Poemas de Luta
Receber por intermédio
de favor é muito fácil
Honroso mesmo
é suar a camisa
vencer as barreiras
transpor obstáculos
para conquistar.
O sonho da Pátria Livre
vem do ventre das fêmeas.
Que entre flores e frutos,
ousam somente sonhar
Com uma pátria justa e livre
que os seus filhos abriga
em marcha e luta
para uma sociedade decente.
Entre lutas e dores
Seguem carregando sementes
de melhores dias e formas
de se viver com Justiça
Com homens, mulheres
Jovens e crianças
Uma pátria em mudanças
Que acolha toda gente
E abrigue todos os sonhos
Daqueles que vivem somente
Lutando por uma pátria justa.
(LUA, Pedra da. Sementes da Pátria justa. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 89).
A negatividade de algumas pessoas é apenas um reflexo da batalha que elas travam interiormente.
Citação do livro 'Lucília de Gaia'
As provações vem para aprimorar nossa fé...
...Moldar nosso caráter...
...Desencadear nosso crescimento...
E o mais importante do pós lutanão é o gozo da Vitória como muitos pensam, mas em como nos comportamos depois... O aproveitamento que tivemos, as lições que extraimos de tudo...
E é isso, as novas atitudes, que determinarão novas vitórias e conquistas!
Medite sempre nisso!
"O sucesso de cada objetivo depende de lutas diárias.
Enquanto alguns lutam, incansavelmente, pela vitória.
Outros, apenas, lutam para não serem os últimos."
O ano de sofrimentos
O ano da superação
O ano de lutas
O ano dos resultados
O ano do Fim
O ano de recomeços
O ano de revelações
O ano da verdade
O ano de rebeliões
O ano da loucura
O ano de censuras
O ano da democracia
O ano de desastres
O ano da união
nunca falhar... mesmo depois de morrer nunca falhe... a falha é humana e temos que aceitar, mas mesmo assim nunca falhe
-william
Apenas humanos, sem rostos, sem traço, apenas heróis.
São eles, heróis de lonas e bambus,
Chegam sem aviso, mas com propósito virtuoso.
A noite vira dia em abraços de solidariedade,
Em cozinhas coletivas, ensinam a fraternidade.
Dividindo teto e pão, incansáveis na missão,
Não conhecem descanso, só a dedicação.
Quando a mãe faxineira chega exausta, a chorar,
Gritando contra o roubo do lar pelo governar.
Eles são a resposta, os guardiões da empatia,
Construindo abrigos, desafiando a tirania.
Com coragem, enfrentam o descaso estatal,
Heróis que emergem quando a injustiça é fatal.
No olhar desses anônimos, o brilho da esperança,
Na resistência, a força que nunca cansa.
Quem são eles? São a voz dos desvalidos,
Nas lonas e bambus, surgem como escolhidos.
Jamais escreverei uma autobiografia.
Primeiro, porque não me considero suficientemente interessante.
Segundo, porque canso só em lembrar do que vivi.
Terceiro, porque não a história não faria sentido nenhum,
pois pareço ter vivido múltiplas vidas
e todas elas da pior maneira possível.
Sou um colecionador inveterado de erros e fracassos.
Apanho da vida como uma espécie de Rocky Balboa
cuja luta nunca termina
e a vitória nunca chega.
Mas sigo.
Porque preciso.
Porque vivo.
Porque na lona, com o rosto rente ao chão,
vejo aquela flor que brota,
vejo as estrelas brilhando no céu,
vejo o sorriso da criança pequena,
e todas essas coisas bobas e belas
junto com a justiça e a paz no horizonte
que ainda me fazem acreditar
que tudo isso vale a pena.
Eu desejava muito a vitória, então travei uma batalha árdua com as minhas lutas.
Em cada golpe eu aprendi o preço da conquista.
Em cada recomeço, o valor da determinação!!
PREMONIÇÃO
.
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Em um dia de meio dia,
meus olhos, somente os olhos,
tiveram uma visão.
.
