Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Poemas de Luto

Cerca de 61457 poemas de Luto

⁠aqui no fundo do mar, em sombria água
busquei redenção como náufrago fantasma
para sempre vivendo nos versos esquecidos
na escuridão do fundo do mar em um livro

Riz de Ferelas

Livro de poesia Novos Ventos

Inserida por rizdeferelas

⁠um oceano preenchido com minhas lágrimas
não descreveria a extensão de minhas mágoas

Riz de Ferelas

Inserida por rizdeferelas

Aqui meus sentimentos viram cura
É onde existo, e tudo faz sentido
Onde despejo alegrias e medos
E também onde me permito sonhar
Onde conto minhas angústias, sem medo de me julgar.

Inserida por katiellilicht

⁠O que sobrou de você
não cabe numa caixa,
nem em foto, nem em saudade.

É mais,
é ausência com grito,
memória com soco,
presença que machuca.

Inserida por V_K

⁠Ainda assim, obrigado por existir,
por me dar momentos que nunca vou esquecer,
mesmo que você já tenha esquecido de mim.

Inserida por V_K

⁠Não sou poeta

Escrevo
só o que sinto
e devaneio.

Se é o suficiente?
Não sei.
Não sei

Sei apenas
que a poesia
nada me
cobra.

Não, não sou poeta.

Eliete Carvalho

Inserida por eliete_carvalho_2

Parada de trem

⁠Eu espero um trem
Não sei que hora ele passa
Desse trem, eu sou refém
Sinto que estou esperando uma farsa
Porém, eu quero prosseguir
Quero, no meu destino chegar, conseguir
Mesmo que todos me digam que não
Até mesmo o maquinista diz que não há salvação
Todavia, ainda o espero, sentada, ansiosamente
Ali fico, horas, dias, meses...
Ainda que me sinta desencorajada, ignoro minha mente
Penso, reflito muito, penso em mil hipóteses
Ainda sim, teimo em não ver a razão
Afinal, que coisa mais desnecessária
Preciso apenas seguir meu coração
É apenas uma incerteza temporária
Após muitos meses, vejo o trem no horizonte
O vejo a alta velocidade, pelo monte
Me emociono tanto, que escorrego e caio no trilho
Eu perco completamente meu brilho
O trem, corre em minha direção
A maquinista nem tenta frear
Embriagada, ela fala: "Acho que não"
Ela diz, antes de me atropelar

Inserida por monile

⁠Te vejo e é como escutar uma música numa tarde ensoladara
Cada sorriso seu é um refrão que não sai do meu pensamento
me vejo pensando "será que você sente o mesmo?ou será que sou só mais um verso perdido no silêncio do esquecimento?"
Quero te trazer segurança,ser o arco-íris depois da tempestade
Ser aquele abraço que a música descreve e o coração entende
Mas as vezes entre um acorde e outro me vem a dúvida,se sou a canção que você também quer cantar
Meu peito é um sertanejo feito de amor e esperança
Rezando para que podemos fazer um dueto
Que nossa música soue no ouvido de todos,de novo e de novo
apenas nos dois
Sem saber se quando falamos sobre aquela pessoa
o teu coração bate em compasso com o meu
Mas mesmo assim,ainda escrevo o seu nome em todos os meus pensamentos
Se for para ser só sonho,que seja o sonho mais bonito
Se for para ser nos dois,que seja eterno
Enquanto ainda houver canção pra gente cantar
Eu juro de dedinho
Fazer do meu amor por você,ser a trilha sonora mais sincera que você já ouviu

Inserida por joao_servidoni

⁠não merece amor quem vive em si
sem esfolar a ponta das vértebras
não merece amor quem
os nervos não esfrega em mel em cinzas
e no zinabre de fagulhas e salivas
arrastando a língua nas flechas
contra postes paredes e pedras
não merece amor quem vive em si
esquálido como um cristo que não pesca
como um cachorro que tem dor de barriga
e flores e gramíneas não mastiga
nem faz compressa
não merece amor quem vive em si
sem esfolar a ponta das vértebras

Inserida por verbo_raio

⁠no recado
em cima da mesa
deixei escrito:
você bota beira
nos meus abismos.

