Poemas de Cruz e Sousa
Não seja cruel com o mundo pois chegará uma hora onde o mundo será cruel com você, lembre-se, você colhe o que planta!👌
Não é ter unhas bonitas, cabelo longo ou abdominal que vai definir você, a única coisa que define você é a sua maneira de ser!😌
Muitas pessoas me perguntam se alguma vez eu dei um sorriso verdadeiro. E a resposta é: Não sei o que é isso!😪
''As atitudes que eu tomei e não deram certo me fizeram mal por um tempo, e depois a dor gradativamente foi passando. Mas as atitudes que eu, por medo, insegurança, preocupação com o que os outros iam dizer, deixei de tomar, essas me fazem mal até hoje.''
Na imensidão do crepúsculo da noite teu olhar tornou minhas noites em dias. Como esmeralda refletindo raios de luz, és que brilhar intensamente. Pois semeaste ternura em meu coração.
Embora você seja pequenino e sua vida não muito longa, quero que saiba que sua existência no Universo é algo arquitetado pelo Criador. Você é uma parte importante de algo imensamente grande e lindo.
Não devemos impor nossos conceitos a ninguém, a busca pelo conhecimento é como a salvação, algo totalmente individual.
Eu disse que você seria feliz.
Acredite, sua estrada da felicidade ainda está no início, ainda tem um longo caminho pela frente. Então, aproveite a paisagem!
Universos se cruzam com um propósito, nos mostrar que independente de qualquer coisa somos iguais e sozinhos não somos ninguém. Que não percamos a capacidade de amar e demostrar amor em todas as situações, sempre apreciando as diferenças como belos tesouros.
É só que aquele rapaz negro, lindo, alegre, um garoto, quase 10 anos mais jovem que eu, que conheci no meu primeiro dia de aula e que de longe soube que amaria e que me ensinaria alguma coisa, vive uma história linda que as pessoas precisam conhecer, as pessoas precisam se permitir conhecer histórias lindas, porque como já disse, coisas que são pequenas para muitos casais heterossexuais, pra eles são muito grandes, são grandes porque tem muita gente que não entende de amor, porque tem muita gente que precisa entender de amor.
Detesto Dezembro porque é Dezembro, porque é o fim de alguma coisa, e eu nunca me habituei aos fins. Detesto, porque não me conformo que anos no meu RG ditem quem eu sou, ou como devo me vestir, ou me comportar, ou até onde posso errar. Detesto Dezembro. Mas amo Janeiro. Porque Janeiro é começo e me lembra aquela saia velha e colorida com a bainha gasta e com lembranças de um tempo em que eu não contava as horas.
porque sou o tipo de pessoa que gosta de solidão e traja sempre o avesso do apropriado, porque eu não sou sociável, simpática ou extrovertida, e acho que todo o caos é pelo menos 80% mais interessante que o marasmo, porque passo horas olhando para o teto em busca da droga do teto, e todos os caras que já passaram pela minha vida tentaram mudar alguma coisa em mim, fosse o meu gosto por camisas largas, a minha indisposição em fazer as unhas, o meu desprezo por batons vermelhos, e cor de rosa, e marrom, e de qualquer cor existente na face da terra, fosse os meus penteados equivocados, os meus poemas favoritos ou a minha eterna mania de deixar as coisas mais urgentes para o ano que vem.
Eu entendi. Não era por eu ser diferente, é por que eu sou inexata, sempre fui, e acho que sempre serei. É porque esperar de mim doses de mim é esperar em vão, é que eu moro nas rebeldias mas não falo aquelas línguas, é que a minha pureza é subversiva e eu gosto de protestos em vão, é que ainda que soe contraditório eu não uso batom e saltos e roupas provocantes porque gosto de ser vista, e me interesso pelos defeitos dos outros mais do que pelas qualidades, é que a minha humanidade é tola e eu nunca realmente acreditei num Deus, e onde há espera eu sempre fui inesperada, e amor nenhum nunca me roubou de mim. Eu sou inexata porque construí cercados para os meus cercados e me entreguei a homens sem nunca realmente me entregar, porque sempre questionei altruísmos e acreditei em egoísmos, porque imperfeições me comovem e tudo que passa do ponto me atrai. Eu sou inexata porque os orgasmos duram pouco e sempre me senti a passageira de um trem fora dos trilhos, é que há entre a minha garganta seca e a minha unha encravada algum poema barroco de Gregório de Matos que ironiza nossos mais relevantes aspectos sociais. Eu sou inexata porque a minha veracidade é torta.
Eu lembro que nós fazíamos de conta, você me olhava torto e eu entendia as suas neuroses, você me aconselhava e eu corria as minhas carnes, o meu corpo doía e a sua alma sempre machucada por conta de alguma cena que eu escrevia pra você viver. E você tentava me dizer o que fazer ás vezes. Como eu julgava o fato de você não perceber o mundo que eu queria compor e mesmo assim precisar de mim! Os tijolos da sua casa pareciam frios e o meu espelho velho me dizia nada. Era difícil ser eu, e ás vezes eu tinha a impressão que só você entendia isso, porque ser você também era muito difícil. Você ás vezes cuidava de mim, às vezes enchia o saco e caia fora, depois ligava e os seus telefonemas me entrertiam e me consumiam, era difícil qualquer um nos entender, era fácil a gente se entender.
A arte é os bastidores, os olhos sem camarim, sem métrica, sem figurino, sem pintura, olhos que podem ser seus e que podem ser meus. E então compreendo tudo, sobre esse sonho que me diz que a rua é uma ilusão para todos e que apenas eu a enxergo como real.
Porque no decorrer da vida vamos nos transformando num resumo clichê das auto versões que deixamos pelo caminho, e não importa o quanto a gente aprenda, quebre a cara, vire jogos, ensaie modos ou se enquadre nos padrões sociais, no que esperam de nós e no que nos dizem que é ser maduros, a nossa versão principal será sempre aquela mais antiga da qual se tem lembrança.
Conta comigo, tô aqui pra ti, eu posso ser presunçosa, pretensiosa, presumida, imodesta, arrogante, metida, esnobe, vaidosa, egocêntrica, enfatuada, afetada, cabotina, todos esses sinônimos, mas na tua tristeza eu serei sempre protagonista pelos motivos nobres, porque ela também é minha
As dores são pra ser aproveitadas, contempladas, revisitadas, impróprias. A dor do primeiro amor, e do último; Do adeus, e do até mais; A dor de inventar uma dor pra se refazer de uma ainda pior, a dor da ilusão despida e da realidade coberta, a dor de saber que nada nunca volta, e que nada nunca é como deveria ser. A dor é pra ser desfrutada, como a pele que desfruta do sol.
Ninguém é tão interessante assim, tão admirável assim, tão culto assim, tão genial assim, exceto Chico Buarque, mas convenhamos, ninguém além de Chico Buarque é Chico Buarque.
