Poemas de Dramas Pessoas
Sou tão tola…
Ainda acredito que as pessoas podem ser boas.
E quanto mais acredito,
mais me firo.
Mas é errado acreditar
que Deus pode transformar alguém?
Não.
Errado é depositar esperança
em quem nem sabe o que é fé.
Muitos vivem cercados por religiões,
mas nunca conheceram Deus de verdade.
Criam deuses que aprovam tudo,
deuses moldados pelos próprios desejos.
Porque o Deus verdadeiro confronta.
Mostra o pecado,
expõe a verdade,
chama para renunciar.
E é isso que muitos não suportam.
Não querem mudança,
querem permissão.
Querem um deus que aplauda os próprios erros,
que transforme pecado em liberdade
e destruição em orgulho.
Mas a verdade continua sendo verdade,
mesmo quando o mundo inteiro prefere fugir dela.
As pessoas se togam com tanta pressa para julgar possíveis envolvidos em assuntos sensíveis, que nem dá tempo de calçar as sandálias da sensibilidade.
Vivemos tempos em que a velocidade da opinião ultrapassa, e com muita folga, a profundidade da compreensão.
Antes mesmo que os fatos respirem, já há sentenças sendo proclamadas — não nos tribunais formais, mas nos corredores digitais onde cada voz ecoa como se fosse absoluta.
Julgar tornou-se um impulso quase automático, um reflexo condicionado retroalimentado pela ansiedade de se posicionar.
Mas a sensibilidade exige pausa.
Exige escuta.
Exige, sobretudo, a humildade de reconhecer que toda história tem camadas invisíveis aos olhos muito apressados.
Calçar as sandálias da sensibilidade é um gesto simples, porém raro: significa escolher sentir antes de condenar, compreender antes de rotular, acolher antes de afastar.
Quando deixamos de lado essa sensibilidade, corremos o risco de desumanizar o outro — transformando pessoas em narrativas rasas, em culpados convenientes ou inocentes idealizados, sem jamais considerar sua complexidade.
E, nesse processo, algo em nós também se perde: a capacidade de olhar com empatia, de duvidar com honestidade e de esperar com respeito.
Talvez o verdadeiro desafio não seja formar uma opinião rápida, mas sustentar o silêncio necessário para amadurecê-la.
Porque, no fim das contas, não é sobre ter razão — é sobre não ferir injustamente.
E isso, quase sempre, começa com o simples gesto de parar… e calçar, com cuidado, as sandálias da sensibilidade.
As pessoas escrevem poemas sobre fuga
como se realmente vivessem o que escrevem.
Falam do amor que não praticam,
postam a vida que sonham ter,
enquanto escondem o caos que carregam.
São disfarces.
Máscaras bonitas para uma sociedade distraída.
Têm sorrisos perfeitos,
corpos esculpidos,
olhares treinados para convencer.
Mas por dentro…
por dentro existe um estrago silencioso.
E eu me pergunto:
como um ser humano consegue andar,
conversar, dançar, sorrir…
estando morto?
Porque às vezes a alma já partiu há muito tempo,
e só ficou o corpo vagando pelas ruas,
repetindo frases que fazem sentido para os outros,
mas nunca para si mesmo.
Um corpo sem espírito,
vivendo no automático,
tentando parecer vivo.
Uma das coisas mais pavorosas num mundo habitado por mais de 8 bilhões de pessoas é tropeçar numa que ainda acredita ser dona da única opinião legítima.
Não pelo incômodo da discordância — essa, quando honesta, é o que ainda sustenta qualquer possibilidade de convivência minimamente civilizada —, mas pela recusa absoluta em admitir que o mundo é muito maior do que o próprio ponto de vista.
Há algo de profundamente inquietante em quem transforma convicção em dogma e experiência pessoal em medida universal.
A pluralidade humana não é um detalhe estatístico; é a condição fundamental da nossa existência coletiva.
Cada indivíduo é atravessado por histórias, dores, referências e limites que não cabem em fórmulas únicas.
Ainda assim, há quem caminhe como se tivesse decifrado o enigma completo da realidade, reduzindo o outro a erro, ignorância ou má-fé.
Esse tipo de postura não nasce apenas da arrogância — embora ela esteja quase sempre presente.
Muitas vezes, brota do medo…
O medo de reconhecer a complexidade, de lidar com a incerteza, de aceitar que talvez não haja respostas definitivas para tudo.
É mais confortável erguer certezas inabaláveis do que navegar em um mar de ambiguidades.
O problema é que, ao fazer isso, não se empobrece apenas o debate; empobrece-se a própria experiência de viver.
Porque viver, no sentido mais pleno, exige abertura.
Exige o desconforto de ouvir, a coragem de rever, a humildade de não saber.
