Poemas de Loucura
Nunca fui daquelas que fazem sentido.
Vejo um horizonte que poucos enxergam, tenho motivos que muitos não compreendem, o meu normal é loucura para muitos.
Passo mas não permaneço, estou mas já fui. Nunca paro!
Sempre em busca, em busca de encontrar verdadeira essência em meio a humanidade programada e robotizada.
Estamos vivendo ou funcionando?!
Me sacrifico pelo amor, já fiz e faço renuncias em nome dele. Não, não me julgue.Sou indefinida, alguns espaços não defino. São incontantes e travessos.
Existem varios caminhos, sempre me fiz livre em escolhas.
Como disse Nietzsche: "Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
naquela noite
despi-te o luar
que vestias no olhar
dei sombra ao sol
que escondias no regaço
pronto para amar
ah esta loucura
que me faz escrever-te
me faz estremecer
a caneta na palma da mão
perceber que nada é em vão
este amor
qual cavalo selvagem
galopando nos vales
que se quebram nas dunas
perto do mar
não te quero sempre..
quero que me tragas o amor
antes da hora que ameaça
a chegada do amanhã
que tudo não seja mais
que uma esperança vã..
Alguns vão te criticar, poucos vão te apoiar...
Alguns vão te humilhar, poucos vão te ajudar...
Alguns vão te crucificar, poucos vão te salvar...
Muitos vão te chamar de louco, mas muito poucos estão a fim de pagar o preço...
Minha alma escuta
No ritmo surfo
No som me solto
Meu coração acompanha
cada compasso
e cada vibração desperta uma emoção
Que percorre de um braço ao outro
Como um choque eletrico
Cada atómo meu deseja mais
Uma festa interna
Que vaga pela terra
A cada pessoa
que se entrega
Caminhos leves me trouxe até àquela manhã.
A brisa que batia me convidava para um passeio, não neguei seu chamado, fui impassivo e me rendi.
A coragem e loucura realmente andam lado a lado.
Que eu nunca deixe de ter coragem de ir atrás desse chamado, pois a loucura mesmo seria ter recusado!
Ohh vida...
Onde está o amor...
Quero sentir o pudor..
Desenhos na qual desenho,
Sobre lapis e papel...
O preto de minha essência...
Esplendencia de minha inocência..
Corrompido pela dor...
Pela arte ou artista..
Raízes que lhe prendem a arte..
A tristeza que o cerca até a morte que os mata..
A solidão que os enlouquece...
A inesistência da vivência do ser...
O amor, na qual o artista nunca saberá ter...
Pois logo ao sentir...
Se enlouquece....
Pois louco se torna, vozes e pesadelos os cerquem
Por isto repito...
Quero o amor jamais vivido...
A chama que me enlouqueça...
As lágrimas que caem a cabeça...
Quero que sejas você....
Minha lua Minha existência...
Minha ternura, meu ser que faz ser, o ser mais amado, onde neste mundo, onde amado não fui...
Apenas pisado, esmagado, alado.
UM ARTISTA
Eu acho lindo a arte do diálogo, conseguir dialogar não é apenas uma habilidade, é um dom.
Aquele que tem o talento de persuadir através de palavras, é como um pizzaiolo, sabe sovar e manusear a massa da pizza para que ela não fique muito fina ou muito expressa.
Van Gogh só se tornou Van Gogh por que conseguiu colocar sua loucura em uma tela através de tintas.
Eu coloco minha loucura em poemas, o que não me distância de Van Gogh, a arte é relativa. Interpretamos a arte através de nossa percepção e julgamento, se eu colocar uma cadeira em um museu de arte, milhares de pessoas que olharem para essa cadeira terão uma interpretação diferente.
Ou seja, mesmo que pareça ser apenas uma cadeira, assim que alguém julga-lá, ela se tornará arte.
Sou sobrinha-neta da Ilusão, tenho marcada em meu sangue a marca amarga da ferradura agalopada do solene marchar da carruagem de meus sonhos, ébrios de tentação. Sou a cria amarga do roubo esperançoso de minhas racionalidades fatais, que enganam, deturpam e profanam a doçura antes presente em meus sonhos. Sou o devaneio solto pelas ruas, a loucura a planar sobre os campos férteis da solidão, sou o resultado infame da mistura sórdida de meus antepassados de terra e vão.
Sou tantas e de tantos, sou tato e pranto, sou cólera e acalanto, não sou nada, nada, mas ainda assim, canto. Canto as lamúrias através de pena e cetim, debruço-me sobre meu viver torpe e vomito palavras pobres em versos e prosas em carmim.
Não domino a poesia, mas a poesia domina-me a mim, quebro meus pudores em mil pedaços de taco, ligo meus temores um a um em mil laços, reconstruo minhas convicções em mais mil espaços e ao final, sobrando-me apenas a dor e o cansaço, enfim me desfaço.
Penso dispenso
Repenso e até me esqueço
Mais penso e sem pensar não percebo que nem por um segundo não penso.
