Poemas de Deuses do Amor
"Algumas pessoas de alma estreita dizem: "Por isso ou aquilo, que é meu objetivo de vida, eu abro mão de tudo..."
Abrir mão de algo é se negar a plenitude da existência, assim estas pessoas não vivem, só existem, por um curto período de tempo....
"Temos muito pouco tempo nesta morada, façamos bom uso do tempo que nos resta para conhecer nossos vizinhos, para alargar a sala de visita de nossa alma.
Não seria prudente gastar muito tempo em adornar a casa que impreterivelmente se desmoronará. Evitemos as disputas mesquinhas, ideologias falíveis que segregam e escravizam os homens, produzem guerras, injustiças e sofrimento.
Portanto, mantenhamos-nos aquecidos com o calor humano dos amigos verdadeiros, com a chama dos afetos, façamos uma fogueira para celebrar a amizade e a paz, iluminemos a nossa caminhada com o fogo inextinguível da esperança ... "
A: - A religião é única responsável por toda forma de violência, preconceito e estupidez humana. Mas o homem tribal não pode viver sem um deus inventado, sua vida perderia o sentido, então prefere ser escravo do mito, por isso não escuta a sua consciência, testada por milênios que diz: "o homem deve assumir toda responsabilidade pelos seus atos.
B: - Talvez não seja esta toda a verdade, pode ser pelo fato do homem mal intencionado apenas usar a religião como desculpas para sua boas e más ações. Assim vivem e matam em nome de Deus.
Evan do Carmo
Voltei a sorrir
voltei a viver
então decidi
não quero morrer
A viva é tão bela
estando ao seu lado
você minha amada
sou seu namorado.
Voltei a sorrir
voltei a viver
então decidi
não vou mais sofrer
Renasço em seu braços
esqueço o cansaço
da vida comum
eu já percebi
não somos mais um.
Voltei a sorrir
voltei a viver
então decidi
não quero morrer
A paz que encontro
no seu coração
é algo singelo
é luz é verdade
é amor é paixão.
Voltei a sorrir
voltei a viver
então decidi
não quero morrer
Uma prova de que até poeta bom pode ser estúpido,
é o fato de Vinicius ter tido sete mulheres..
e nenhum verdadeiro amor!
QUEDA
Momento para se contemplar o alto
Saber que todos podem cair
Contudo, na queda temos duas possibilidades
Continuar no chão ou levantar e Seguir em frente
COMPREENSÃO
É a facilidade de olhar além do nosso próprio umbigo. Uma mente aberta para entender o que se ver e o que se escuta, alguém que olha por cima das aparências e encontra o sentido do que se escreve na superfície do discurso humano.
Giovanna & Benício
Quando a vida se tornar difícil
Busquem um livro
Ou escutem uma canção do seu eterno vozinho.
O Amor será sempre nosso guia neste mundo caótico.
O estúpido também é capaz de amar,
o que ele não consegue é conter
seu instinto agressivo e até violento.
Somos tão imperfeitos,
nunca estamos satisfeitos,
há sempre uma impressão,
a sensação nostálgica
de que o melhor ainda está
por vir...
Ela amava o mar,
assim como eu amava o rio
mas a estrada do destino
não cruzou nossos caminhos,
assim o mar ainda a espera,
o rio que era meu sonho,
virou um deserto de quimera.
FOLHA MORTA
Se a minha boca não te surpreende
se o meu corpo não te satisfaz,
o que te falta para ir em frente,
pra seguir teu rumo, me deixar em paz?
A vida a dois não é cláusula pétrea
se for por força de obrigação
o amor definha, vira folha morta
logo um se despede, outro fecha a porta
é o fim da rota de contradição.
Mas o medo de ficar sozinho
fecha o caminho da libertação
se não há coragem pra pular no abismo
prefere-se o cinismo, vida de ilusão.
Logo tudo cala, quando ninguém fala
a porta se fecha e a luz se apaga
e os dois se encaixam na mesma prisão.
Somos feitos de contradição
De persistência e resistência
De incoerência e de confusão
E de galho em galho vamos saltando
Nos camuflando nesta multidão
Para fugir do ego, para não ser pego
Por qualquer pelego, seja branco ou negro
Que nos peça a rego com definição.
O que é o talento?
As pessoas costumam dizer,
fulano tem o dom para isso ou aquilo.