Lembro-me que a luz me doía
como uma ponta de sabre
no corpo do coração.
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Lembro-me, sem muito assombro,
que tudo quedava incompleto,
como se as luzes buscassem em vão
o preenchimento das coisas.
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Na sintonia das imagens
dissecavam-se as paisagens
sem mistificação:
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Não obstante o colorido,
ficavam os homens repartidos
como se feitos de pão.
A uns: o ouro e a prata;
a outros: a fome e a crença;
a esses: a esperança;
para aqueles: quitutes em lata.
.
Tanto sol doía
nos ombros da nação
(talvez não houvesse justiça
em sua distribuição).
.
E talvez por ser evidente,
ficavam doídas e claras
as sombras dos coqueiros.
Ali, onde outrora era verde
espreitam crianças no desamparo.
.
Desamparadas, porém livres,
querem construir a nação
– mas faltam-lhe os instrumentos:
os braços, e as mãos...
.
.
Igualmente iluminados,
os andarilhos nas estradas:
pés descalços, chapéus de palha,
– ou capacetes e mãos de graxa –.
Todos, embora cansados,
querendo correr o chão.
.
Mas falta-lhes segmento:
as pernas da multidão.
.
Arre!
Tanto sol
arde como uma tarde
de Verão...
.
.
BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Insurgências, 2024]
Nasceu entre espinhos, sem direito a flor,
A infância marcada por sombras de dor.
Silêncios forçados, medo sem cor,
Crescia calada, sem mostrar o clamor.
O mundo era duro, as feridas sem fim,
Mas ela aprendeu a lutar por si.
Nos olhos, guardava o que não pôde dizer,
E na alma, um desejo imenso de viver.
Passou por abismos, cruzou vendavais,
Superou o peso de antigos ais.
Transformou o escuro em lição, não em cruz,
Fez da dor cicatriz, não um cárcere sem luz.
Hoje caminha de cabeça erguida,
Com passos de força, é dona da vida.
A vitória é dela, a honra também,
Sem buscar lamentos, sem olhar além.
Não há mais correntes, não há mais prisão,
Ela escreve sua história com o próprio coração.
E em cada vitória, um sorriso a brilhar,
Uma mulher que soube, enfim, se libertar.
A única guerra que podemos perder,
É a que lamentavelmente desistimos de guerrear...
Nunca devemos, em nenhum momento esquecer,
Que viver, é aprender a cair, levantar e continuar a lutar...
Porque isso é a vida,
O que existe de maior valor...
Seja de fato ponderada e agradecida,
Lute, viva com esperança, paz e amor...
Mulher, sua força transforma o mundo!
Hoje e sempre, que sua voz seja ouvida, seus direitos respeitados e seus sonhos realizados.
Feliz 8 de março!
Para os que Virão: VIII
Não se enganem: todo sistema que aprisiona sonhos, engessa corpos e cala vozes nasce frágil. Sua força vem do medo que plantam em nós. Rebelar-se não é apenas queimar estruturas; é recusar-se a engolir mentiras vestidas de normalidade.
Olhem em volta: as grades são invisíveis, mas estão lá nos salários que não alimentam, nas regras que humilham, nos corpos que definem quem merece existir. Resistir é honrar os que vieram antes, com nomes apagados e histórias roubadas. Cada passo contra a opressão é um fôlego novo no pulmão da humanidade.
Não tenham medo da desordem. O mundo que prometem "seguro" é o mesmo que adoece, exclui e apaga. A verdadeira pergunta não é "O que vamos perder? ",mas"O que mais podemos ganhar se ousarmos?".
Rebelião não é destruição: é cura. É dizer "não" quando o sistema exige seu "sim" silencioso. Herdem esta chama. Não a deixem morrer na comodidade do esquecimento.
Aos inquietos do futuro, com fé.
Para os que Virão: Parte X
A desigualdade não é um acidente da história, mas uma escolha repetida. Herdam um mundo onde riqueza, oportunidades e dignidade foram distribuídas como privilégios, não como direitos. Saibam: a justiça não brota por conveniência. Exige ruptura.