Inserida por carantonha_producoes

⁠Plantio

tenho duas frutas nas mãos
a mais madura arremesso contra o muro
o estrondo a mancha o despojo
no chão aonde bichos virão lamber
tenho duas frutas nas mãos
trago-as das ruínas de ontem
como uma ave que vem de longe
arrasta no bucho ou no bico
sementes e ervas daninhas
arremesso uma contra o muro
a outra ainda está verdolenga
nenhuma ideia de comê-la com sal
tenho duas frutas nas mãos
as duas estão marcadas de morcegos
minha mãe me ensina a distinguir
a rasura a maldição o batismo

Inserida por carantonha_producoes

⁠preces ao mau tempo
de tudo que dá na terra
honrar respeitar bem-dizer

de tudo que dá na terra
nosso futuro ao breu consagrado

ave o seu ventre mãe de deus e nossa
decepamos a destra o cetro

não menos o nascimento e a luz
ofusclarão de placenta oca

de tudo que dá na terra
nos ensina a confundir obediência e amor

de tudo que dá na terra
repete que é dor o que educa

e faz lentamente a pele crescer
sobre os espartilhos da doutrina

de tudo que dá na terra
nos acinzentaram a imaginação
para as cores do desobedecer

desobediência de rato desobediência de leão
desobediência de água-viva desobediência de mosca

ainda são bípedes
os que vivem de joelhos?

Inserida por festival_raco

⁠Fragmentos para um amor morto

Teu nome
ainda arranha
meu sono.

No prato vazio,
mastigo tua ausência
como pão duro.

Minha boca chama —
mas só responde
o silêncio.

Um lençol,
um cheiro,
uma falta.

Teu corpo foi,
mas tua sombra
não desaprende.

Grito teu nome
e ele volta
sem carne.

A noite me veste
com tua ausência:
lã fria,
sangue lento.

⁠Alma solitária

Em mais um raiar de sol
de minha mocidade,
levantei-me tarde
com um explícito espírito de felicidade!

Porém, lembrei-me do passado,
ainda não superado.

Senti um peso que me voltou a trazer
aquele velho sentimento amargurado:
coração vazio,
lobo solitário.

— Por quanto mais tempo, ó minh'alma,
tu te castigarás?

Ela diz:
Aguenta!
Eu ainda anseio...

Talvez aquele alguém
ainda há de me salvar.

Se sua alma pudesse falar, o que ela diria sobre a solidão?comenta ai.

Inserida por Daniel_Stanley

⁠Enquanto Houver Migalhas
Enquanto estava repousada em um banco no coração da cidade, observava atentamente um pombo que, em seus movimentos ansiosos, ciscava pelo chão à minha volta, buscando algo para se alimentar.

Sem pensar nas consequências, lancei-lhe um pedaço generoso de pão — sem hesitar, ele se aproximou, aceitando o que eu oferecia com uma gratidão imensa. Mas aquilo não foi o suficiente, pois sua fome era insaciável, ele desejava mais.

Continuei alimentando-o, até que a exaustão me tomou, e os pedaços que antes eram grandes, começaram a se reduzir, tornando-se migalhas insignificantes.

Apesar de já não ter mais o que oferecer, o pombo retornava todos os dias, em busca do que não poderia mais dar, esperando algo maior, porém apenas me calei.

Eu cansei, não quero mais sustentar uma esperança vazia, não posso continuar alimentando essa busca incessante por migalhas — por algo que deveria ser completo, mas que se contenta com tão pouco.

Inserida por OceanLy

⁠( A Garota de Cabelos Vermelhos)

Era um dia qualquer pra conhecer gente nova,
mas não esperava cruzar com alguém tão especial.
Entrei no salão, vi a multidão,
mas só você prendeu meu olhar.

Cabelos vermelhos em destaque,
brilho intenso no meio da festa.
No começo, hesitei...
Não achava que teria chance de chegar.

E então, ali estava você —
brincando de basquete, rindo leve,
justo com algo que eu gosto.
Foi o sinal que faltava.

