Poemas de Amor que Chega Arrepia

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Os homens são sempre mais verbosos e fecundos em queixar-se das injúrias do que em agradecer os benefícios.

O interior das famílias é muitas vezes perturbado por desconfianças, ciúmes e antipatias, e enganam-nos as aparências de satisfação, calma e cordialidade, fazendo-nos supor uma paz que não existe; poucas há que ganham em ser aprofundadas.

Os empregos que por intrigas e facções se alcançam, por facções e intrigas se perdem.

Se não estás disposto a matar aquele a quem pretendes odiar, não digas que o odeias; estás a prostituir tal palavra.

Frequentemente tive a ocasião de observar que quando a beneficência não prejudica o benfeitor, mata o beneficiado.

A verdade é tão simples que não deleita: são os erros e ficções que pela sua variedade nos encantam.

Uma boa recordação talvez seja cá na Terra mais autêntica do que a felicidade.

Para não corar diante da sua vítima, o homem, que começou por feri-la, mata-a.

É tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir, que há bem poucas pessoas que cumpram as suas promessas.

O apetite do privilégio e o gosto da igualdade, eis as paixões dominantes e contraditórias dos franceses em todas as épocas.

É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito.

Morte, que mistérios encerras?... Ninguém o sabe... Todos o podem saber... Basta ir ao teu encontro, corajosa, resolutamente, que nenhum mistério existirá já!

O que vulgarmente faz que um pensamento seja grande é dizer-se uma coisa que nos conduz a muitas outras.

As crenças religiosas fixam as opiniões dos homens, as teorias filosóficas perturbam-nas e confundem.

No mundo, apenas há duas maneiras de subirmos, ou graças à nossa habilidade, ou mediante a imbecilidade dos outros.

A maledicência pode muitas vezes corrigir-nos, a lisonja quase sempre nos corrompe.

Os defeitos de quem amamos, devemos vê-los com os mesmos olhos com que vemos os nossos.

Há duas coisas que não se perdoam entre os partidos políticos: a neutralidade e a apostasia.

O desejo de igualdade levado ao extremo acaba no despotismo de uma única pessoa.

Nos nossos revezes, queremos antes passar por infelizes, do que por imprudentes, ou inábeis.