"Em um universo bordado com as linhas do convencional, brilham, como estrelas desgarradas, os loucos - aqueles que dançam com os pés descalços sobre as cinzas do ordinário. Eles, que respiram fogo e falam em línguas de paixão, que veem o mundo não como é, mas como poderia ser. Eles, que ardem com um desejo indomável de viver, de salvar, de transformar - suas almas, uma tapeçaria viva de sonhos febris e esperanças inquebráveis.
São esses os visionários, os rebeldes, os poetas da ação, que seguram o futuro nas palmas das mãos trêmulas e o reescrevem com cada gesto ousado. Eles sabem que prever o futuro é um jogo de loucos, uma dança na beira do abismo do impossível.
E no coração dessa tempestade de mudança, um grito ecoa - o amor é uma arte! Uma arte que desafia, que transforma, que transcende. Amar este planeta em agonia é o ato mais rebelde, mais louco de todos. Poucos são os artistas dessa magnitude, mas ah, como o mundo precisa deles!
Que os loucos assumam o palco! Que com sua loucura, sua coragem inabalável, eles redefinam o significado de amar, de viver, de sonhar. Que suas vozes, altas e desafiadoras, acordem as almas adormecidas, inspirem os corações fatigados. Pois em um mundo que caminha à beira do esquecimento, são os loucos, os corajosos, os artistas de alma incendiária, que têm o poder não apenas de mudar o mundo, mas de salvá-lo."
Às vezes eu fujo de mim. Me escondo.
Às vezes parece necessidade. Sair daqui e ir pra lá.
Vir de lá pra cá.
Não quero ir pra lugar algum, e nem quero ficar.
Que maluquice.
Eu engoli as palavras
Na minha barriga fez um nó
Se eu não nasci para isso, não sei quem foi
Olha, eu vejo bem esses olhos
Sei que estão chegando ao fim
Olha eu não sou daqui, também não sei de onde vim
Consegui uma casa, um trabalho, um amor
E posso me orgulhar
Mas minha alma, mesmo grata, as noites quer voar
Eu amo você, não teria para onde de ir
Além de onde a mente pode me levar
E a loucura que é viver a vida
Como um do sonho
Por um sonho
Eu vi em cada poro a gota de suor
Eu senti nas curvas do seu rosto cada milagre
Mas não há nada que se possa provar
Como eu não vou enlouquecer?
Como eu não vou enlouquecer?
Me dê forças ao menos para parecer normal
Pois já demoli os muros do que pode ser real
Não tenho mais nada que se possa provar
Eu não sou nada que se possa provar
Nem mesmo minha fé, nem mesmo eu
Eu nem sei o que sou
Ou se existo
Nem sei o gosto do meu lábio
Eu só sei que vou seguir em frente
Custe o que custar
E camuflar minha loucura
Que me consome
Que me mata e me dá vida
Enquanto eu respirar.
Se quiser Voar, Voe!
-Ah mais eu ñ tenho asas!
Então crie! A vida é muito curta pra não fazermos loucura
Olhos abertos coração apertado...
O GPS diz aqui mais minha mente diz não é lá que você está!
Às horas parecem não mais existir.
Que louca confusão, fecho os olhos é só vejo você...
*
Eu desde que vim ao mundo, sou o meu avesso,
e por isso
uso o que existe no meu interior,
pra mostrar o meu melhor,
que é tão pouco,
pra este mundo louco
que cobra tanto da gente,
sem ao menos perguntar o que temos pra oferecer."
***
(*) ...aqui jas minha franqueza...(*)
Páginas amarelas
Amareladas,enegrecidas
Cores parafinadas das velas
Jazidas no tempo, esquecidas
Um escrito documento no tempo parado
Estabilizado pela fagulha do cosmo intempestiva
Borbulhando constante agitado
As cordas velhas da antiga festiva!
E escreves por aquele antigo pecado
Lamentável erro do passado
De quem fora o vilão responsável
Pelo castigo indecifrável
Eu,louco das ruas poeta
A afogar-me em distante loucura
Com alma bastante inquieta
Deitado nos braços da nobre figura!
Distração
Eu observo a pintura dela em outros quadros, vejo o seu rosto em outras pessoas e até temo olhar-me no espelho com a impressão de que ela aparecerá ali. Me distraia. Me perturbe. Me enlouqueça.
Como queres que eu desabroche em amor
se não alimentas meus sonhos?
se te fazes distante e indiferente?
se me deixas só, no orvalho frio da noite sem fim?
se tua voz calou palavras que soavam carinhos?
se teus olhos não mais procuram os meus?
se teu olhar de estrela distante se afastou do meu?
Como queres que eu desabroche em amor
se não respondes ao meu coração?
se apenas minh'alma te faz poesia?
se nada disso queres responder, adeus é o que resta, acabaste de me perder...
Não leve ela tão a sério
Não considere tudo o que ela fala
Preciso te contar que ela
Viciou-se em intensidades
Anda de mãos dadas com o desgoverno
Acostumou-se a impermanência
E que, por hora, já não a reconheço mais.
