Poemas de Luto

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⁠Vaso de girassol

Pego o meu regador e vou em direção a minha janela
É onde está o meu vaso de girassol
Ele me deixa feliz

Alimento-o com o meu regador
Lhe entrego metade da minha água, mas ele não está saciado
Então eu derramo toda a minha água nele

Mas ele pede mais e mais
Me desespero, não tenho mais água para ele
Viro o meu regador e deixo todas as gotas caírem
Não tenho mais, mas ele quer mais

Me ajoelho e peço seu perdão
Eu cuido dele, adubo, dou todo o meu amor e minha água
Mas ele não dá nada em troca
Nenhuma flor ou um sorriso

Não importa o que eu faça
A culpa é minha

Será que toda a minha atenção não é o suficiente?
A minha água é pouca?
Lhe dou amor em excesso?
O seu solo é ruim?

Ainda ajoelhado, começo a chorar dentro do vaso
Ele parece estar feliz com o meu sofrimento
Se chorar é o requisito necessário para deixa-lo feliz, então é isso que irei fazer daqui em diante.

Inserida por pakashawomman

⁠Anjo
Pego a minha lâmpada, agora apagada
Vou em direção a minha janela, encarando o céu
E dele desce um ser com uma luz branca ardente, mas ainda consigo enxergar as suas magníficas asas

Ele me entrega uma nova lâmpada, acessa
Eu a pego e agradeço, e ele vai embora

No dia seguinte, eu faço a mesma coisa
No outro também
E mais outro dia

Novamente, vou a minha janela com minha lâmpada esgotada
Passa um tempo e o meu anjo não vem
Esperei toda a madrugada por ele

Cansado, me sentei no chão e abri a minha lâmpada, buscando acende-la
Se passa várias madrugadas
E eu finalmente consigo acende-la
Sem precisar da ajuda daquele ser divino
Posso acender as minhas lâmpadas eu mesmo agora.

Inserida por pakashawomman

⁠Barco a vela
Dentro do meu barco, começo a remar
Numa direção reta
A ignorar a vela que estava presente no mesmo

Manusear um barco é mais difícil do que eu pensava
Perco o meu equilíbrio e o meu barco vira
Caio na água, que surpreendentemente não estava gelada

Puxo o meu barco e retorno a uma superfície
Subo nele de novo e volto a remar
Mas não tem progresso, a correnteza está puxando o meu remo

Luto contra ela, mas depois de tanto tempo, minhas mãos enfraquecem e soltam o meu remo
Entro em desespero, agora não tenho como controlar o meu barco

Então o vento vem e movimenta aquela vela do barco que antes não me tinha utilidade
Começa a ir em uma direção que eu desconhecia
Mas não deixa de ser linda

Ilhas que eu nunca vi
E provavelmente nunca veria
Se eu não tivesse largado
Aquilo que me prendia.

Inserida por pakashawomman

⁠GERMINAR

Sem respiração.
Então,
Te aviso de antemão
Que este verso será vão!
Mal cabe na palma da mão,
Que dirá em meu coração.
Gostaria mesmo que fosse grão
Para germinar neste chão.

Don Tiago da Rocha Sales Piauhy, Sampa, Sp, Outubro/2015

Inserida por dontiagomaior

⁠CURTA.

Escrevo coisa com coisa.
Não digo e repito.
Nessa sanha de por para fora,
Rumino. Insisto.
Palavras me concretizam,
Me imortalizam,
Até sensibilizam.
Mas são definições.
E o que se define?
O rio que vejo agora é outro.
O tempo, corre sempre solto.
De nada se tem controle.
De tudo se quer um pouco.
Mas o que se tem de fato, é cova.
Ainda assim vou sorrir.
Cantar agora neste instante.
Seja na chuva, no sol, na lama.
A ferro e fogo não!
Paciência.
Para se viver é preciso morrer, não é?
E se morre de repente.
Se vive, constantemente.
Na maestria da vida, tudo está certo.
Nada fora do lugar.
É no perfeito caos que se pode achar harmonia,
E na mais perfeita harmonia, dar de cara com o caos.
Então, vivamos quietos.
Quietos, mas não cegos, sem sensibilidade alguma.
Acreditando sempre,
Pois quando não se crê mais em nada,
Nada pode não mais ser.
E o que eu sei da vida?
Apenas que ela é curta.

