Poemas de Amor que Chega Arrepia
Meio século de vida me parece estranho. Faço da vida apenas o que dá sentido a ela. Envelhecer nunca esteve nos meus planos, ter a idade do meu coração me faz cegar o externo e enxergar o que é invisível aos olhos, do tempo que ainda tenho: que não seja curto e nem longo demais, mas que seja intenso.
Como um jardim é a nossa alma: só cresce o que você rega com sua gentileza. O tempo de florescer vai depender do quanto a sua alma enraizou.
A grandiosidade da música está em transitar pelas fronteiras entre a irrealidade e o mundo das possibilidades.
Inevitáveis aqueles momentos de reflexão: segundos feitos pra quem sabe que desistir nunca foi uma opção.
Ensurdecedor é o silêncio da alma, capaz de encantar em seus detalhes a ouvir a voz da natureza, mesmo quando ela parece não dizer nada.
Bem maior que a areia que escorre entre meus dedos, são as águas do oceano que inundam a minha alma.
Apesar de nossos sentimentos florescerem no verão, havia um vazio neles. Não resistiram ao duro inverno — e, no fim, o mais difícil foi como tudo começou.
Não é sobre escolher entre amar ou ser amado, mas entender que um dá sentido ao outro — é como perguntar a uma gaivota qual asa é mais importante: a esquerda ou a direita.
Cada escolha sua é um traço. Cada atitude, uma linha que, aos poucos, dá forma a esse caminho silencioso que nasce quando você decide caminhar.
Eu, tão imerso na corrente da vida, mal percebi que o passado é fugaz: escapa pelos dedos, atravessa os dias, costura memórias ao presente e, silenciosamente, escreve aquilo que chamamos de destino.
O tempo, esse abismo silencioso entre um lugar e outro, recorda-nos que talvez busquemos nos galhos aquilo que só pode ser encontrado nas raízes.
Ecos da alma, capazes de nos levar para tão longe, mas também de nos trazer para mais perto quando nos permitimos compreendê-los.
É verão de dezembro. O sol foi tão gentil enquanto eu buscava as palavras de alguns versos. Versos estes que mexiam com a minha inquietude, aquela que não doma o mundo selvagem lá fora, mas que é suficiente para me fazer vagante.
