Poemas de Karl Marx sobre I Homem

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Há muitas ocasiões em que os ricos e poderosos invejam a condição dos pobres e insignificantes.

Em qualquer magistratura, é indispensável compensar a grandeza do poder pela brevidade da duração.

Se a vida é um mal, por que tememos morrer; e se um bem, por que a abreviamos com os nossos vícios?

A maior parte dos desgostos só chegam tão depressa porque nós fazemos metade do caminho.

A opinião pública é sempre respeitável, não pelo seu racionalismo, mas pela sua omnipotência muscular.

Os bons presumem sempre bem dos outros; os maus, pelo contrário, sempre mal; uns e outros dão o que têm.

É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.

Os bens que a ambição promete são como os do amor, melhores imaginados que conseguidos.

Ambos se enganam, o velho quando louva somente o passado, o moço quando só admira o presente.

O trabalho involuntário ou forçado é quase sempre mal concebido e pior executado.

O remorso é no moral o que a dor é no físico da nossa individualidade: advertência de desordens que se devem reparar.

Os tolos são muitas vezes promovidos a grandes empregos em utilidade e proveito dos velhacos, que melhor os sabem desfrutar.

Os homens sem mérito algum, brochados de insígnias e de ouro, são comparáveis aos maus livros ricamente encadernados.

Muito pouco se padece na vida, em comparação do que se goza; aliás, não sendo assim, como se viveria?

Desejaria que houvesse o cuidado de lhe escolher [à criança] um condutor [preceptor] que antes tivesse a cabeça bem feita do que muito cheia.

Há homens que parecem grandes no horizonte da vida privada e pequenos no meridiano da vida pública.

Os maldizentes, como os mentirosos, acabam por não merecer crédito ainda que digam verdades.

Os homens poderiam parecer-nos mais justos ou menos injustos, se não exigíssemos deles mais do que podem ou devem dar-nos.

Para mandar muito tempo e absolutamente sem alguém é indispensável ter a mão leve e, nunca lhe fazer sentir, por pouco que seja, a sua dependência.

Ambicionando o louvor e admiração dos outros homens, provocamos frequentes vezes a sua inveja e aversão.