Poemas de Flores
Há Flores quente do verão e Flores fria do inverno e ambas admiram uma às outras..mas seu próprio ambiente fazerá com que o outro morra com o tempo; então devem criar um ambiente para se viver bem, o chamado equilíbrio.
Por onde passar, plante flores. Por onde passar, espalhe o amor. Quando voltares, estarão te esperando.
O poeta escreve como quem chora — palavras em lágrimas que mergulham nas raízes do mundo, florescendo no jardim silencioso d’alma: sua essência, a existência de seu eu indizível.
As vezes quando paramos de regar certas flores, percebemos que na verdade elas já estavam mortas... Dilema das pessoas.
Na quarentena, a gente percebe que enquanto algumas flores necessitam ser regadas todos os dias, senão murcham, outras flores não precisam ser irrigadas e dão flores o ano inteiro.
As flores são palavras comunicadas, sem escrita ou fala, que viram, naturalmente poesia no jardim dos apaixonados.
A Menina que admirava as Flores
Ela parava no meio da pressa só pra ver o que nascia na calçada. Conversava com as pétalas como quem entende silêncio. Dizia que flor não tem medo mesmo sem plateia. E eu, que só passava reto, aprendi a demorar por causa dela
"Estou regando a minha mente com água de resiliência para que amanhã nasçam flores de conquistas que a minha árvore genealógica nunca viu."
Na casa clara da manhã, de poeira se enchia a estrada em um redemionho a levar flores de outono que descansam no solo. Canta a asa branca na planície de uma mata vasta e inebriada. A água calma da lagoa acalma a alma vaga na madrugada. Ouve-se a fala mansa de um arara que chama alta na varanda. No mar uma barca branca e iluminada levava uma menina que sorria. Para ela a vida era linda e infinita. A brisa fria da colina ouvia sinos a vibrar nas igrejas. Um poeta põe-se a escrever rima viva e cristalina, trilha antiga e escondida, que fitava a neblina e a poesia ilumina o dia. A melodia inspira a menina de família unida e querida. O rouxinol cantou de novo no dia solto do outono. No quintal havia um poço fundo e silencioso. Nas montanhas se ouviam coros sonoros de monges. Os olhos eram como sóis dourados, no contorno do horizonte e os opostos formam o todo de um sonho longo e misterioso. A lua despida sobre a rua pairava chuva pura da altura, em escultura de ternura. A bruma azul era música muda à alma. Uma luz profunda e absoluta. Na mesa havia uma fruta suculenta e madura, com uma cursa suave de pintura. O dinheiro era escasso e fortuna busca aventura. Mas esqueça. Uma doçura flutua na memória e o céu sereno e pequeno leva o tempo lento e secreto. Um vento leve sobre o campo, faz o verde crescer em silêncio para futuras festas belas e singelas. Uma estrela revela secredos e a névoa leve desliza pela relva. A terra espera a primavera em um verso belo e sincero. Um menino seguia sozinho, sorrigo antigo e tranquilo. Brilho vivo do destino. E há um caminho florido e bonito. Foi um livro escrito com carinho.
"Ela precisa de um mar de flores amarelas um barco feito de livros e Deus, pra ela velejar com todas coisas que ela mais ama pra longe de tudo que tira sua paz"
Até as flores tem espinho, nem tudo são flores e do meu jardim tenho que cuidar para poder flor-rir.
Floresça dentro de ti uma orquídea, onde a força, beleza e a natureza, cultive na medida certa, água e terra, na real fonte do prazer e o brilho da inspiração humana, florescendo amor sem limites!
Amigos (as) são que nem flores e poemas, suporta-se qualquer perfume, e ouve-se com atenção seus assuntos...
Está chegando uma nova estação, as flores que desabrocham perfumando a atmosfera
nas folhas novas que brotam anunciando a primavera.
A saudade costuma mostrar as flores e esconder os espinhos. O coração sente falta do amor, mas a memória precisa lembrar por que aquilo terminou.
Converso bem com as árvores e as flores, no meio da natureza, onde me recarrego da energia vital da vida e com sorte aprecio o bailar das borboletas. Vibro na mesma sintonia das águas, dos rios, das nascentes e da chuva, fina que umedece o solo e minha alma, com isto me acalma. Não gosto de tempestades, pois me deixam apreensivo e irritado. A abundância de qualquer elemento me incomoda, pois depois do exagero vêm as consequências, que por vezes não são agradáveis. Somos sempre cúmplices serenos do afável, do que não falta e não sobra. Porque a vida é feliz na medida certa e nossa estada prodigiosa no momento exato. Isto é um fato muito além dos ponteiros do relógio.