Don Tiago da Rocha Sales Piauhy - São Carlos, Sp, Março/2014

Inserida por dontiagomaior


GATINHO MATREIRO

Coitadinho do gatinho
Vejam só onde foi encarapitar
Saiu correndo assustado
Se embrenhou no primeiro lugar
que veio a encontrar
Quem será o responsável
por tão radical aventura?
com certeza algum malvado
Deve tê-lo posto a correr
Ah, gatinho matreiro
você pode ser ligeiro
mas perigas de cair
quando a viagem começar
Então gatinho aventureiro
Melhor se conformar
Vai descendo de mansinho
Novo esconderijo encontrar

edite lima 60

Stembro/2022

Inserida por editemendes

Como sinto um pesar em meu coração
No momento em que tive que deixar a minha amada
Mas eu nunca me esquecerei dela afinal como poderia?
Como poderia eu esquecer daquelo sorriso em que eu fico paralisado e atordoado quando eu vejo?
Como poderia eu esquecer daqueles lindos cabelos que parecem a mais preciosa seda?
Como poderia eu esquecer dos beijos doces que pareciam mel?
Como poderia eu esquecer do seu abraço que me confortava quando estava eu aflito?
Como poderia eu esquecer da sua linda voz que me acalmava e me trazia plena paz?
Como poderia eu esqucer sua beleza angelical que me fazia viajar pelas mais lindas flores de um belo campo?
Como poderia eu esquecer...

Inserida por Fael77777777

⁠Uns, apenas enxergam. Outros, tudo sentem. Estes? São poetas. Aqueles? São sentidos pelos poetas que os transformam em versos.


O poeta sabe que na arte da inspiração há uma ação que pira, mas não é ira. É apenas uma expiação.

É PRIMAVERA OUTRA VEZ

⁠E a chuva continua...
Lenta ...madornenta
Com a chuva
veio também o frio
a chuva trouxe a primavera
ou a primavera trouxe a chuva
O ar é frio
Silencioso
Ando pelas ruas
Parece que o tempo parou
Chove chuva
Chove lentamente
Molhe meu rosto sombrio
este meu ser despenteado
nesta manhã cinzenta
de primavera hostil
As árvores na praça
silenciosas
recebem o beijo da chuva
pétalas caem no chão
sentindo
o cheiro de terra molhada
Que o vento leve
Que a chuva lave
Que a alma brilhe
O coração se acalme
Apesar da chuva e do frio
É primavera outra vez...

Inserida por editemendes

⁠"Quando tentam me ofuscar,
meu grito ressurge,
na tentativa de me parar,
por não aceitar a verdade de ser eu"

Inserida por julietteavancini

⁠"Os lobos são belos e selvagens
Te valorizam até você cair ao chão
E quando sem forças você estiver
Atacarão"

Inserida por julietteavancini

⁠Um desejo jamais que alcançarei entre os meus céus iluminados
Vejo uma luz tão forte e fiquei aturdido imediatamente entre os seus braços
Com seus braços tão macios como uma pluma, serei abençoado pela sua energia condicionante
Entederei que suas palavras, serão a amargura do meu destino, e a inquietude dos meus pensamentos

Seus belos sonhos, serão os mais próximos que a minha mente pode alcançar dentro de seu âmago
Batalharei entre as nuvens e guerrilhar entre os piores pesadelos sombrios do destino
Superei todos os meus desejos mais sombrios entre minhas vidas passadas, e nessa. Mudarei.
Jamais imaginei que os céus estivessem tão pertos como uma fora. Você não entenderia

