Poemas de Cruz e Sousa
Seja seu próprio sol para que nos dias nublados não seja necessário depender de alguém para iluminar seu dia. E te aquecer nas noites frias de solidão.
A nudez da alma é a melhor imagem que os nossos olhos podem capturar... E é a que mais excita o coração.
Eu sou temporal, que causa enchentes e alagamentos. Já você é garoa passageira, que não chega nem a escorrer pelo chão.
Você está presente em todos os cantinhos do meu corpo, deve ser por isso que tua ausência causa tanta dor em mim... Eu só queria te retirar de todos eles.
A gente vai se remendando aos pouquinhos... E quando nos damos conta, já estamos inteiros novamente.
Ficaria muito feio se eu simplesmente desistisse de tudo? Porque está difícil demais, não sei mais quanto tempo eu consigo aguentar.
O que carregamos de mais pesado é o nosso coração, nele estão guardados momentos bons e ruins... E o acúmulo pesa.
Talvez, se eu tivesse dito não, meu coração estaria inteiro até hoje e minha alma não teria tantas cicatrizes e dores incuráveis.
Uma das maiores artes de ser e viver é saber abrir mão das realidades que não servem mais, como o rancor, a inveja, para receber com gratidão uma nova realidade, e depois abrir o coração para se doar com amor.
Um homem que elogia a si mesmo não vê nada à sua volta exceto ele próprio. É melhor ser um homem cego que ver somente a si mesmo e a ninguém mais.
"Cultuar o passado é respeitar nossos antecedentes, plantar bons hábitos no presente e garantir um futuro melhor para as novas gerações."
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
”A estupidez é sempre do outro; nossa, jamais.”
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Um filme sobre animais selvagens: crueldade incessante em todas as latitudes. A natureza, torcionária genial, imbuída de si mesma e da sua obra, tem razões para exultar: a cada segundo tudo o que vive treme e faz tremer. A piedade é um luxo bizarro, que apenas o mais pérfido e o mais feroz dos seres poderia inventar, por necessidade de se castigar e torturar, por ferocidade uma vez mais.