Me aproximei com o coração acelerado,
e vi de perto o que já parecia encanto:
seus olhos…
estrelas vivas no céu calmo do interior.

A conversa fluiu como se o mundo calasse ao redor,
como se a música tocasse só pra nós dois.
Havia timidez, sim…
mas até o silêncio parecia dizer o que faltava.

Ríamos, brindávamos,
e entre uma troca de olhares e palavras tímidas,
algo mágico se firmava ali —
sem pressa, sem cobrança, só sentimento.

Mas a festa chegou ao fim…
as luzes se acenderam como quem acorda de um sonho.
Era hora de partir,
e o encanto pedia um adeus que não tivemos coragem de dar.

Ficamos só com um abraço tímido,
quando poderíamos ter selado tudo com um gesto eterno.
Guardo nossa foto, e mais ainda:
a lembrança viva da garota de cabelos vermelhos.

Foi ali que senti, talvez pela primeira vez,
uma paixão verdadeira, recíproca, sem pressa.
Guardo essa memória com o maior dos carinhos,
como quem protege um tesouro feito de luz e silêncio.

Sinto falta daquela noite…
da leveza, do calor, do “quase” que ficou.
Mas mesmo sem ter durado,
ela vive em mim — intacta, bonita e viva como teu sorriso.

Inserida por feitosab

⁠Se me perguntassem sobre a morte,

eu sussurraria teu nome.
Diria que ela tem o tom dos teus olhos,
a maciez dos teus cabelos ao vento,
e o doce encanto do teu sorriso —
aquele que cala o mundo e acende o meu.

Sabe por quê?

Porque eu morro um pouco a cada dia:
quando penso em ti com a alma inteira,
quando a saudade me beija o peito,
quando teu silêncio pesa mais que mil palavras,
e até quando teus olhos me encontram
em um breve acaso do destino.

Morro por sonhar contigo
e por acordar sem teu abraço.
Por querer teu cheiro nas manhãs,
tua voz nas madrugadas,
tua presença onde só há ausência.

Meu coração tropeça nas batidas
só por te amar assim —
tão fundo, tão forte, tão meu.
E ainda que me doa,
a única morte que conheço
é não ter-te aqui no meu mundo.

Inserida por marcoantonio04

⁠Silêncio que Cura
Por Hugo Kartzziano
Você não é obrigado a permanecer,
cercado de vozes que só sabem dizer
que tudo é difícil, que nada vai bem,
que a vida é fardo, tristeza e desdém.
Se não tem abraços que tragam calor,
busque no livro um refúgio de amor.
Se as amizades não sabem somar,
deixe uma canção sua alma embalar.
Porque, às vezes, o que faz bem ao coração,
é o silêncio de um livro e a leveza de uma canção.

O aroma que emana do jasmim
tranquiliza o mais feroz dos leões,
o mais forte dos ursos,
até a mais ágil das harpias…

E, por mais impossível que pareça —
uma dádiva quase irreal —
tranquiliza também
o coração dos homens.

Inserida por RafaelArvritz

Lar

Me perdoe, Pai.
Mas eu já não me sinto em casa.
Meu tempo acabou.

Mandaste-me cantar e não me desviar,
mas quando canto — ou melhor,
quando tento cantar —
sinto uma pressão, um peso,
algo que sussurra:
'Você não merece sentir a glória d’Ele.'

Quando ouço teus filhos cantarem,
me emociono profundamente,
pois eu gostaria de estar ali também.

Mas o peso do que faço, penso e falo
não me permite cumprir o que me ordenaste.
É como uma foice rasgando minha garganta,
enquanto algo tenta me sufocar.

E eu sei...
eu sei que não sou eu —
mas sim,
a culpa daquilo que fiz.

Estou dividido em partes tão controversas
que já nem sei dizer quem sou.

Sei que Tu podes me ajudar.
Mas eu não consigo negar a mim mesmo,
muito menos carregar a minha cruz.

Perdoa-me, Pai...
mas eu não consigo ser o filho que Tu mereces.

Inserida por RafaelArvritz