Meus belos pensamentos, cantarei para vocês com todo meu fôlego e libertarei vocês, malditos!
Suas mãos gélidas, congelaram minha alma, e jamais entenderei o por quê voces fizeram isso com ela!
Malditos! Entendam a beleza e a inquietude de minha alma, e jamais saberão o que é dor! Jamais
Acalme o meu pensamento, pois neles, vocês jamais iram fugir, meus belos pensamentos. "

⁠Eu prometi que não mentiria para o proximo, E uma questão de respeito e uma boa relação
mas o foda e que continuo mentindo pra mim mesmo
porque e facil enganar a mente
impossivel o coração
Eu posso dizer que eu to bem, mesmo se eu não tiver
eu posso te dizer que eu vou, mesmo se eu não quiser
eu posso te dizer que eu tenho, mesmo se não tiver
mas eu não posso te dizer quem eu sou, se eu não souber
se conhecer não e a chegada mais sim o caminho
e a parte ruim e que nessa rua a gente só caminha sozinho

Inserida por NilsonNeto

Ano Novo

Meia-noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.

Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça
nada ali indica
que um ano novo começa.

E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.

Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta).

Ferreira Gullar
Toda Poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1997.
Inserida por pensador

⁠"Não importa se perdi,
sofri,
ou feri o meu peito,
no encanto da vida,
e na partida,
só vale,
se fiz do meu jeito."

Inserida por wandermedeiros

“Suplício da saudade”

— Revisando meus guardados,
em um baú juncado,
encontro junto a uns papais envelhecidos pelo tempo, bilhetinhos, que escrevi com carinho, enviados como recado
— Aquele feixe de papeizinhos, envolto com cetim e um delicado lacinho,
que devolvestes do que restou de nós dois
— Que no clima quente da paixão rabisquei, coloquei no papel,
o amor que amei
— Quando os olhos teus
iluminou os olhos meus,
e feliz fiquei
— Escrevi doces palavras,
que em sussurros escutava enquanto loucamente te amava
— Errei, ao dar atenção em demasia ao coração,
enxergando somente o momento, sem esmiuçar o sentimento, o depois, e falhei
— Vivendo na utopia do amor, restando só a dor que saboreei,
posso garantir,
não agradei
— Restituiu totalmente as mensagens, só não devolveu o amor que devotei

Rosely Meirelles

Inserida por Rosely1705

PRIMAZIA DA ESPERANÇA

⁠Para Tenório Telles

... Neste mundo louco
onde o caos prospera,
e nada mais faz sentido
no coração mesquinho
da rude pedra de carne,
o que fazer, senão oferecer
das estações, a primavera!

Neste mundo acinzentado
onde flores são pisadas
por mentes empobrecidas
e vidas são destroçadas
por medos e emboscadas,
o que fazer, senão oferecer
luzes de estrelas e sonhos!

Neste mundo desatinado
onde o belo é esfacelado,
valores são desconstruídos
e pesadelos são cultivados
em cinzas desilusões,
o que fazer? Senão oferecer
balsamos de esperanças!

Neste mundo insano
- de girassóis desfolhados -
em que se desdenham da flor
e exaltam a medíocre dor
da ignorância e miséria,
o que fazer? Senão oferecer
ao mundo, a canção dos poetas!

Eylan Lins
In: Autobiografia: Antologia Poética do Clube Literário do Amazonas - CLAM. Rio de Janeiro: Autografia, 2021.

Inserida por EylanLins

⁠Não adianta falar dos problemas meus,
estes resolvo-os
entregando-os nas mãos de Deus.
Tenho que falar é da alegria,
em forma de versos
em alegres poesias,
agradecer o amanhecer
de um novo dia,
e ao anoitecer orar
para Deus, me guardar
e meus sonhos abençoar.
aferi

Inserida por aferi

⁠persista nos seus sonhos
Concluía seus objetivos
e conquiste suas metas da vida

Inserida por HEYDOGAMER

⁠Nada de novo na rotina humana,
as mesmas emoções, toda semana,
nem nos jornais o crime é novidade.

Por isso escrevo versos e detalho,
Batendo em ferro frio com meu malho,
O que a rotina julga insanidade.

Inserida por touchegrs