Talento é a expressão ativa
do conhecimento universal das coisas
que o ser humano consegue absorver.
Contudo só vira talento quando se consegue
comunicar de maneira ideal, quase perfeita.
Sem estudo não se adquire conhecimento,
e o artista não pode escrever, ou produzir
qualquer arte daquilo que não conhece.
Porém toda arte reside na capacidade de comunicar,
na forma de expressão.
Estamos viajando ao redor do Sol, à incrível velocidade de 107 mil quilômetros por h, somos nativos deste bioma que não nos garante a sobrevivência, pois uma hora esfria, noutra hora esquenta.
Expostos a terremotos, tempestade, tsunami e à guerra nuclear anunciada, mesmo assim ainda nos comportamos com arrogância intelectual presunçosa, a de que temos o controle do tempo e do espaço.
Valemos tanto quanto uma ameba, para o
caos cósmico que nos pôs em órbita.
É inútil, é um absurdo ter preconceito.
As pessoas são iguais em qualquer lugar do mundo. Pessoas são pessoas, o que difere são os defeitos.
Não há raça, gênero, orientação ou religião,
Que justifique uma discriminação.
Diante das diferenças, devemos aprender a conviver, a respeitar e a amar, sem nunca deixar de perceber, que a diversidade é um presente da vida, e que só assim, de fato, podemos ser livres.
Que o amor seja a força que nos une, que o respeito seja o que nos guie,
e que juntos possamos construir um mundo melhor, onde o preconceito não tenha vez nem lugar, nem sabor.
Porque no final das contas, somos todos iguais, seres humanos em busca da felicidade, e se há algo que nos faz melhores e mais especiais, é a capacidade de enxergar a beleza na diferença e na diversidade.
Sou o encontro de passado e presente
uma história que se enlaça
em tantas outras vidas
são anos de aprendizado,
de gente querida
de momentos bons
e outros nem tão presentes
Mas em mim está a força
de seguir em frente
a certeza de que a vida
é mesmo uma partida
e que cada passo dado
nos leva a outra vida
q ue o tempo é gigante
e ao mesmo tempo tão carente
Eu sou um livro aberto,
folhas amareladas pelo tempo
mas ainda trago em mim
a esperança e o sentimento
de que é possível criar
um mundo melhor
E assim vou caminhando,
entre o passado e o agora
tão vasta é minha jornada,
tão grande é o meu tesouro
sou o tempo que persiste
e que não tem borda nem sabor.
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
ELA FINGIA
Ela fingia entender tudo o que eu dizia.
Ela fingia saber o que não sabia,
enquanto eu tentava explicar,
enquanto eu tentava explicar
o caos deste mundo,
a falta de amor,
a busca da paz,
o inferno e a dor.
Ela nada sabia de filosofia,
nem de poesia, de Pessoa ou Drummond.
Ela tampouco sabia de democracia,
ou de anarquia de Foucault a Proudhon.
Mas ela sempre aceitou minha fantasia.
Ela sequer perguntou sobre a minha ironia:
de me achar tão sabido
e o sentido da vida não ter entendido,
que, segundo ela, era viver
bem distraído,
que, segundo ela, era esquecer
o mal sofrido.
Clamor do Século XXI
Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Os céus ainda se enchem de gritos,
as fronteiras queimam, as cidades se despedaçam,
e homens em nome da pátria ou da fé
rasgam irmãos com lâminas digitais e bombas celestes.
O espectro do passado ronda outra vez —
uniformes marcham, discursos de ódio crescem,
bandeiras negras e vermelhas se erguem,
e o século, que prometera ser livre,
se curva a velhos ídolos de ferro.
Navios já não negreiros, mas de refugiados,
singram mares de silêncio e de fome;
crianças caem nas praias do Mediterrâneo
como flores sem nome,
sem canto, sem pátria, sem deus.
E nós, que aprendemos com Auschwitz, com Hiroshima,
com as valas comuns da Bósnia,
vemos a História repetir-se como praga.
O homem não aprende — repete.
E cada vez mais fundo cava o abismo onde habita.
Deus! ó Deus!
se calas, que voz nos resta senão a humana?
Se teu silêncio é eterno,
que a nossa garganta seja trovão,
que a poesia seja espada,
que o desespero seja fogo
até que a vida, uma vez, se levante
contra a morte que a governa.
