Poemas de Luto

Cerca de 61321 poemas de Luto

Este homem que pensou
com uma pedra na mão
transformá-la num pão
transformá-la num beijo

Este homem que parou
no meio da sua vida
e se sentiu mais leve
que a sua própria sombra

Inserida por pensador

Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar
Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto

Inserida por pensador

Manu
Manu ,que contradição!
Você é movimento
Mas se pudesse seria estátua
Você é fogo e água
Quer está rodeada de pessoas
Quer está só
È falante e calada
Parece tranquila
Mas é inconstante
É Séria, exigente, decidida.
Mas também
È compreensiva, rebelde, insegura.
E vive de ironias

Inserida por Lemilesi

Acaba nele

O que sera que é isso?
Sabe, essa confusão...
Essa dor..
Essa perturbação aqui dentro...

Por que essas vozes não se calam?
Elas estão tão altas quanto meus fones!
Elas me dizem pra colocar tudo pra fora...
Toda dor,
Toda amargura,
Ódio
E depois morrer.

Não seria uma má ideia, mas preciso ficar aqui!
Querendo ou não, se eu morresse eu faria falta,
Mesmo essa dor e ansiedade e todo o resto gritando aqui, eu vou lutar por eles, por ele!

E esse é mais um poema que acaba nele!
A final, é sempre sobre ele.

Sempre sobre como eu te amo e como quero pagar o preço da vida por você.

Que as grandes coisas são as mais simples;
já de antes enxergava, mas não via.
Aquilo que se tornou para mim algo de estima;
brisa álgida na aurora de um dia quente.

Inserida por rony_mandotti_neves

Amo-te nesta ideia nocturna da luz nas mãos
E quero cair em desuso
Fundir-me completamente.
Esperar o clarão da tua vinda, a estrela, o teu anjo
Os focos celestes que a candeia humana não iguala
Que os olhos da pessoa amada não fazem esquecer.
Amo tão grandemente a ideia do teu rosto que penso ver-te
Voltado para mim
Inclinado como a criança que quer voltar ao chão.

Inserida por pensador

Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
De quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
De quem já só por dentro se ilumina
E surpreende
E por fora é
Apenas peso de ser tarde. Como é
Amargo não poder guardar-te
Em chão mais próximo do coração.

Inserida por pensador

Explicação da Ausência

Desde que nos deixaste o tempo nunca mais se transformou
Não rodou mais para a festa não irrompeu
Em labareda ou nuvem no coração de ninguém.
A mudança fez-se vazio repetido
E o a vir a mesma afirmação da falta.
Depois o tempo nunca mais se abeirou da promessa
Nem se cumpriu
E a espera é não acontecer — fosse abertura —
E a saudade é tudo ser igual.

Inserida por pensador

Amo-te no intenso tráfego
Com toda a poluição no sangue.
Exponho-te a vontade
O lugar que só respira na tua boca
Ó verbo que amo como a pronúncia
Da mãe, do amigo, do poema
Em pensamento.
Com todas as ideias da minha cabeça ponho-me no silêncio
Dos teus lábios.
Molda-me a partir do céu da tua boca
Porque pressinto que posso ouvir-te
No firmamento.

Inserida por pensador

Amo o caminho que estendes por dentro das minhas divisões.
Ignoro se um pássaro morto continua o seu voo
Se se recorda dos movimentos migratórios
E das estações.
Mas não me importo de adoecer no teu colo
De dormir ao relento entre as tuas mãos.

Inserida por pensador

Há uma mulher a morrer sentada
Uma planta depois de muito tempo
Dorme sossegadamente
Como cisne que se prepara
Para cantar

Ela está sentada à janela. Sei que nunca
Mais se levantará para abri-la
Porque está sentada do lado de fora
E nenhum de nós pode trazê-la para dentro

Ela é tão bonita ao relento
Inesgotável

É tão leve como um cisne em pensamento
E está sobre as águas
É um nenúfar, é um fluir já anterior
Ao tempo

Sei que não posso chamá-la das margens

Inserida por pensador

Amo-te como um planeta em rotação difusa
E quero parar como o servo colado ao chão.
Frágil cerâmica de poros soprados no teu hálito
Vasilha que ergues em tua mão de oleiro
Cálice que não pudeste afastar de ti.

Inserida por pensador

SPLEEN

Cemitério de todos os sóis
o mar, cinza
onde habita o beemote do tempo,
a grande baleia do oblívio
sob socalcos de aço,
na chapa recurva,
sucata de toda a metáfora.

Porquê dizê-lo?
Cansaço de o dizer…

O mar é uma maçada.