Aquele que se crê dono da única opinião legítima não apenas fecha portas para o outro — fecha também as janelas por onde poderia enxergar novos horizontes.
E, no fim, acaba encarcerado num mundo pequeno e insignificante demais para a vastidão que insiste em negar.
O mundo é cheio de pessoas com julgamentos que tentam, mas não conseguem explicar o que só a gente consegue sentir. Mas, quando olho para você, todo esse ruído desaparece. Eu quero que você pare de chorar, porque, enquanto eu estiver aqui, farei com que tudo fique bem.
Segure a minha mão. Sinta o aperto e saiba que ele é o meu compromisso de nunca te soltar. Eu te protegerei de tudo ao redor, criando um espaço onde você possa ser exatamente quem é, sem medo e sem reservas.
O que eu quero te dizer hoje:
Você é a minha força: Mesmo quando você se sente pequeno ou vulnerável, eu vejo uma coragem gigante em você.
Nosso laço é inquebrável: Não importa a distância ou os desafios que o destino coloque em nosso caminho, esse amor que nos une só se fortalece.
Sempre estarei aqui: Se o dia for difícil, saiba que sempre estarei ao seu lado. Eu prometo: eu estarei lá.
Não me importa o que os outros dizem ou o que eles não conseguem entender. Eles não veem o que temos "dentro de nós", essa sintonia que ignora as diferenças e celebra o que nos torna um só.
Você estará no meu coração. Não apenas hoje, mas de agora em diante e para todo o sempre. Meu abraço será sempre o seu lugar seguro e aquecido.
Eu acho lindo o amor.
Torço por ele, mesmo quando não é o meu.
Gosto de ver pessoas se encontrando, se escolhendo, se cuidando.
Talvez eu ainda não tenha vivido algo assim.
mas isso não me impede de acreditar.
Porque quem reconhece a beleza do amor,
já carrega um pouco dele dentro de si.
Compreender a maldade quando ela acontece
A maldade faz parte do ser humano. Há pessoas boas, pessoas más e outras em que é difícil caracterizá-las, são algo híbridas. Mas, uma coisa é certa: a maldade afeta a nossa vida quer seja na família, nos vizinhos, no círculo de amizades, no trabalho ou no ginásio. A maldade dos outros rouba a nossa paz, os nossos momentos de silêncio, o nosso bem-estar social, espiritual e até físico. E como perceber que alguém comporta em si a maldade?
Uma forma de perceber que alguém opta pelo mal é dando-lhe poder. Uma pessoa em situação de poder julga que pode tudo em relação a todos: faz o que bem entende, muitas vezes, tornando a vida dos outros num inferno. Outra forma de conhecer alguém rancoroso, vingativo, que nos tira paz é contrariando essa pessoa. Se dizemos algo que revela a verdade, mas que vai atingir essa pessoa, o seu ego, ela, logo depois, mostra ao que vem, mostrando que não se fica, que não aceita a verdade que lhe foi dita, fazendo tudo para se vingar, através de palavras de contrariedade, do silêncio, de abuso emocional, enfim. Estejam atentos, saibam identificar o mal e livrar-se dele se tal for possível.
A Humanista
Sandra Ribeiro
Muitas vezes, as pessoas acham que quem é séria não pode ser engraçada, ou que quem tem muita fé não vive a realidade do dia a dia.
Minha armadura é feita de aço, mas o meu sorriso ainda é de criança.
SerLucia Reflexoes
Existem pessoas que são como buracos negros: não importa o quanto de luz e ajuda você dê, elas sempre vão sugar a sua energia e pedir mais um pouco para te ver no chão.
SerLucia Reflexoes
Existem pessoas que são como ventanias: só passam para bagunçar. Aprenda a fechar as janelas da sua alma quando perceber que o vento é de destruição.
SerLucia Reflexoes
Eu até tento ser uma pessoa paciente, mas as pessoas abusam do meu direito de ser educada.
SerLucia Reflexoes
A gente só conhece as pessoas no final, não no começo. A despedida revela o caráter que as boas-vindas conseguiram esconder.
SerLucia Reflexoes
Existem pessoas que são tão pobres por dentro que a única coisa que conseguem oferecer é o conflito.
SerLucia Reflexoes
A normalidade
As pessoas normais estão presas à normalidade e a normalidade à loucura. As pessoas normais matam. Matam por ódio, ciúme, amor cobiça e nas guerras. E nas guerras matam por amor, cobiça, ciúme, ódio e por vontade de matar. As pessoas normais não estão satisfeitas com o mundo e querem reformá-lo e, assim, destruí-lo. O mundo reformado é repleto de plástico, gases, ácidos, radiação e tanto lixo que mesmo as pessoas normais percebem a enrascada em que se meteram. Quando estão deixando de serem normais, essas pessoas logo procuram um médico que as normalize. Isso não tem efeito e elas procuram uma saída normal, como beber álcool, cheirar cocaína, injetar heroína, respirar a fumaça de cigarros ou começar a frequentar um culto religioso. Isso não dá certo e elas procuram o mais normal: trabalhar desesperadamente e viver dos sonhos que o cansaço produz. Cansados do cansaço, os normais adoecem e morrem, sendo enquadrados num túmulo onde não podem mais reclamar dos elogios e outros delírios que os outros dizem sobre eles.
