Poemas de Erico Verissimo 1910 a 8
Há vozes a revoltar-se dentro de mim.
Incitam-me para que seja um lutador nato, ou um gritador de injustiças, pelo menos.
Nunca são os governos, os presidentes, os ministros e outros mandões que ditam leis no seu próprio país, mas sim os poderosos grupos económicos instituídos, dos quais, os tais, são subservientes bajuladores.
Quando a alma que nunca vimos, se torna objeto na nossa mente, é porque a sentimos e lutamos com ela de frente.
A pátria minha, é aquela que eu invento nos meus sonhos.
Daí me chamarem sonhador louco de uma pátria irreal.
O coração, em termos de emoção, deve ser sempre o último a escutar.
Nestas ocasiões, vale mais a razão de bem pensar, antes de agir.
Uns esperam, outros desesperam, alguns exasperam e, no final, somos todos tontos, porque ninguém deve esperar muito tempo por algo ou alguém, mas agir urgentemente antes da espera.
Curo as feridas e as dores do meu corpo, da alma e do espírito, com a água morna e salgada que brota copiosamente dos meus tristes olhos.
A vida, quando se cansa de si própria, apenas tem para oferecer a morte, numa espécie de divertimento ridículo.
A psicologia vomitada pelos ditos inteligentes, só veio atrasar o estudo da psicologia pelos tolos - esse, bem mais adiantado.
"O seu relacionamento com Deus não deve desprezar a caridade com o vizinho, que não deseja ouvir o seu hino no último volume".
Não há dúvida alguma que sempre fomos ridículos, mas eram poucos os que sabiam. Hoje, fazemos questão que todos os nossos seguidores saibam”.
Porque a mente viaja em você, o coração acelera ao te ver, meu corpo treme, minha boca deseja a sua. Daí me lembro, não posso te ter... E tudo volta ao tédio inicial.
