Poemas de Luto

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⁠Silêncio que Respira

No ruído das máquinas,
busco um silêncio que respira.
Onde a alma não se explica
ela apenas é.

Há pixels que brilham,
mas não iluminam.
Há palavras que gritam,
mas não curam.

No fundo da ausência,
escuto o que o mundo enterra:
a ternura do instante,
a fé sem altar,
a justiça sem plateia.

As mãos vazias,
que não postam, não vendem, não imploram
essas sim, sustentam o invisível.
Essas escavam a verdade
que o ouro não compra
e que os likes não alcançam.

Na palma da mão, não carrego espadas,
mas sementes.
E mesmo que a terra esteja dura,
é nela que insisto em plantar
o impossível.

Porque há um Deus que não cabe em dogmas,
um amor que não vira tendência,
e um eu que não quer mais performance
quer presença

Inserida por luis_ricardo_777o777

⁠E que, nesse monólogo,
possamos ter ainda,
no final do dia,
o interesse de
flertar com a vida,
mesmo nos dias
mais difíceis.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Aprendi a não ter
a necessidade constante
de preencher o silêncio
emocional.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Devemos apreciar essa vida,
esse corpo, a voz que temos,
as coisas que já vimos,
e as que vemos todos os dias.

Devemos apreciar a comida
a bebida aos lazeres.
Admirar as pessoas
e todo potencial que
elas conseguem ser.

Devemos existir na vida
e esquecer do tempo,
porque os momentos
eles nunca voltam,
mas eles sempre
acontecem.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Se eu soubesse
marcaria no calendário
o dia em que deixei
de sentir
saudade sua.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Nosso amor
foi gentil,
por deixar
sorrisos em mim
quando suas memórias
passam por mim.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Não pertencemos
nem mesmo a nós,
quem dirá
ao tempo,
que só se faz presente,
quando estamos
com pressa.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Pois nessa vida,
tudo é sutilmente afetado,
até que,
não exista mais sutileza.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Já nascemos livres,
mas com o passar dos anos,
o capricho,
a vaidade,
nos aprisiona.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Ame,
ame com o que tem,
ame com o que puder,
se não foi suficiente,
talvez,
só você
amou.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Quando somos crianças
nosso psicológico
nos protege do mundo.

Quando crescemos,
protegemos nosso psicológico
do mundo.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Me manda
áudio sorrindo,
me fala do seu dia,
manda sua música favorita.

De você, eu só quero
coisas que não se guarda
numa galeria de fotos.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Saudade do nosso silêncio
enquanto existe o som
do nosso corpo,
somando um ao outro,
criando caminhos
para se explorarem.

Inserida por ShandyCrispim

⁠A falta de humanidade
em nossa sociedade
é o que tarda
toda nossa prosperidade.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Talvez, não é que as pessoas
não queiram interagir com você,
as vezes, elas estão imersas demais
tentando sobreviver
para não afogarem
em seu próprio oceano.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Não leve
tão a sério,
vezes as pessoas
estão em guerra,
e esses estilhaços
por hora, nos atingem.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Sou o fogo que arde em teu ser
Sou água que mata tua sede
O castigo da tua presunção
As espada caudal sem razão

Sou a torre mais alta de fel
As estrelas lá do cão maior
O alpendre da anunciação
Um papado de um bispo só

Sou o ar que repiras na dor
O calor que ressoa no ar
Uma flor que insiste em florar
E o vento que não quer soprar

Sou reflexo de lua no mar
Infinito e eterno esplendor
Dia quente em puro calor
Um deserto de ilhas sem fim

Sou uma ilha deserta em mim
Uma história feliz sem amor
Um amor infeliz a durar
A tristeza do riso sem fim

A pintura de um riso sem cor
Um inverno trovejando em si
Dialeto latino ou tupí
Sou um peito repleto de amor

Inserida por jmsrosa

⁠Ela estava lá
Inébria, sombria
Frígida como uma mulher em puerpério

Seus cabelos acobertos
Em capuz de feutro negro
Davam o tom em branco e preto
Clima de cemitério

Enquanto eu escrevia
Me sussurrava aos ouvidos
Palavras, estalidos
Inspirações de cortesia

Era sim, a própria morte
Do meu lado a gargalhar
Afagava-me os cabelos
Entre vida e pesadelo
Inspirando meu desabafar

Ali estava ela, ao menos mais uma vez
É que ando morrendo demais
Um poeta morre vez ou outra
E aquele era só mais um dia
Entre escritas e agonia
Entre letras mortas e vazias
O meu óbito de número trinta e três

Inserida por jmsrosa

⁠Todos estamos indo embora
Uns sem muita pressa
Outros sem demora

Estamos todos de partida
Apesar de parecer
Que alguns não vão morrer
Nossa passagem é só de ida

Se de passagem cá estamos
Porque tanto insistimos
Em fortalecer desatinos
Em se agarrar nos enganos?

Precisamos plantar o bem
Evitar alimentar desdém
Seja a fulano, cicrano ou beltrano

A vida é tão passageira
Para focar em perda de tempo
Deixar amor ao relento
Assim, sem eira nem beira

Enquanto a luz divina
Em teus olhos brilhar
Segue o feixo que ilumina
Segue a luz do luar
Rasgue o véu da cortina
Ame sem predestinar
Sinta no rosto a neblina
Do dia que vai clarear
Corteje o nascer do sol
E contemple o escurecer
Não se detenha nunca de viver
Ouvindo um som em tom bemol

Inserida por jmsrosa

⁠Você pode ser genial
Mas não é adaptável
Não é tão associavel
Não é um milenial

Eu sou resultado da evolução
Me adaptei ao mundo seu
Mas você enlouqueceria
No mundo que foi meu

Inserida por jmsrosa