morasse a resposta e a paixão?
E se na dúvida,
Surgisse sua maior criação?
E se na morte,
A vida valesse a pena?
E se na vida,
O poeta rasga a pena?
E se?
Não sei lhe responder,
Tentei viver, tentei morrer.
Em quantas perguntas meu eu se corromperá?
Por quantas luas terei que aguentar?
✨ Poema — Raízes e Saberes ✨
O agricultor planta o pão,
com suor, com fé, com chão.
Da terra brota o sustento,
trabalho puro, alimento.
O professor planta a ideia,
faz da mente fértil a seia.
Do saber nasce a esperança,
colhe-se luz, confiança.
Um cultiva o corpo e o dia,
outro, o sonho e a poesia.
Ambos regam, com valor,
a justiça e o amor.
Pois sem campo e sem lição,
não há vida nem nação.
O agricultor e o professor —
raízes do mesmo valor. 🌾📚
Poema: A resiliência de uma mente que transborda!
Autora: Tanile R. Silva
Eu já morri algumas vezes
Não teve sangue
Não teve velório
Não teve silêncio.
Teve dor, choro
Angústia e vazio.
Foi possível encontrar
Lágrimas
Vergonha
Culpa
Medo, e arrependimentos, daqueles que a solidão cria voz e domina o presente, enchendo o mesmo de perguntas e incertezas.
Eu não me reconhci.
Eu só reconhecia o que ecoava em meu vazio.
As vezes, a gente morre, mas continua existindo.
Buscando por força e sonhando com a superação.
Consegui me encarar frente ao espelho
Encontrei sentido através de uma memória doce, de um sábado ensolarado, em um campo floriu.
A esperança se torna o oxigênio da teimosia.
O sorriso, a tranquilidade da alma.
As palavras, os reflexos da mente que transborda.
E o pulsar do coração que bate, reflete a alma em resiliência.
Breu Noturno (poema sem o emprego da letra "A")
Juvenil Gonçalves
No breu escuro do monte
surdiu frio, eco vil.
Corvo rondou horizonte,
som sinistro surgiu.
Luz morreu, céu se nublou,
sino dobrou no terreiro.
Vento feroz ribombou,
tudo gemeu por inteiro.
Cemitério com rumor,
osso seco rolou no piso.
Olho turvo brilhou no torpor,
eco curto feriu o juízo.
No silêncio rito frio,
corpo morto tentou surgir.
Sopro bruto trouxe o estio,
ninguém vivo ousou sorrir.
Sou o poema que você não leu direito
Não me leia em voz alta.
Minhas sílabas têm espinhos.
E você sempre foi pura demais
pra sangrar desse jeito.
Eu tentei te caber.
Dobrei meus cantos,
Desmontei os móveis da alma,
Apaguei os quadros da parede
Pra ver se você entrava sem tropeçar.
Mas você preferiu as janelas,
E fez de mim uma porta trancada por dentro.
Você me lia como quem folheia bula,
Procurando efeitos colaterais
Pra justificar sua desistência.
Eu sou o poema que você fingiu entender.
O verso que você sublinhou
Só pra parecer que sentiu.
E acabou me apagando
Deixando apenas o papel marcado.
E agora você me olha
Como se eu tivesse sido tempestade demais
Pro seu guarda-chuva de pano.
Quando na verdade
Você que era feita de papel.
Não me peça explicações.
Agora sou o que sobrou
Do versos alagados
Que vazaram pelos olhos.
Você nunca me leu direito.
E agora quer tradução
para um idioma que você mesma inventou gírias?
Só te perdoo porque também não me entendo.
Só sei que doeu.
e que ainda dói
Mas agora, é voce quem vai sentir!.
Edgi Carvalho
Poema: "Minha cama"
Se minha cama pudesse sentir, sentiria em seus lençóis cada lágrima que deixei cair.
Se minha cama pudesse ouvir, ouviria cada palavra quebrada e medos que guardo só pra mim.
Se minha cama pudesse me consolar, me consolaria com seus travesseiros que não julgam, abafando o som da minha dor.
Se minha cama pudesse falar, talvez não dissesse nada. Ficaria ali comigo, quieta e imóvel mas presente, única testemunha do meu sofrer.
