Poemas de Luto
" No vacilo que a realidade dá a gente faz de conta que é feliz e que é feliz pra sempre" poesia arnaldiana
Quando a primeira impressão é ruim eu troco o cartucho, eu pago de novo dez centavos, ajeito a letra troco a folha dou um tapa na impressora. Não sou desses que já boto um basta na primeira, eu tento repito, retento digo até que meu olhar errou, testo retesto, assopro como meu pai me ensinou ao tentar desatar aqueles nó de marinheiros que se tenta dar na vida eu desfaço qualquer mal entendido eu faço pedido não coloco barreira pra o novo pra o velho pra o que vem de longe ou o que esteve o tempo todo ao meu lado e por descuido ignorei eu não sou de rasgar o verbo prefiro costurar as palavras. Não brinco de trava língua com amigos eles sempre me fizeram ser língua solta palavras presas são palavras mortas, eu sempre cito eu ressuscito, eu dou a mão eu dou o colo eu até imploro, estiro o braço eu volta e meia dou abraço eu estou no raso mas se quiser eu vou pro fundo eu movo o mundo, eu fico são eu só não fico na primeira impressão.
Aí faremos assim marcamos de nos encontrar lá no acaso e se por acaso der certo não vai ser nem planejado nem sorte, nem coincidência nem destino. Vai ser amor.
"Percebi que tava tudo errado quando achava bom conversar 40 minutos com um estranho que sentava na cadeira ao lado no ônibus, enquanto amava não ter que falar com a pessoa que dormia à noite toda no outro lado da cama".
[...] Meu coração é tão leve que ele não tem peso. Ele esta sempre se elevando e preenchendo outros espaços. A gravidade nunca conseguiu leva-lo ao chão...
(...) Não me desconcerto fácil. Vivo me revisando e estou sempre me consertando... Me fechei para balanço.
Sei que você vai voltar pra ela. Isso é fato. Só não sei o que eu vou fazer quando esse dia então chegar. Talvez eu me descabele, ou talvez finalmente entenda que você nunca serviu pra mim.
Uma verdade tecnológica. Um mundo indizível de se viver, mas que se pode compactuar sentimentos vagos, sem presenças, firmados por ausências, onde o fator regrado é ser abstrato, por não ser concreto os sentimentos. O relacionamento virtual só é válido, enquanto perdurar a conexão. A uma relação flutuante, vazia e fria, é o que se atem a maioria dos desconexos da realidade.- Almany Sol
[...] Como tudo que toca, adoro quando há uma discussão muito inteligente daquelas em que se deixa as palavras, ficando apenas o silêncio.
A vida vem... Voa na sua cara, passa diante de seus olhos e você fica ai preso ao chão, como se estivesse numa camisa de força. Respire novos ares. Não se sufoque na fadiga olfativa de sentir sempre o mesmo cheiro da mesmiçe de sua vida. Ei! Condicione sua alma. Dê um duplo twist carpado. Tente planar nos ventos que sopram de outros horizontes. (...)
[...] Minha vida esta tão monótona que estou sempre me plagiando. Estou sempre me nocauteando, antes que eu caia de maduro.
Nessa atmosfera de paixão vem sempre uma brisa soprar no meu rosto. Nesse vendaval de sensações todo um microclima é feito no entorno desse encanto. Se seu coração estiver frio. Se aqueça e entre no clima do brilho dos meus olhos. [...]
Quando estamos apaixonados a vida nos eleva como plumas. Não que estejamos leves. A vida é que nos leva levemente, pois não há o peso de não amar. (...)
Gosto de escrever para que depois eu possa ler, e ver que os sofrimentos todos passam e que os sentimentos sempre se modificam.
_ De todos que beijei _ De todos que me abraçaram _ De todos que abracei _ São tantos que me amarão _ São tantos que amei . . _ Mas tu _ Tu que jamais beijastes _ Tu que jamais abracei _ Só tu nesta alma ficaste _ De todos que amei...