Agora
As pessoas vivem muito, embora só existam por um dia. Assim pensava eu, na poltrona, tentando descrever as sensações da tarde. Os ruídos da rebelião e do caos soavam lá fora e eu percebi que o ódio e a visão pessimista, que eram minhas, haviam se espalhado pelo mundo. Eu tinha medo pelo meu temperamento e aonde ele iria me levar, certamente longe daqui.
Temos apego à inércia e tememos o desconhecido. Quando a chuva fria chegou para acalmar os ânimos, parecia que Deus tinha se arrependido e procurava reverter a situação em que todos tinham perdido as estribeiras. Gritos, urros dos policiais contra a falta de dinheiro, o mundo havia deixado de ser familiar. Sentado aqui, eu examinava o funcionamento da vida. Parece que, a cada dia nascemos ao despertar e, no final, com o sono, morremos, para renascer no outro dia. Só que, ao nascer já éramos outros, melhorados. É uma bela ideia, mas, se formos humildes temos consciência da nossa ignorância. O que sabemos é que pela manhã acordamos com impressões vagas, fragmentos de sonhos, com um humor inexplicável que se manteve até agora. Temos muitos preconceitos para entender isso, e o preconceito errado: o de que eu posso antecipar e prever o que acontecerá até o fim do dia. Se nos basearmos em tudo o que sabemos, o que é muito, mas inútil, a vida começa pela manhã, transcorre pelo dia e termina quando dormimos. Isso é tudo. Mas, o que podemos saber, ao admitirmos a nossa completa ignorância? O que haverá daqui a um instante se a vida cabe num suspiro, como a gota que desgasta o rochedo?
Este mundo vai se acabar
Haverá um tempo em que existirão poucas pessoas e os poucos serão gente de qualidade, não muitos supérfluos. A propaganda não existirá para promover o muito, o inútil e o daninho à vida, ao contrário, virá do real desejo de preservar e promover o conhecimento da sua Natureza. Os materiais usados serão mínimos, ampliados pela imaginação, que será usada por todos para criar, através da arte, um mundo que realiza a sua beleza. Assim, só haverá Um. A doença da cobiça se findará e o dinheiro não será mais sinônimo de culpa e auto sabotagem. Apesar dos seus inúmeros defeitos, as pessoas encontrarão um denominador comum que as una, fazendo que parem de competir e se voltem ao apoio de todos por todos, acabando a inimizade recíproca. Isso é difícil de acontecer, mas é inevitável, sob a pena de não haver mais humanidade.
Caxias
As pessoas acham que viver irá preencher o seu vazio, isso acontece, pelo menos é nisso que elas acreditam. A ideia, aqui, é justapor as experiências com as emoções, as memórias com as sensações até que se crie uma história. Naqueles dias, no velho apartamento, sentávamos sob o sol. Nos esquentávamos, no frio do inverno, naquela nesga de luz e apreciávamos o gosto doce e ácido das bergamotas. Só que isso não existe. Eu estou velho e as bergamotas há muito foram comidas. A minhacachorrinha morreu, não existe. Percorrer as memórias ativa o banco de emoções e produz a sensação de uma volta ao passado. Eu não sou ninguém, apenas um vazio. Esta casca, que muitos desprezam e que acham que é a residência de algo interior, é a existência. Queres conhecer a verdade sobre o mundo? Ela está bem na tua frente, ao alcance das tuas mãos. A profundidade está na superfície. Qualquer um que tenha sensibilidade já compreendeu que a realidade é uma forma. É algo que muda constantemente já que estamos sempre a criá-la. É a forma da nossa mente. Ela é a forma que contém todas as outras formas e que está contida em cada uma delas. Eu pensei que estava sendo límpido e claro, mas surgiu quem discordava, e ainda ficaram ofendidos, e queriam brigar. Parece que as pessoas têm um enorme apreço pelas suas convicções e não admitem que se discorde, imaginando que os que pensam diferente podem corromper a pureza das suas ideias. Claro, podem brigar comigo, mas não adianta, porque eu não tenho convicções, só tenho ideias velhas. O que está na memória não tem valor no hoje.
Olhando para certas pessoas e pensando: sobrou peça na montagem e faltou o parafuso da noção.
Vilma Martins