Não se enganem com discursos que culpam os pobres por sua pobreza ou glorificam o mérito em um tabuleiro desigual. A luta contra a desigualdade começa quando reconhecemos que ninguém é livre enquanto há pessoas reduzidas a números, corpos descartáveis, vozes abafadas pelo ruído do poder.
Seus antepassados combateram sistemas, mas muitos preferiram negociar migalhas em vez de redistribuir o pão. Não repitam o erro. Sejam radicais: eduquem, redistribuam, desmontem hierarquias. Não basta amenizar sintomas; curem a doença. A terra, o trabalho, o conhecimento tudo deve ser comum.
Desconfiem de quem diz "é assim mesmo". O futuro não é um destino, mas um projeto. Escolham: perpetuar pirâmides ou construir círculos. Lembrem-se: enquanto um existir de joelhos, a humanidade não estará de pé.
A luta é longa, mas a semente da igualdade só germina quando plantada com as mãos sujas de ação.
Aos que Virão: Não Deixem de Ser Comunistas
Não confundam comunismo com dogmas ou estátuas caídas. É, antes, a recusa eterna à exploração do homem pelo homem. Lembrem-se dos que ousaram: Marx, que desnudou as engrenagens do capital; Lenin, que transformou teoria em revolução, mesmo entre erros; Che Guevara, médico que trocou a bisturi pela guerrilha, buscando curar a América Latina da opressão. Angela Davis, mulher negra que uniu marxismo à luta antirracista. Salvador Allende, morto defendendo a democracia com pão e livros. Thomas Sankara, que em Burkina Faso plantou árvores e ideais anticoloniais. Ho Chi Minh, que expulsou impérios do Vietnã.
Critiquem seus excessos, mas não joguem fora a utopia com a água suja da história. O comunismo não é museu: é horizonte. Enquanto houver um patrão sugando o suor alheio, um favelado sem teto, um indígena sem terra, o comunismo será necessário. Não por fanatismo, mas por justiça.
Aos que herdarão a Terra carbonizada: lutem, mas lutem sem perder a humanidade. O futuro é uma trincheira que exige tanto coração quanto crítica. Não desistam. Reinventem.
No silêncio da alma...
(Nilo Ribeiro)
Aprenda a ouvir o seu coração,
ele muito lhe conhece,
dê a ele uma oração,
receba dele uma prece
o coração não apenas pulsa,
ele aconselha, orienta,
todo o mal ele expulsa,
ele nos representa
não alimente o sofrer,
não abasteça a amargura,
Deus lhe deu o poder,
Ele também dá a cura
pare, aquiete sua alma,
achará a resposta certa,
aja com toda sua calma
e encontrará a porta aberta
erro acontece,
mas pode ser reparado,
quem no erro permanece
não pode ser perdoado
na desordem do universo,
na perturbação do seu dia,
leia um belo verso,
leia a minha poesia
o seu coração lhe escuta,
ouça ele também,
Deus abençoe a sua luta,
que assim seja amém...!!!
Vencer sem esforço é vitória vazia,
Triunfo desprovido de substância,
Porque o que dá valor ao sucesso
É o caminho árduo, os obstáculos superados,
O suor e a dedicação de cada passo.
Ah, como é vão o triunfo sem luta,
O brilho sem a sombra do esforço!
Pois é no empenho, na jornada incerta,
Que se forja o verdadeiro mérito do ser.
Fracassar não é derrota, se a alma deu o melhor,
Se o esforço foi genuíno e sincero,
Pois o fracasso é mestre, não carrasco,
E nas suas lições se oculta o crescimento.
Ó vida, estrada cheia de vicissitudes,
Onde a vitória e o fracasso se entrelaçam,
O verdadeiro mérito está em caminhar,
Com o coração pleno de dedicação.
Se a vitória é doce, que seja merecida,
Se o fracasso amarga, que seja construtivo,
Pois o valor maior reside no esforço,
No árduo caminho que trilhamos,
Na luta, no empenho, no viver.