Poesia psicológica (pelo dia do psicólogo)
Com Wundt e James a Ciência Psicológica começou
Com outros teóricos então se consolidou
Freud, Jung e Skinner agregaram
Depois Klein, Piaget e Nise também legaram
Veio Rogers, Beck, Bock e a história continuou
Como abordagens tem a Psicanálise do inconsciente
Tem a Junguiana com os arquétipos presentes
O Behaviorismo traz o estudo do comportamento
Na Gestalt o aqui-e-agora é fundamento
E na TCC as crenças são evidentes
Nas áreas a Clínica é habitual
Tem a Neuro, a Jurídica e a Social
Esportiva, Comunitária e Hospitalar
Psicomotricidade e também Escolar
Tem ainda de Trânsito e Organizacional
Estuda os transtornos e questões emocionais
Estresse, luto, comportamentos disfuncionais
TEA, surto, isolamento, depressão
Burnout, pânico, trauma, negação
Fobia, ansiedade, dificuldades relacionais
As técnicas são profusas e variadas
Habilidades sociais são treinadas
Tem RPD, Escuta ativa, Psicoeducação
Arteterapia, Reforço positivo, Livre Associação
Relaxamento, Caixa de areia e figuras analisadas
O glossário é relevante e abrangente
Terapia, anamnese, id, paciente
Intervenção, insigh, afeto, cognição
Ego, self, catarse, percepção
Sigilo, setting, gatilho, mente
A Psicologia favorece o meditar
E enxergar os conflitos com um novo olhar
Ajuda a compreender as emoções
Acolhe no silêncio e nas tensões
Promove o crescimento da pessoa e seu bem-estar
21/07/25
Pelo visto
ainda sonhas:
Transpirando poesia,
fez da rima
tua fiel aliada,
para conseguir expressar
o que dificilmente
as mãos tangiam.
Nessa poesia que é a vida, são tantas emoções que por vezes o coração enlouquece.
Encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção pode ser uma inconstância destrutiva, vamos aprendendo com erros a acertar no que nos faz bem.
Garantias de acertos não existe, mas com certeza vale muito a pena arriscar de vez em quando e pagar para ver o resultado.
Você sabe que deu certo, depois de se lançar no escuro e pagar para ver.
A vida é um constante aprendizado no qual o perdedor é sempre aquele que não se arriscou.
Pensamento de Islene Souza
Persigo as estrelas em vão
Busco poesia no silêncio da meditação
Só tenho você entre minhas mãos
Me coloco como coadjuvante,
Mas na verdade, sou fiel — protagonista da emoção
“Gelo” — Análise de um poema de Priscila Mancussi
Poema de Priscila Mancussi
*“Imenso, perturbador e inquietante
Silêncio instigante
Provoca medo
Revela segredos
Intenta os pensamentos
Com o som do nada
Apenas o vulcão de dentro
E as próprias conclusões
Frio, sobe pela espinha
Arde o gelo desse silêncio
Mudo, distante e cruel
Deixa o fel
Amargo e doce
Dói mas responde
Sábio e perspicaz
Silêncio voraz.”*
Sobre mim
Oi, sou a Valkíria, professora, pesquisadora e escritora. Hoje trago a análise de um poema de Priscila Mancussi, em que o silêncio é protagonista e se revela como força paradoxal.
Agora minha análise
No poema “Gelo”, Priscila Mancussi transforma o silêncio em personagem denso e multifacetado. Ele não é apenas ausência de som, mas presença inquietante que instiga, assusta e obriga à reflexão. O verso “Apenas o vulcão de dentro” mostra como o silêncio externo abre espaço para erupções internas, conduzindo o sujeito às próprias conclusões.
O frio que “sobe pela espinha” e “arde o gelo desse silêncio” reforça a dualidade: o silêncio é ao mesmo tempo doloroso e revelador, cruel e sábio, fel e doçura. É um silêncio que corrói, mas também ensina.
A força do poema está em reconhecer que o silêncio, ainda que perturbador, pode ser mestre. Ele desnuda, obriga a olhar para dentro e, por isso, se torna “sábio e perspicaz, silêncio voraz.”
Priscila Mancussi, nesse texto, nos lembra que muitas vezes não é o ruído do mundo que mais pesa, mas o silêncio que nos confronta com nós mesmos.
