Poemas de Casa
A Terra é a nossa casa no universo. Somos viajantes do tempo e do espaço. Todos os dias são um novo recomeço para os seres humanos que habitam neste planeta.
As fases reais da vida humana neste mundo: a casa que se constrói, a pequena família que cresce, a disposição para trabalhar da manhã à noite. No fim, deixaremos tudo para trás. O que realmente se torna a busca definitiva na vida é para onde vamos.
A vida é como um sopro de um vento, que chega derrubando folhas das árvores e desarrumando os cabelos, e sem avisar vai embora, deixando apenas os vestígios de sua passagem.
Que neste novo dia, o amor de Deus possa alcançar a sua casa e sua família, envolvendo cada canto com paz e esperança. Que a luz divina aqueça os corações, renove as forças e traga serenidade, fazendo florescer fé, união e infinitas bênçãos.
Que maio seja um mês de muitas bênçãos, fartura e saúde na sua casa. Que o amor de Jesus sempre te abrace, trazendo conforto, esperança e dias repletos da graça de Deus.
Não busco abrigo, eu o crio, a casa nasceu das minhas mãos, e hoje habito onde antes só soprava o vento.
A maior prova de força é não abaixar a cabeça, mas saber que chorar em casa te torna igualmente digno.
A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.
A memória é uma casa de quartos trancados. Algumas portas abrem sozinhas, outras precisam de força. Quando entro, encontro ossos de riso e móveis de abandono. Arrumo o que posso e não tento ajeitar o impossível. Viver é aprender a escolher quais cômodos habitar.
O amor é casa, e casa precisa de estrutura, eu só entro onde há pilares fortes, teto firme, e portas sinceras.
O passado é uma casa velha que insiste em ranger quando o vento da lembrança passa. Podemos trancar portas, entulhar janelas, mas o eco do que vivemos sempre encontra um jeito de entrar. E talvez não seja para ferir, mas para lembrar que o sobrevivente ainda habita aqui. E isso já é vitória demais para quem quase não existiu.
Há dias em que a alma parece uma casa sem teto: tudo entra, tudo molha, tudo desaba. Mas mesmo nas ruínas, algo dentro pede reconstrução. E esse pedido é prova de que a esperança, embora pequena, ainda respira. Respira fraco, mas respira.
Em partida, o amor não vai embora de uma vez, ele se despede devagar, deixando a casa cheia de ecos, porque algumas ausências continuam morando na gente muito depois do adeus.
Às vezes o coração é como uma casa com portas emperradas. Não entra sol, mas entra renúncia. Eu empurro cada porta com o punho das minhas pequenas certezas. Algumas cedem, outras permanecem guardiãs do escuro. E morar nesse lugar é aprender a plantar janelas.
O perdão que me salva é lento e sem lampejos. Ele se instala como casa simples, tijolo sobre tijolo. Não é espetáculo, nem notícia de jornal. É a rotina de admitir e soltar ao mesmo tempo. E aí a alma respira sem urgências.
Minha alma tem a textura de uma casa abandonada, onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado.
O corpo é uma casa que, às vezes, entra em reforma sem nos consultar, trocando a fiação do ânimo por circuitos de agonia que não têm interruptor. Resta-nos habitar o cômodo que sobrou, acender uma vela de oração e esperar que a estrutura resista a mais uma noite de ventania.
A alma é uma casa abandonada onde o vento sopra entre as frestas de memórias que eu deveria ter enterrado há muito tempo. Mas eu gosto do barulho do vento, ele me lembra que, embora a casa esteja vazia, ela ainda respira a poeira do que foi vivido.