Inserida por pensador

POÉTICA

Fechar a tampa do abrigo
e respirar
com serena convulsão
lançando o grande dirigível da escrita

depois retesar o arpão
e espremer o choco polvo
seus tentáculos tensos
na placa marmórea
ou na balança

é um negócio violento,
a testa escreve-se, um mundo progride,
decanta-se a bolha do nível,
esgaça-se a gaze

depois da fenomenologia dos petroleiros
a refinaria,
o guarda-nocturno de olhos
na trovoada e solidão
no monitor.

Inserida por pensador

Trabalho e trabalho
para dar à luz um pai
na minha solidão de depauperado
arado que nada sulca
porque como um comboio a que faltaram carris
prévios ao meu arado são seus sulcos.


Sou um filho circular. Como um signo
zodiacal sou um filho circular, requer o que faço
aquilo em que me movo
que é aquilo em que me movo
o que faço e como fazê-lo
se não tenho já em que me mova? O que faço
é o que me fez.


Sou comboio e arado e um rodado
sem discos. Sem paralelo em círculos
rotunda tristeza propago
de vertiginosa incubação de vórtices
que ajudo a solidificar: outra vez a sólida
solidão: é fácil a primeira imagem do comboio:


insta à compaixão. E são pesados os bois
circulares que o meu arado
entontece, em vão o rodado
sem discos. Quanto pesarão
bois entontecidos? Como ser pai
quando se é filho?

Inserida por pensador

São tristes os meus dias com pedras
em lugar de mãos
ou a cabeça funda na brancura
de través do travesseiro
e o corpo depresso em moles guindastes.
São dias de chorar por menos
ou teimar queixoso com um crânio polido,
batuque convexo
no muro demorado.

Inserida por pensador

MAIS UMA SOBRE PLATÃO.

Se por caso você soubesse
De tudo que às vezes eu sinto
Do quanto tenho que fingir
Para não revelar meus sentimentos.

Quanto sofro, aqui calado
Com uma dor infame no meu peito
Quantas noites não durmo
Pensando em você, no que poderíamos ter sido
Se juntos vivêssemos a ilusão do amor perfeito.

Você nunca saberá do meu tormento
Da aflição que é amar alguém secretamente
O amor é uma ilusão poética
Filosofia platônica, um canto sacrossanto
Que minha alma mesmo atônita
ainda canta pra você...

Evan do Carmo 26/09/2019

Inserida por EvandoCarmo

E quando a saudade apertar lembra daquilo que te disse um dia: "eu sempre vou estar aqui para você "
E quando a saudade apertar... Pode chamar, aquele calor que existia entre nois, ainda vai estar lá.
E se e por acaso pensar que eu te esqueci, Tire isso da mente, é só uma ausência temporária.
Sei também que não vai me esquecer, não me preocupo com isso, não é me gabando, mas sei que não vai.
Você vai conhecer pessoas, pessoas interessantes, e também, Pessoas vazias, mas creio que meu lugar que conquistei vai estar sempre nesse coraçãozinho.
Fiquei longe para ver como você vai se sair. Vai existir muitas decepções ainda, peço que aguente firme, mas caso já não aguente mais... Pode chamar...
Eu sempre vou estar aqui para o que precisar... Ok ?

Inserida por RegesMrS

Vaga-lume e vaga lume

Vaga angústia,
vaga rua,
vaga só,
olhando a lua.

Vaga atoa,
vaga-lume.
Vaga boa,
como de
costume.

Clarão acalma,
alma mansa.
Sorri a noite,
que o vento
alcança.

Dia pós dia,
o tempo lança
no trem da vida,
outras pessoas,
novas fases,
novas chances.
Sorrisos soltos,
acendendo as
chamas.

Vaga lume:

Lume a frente,
acalma alma,
que vida te
convida,
pra mais
uma taça.

Dança
vaga-lume
lume lume.
No findar da noite,
as estrelas
assumem.
Poema de #Andrea_Domingues ©

Todos os direitos autorais reservados 27/09/2019 às 10:00 horas

Manter créditos ao autor original #Andrea_Domingues

Inserida por AndreaDomingues

AMOR, BENDITO AMOR...

Te amo como uma louca alucinada
Varo dias e noites à pensar em ti
Numa entrega passiva, apaixonada
Chega à ser uma angústia sem fim...

Mas dou a vida por tamanha aflição
No desespero de aguardar tua chegada
E suportar a arritmia do meu coração
Pela ânsia de ser por ti amada.

E quando as estrelas brilham no infinito
Com os olhos fechados te imagino
O teu sorriso neste rosto bonito...

E amando-te faço minha vida ter valor
Pois ao te amar contemplo o universo
Mil vezes bendito seja este amor!

Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)

Inserida por elisasallesflor